quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Epica anuncia oito datas da “THE ULTIMATE PRINCIPLE TOUR” no Brasil

A banda holandesa Epicaum dos nomes mais importantes do heavy metal mundial na atualidade, acaba de confirmar longa e importante nova turnê pela América do Sul com oito datas apenas no Brasil. A “THE ULTIMATE PRINCIPLE TOUR” vai passar por Belo Horizonte (09/03 - Music Hall), São Paulo (10/03 - Tropical Butantã), Rio de Janeiro(11/03 - Circo Voador), Porto Alegre (13/03 – Opinião), Curitiba (14/03 - Spazio Van),Manaus (16/03 - Teatro Manauara), Fortaleza (17/03 – Armazém) e Recife (18/03 – Clube Português do Recife). UruguaiChile e Argentina estão também estão na rota. A venda de ingressos começa nesta sexta-feira (24/11). 


Após promover a impressionante 1ª edição do próprio festival EPIC METAL FEST no Brasil, banda está de volta para mais uma importante turnê pelo País – foto: Tim Tronckoe

Acabou o mistério! A banda holandesa Epica, um dos nomes mais importantes do heavy metal mundial na atualidade, orgulhosamente anuncia todas as datas de longa e importante nova turnê pela América do Sul com passagem por oito capitais do Brasil.

Com o prestigio de estar realizando extensa e bem-sucedida turnê pelas principais casas de espetáculos da Europa, Simone Simons (vocal), Mark Jansen (guitarra/vocal), Coen Janssen (synth/piano), Ariën van Weesenbeek (bateria/vocal), Isaac Delahaye (guitarra) e Rob van der Loo (baixo) retornam com a turnê promocional aclamado novo álbum “The Holographic Principle” (Nuclear Blast).

Estamos muito felizes em anunciar que estamos de volta e prontos para estrear em algumas cidades do Brasil! Eu já havia comentei com nossos fãs, que estávamos programando algo grandioso e ai está! Estamos extremamente ansioso para curtir a festa com todos vocês”, declarou Mark Jansen.

A “THE ULTIMATE PRINCIPLE TOUR” consiste nas seguintes datas:
02/03 – Landia – Montevidéu, Uruguai
03/03 - Teatro Caupolicán - Santiago, Chile
04/03 - Teatro Flores - Buenos Aires, Argentina
06/03 - Teatro del Huerto - Salta, Argentina
09/03 - Music Hall - Belo Horizonte, Brasil
10/03 - Tropical Butantã - São Paulo, Brasil
11/03 - Circo Voador - Rio de Janeiro, Brasil
13/03 – Opinião - Porto Alegre, Brasil
14/03 - Spazio Van - Curitiba, Brasil
16/03 - Teatro Manauara - Manaus, Brasil
17/03 – Armazém - Fortaleza, Brasil
18/03 - Clube Português do Recife - Recife, Brasil

A venda oficial de ingressos e pacotes VIPs começam nesta sexta-feira (24/11) viawww.epica.nl/tour.

Links relacionados:
https://www.facebook.com/epica
https://www.facebook.com/liberationmcofficial
https://www.facebook.com/UltimateMusicPR

Aprenda a fotografar nas férias: novo curso no Solar do Rosário


 
O curso de Fotografia do Solar do Rosário tem uma opção especial para as férias: o intensivo. As aulas, divididas em cinco encontros, são ideais para iniciantes e profissionais que querem fazer reciclagem na área. O conteúdo traz muita prática e teoria, com o professor Brasílio Wille explicando e demonstrando os princípios da fotografia. Há duas turmas disponíveis: dos dias 4 a 8 de dezembro das 9h às 12h, e uma do dia 5 a 8 das 19h às 21h com a última aula no dia 9 das 9h às 12h. O investimento é de R$ 600.
 
Wille apresenta desde tópicos básicos sobre fotografia, desde ajustes de câmera e histórico do registro de imagens, até o olhar da fotografia e regras da composição. Na parte técnica, ele explora questões como diafragma, balanço de branco, distância focal e luminosidade. Nos momentos mais práticos, comenta também sobre exposição e velocidade, uso de flash e até transferência de dados para câmeras digitais e manipulação digital da imagem.
 
Para participar das aulas, o aluno precisa levar sua própria câmera digital com cartão de memória e bateria. É recomendável que ela possua o modo de exposição manual e balanço de branco personalizável.
 
 
Intensivo de férias - Fotografia Básico no Solar do Rosário
 
Data e Horário: Duas turmas - Manhã - de 4 a 8 de dezembro, das 9h às 12h. Noite - de 5 a 8 de dezembro, das 19h às 21h e dia 9 (sábado) das 9h às 12h
Investimento: R$ 600
Endereço: Rua Duque de Caxias, 4 - Centro Histórico, Curitiba - PR
Setor de Cursos: de segunda a sexta-feira das 10h às 19h e sábado das 9h às 13h
Informações: (41) 3225-6232 | www.solardorosario.com.br

Espetáculo “O Baile” estreia nesta quinta no Cleon Jacques



               O grupo Modulado de Pesquisa Teatral (MPT) estreia nesta semana a peça “O Baile”. O espetáculo é inspirado no filme de mesmo nome do diretor italiano Ettore Scolla e tem outras influências, como Almodóvar e Fellini. O espetáculo retrata pequenos fragmentos das personagens que frequentam um mesmo baile, chamado "Kanaã", onde cada um carrega nos ombros o peso de suas histórias e figuras tristes tentam se encontrar, buscando sentido às suas vidas.
               O trabalho é fruto de pesquisa e laboratório desenvolvido durante todo o ano de 2017 pelo grupo, envolvendo várias técnicas como dança-teatro, teatro físico e dança de salão. O MPT é vinculado ao Colégio Estadual do Paraná e o espetáculo tem o apoio da Fundação Cultural de Curitiba.

Serviço: Espetáculo “O Baile”
Local: Teatro Cleon Jacques – (Av. Mateus Leme, 4700 – São Lourenço)
Data e horários:  23 e 24 de novembro, às 20h,
                               25 de novembro, às 17h e às 20h
                               26 de novembro, às 19h
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: 14 anos

Soviet tem Black Friday com desconto em entrada e drinks


 
A Black Friday chega no Soviet com descontos em entrada e drinks. A típica promoção do fim de novembro toma conta do club nesta sexta-feira (24/11), a partir das 23h. A entrada neste dia é R$ 12,50 até 1h, quem tiver nome na lista do Soviet App paga R$ 7,50 até o mesmo horário. Após 1h, a entrada fica R$ 25. Da abertura da casa até 1h, os destilados nacionais saem pela metade do preço, enquanto o Moscow Mule e o Gim Tônica ficam a R$ 10. Nas picapes, agitam a noite os DJs ADRN, Lumo, Pedrô e Vitor Cruz com muito pop, EDM e R&B.
 
Sábado é dia da festa Stardust a partir das 23h, com os DJs residentes Dimis, Duda Rezende e Pedrô recebendo como convidado Manolo Neto, conhecido por suas discotecagens no Simão. Até 1h, double de Orloff e gim Seagram's. A entrada é R$ 30, saindo a R$ 20 até 1h para quem incluir o nome na lista amiga do Soviet App.
 
 
Soviet
 
DATA: Sexta-feira, 24 de novembro
HORÁRIO: 23h
FESTA: Soviet Station Black Friday
ATRAÇÕES: DJs ADRN, Lumo, Pedrô e Vitor Cruz
ENTRADA: R$ 12,50 até 1h, com nome na lista R$ 7,50 até 1h, após R$ 25
 
DATA: Sábado, 25 de novembro
HORÁRIO: 23h
FESTA: Stardust
ATRAÇÕES: DJs Dimis, Pedrô, Duda Rezende e Manolo Neto
ENTRADA: R$ 30, com nome na lista R$ 20 até 1h
 
 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Você tem um compromisso no dia 28 de novembro

Neste Dia de Doar, junte-se à Anistia Internacional no apoio de indivíduos e comunidades em risco
Olá Eduardo,
 
Não sei você, mas nessa época do ano, às vésperas da Black Friday, eu sempre sou bombardeada de anúncios que me intimam a gastar mais e mais em roupas ou produtos tecnológicos que eu não preciso de verdade.

Mas ao invés de gastarmos todas as nossas economias em compras, compras e mais compras,podemos doar para uma causa que tem um impacto real na vida de muitas pessoas, como na vida de Ni Yulan.
A advogada Chinesa dedicou muitos anos da sua vida em defesa do direito à habitação de pessoas que foram expulsas de suas casas para dar espaço a construções lucrativas. Por conta disso, Ni Yulan sofreu diversas ameaças e agressões físicas por parte das autoridades.
Além de ter sido desalojada diversas vezes, Ni Yulan foi tão agredida que hoje vive em uma cadeira de rodas. Agora, é a nossa vez de defendê-la! A realidade dela pode mudar com a sua ajuda.
Fazendo uma doação única no Dia de Doar, você estará nos ajudando a pressionar as autoridades chinesas para retirar as acusações contra Ni Yulan e parar de persegui-la.
Esse é o nosso chamado para o Dia de Doar, uma data especial para promover a cultura de doação no Brasil e no mundo. A celebração, que começou nos Estados Unidos na sequência de datas comerciais como BlackFriday, neste ano acontece no dia 28 de novembro.
Se todos nós nos mobilizarmos no Dia de Doar, vamos fazer a diferença na vida de Ni Yulan e de muitas outras pessoas que lutam para ter garantido o acesso aos seus direitos.
EU QUERO CONTRIBUIR COM ESTA CAUSA


Lançamento de "Uma Fina Camada de Gelo" + Bandas

Lançamento de "Uma Fina Camada de Gelo" + Bandas
Sábado, 25 de novembro às 10:30
Slaviero Hotéis (Slim Curitiba Centro) em Curitiba

Estreias e pérolas da casa esquentam fim de semana do Sheridan's


 
Duas estreias no palco do Sheridan's Irish Pub se destacam na programação do fim de semana. Na sexta-feira (24/11), Treze Tribos sobe ao palco da casa pela primeira vez, enquanto no sábado é o dia de Vemagets estrear no espaço. As noites contam ainda com as pérolas da casa, She Rocks na sexta e Joe Crow e Radiophonics no sábado. O pub abre às 19h e tem entrada a R$ 10 para cada noite.
 
Treze Tribos tem um repertório voltado ao hard rock e heavy metal, indo de Living Colour e Motley Crue a Iron Maiden e Whitesnake. O grupo curitibano foi criado em 2005, apresentando sucessos destes gêneros em versões clássicas e adaptadas. A sexta tem ainda She Rocks, com a vocalista Thai Lopes interpretando pop rock, como No Doubt, Duran Duran e Roxette.
 
Vemagets sobe ao palco da casa no sábado para apresentar muito rockabilly e clássicos do rock. Entram no repertório desde Roy Orbison a Queen, incluindo Elvis Presley e Neil Diamond. Já Joe Crow inclui bandas como Audioslave e Pearl Jam, entre outras, em suas apresentações. Radiophonics completa a noite com sucessos da música nacional e internacional, como Titãs, Cachorro Grande, Stereophonics e Oasis, entre outros.
 
 
Sheridan's Irish Pub
 
DATA: Sexta-feira, 24 de novembro
HORÁRIO: 19h
ATRAÇÕES: Bandas Doze Tribos + She Rocks
ENTRADA: R$ 10
 
DATA: Sábado, 25 de novembro
HORÁRIO: 19h
ATRAÇÕES: Bandas Vemagets + Joe Crow + Radiophonics
ENTRADA: R$ 10
 
INFORMAÇÕES: (41) 3343-7779 | www.sheridansirishpub.com.br
 

Hora da Prosa aborda história da presença afro-brasileira na cidade



           
A Fundação Cultural de Curitiba promove na próxima quinta-feira (23), às 19h, na Casa Romário Martins, uma edição do projeto Hora da Prosa com o tema “Curitiba negra: história e memória da presença afro-brasileira na cidade”. Os palestrantes são a historiadora Joseli Mendonça, professora do Departamento de História da Universidade Federal do Paraná, e o advogado Nei Moreira de Freitas, membro da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná e membro da diretoria da Sociedade 13 de Maio.
            Joseli Mendonça, que pesquisa temas relacionados à escravidão e ao período pós-abolicionista, vai falar sobre espaços da cidade de Curitiba que estão relacionados à presença da população negra na história local. De acordo com Joseli, em alguns desses espaços, essa relação é direta, embora ela seja desconhecida de grande parte da população. “Não há, por exemplo, qualquer indício evidente de que a Praça Zacarias foi um local de sociabilidade e trabalho para a população negra. Ela, entretanto, foi. E se falarmos sobre isso, a própria história dos negros na cidade pode adquirir outro significado e relevância”, diz a historiadora.

Personalidades negras – A contribuição afro-brasileira nas artes e na intelectualidade curitibana também será lembrada com uma visita guiada ao Cemitério Municipal São Francisco de Paula, que no próximo sábado (25) terá um roteiro especial pelos túmulos de personalidades negras da história de Curitiba. Nomes como Enedina Alves Marques, primeira engenheira negra do Brasil, o maestro Benedito Nicolau dos Santos, a professora e pesquisadora Maria Nicolas e o fundador da Sociedade Treze de Maio, Vicente Moreira de Freitas, serão alguns dos personagens rememorados em suas trajetórias.


Serviço:
Hora da Prosa com a historiadora Joseli Mendonça e o advogado Nei Moreira de Freitas
Local: Casa Romário Martins – Largo da Ordem, 22
Data e horário: 23 de novembro (quinta-feira), às 19h
Entrada franca

Visita temática ao Cemitério Municipal – Personalidades negras
Local: Cemitério Municipal São Francisco de Paula – Padre João Sotto Maior, s/nº
Data e horário: 25 de novembro (sábado), das 9h às 12h
Inscrições gratuitas e vagas limitadas. Inscrições devem ser realizadas por e-mail, encaminhando nome completo e número de RG para visitaguiada@smma.curitiba.pr.gov.br

terça-feira, 21 de novembro de 2017

CAIXA CULTURAL TRAZ A CURITIBA A EXPOSIÇÃO “O TEMPO DOS SONHOS: ARTE ABORÍGENE CONTEMPORÂNEA DA AUSTRÁLIA”

 

A mais abrangente exposição de arte aborígene realizada na América Latina reúne mais de 70 obras que trazem reflexão acerca da sobrevivência das culturas indígenas


A CAIXA Cultural traz a Curitiba a exposição “O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália”. Com um acervo de mais de 70 obras entre pinturas, esculturas, litografias e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto), a mostra apresenta a expressão artística e as narrativas da cultura aborígene. Com estreia no dia 28 de novembro – e abertura ao público entre 29 de novembro de 2017 e 07 de janeiro de 2018 – a visitação é gratuita.

A seleção abrange obras desde a década de 1970, período em que a Austrália deu início a políticas de valorização e resgate dessas comunidades, e de um movimento em prol da difusão de sua rica e diversificada arte. A exposição é composta por peças da Coo-ee Art Gallery, a mais antiga e respeitada galeria de arte aborígene da Oceania, além de obras de instituições governamentais australianas e também de coleções privadas. Segundo o curador Clay D’ Paula, especialista em História da Arte pela Universidade de Sidney, a mostra é representativa da variedade e da vitalidade dos estilos artísticos encontrados nas diversas regiões australianas.

As obras selecionadas situam-se entre a abstração e a figuração. A maioria dos povos aborígenes utiliza símbolos, e não a linguagem escrita. A estética desses artistas é inspirada em narrativas e histórias repassadas de geração a geração, e exprimem, muitas vezes, o seu relacionamento com o universo, a natureza e a espiritualidade.

Ao longo da mostra, é possível perceber as diferenças no design, no estilo e nas cores da paleta dos artistas de cada região. A paisagem presente na arte produzida na região de Kimberly, por exemplo, revela uma terra de grandes contrastes, cheia de rios e cachoeiras. Arnhem Land (Terra de Arnhem) é a região das bark paintings. EmTiwi Island (Ilhas Tiwi), as obras trazem elementos de design geométrico relacionados a lugares sagrados ou a mudança das estações. E nas obras da região de Balgo, os visitantes poderão observar a presença de cores intensas, muitos tons de verde, roxo e cores brilhantes. Estes trabalhos são denominados "arte do isolamento", pois são produzidos no deserto ocidental da Austrália. Já a arte dos aborígenes que vivem nos centros urbanos traz questões ligadas às mazelas da colonização e à discriminação ainda sofrida por eles.

As diferenças da arte produzida em cada região passam também pelas técnicas utilizadas. Ilana Goldstein, antropóloga e consultora da exposição, aponta algumas dessas diferenças: "Os materiais que são comumente utilizados no Deserto Central da Austrália, como tinta acrílica, tela e pincéis industrializados, não são utilizados pelos artistas da região de Arnhem Land, no norte tropical da Austrália. Os artistas dessa região preferem usar camadas do tronco do eucalipto nativo, tintas feitas de minerais do solo, pincéis de fios de cabelo e gravetos."

As obras selecionadas para a exposição foram produzidas por artistas renomados que já tiveram trabalhos expostos no MoMA e Metropolitan de Nova Iorque. Também passaram pelas bienais de Veneza, São Paulo e Sidney, entre outros eventos de prestígio internacional, como o Documenta, em Kassel, na Alemanha. “Essa coleção é um presente à população brasileira. Em um acervo de mais de três mil obras, selecionamos aquelas mais significativas. Muitas já foram publicadas em inúmeros catálogos de arte, citadas em teses de dourado e exibidas em várias instituições na Austrália, Europa e Estados Unidos”, conta o brasileiro Clay D´Paula que divide a curadoria com os australianos Adrian Newstead e Djon Mundine.


Os artistas

A exposição traz obras de artistas de diversas trajetórias: aqueles que utilizam elementos tradicionais, com pouco contato com o mundo ocidental, e também os ditos "artistas urbanos", que possuem formação universitária e se relacionam com a arte contemporânea. Na percepção da antropóloga Ilana Goldstein, "na questão da formalidade, as telas abstratas de artistas como Emily Kame e Rover Thomas aliam deleite estético com conteúdos cosmológicos tradicionais, e não pretendem fazer provocações conceituais. Já os artistas aborígenes urbanos fazem releituras satíricas da história da arte e questionam a lógica do sistema das artes, como no caso de Richard Bell, autor do trabalho ‘Aboriginal art is a white thing’, e de Lin Onus, que se apropria da gravura ‘A onda’ do japonês Hokusai."

Um dos artistas de maior projeção internacional, Rover Thomas (1926-1998), com seus cenários de cor ocre, mudou a percepção paisagística australiana. Thomas também foi responsável por um novo ritual nas cerimônias do povo Gija, que consiste em inserir tábuas pintadas no rito já tradicional. A tia dele, Queenie McKenzie (1930-1998), que também tem obras na exposição, foi a responsável por começar a pintar as tábuas cerimoniais.

Outra artista de destaque na exposição é Emily Kame Kngwarreye (1910-1996), considerada uma das maiores pintoras expressionistas do século XX. Emily começou a pintar aos 79 anos e se tornou a artista mais querida da Austrália. Ela representou o país na Bienal de Veneza e em outros eventos de arte internacional. Suas obras, que parecem abstratas, trazem elementos como nuvens, água, vegetação e flores do deserto, que compõem narrativas e histórias herdadas de seus ancestrais.

Já Kathleen Patyarre (1934), que é sobrinha de Emily Kame, é autora de pinturas que retratam mapas mentais das regiões por onde caminhou com seus pais durante a infância. Muito prestigiada, ela é recordista em convites para exposições.

Lily Nungarayi Hargraves (1930), anciã da tribo Lajamanu, é responsável pela cerimônia de iniciação feminina chamada “O Sonhar das Mulheres” e já pintou diversas telas relacionadas a este ritual, inclusive a que está presente na exposição. Suas obras já foram expostas na França e nos Estados Unidos.

Richard Bell (1953), por sua vez, é um "artista urbano”, de origem Kamilaroi, que se tornou ativista em prol dos direitos das populações indígenas. Suas críticas mais contundentes se dirigem à folclorização do aborígene. Outro “artista urbano” é Lin Onus (1948-1996), descendente da etnia Yorta Yorta. Ele deixou trabalhos com teor histórico, muitas vezes irônicos e provocativos, caracterizados pela figuração realista. Uma das obras expostas tem inspiração na xilogravura "A Onda", de 1829, do japonês Katsushika Hokusai. Na recriação de Lin Onus, um cão (herança do colonizador branco) surfa sobre a arraia (animal sagrado, sereno e equilibrado), apesar do perigo iminente. É possível que a tela, em seu conjunto, remeta à capacidade dos povos aborígenes de se reinventarem constantemente, se adaptarem a novas realidades e assimilarem influências de diferentes origens, sem necessariamente perder o prumo.

Um exemplo da importância da arte aborígene para o mercado das artes vem de Clifford Possum Tjapaltjarrl (1933-2002), da etnia Anmatyerre que vive no deserto australiano. Ele teve uma tela leiloada por 2,4 milhões de dólares, em 2007, na Southeby’s, arrematada pela National Gallery of Australia. Trata-se de tela produzida em 1977, que condensa diversos fragmentos míticos. Clifford já teve uma obra apresentada no Brasil, durante a Bienal de São Paulo de 1983.

Thompson Yulidjirri (1930) é representante do estilo “raio X”, que traz certa continuidade das pinturas rupestres antigas às bark paintings – imagens executadas sobre entrecasca de árvore. Tal estilo, que usa a representação dos ossos e vísceras dentro dos corpos, como se fossem transparentes, pode ser observado na prancha intitulada Canguru, de 1985.

Além de mostrar as diversas expressões, a exuberância, a vitalidade e a história da arte aborígene ao povo brasileiro, a exposição também estimula a atenção para a arte indígena produzida no Brasil. Enquanto o estilo aborígene australiano é mostrado em vários museus de arte, as expressões artísticas dos indígenas brasileiros são tidas, em sua grande maioria, como artesanato. O Xoha Karajá é um artista indígena brasileiro, da etnia Iny/Karajá. Sua obra foi especialmente comissionada para integrar a exposição. Trata-se de uma mandala, com significado bastante forte: a harmonia entre todos os povos.

Sobre as bark paintings

As bark paintings compõem a arte aborígene característica de Arnhem Land, no norte tropical. Foram as primeiras obras aborígenes a conquistar a atenção do público ao redor do mundo. São pinturas sobre entrecasca de eucalipto, conhecidas desde o início do século XX, e feitas com pigmentos naturais nos tons ocre, branco, vermelho e preto. Essas obras carregam complexas simbologias associadas aos clãs e aos ancestrais. Em geral, as bark paintings são figurativas e funcionam como narrativas visuais sobre passagens míticas. Os pincéis utilizados em algumas delas são feitos com cabelos humanos. Além disso, são usados pigmentos naturais, com materiais orgânicos.

O curador Clay D'Paula enfatiza que as bark paintings estão entre as formas de expressão artística mais antigas do mundo, e, provavelmente, podem ser datadas do mesmo período das pinturas rupestres, feitas há 40 mil anos. “No entanto, essa forma de arte pode ser tão contemporânea como qualquer outra, e muito aberta à inovação" destaca D’Paula.

“O Tempo dos Sonhos”

O título da exposição resgata a mitologia aborígene sobre a criação do universo e a forma como esses povos registram o conhecimento transmitido de geração a geração. De acordo com a crença, o “Tempo do Sonho” é uma era sagrada na qual espíritos ancestrais formaram o mundo e as leis que o regem.

Para os aborígenes, “sonhar” é viver em sintonia com o mundo natural; é aprender com a natureza e as pessoas que os cercam e contribuir para o ensinamento aos mais jovens. O conhecimento é retratado pelas pinturas e demais obras, caracterizadas por iconografia peculiar. Para o artista aborígene, pintar os “sonhos” representa transmitir ideias e histórias a fim de mantê-las vivas. Nessas comunidades, o fazer artístico é, portanto, prática fundamental para transmissão do conhecimento sobre o universo.

História da arte aborígene australiana

A arte aborígene é a mais antiga tradição artística contínua do mundo. Antes, tais expressões artísticas eram tratadas como mero ofício dos povos aborígenes, frutos do ato de criar peças e símbolos que os ajudavam na lida diária. A partir de 1950, porém, o fazer aborígene começou a ser tratado como arte. Tal história apresenta várias fases que se sobrepõem, e têm fronteiras indefinidas.

A década de 1970 marca o reconhecimento da arte aborígene, que passa da condição de atividade etnográfica à classificação como artes plásticas vivas, com a abertura de dezenas de cooperativas em comunidades indígenas.

Uma das razões da inserção da arte aborígene no mercado internacional foi a iniciativa do governo australiano que criou o Aboriginal Arts Board, em 1973. Composto por representantes indígenas, o órgão comprou, regularmente, durante 20 anos, obras para coleções públicas, sendo que algumas foram doadas para embaixadas e museus ao redor do mundo, ou inseridas em exposições nacionais e internacionais.

Trata-se de um processo que levou décadas e só foi possível devido ao engajamento de uma série de pessoas e instituições e, sobretudo, em razão da criação de políticas públicas voltadas ao fomento da produção artística indígena.

Na atualidade, a arte aborígene da Austrália movimenta cerca de 200 milhões de dólares por ano. Estima-se que haja mais de sete mil artistas aborígenes no país – e que 50% dos artistas australianos descendam de indígenas. Atualmente, os povos aborígenes criam suas peças com o intuito de produzir arte inspirada nas tradições indígenas, e não utensílios. “A arte aborígene é sinônimo de resiliência, resistência e afirmação. Existe algo mais contemporâneo que isso?”, ressalta Clay D’Paula.


Seminário: Jornada de Arte Indígena

No dia da abertura da exposição “O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália” também será realizada a Jornada de Arte Indígena. Trata-se de um seminário que pretende oferecer um momento de reflexão a respeito dessas manifestações artísticas e seus significados. O objetivo é reunir interessados nas interfaces entre cultura e desenvolvimento, diversidade cultural e experiência estética, arte e cidadania, além de inspirar o surgimento de iniciativas de fomento às formas indígenas de expressão artística no Brasil.

Dirigido a pesquisadores, estudantes, artistas, lideranças indígenas, colecionadores e apreciadores de arte, o seminário vai contar com a participação de Clay D´Paula, especializado em Arte & Curadoria na Universidade de Sidney, Austrália, e estudos em arte indígena australiana na Art Gallery of New South Wales; Ilana Goldstein, antropóloga, pesquisadora e especialista em Arte Aborígene Contemporânea da Austrália – com a única tese de doutorado sobre o assunto no Brasil; Carolina Loch, coordenadora Institucional da Bienal de Curitiba; Julianna Rocha Podolan Martins, coordenadora do Museu do Índio de Curitiba e Gustavo Malucelli, artista contemporâneo indígena brasileiro, filho de mãe indígena da etnia Wapichana, de Roraima.

O seminário terá início às 15h e, após a abertura, realizada pelo curador da exposição Clay D’Paula, o evento contará com a palestra de Ilana Seltzer Goldstein que vai falar sobre “O Sistema de Arte Indígena Australiano: Do Tempo dos Sonhos ao Mercado”. Por fim, será realizada uma mesa-redonda com o tema “Perspectivas para a Arte Indígena no Brasil”. Após o encerramento do seminário, será realizada uma visita guiada à exposição “O Tempo dos Sonhos: A Arte Aborígene Contemporânea da Austrália”. As inscrições para o seminário e visita guiada poderão ser feitas mediante a retirada de senha, uma hora antes do evento, até o limite máximo da capacidade do teatro (123 lugares).


Serviço
Artes Visuais: O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália
Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR) - Galerias Térreo e Mezanino
Abertura: 28 de novembro de 2017 (terça-feira), às 19h.
Seminário Jornada de Arte Indígena e Visita Guiada: 28 de novembro de 2017 (terça-feira), às 15h. Inscrição gratuita, por ordem de chegada, uma hora antes do evento, até o limite de lugares do teatro (123 pessoas). Haverá visita guiada à exposição a partir das 18h30.
Visitação: 29 de novembro de 2017 a 07 de janeiro de 2018.
Horário das galerias: terça a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 10h às 19h.
Ingressos: Entrada franca
Informações: (41) 2118-5111
Classificação etária: Livre para todos os públicos