quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

CONCURSO CULTURAL

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PROGRAMAÇÃO CINEMA CURITIBA

De 6 a 12 de fevereiro de 2009

Domingo, dia 8 de fevereiro – ingresso a R$1,00

CINEMATECA - Sala Groff – Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br

1º FESTIVAL DE JURI POPULAR

De 6 a 8 de fevereiro, sessão às 20h – Entrada franca

(ver programação)

A ESCOLA DO RISO, 2004, Japão, 121’, de Mamoru Hosi, com Kôji Yakusho, Goto Inagaki, Tae Kimura. Um censor do governo japonês interfere na montagem de uma adaptação de "Romeu e Julieta", o que faz com que reescreva a peça juntamente com o comediante que a está realizando.

Sessões 16h

Classificação livre.

EXPOENTES DO CINEMA MARGINAL

De 9 a 14 de fevereiro, sessão às 20h – Entrada franca

(ver programação)


PROGRAMAÇÃO

De 6 a 12 de fevereiro de 2009

Domingo, dia 8 de fevereiro – ingresso a R$1,00

CINE LUZ Rua XV de Novembro nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br

ANDARILHO, Documentário, Brasil, 2007, 80’, de Cao Guimarães. Entre Montes Claros e Pedra Azul, no nordeste de Minas Gerais, três andarilhos solitários percorrem trajetórias distintas, relacionando-se, cada um do seu jeito, com os elementos de um mundo onde tudo é transitório. Melhor filme no 9º Festival Internacional de Cinema de Las Palmas de Gran Canária/Espanha. Melhor direção (documentário) Festival do Rio de Janeiro 2007. O diretor Cao Guimarães, é, ao lado de Kiko Goifman, um dos principais nomes da vanguarda do cinema brasileiro atual. Classificação livre

Sessão às 15h30

Domingo, dia 8 – não haverá sessão desse filme

MANDELA - LUTA PELA LIBERDADE, 2007 (Alemanha/ França/ Bélgica/ África do Sul/ Itália/ Luxemburgo/ Reino Unido), 140’ de Bille August, com Joseph Fiennes, Dennis Haysbert, Diane Kruger. A vida de um homem racista (Joseph Fiennes) muda completamente por conta de sua convivência por 20 anos com um negro, prisioneiro do qual cuidou nesse período.O prisioneiro era Nelson Mandela (Dennis Haysbert).

Classificação: 10 anos

Sessões às 17h20 e 20h

Sábado, dia 7, sessão somente às 17h20

PRÉ-ESTRÉIA:

LUZ SILENCIOSA, 2007, (México/França/Alemanha/Holanda), 127’, de Carlos Reygadas, com Elizabeth Ferr, Jacobo Klassen, Maria Pankratz. Um homem casado se apaixona por outra mulher, contrariando as regras da comunidade em que vive. Classificação 12 anos

Sábado, dia 7, sessão às 20h

KIRIKOU – OS ANIMAIS SELVAGENS (Kirikou et les bêtes sauvages – França/2005). Animação dublada. Direção de Bénédicte Galup e Michel Ocelot. Kirikou é menino muito pequenino, nascido em uma aldeia da África Ocidental. O garotinho não alcança nem o joelho de um adulto, mas terá de enfrentar a poderosa e malvada Karabá, feiticeira que secou a fonte d’água da aldeia de Kirikou, engoliu todos os homens que foram enfrentá-la e ainda pegou todo o ouro que tinham. Nessa aventura, o garotinho enfrenta muitos perigos e percorre lugares que somente pessoas pequeninas poderiam entrar. – 75’ Classificação livre

Domingo, dia 8 – sessões às 10h30 e 15h

Expoentes do Cinema Marginal

De 9 a 14 de fevereiro de 2009

Cinemateca – 20h

Entrada franca

Classificação 16 anos para todos os filmes

Resultante das mudanças de comportamento, de costumes e da efervescência cultural próprias da década de 1960 no mundo, como também da desilusão da militância libertária no Brasil, motivada pelo recrudescimento da ditadura militar, o Cinema Marginal foi um movimento renovador da abordagem e da linguagem do cinema brasileiro. Dialogando com toda a experimentação de linguagem/metaliguagem ou inovação que então se verificavam nas diversas formas de expressão artística, como na literatura, música, artes plásticas, (o underground americano, o pop, a tropicália brasileira), o Cinema Marginal desenvolveu-se com destaque principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte. Explorando preferencialmente a temática urbana, tinha como característica a irreverência e a descontração, e assim diferenciando-se do Cinema Novo, de matiz mais racionalizada e ideologizada. Mesmo de curta duração (de 1966 a 1975 aproximadamente), o ciclo do Cinema Marginal foi responsável não apenas pela revelação de talentosos diretores, alguns deles ainda atuantes, como também pela realização de importantes filmes, alguns deles hoje clássicos do cinema brasileiro.



Dias 9 e 10:

BANG BANG, Brasil, 1970, direção de Andrea Tonacci, com Paulo César Pereio, Abraão Farc, Jura Otero, Ezequiel Marques.- Sátira com história não-linear, em que um homem, durante uma filmagem, se depara envolvido com várias situações. – 93’.

Dias 11 e 12:

A MARGEM, Brasil, 1967, direção de Ozualdo Candeias, com Mario Benvenutti, Valeria Vidal, Tele Kare, Zimbo Trio.- Sobre um grupo de pessoas que habitam favelas às margens do rio Tietê em São Paulo, na época, às voltas com dramas de amor e de pequenos delitos – 96’.

Dias 13 e 14:

O BANDIDO DA LUZ VERMELHA, Brasil, 1968, direção de Rogério Sganzerla, com Paulo Villaça, Helena Ignez, Sergio Hingst, Sonia Braga, Sergio Mamberti. – Filme inspirado na vida real do assaltante João Pereira Costa que, com método sui-generis, aterrorizava residências da classe abastada na São Paulo da época. – 92

1º Festival do Júri Popular

De 2 a 8 de fevereiro de 2009

Cinemateca – às 20h

Entrada franca

Com sede e coordenação no Rio de Janeiro, o Festival será realizado de 2 a 8 de fevereiro simultaneamente em dezoito capitais brasileiras. Nesta primeira edição, o Festival contou com 394 produções inscritas, de diversos estados brasileiros, sendo 42 selecionadas. São sete programas de filmes, sendo um hors-concours e seis competitivos. Será exibido um programa por dia, às 20h, com entrada franca. A escolha dos melhores filmes é feita pelo próprio público, em todas as dezoito localidades. Cédulas com urnas de votação, fornecidas pelo Festival, estarão à disposição do publico na Cinemateca. As categorias para votação, além do Grande Prêmio, são as seguintes: melhor ficção, animação, documentário, experimental, direção, roteiro, fotografia, montagem, direção de arte, ator, atriz e trilha sonora. Além de Curitiba, as cidades onde será realizado o Festival são Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Florianópolis, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Aracaju, Macapá, Fortaleza, São Luiz, João Pessoa, Teresina e Belém. Mais informações sobre o Festival podem ser obtidas no site www.festivaldojuripopular.com.br .

Dia 02

Hors-Concours - 91', Classificação 16 anos – Entrada Franca.

DOSSIÊ RÊ BORDOSA de César Cabral, 15', SP, animação. Quais os reais motivos que levaram o cartunista Angeli a matar Rê Bordosa, sua mais famosa criação? CÂMARA VIAJANTE, de Joe Pimentel, 20', CE, documentário. Sobre os fotógrafos populares que atuam em festas e romarias no interior do nordeste. ROMANCE.38, de Vinícius Casimiro e Vitor Brandt, 15', SP, ficção. Jorge é um escritor que mistura em seu livro seu cotidiano de matador. ENGANO, de Cavi Borges, 11', RJ, ficção. Um homem. Uma mulher. Uma cidade. DREZNICA, de Anna Azevedo, 14', RJ, documentário. Filme construído com arquivos caseiros de Super 8 dos anos 70. Uma lírica jornada através das imagens e sensações reveladas pela memória e pelos sonhos de pessoas que não enxergam. OS FILMES QUE NÃO FIZ, de Gilberto Scarpa, 16', MG, ficção. A filmografia de um realizador completamente desconhecido que tem muitos projetos e roteiros, mas não tem nenhum filme produzido.

Dia 03

Programa 1 - 89', Classificação 12 anos – Entrada Franca.

BLACKOUT, de Daniel Rezende, 10', SP, ficção. Assessor e suplente de um corrupto deputado, as voltas com o assassinato de seu chefe. MINHA TIA, MEU PRIMO, de Douglas Soares, 9', RJ, documentário.Um filme sobre as relações afetivas.OLHE PARA NÓS, de Felipe Barros e Luise Weiss, 2', SP, experimental. Registros familiares, feitos nos anos 50 e 60, onde as pessoas olham diretamente para a câmera. Imagens de um tempo passado olhando para o presente. LOUCOS DE FUTEBOL, de Halder Gomes, 22', CE, documentário.A paixão do brasileiro pelo futebol.CIDADE DO TESOURO, de Célio Franceschet, 17', SP, ficção. A paixão de um jovem por investigadora de polícia. O GUARDADOR, de Diego Benevides, 8', PB, documentário. As histórias de um funcionário de laboratório de anatomia. TERRA, de Sávio Leite, 5', MG, animação.Coisas ordinárias acontecem com pessoas extraordinárias. SUPERBARROCO, de Renata Pinheiro, 16', PE, ficção.A ornamentação na ruína; o escuro no claro; o silêncio na voz; o imóvel na ação.

Dia 04

Programa 2 - 96' Classificação 14 anos – Entrada Franca.

MINAMI EM CLOSE-UP – A BOCA EM REVISTA, de Thiago Mendonça, 20', SP, documentário. A trajetória da revista Cinema em Close-up, que nos anos 70 tornou-se um sucesso de vendas publicando fotos de atrizes em poses sensuais e de seu editor Minami Keizi, é o ponto de partida para se contar a história dos filmes da Boca do Lixo e seus personagens. BEIJO FRANCÊS, de Paulo F. Camacho, 10', RJ, ficção. A intimidade de um casal que se depara com a solidão. NO TEMPO DE MILTINHO, de André Weller, 18', RJ, documentário. Investigação musical sobre Miltinho, cantor atuante desde os anos 40, conhecido como o rei do ritmo. NOITE DE SERÃO, de Fernando Secco, 15', RJ, ficção. Cinco caras... um sofá... uma esquina... e... nada a fazer. A ARMADA – O OUTRO LADO DO DESCOBRIMENTO, de Ric Oliveira, 14', SP, animação. Filme de animação inspirado na carta de Pero Vaz de Caminha e Os Lusíadas de Camões. Narra a viagem do descobrimento do Brasil, onde os Deuses do Olimpo são representados pelos Orixás do Candomblé. A MULHER BIÔNICA, de Armando Praça, 19', CE, ficção. Um dia e duas lembranças da vida de Marta.

Dia 05

Programa 3 - 96' Classificação livre – Entrada Franca.

CÂES, de Adler "Kibe" Paz e Moacyr Gramacho, 16', BA, ficção. No sertão nordestino, Inácio, um jovem líder camponês, luta contra a aristocracia da região. X CORAÇÃO, de Lisandro Santos, 12', RS, animação. O amor platônico de Alex, chapista que faz o melhor Xis da cidade, por Val, a band-lider que freqüenta a lanchonete onde ele trabalha. NEM MARCHA NEM CHOUTA, de Helvécio Marins Jr., 7', MG, experimental. Nem lá nem cá...TIRA OS ÓCULOS E RECOHE O HOMEM, de André Sampaio, 20', RJ, ficção. A história da composição da música “Tira os Óculos e Recolhe o homem”, de Jards Macalé e Moreira da Silva. EU E OS CROCODILOS, de Marcela Arantes, 17', SP, ficção. A descoberta do outro e os conflitos emocionais típicos da adolescência. CODA, de Marcos Camargo, 9', SP, experimental.Verdades, fantasias e delírios de três bailarinas. PRETINHO BABYLON, de Cavi Borges e Emílio Domingos, 17', RJ, ficção. Um rastafari vivendo na grande Babylon.

Dia 06

Programa 4 - 94' Classificação 12 anos – Entrada Franca.

A CIDADE CARGUEIRO, de Aline Frey, 14', BA, ficção. As brincadeiras inventadas por dois meninos que sonham com a Metropoli. CASA DE ÁQUINAS, de Daniel Herthel e Maria Leite, 5', MG, animação.Uma chave inicia o funcionamento de uma complexa estrutura mecânica onde, planejadas reações em cadeia e acaso se misturam. O VAMPIRO DO MEIO-DIA, de Anita Rocha da Silveira, 19', RJ, ficção. No verão mais quente de sua vida, adolescente descobre o prazer em meio a ônibus, balões, Darth Vader e leis de Newton. CLINCH, de Estevan Santos, 12', SP, ficção.Um dia de trabalho de um vingador de aluguel e o passado que determinou seu presente. RETRATOS DA VÓ ANA, de Patrícia Francisco, 5', SP, experimental. Jovem às voltas com imagens e lembranças da avó.LANDAU 66, de Fernando Sanches, 11', SP, ficção.Retrato irônico da superficialidade e vulnerabilidade da vida do jovem de classe média no Brasil. UM DIA BOM PARA NADAR, de Jose Eduardo Limongi, 3', RJ, ficção. Enquanto ela trabalha, ele faz o que pode para se distrair em casa. TARABATARA, de Júlia Zakia, 23', SP, documentário.Sobre o cotidiano de uma família cigana no sertão de Alagoas.

Dia 07

Programa 5 - 92' Classificação 12 anos – Entrada Franca.

POLIEDRO, de Felipe Moraes, 20', SC, ficção. André acaba de sair de uma festa de família para se encontrar com seus amigos. Aqui inicia seu trajeto pela noite, tendo como pano de fundo a cidade e suas luzes, na tentativa de afastar a solidão que o persegue. A ESPERA, de Fernanda Teixeira, 15', RJ, ficção. Cotidiano de um homem que espera pelo momento de sua morte, acompanhado apenas por seu cão. CAFÉ COM LEITE, de Daniel Ribeiro, 18', SP, ficção. Quando os planos para o futuro mudam, novos laços entre Danilo, Lucas e Marcos são criados. Entre video-games e copos de leite, dor e decepção, eles precisam aprender a viver juntos.

PASSO, de Alê Abreu, 4', SP, animação.Um pássaro e sua gaiola. A GARRAFA DO DIABO, de Fernando Coimbra, 15', SP, ficção. Alfredinho tem treze anos e uma infeliz missão: entrar na casa do velho doido Manuelzinho e roubar a garrafa que, dizem, tem dentro um diabo preso. O GUARANI, de Cláudio Marques e Marília Hughes, 20', BA, documentário. Documentário sobre o Cine Guarani, espaço de encontro e formação de cinéfilos e cineastas de várias gerações.

Dia 08

Programa 6 - 99' Classificação 12 anos – Entrada Franca.

HIATO, de Vladimir Seixas, 20', RJ, documentário. Ocupação de um shopping da zona sul carioca, em agosto de 2000, por um grupo de manifestantes. SALTOS, de Gregório Graziosi, 8', SP, experimental. Atleta de santos ornamentais, às voltas com a perda da audição. OS SAPATOS DE ARISTEU, de Renè Guerra, 17', SP, ficção. O corpo de uma travesti morta é preparado por outras travestis para o enterro. A família, após receber o corpo decide enterrá-la como homem. Uma procissão de travestis se encaminha ao velório para reclamar a identidade construída da falecida. VOLTAGE, de William Paiva e Filippe Lyra, 4', PE, animação. Robôs meio-humanos e meio-sintetizadores, movidos por doses cavalares de energia se conectam num transe elétrico e caótico. MUITO ALÉM DO CHUVEIRO, de Poliana Paiva, 17', RJ, documentário. A febre do karaokê: pessoas se divertem na noite carioca. BIBLIOFAGIA, de Renato Cunha, 14', DF, ficção. Clarice Lispector, Franz Kafka, George Orwell, Manuel Bandeira e... Genésio, um bibliotecário que desde a infância devora livros. QUE CAVAÇÃO É ESSA?, de Estevão Garcia e Luís Rocha Melo, 19', RJ, ficção. Hoje: programa duplo: “um churrasco na estância do coronel Alexandrão, (film do natural, anos 1910); “restaurare” (complemento nacional n 9545, 1974). A sessão começa quando você chega. Sempre um bom programa!

GRUPO PAULISTANO MOSTRA ESPETÁCULO GRATUITO DE MÚSICA E DANÇA DE OCUPAÇÃO NO JARDIM BOTÂNICO

Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros apresenta concepção de dança de ocupação pautada na improvisação. Espetáculo gratuito tem duas apresentações, dia 7 de fevereiro, 16h, e 8 de fevereiro, 12h

O espetáculo de dança e música Puntear, da cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros, será apresentado dia 7 de fevereiro, 16h, e 8 de fevereiro, 12h, no Jardim Botânico (próximo à estufa), em Curitiba. As performances são gratuitas.

Por meio da improvisação em dança e em música, os intérpretes e criadores Carolina Callegaro (percussão), Ciro Godoy (percussão), Clara Gouvêa (violino), Débora Marcussi (piano) e Laila Padovan (escaleta) exploram o espaço para desenvolver composições de movimento e musical, sob direção de Alex Ratton. Inspirada na arquitetura, sons e ambiente, a performance nasce da leitura corporal e sensorial do espaço.

Os integrantes da cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros se distribuem pela área, chamando a atenção do público para diversos ângulos do espaço, entretendo e possibilitando abrir novos olhares para o lugar. A meta é a transformação da dinâmica cotidiana.

“A improvisação exige que o artista esteja muito ligado, centrado. O resultado é mais vivo. Como a performance é feita entre os espectadores, há uma proximidade maior entre a arte e as pessoas”, afirma a criadora e intérprete Laila Padovan.

A pesquisa de linguagem corporal é baseada no treinamento do contato improvisação, da dança-teatro e da ocupação de espaços não convencionais, pesquisa que o diretor Alex Ratton desenvolve há mais de dez anos como integrante da Cia. Nova Dança 4, sob direção de Cristiane Paoli Quito.

“Cada apresentação é única até quando feita no mesmo espaço, consideramos a sonoridade e a freqüência de pessoas no momento”, fala o diretor Alex Ratton.

Em Puntear, a dança é acompanhada pelo ruído do local ou pela música construída ao vivo, baseada no universo erudito mesclada à linguagem da improvisação. A formação é piano, violino, escaleta e percussão.

“A criação musical é pautada na improvisação e no diálogo entre as linguagens da música e da dança. A trilha não é composta para seguir uma cena, mas é criada em tempo real, totalmente associada a ela, no intuito de dilatar sua atmosfera através de diferentes articulações e texturas de formação instrumental”, explica a diretora musical, intérprete-criadora e pianista do espetáculo, Débora Marcussi.

A trilha é baseada em temas criados pelo grupo e em transcrições e adaptações das obras Prelúdio e Fuga em do menor do Cravo bem temperado (II volume), de J.S.Bach, Prelúdios op. 28 em sol menor e em re bemol maior, de F.Chopin, Sonata K.310 em la menor, de W.A.Mozart, e Prelúdio Dançarinas de Delfos, de C.Debussy.

A diversidade de formação dos integrantes da cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros, que passa pela dança contemporânea, balé clássico, contato improvisação, dança-teatro, artes marciais (aikido e kempo indiano), clown, música erudita e popular, proporcionou a descoberta de uma linguagem híbrida. A bagagem artística de cada um agrega valor ao espetáculo.

“O diferencial de nosso grupo é que todos os integrantes dançam e tocam um instrumento. É uma linguagem em desenvolvimento, com influência da técnica contato improvisação, que nasceu na década de 70 em Nova York, a partir das pesquisas de um grupo liderado pelo bailarino Steve Paxton”, define Clara Gouvêa.

O espetáculo (Lei Rouanet) tem patrocínio da Companhia de Concessões Rodoviárias, através da política cultural CCR Cultura nas Estradas, e da empresa Pássaro Marrom.

Breves perfis

Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros

Criada em 2006 é composta pelo diretor Alex Ratton e pelos intérpretes-criadores Carolina Callegaro, Ciro Godoy, Clara Gouvêa, Débora Marcussi e Laila Padovan, que dançam e tocam instrumentos. Realiza pesquisa de linguagem e investiga improvisação, dança-teatro e as relações entre sonoridade, dança e música. Leva arte para espaços do cotidiano das pessoas, atingindo quem não costuma freqüentar teatros, contribuindo para a formação de público. Entre suas montagens em 2008 estão “Ponto de Fuga”, contemplada com o PAC e apresentada no Estado de São Paulo, e “Intersecções”. Em 2006, foi contemplada com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna com o projeto de pesquisa Puntear.

Alex Ratton – diretor

Ator, bailarino e diretor. Desde 1998 participa como intérprete-criador da Cia. Nova Dança 4, que pesquisa a improvisação, a dança-teatro e o clown. Entre os espetáculos como intérprete-criador, sob direção de Cristiane Paoli Quito, estão “Série Antropofágica II”, com Steve Paxton, em 2007, e “Série Antropofágica I”, com Nancy Stark Smith e Mike Vargas, em 2006, e “Experimentações inevitáveis” (melhor espetáculo de dança APCA 2007). É professor de contato improvisação na Sala Crisantempo, em São Paulo. De 2000 a 2006 foi professor de contato improvisação, improvisação em dança-teatro e clown, no Estúdio Nova Dança (SP).

Carolina Callegaro – intérprete-criadora e percussionista

Além de integrar a Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros, é intérprete-criadora de “Antes da Queda”, da diretora Juliana Moraes, apresentado em 2008, em São Paulo. Em 2007 participou como intérprete-criadora de “Como Viver Junto”, dirigido por Marta Soares. Desde 2001, desenvolve pesquisa coreográfica e atua como criadora e intérprete no grupo Wasu.cia (espetáculo “Jardim de Rosas Mudas”, 2007). Bacharel e licenciada em dança pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Iniciou-se em técnica clássica em 1991, em Piracicaba. Desde então, sua formação compreende também dança contemporânea e danças brasileiras.

Ciro Godoy – intérprete-criador e percussionista

Desde 1999 desenvolve pesquisa com o kempo indiano, prática corporal inspirada no comportamento e no movimento dos animais nos ritmos da natureza. É instrutor da prática em cursos regulares, workshops, vivências junto à natureza e na preparação corporal de atores e bailarinos. Junto à Cia. Oito Nova Dança, com direção de Lu Favoreto, desenvolve pesquisa em dança, além de integrar o elenco dos espetáculos: “Arremesso” – PAC 2007; “Trapiche” – Prêmio Caixa Federal 2007; e “Oito por 8” – mostra comemorativa de espetáculos aos oito anos da Cia. Oito Nova Dança.

Clara Gouvêa – intérprete-criadora e violinista

Em 2008 participou do espetáculo “Oversized”, direção de Alice K. Em 2007 estreou “Jardim de Rosas Mudas”, dirigido por Gisele Petty, e “Um Corpo que Não Agüenta Mais”, com direção de Marta Soares. Criadora de “Pour les Deux” e “Abrir a Porta da Casa”, em parceria com Carolina Callegaro, espetáculos apresentados no Centro Cultural São Paulo em 2004 e 2006 respectivamente. Em janeiro de 2005 realizou residência artística na companhia chilena de dança contemporânea La Vitrina, com direção de Nelson Avilés. Bailarina, criadora e professora paulistana, formada em bacharelado e licenciatura em dança pela Unicamp.

Débora Marcussi – diretora musical, intérprete-criadora e pianista

Desde 2006 se dedica à criação de trilha musical para dança e teatro. Há quatro anos desenvolve trabalho de pesquisa e criação musical ao lado da bailarina Laila Padovan, investigando as inter-relações entre música e dança. Entre 2003 e 2006 realizou estudos e formação em dança no Estúdio Nova Dança. Bacharel em Música com habilitação em piano pela Unesp - Universidade Estadual Paulista (1999) se apresenta como solista e camerista.

Laila Padovan – intérprete-criadora e escaletista

Dedica-se ao estudo da dança desde os 7 anos. Estudou balé clássico durante 13 anos. Em 1992, iniciou sua formação em balé moderno (técnica Martha Grahan). Quatro anos depois, ingressou na Lumiar Cia. de Dança, dirigida por Luiza Gentile. A partir de 1999, passou a investigar a dança contemporânea, integrando como bailarina a Cia. Experimental da Dança (direção de Marize Mathias). De 2002 a 2006, realizou sua formação no Estúdio Nova Dança, dedicando-se especialmente ao estudo do contato improvisação e da improvisação dança-teatro. Fez workshops com Lisa Nelson e Nancy Stark Smith (EUA).

Puntear Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros

Apresentações gratuitas:

Dias 7 de fevereiro, 16h, e 8 de fevereiro, 12h (sábado e domingo), no Jardim Botânico (próximo à estufa). Acesso pela rua Eng°. Ostoja Roguski – bairro Jardim Botânico. Tel. (41) 3362-5289.

Duração: 50 minutos. Recomendação etária: livre

Ficha técnica

Direção: Alex Ratton Sanchez

Direção musical: Débora Marcussi

Intérpretes-criadores: Carolina Callegaro, Ciro Godoy, Clara Gouvêa, Débora Marcussi e Laila Padovan

Figurino: Iara Wisnik

Produção: Leandro Taveira e Zeca Duarte

Gibiteca recebe inscrições para cursos do primeiro semestre

Na programação da Gibiteca de Curitiba há opções de cursos

de História em Quadrinhos, Mangá e língua japonesa.

A Gibiteca de Curitiba (Centro Cultural Solar do Barão – Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro), uma das unidades da Prefeitura Municipal, está com inscrições abertas para os cursos de História em Quadrinhos – HQ (níveis Básico, Intermediário e Avançado), além dos cursos de Mangá (História em Quadrinhos japonesa) e língua japonesa (nível básico). As aulas têm início em março e os alunos contam com opções de turmas em dias e horários diferenciados. A mensalidade para qualquer um dos cursos é de R$ 35 e o pagamento deverá ser feito no primeiro dia de aula. Informações e inscrições gratuitas no local ou pelo telefone (41) 3321-3250.

Confira a grade de programação:

HQ NÍVEL BÁSICO

Sextas-feiras

Professor: Fulvio Pacheco

Período: 6 de março a 10 de julho de 2009

Horário: das 16h às 18h Vagas: 20

Sábados

Professor: José Aguiar

Período: 7 de março a 18 de julho de 2009

Horário: das 14h às 16h Vagas: 30

HQ NÍVEL INTERMEDIÁRIO

Quintas-feiras

Professor: Allan Ledo

Período: 5 de março a 25 de junho de 2009

Horário: das 14h30 às 16h30 Vagas: 20

HQ NÍVEL AVANÇADO

Sábados

Professor: José Aguiar

Período: 7 de março a 18 de julho de 2009

Horário: das 16h30 às 18h Vagas: 20

CURSO DE MANGÁ

Segundas-feiras

Professor: Fulvio Pacheco

Período: 9 de março a 22 de junho de 2009

Horário: das 16h às 18h Vagas: 20

HQ NÍVEL BÁSICO E MANGÁ

Sextas-feiras

Professor: Adilson Orikassa

Período: 6 de março a 10 de julho de 2009

Horário: das 9h30 às 11h30h Vagas: 20

CURSO BÁSICO DE JAPONÊS

Quintas-feiras

Professora: Lina Saheki

Período: 5 de março a 25 de junho de 2007

Horário: das 16h30 às 18h Vagas: 15

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Circulo de Leitura - Nesse Sábado dia 07/02/09 na Livraria Cortez

A Livraria Cortez promove o primeiro
Círculo de Leitura de 2009


Quando: 07 de fevereiro — todo o primeiro sábado de cada mês
Onde: Livraria Cortez (Piso Monte Alegre)
Rua: Bartira, 317 – Perdizes — Fone: 3873-7111
Horário: a partir das 14h30


Sinopse: O Círculo de Leitura acontece sempre no primeiro sábado de cada mês, nestes encontros mensais os participantes tem a oportunidade de comentar, sugerir e trocar ideias sobre as mais diversas obras literárias, com a liberdade de escolher o livro de sua preferência. O evento acontece desde 2003. O Círculo de Leitura é freqüentado por pessoas comuns, que encontraram um local adequado e um ambiente informal para conversar sobre o que mais gostam: Literatura. Alguns participantes assíduos, como a Albanita de Paiva, deram seu depoimento sobre este encontro. “Comecei a freqüentar o Círculo por curiosidade, nunca havia participado de uma atividade assim. A troca de informações, o contato com as experiências de leitura dos outros leitores é uma relação muito positiva. Acho esta iniciativa da Livraria Cortez excelente, pois ceder o espaço para esta finalidade é uma atitude muito válida”.

Coordenação: professora Mônica Éboli de Nigris – mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e doutora no Departamento de Lingüística e Semiótica da USP (também coordenadora e idealizadora da Oficina Lendo Melhor),

Para quem: o Círculo pode ser freqüentado por todos que tenham interesse, curiosidade e vontade de ler.


Nº de Vagas: 50 vagas
Inscrições: Gratuito
Ficha Técnica: Livraria Cortez
E-mail: vendas@livrariacortez.com.br
Site: www.livrariacortez.com.br
Rua: Bartira, 317 - Perdizes
Fone: 3873-7111
Horário: de 2ª a 6ª feira: das 9 às 21 horas
Sábado: das 9 às 18 horas

Imprensa Oficial lança Desenhando São Paulo

“Desenhando São Paulo: mapas e literatura (1877-1954)”, de Maria Lúcia Perrone Passos e Teresa Emídio, é uma parceria com a editora Senac e conta a história e a evolução urbana da cidade, em um rico e inédito material iconográfico e literário do período.





Desenhando São Paulo: mapas e literatura (1877-1954)

Maria Lúcia Perrone Passos e Teresa Emídio

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo / Editora Senac

181 páginas






As autoras Maria Lúcia Perrone Passos e Teresa Emídio pesquisaram arquivos públicos e particulares, recuperaram registros cartográficos e com o resultado deste trabalho compuseram um rico painel sobre os processos urbanos de ocupação e crescimento de São Paulo no livro Desenhando São Paulo: mapas e literatura (1877-1954). Além dos mapas, desenhos e plantas que abrangem a criação e a concepção de serviços públicos, transportes e avenidas, a construção da cidade aparece também pela voz de escritores, compositores e poetas que por ela foram tocados e traduzem o espírito de uma época. Esses textos abrem os capítulos e adicionam informações de cada período. O livro é um lançamento da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Editora Senac, tem 181 páginas e custa R$ 120,00.



As autoras trabalharam no Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura, onde começaram as pesquisas. Elas escolheram o período que vai de 1887, quando a capital ainda com 27 mil habitantes começava a tomar ares de metrópole, a 1954, comemoração do quarto centenário. Durante esse espaço de tempo a cartografia paulistana evolui e a antiga província transforma-se em cidade industrial. Essas pranchas, pela primeira vez publicadas de forma sistemática, são desconhecidas do público geral.



No prefácio, o historiador Ulpiano T. Bezerra de Meneses sugere que o livro seja apreciado como um álbum de família: “A cartografia de São Paulo registra, por certo tempo, as marcas inexoráveis da passagem do tempo e as substituições inerentes ao crescimento urbano. Mas, como no álbum de família, o torvelinho das diferenças ganha ordem e sentido”.



As autoras selecionaram arquivos importantes da cidade mostrando a concepção de pontos conhecidos da metrópole como o Parque do Ibirapuera, Avenida Paulista, Museu do Ipiranga, entre outros.



A historiadora Maria Lúcia Perrone Passos faz um convite aos leitores: “Desdobrando mapas e lembranças, cada um pode tomar para si esses múltiplos olhares que ao longo de quase um século passearam pela paisagem paulistana. Esta obra é dedicada a todos os moradores de São Paulo, e de modo especial àqueles que se disponham a elaborar ou a executar projetos de intervenção no espaço urbano”.



Teresa Emídio, também autora, arquiteta e urbanista, acrescenta: “O leitor poderá, além de apreciar os desenhos como forma de expressão gráfica e artística, fazer a releitura do processo de ocupação do ambiente natural em comparação com a situação atual. O conjunto dessas informações permite a interpretação do processo de configuração territorial do município de São Paulo, em seus momentos históricos significativos. A leitura cartográfica traz o entendimento do desenho de uma cidade pela forma, estrutura e identidade do ambiente urbano”.



O presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres, comenta que o livro revela a origem e a formação de nossa identidade, por onde se iniciou o traçado geográfico, social, político e cultural da cidade de São Paulo. “É um belo presente de aniversário para nossa cidade e, com certeza, material valioso para historiadores, cartógrafos, geógrafos, arqueólogos, urbanistas, profissionais das letras, cientistas sociais, professores e estudantes”.



Sobre as autoras

Maria Lúcia Perrone Passos é historiadora e nasceu em Minas Gerais. Autora de duas teses sobre história medieval (USP), a primeira delas publicada em Portugal: O Herói na Crônica de D.João I, de Fernão Lopes (Lisboa, Ed.Prelo, 1974), e Lisboa, personagem de Fernão Lopez, escreveu também ensaios sobre a história das cidades de Lisboa e de São Paulo. Estudou na Ecole Pratique des Hautes Etudes en Sciences Sociales, em Paris. Lecionou no Colégio Sion e na Universidade Católica de São Paulo. Lecionou ainda durante dois anos na Georgetown University, em Washington D.C. (EUA), além de dar aulas no Mestrado de História do Brasil na Universidade de Lisboa. Trabalhou no Departamento de Patrimônio Histórico da Eletropaulo de 1986 a 1989, onde coordenou a publicação Evolução Urbana da cidade de São Paulo. Coordenou cursos e publicações do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (Museu do Ipiranga) e participa do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Atualmente, coordena o Centro de Referência Arqueológica da Cidade de São Paulo, no Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, onde já havia trabalhado na década de 80 (gestão Mário Covas), quando coordenou e redigiu os textos da publicação conjunta Imesp/Terrafoto/DPH: Traços da Arquitetura Paulistana.



Tereza Emídio é arquiteta e urbanista. Paulistana, realizou sua extensão universitária na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, com especial atenção no tema Patrimônio Cultural e Políticas de Desenvolvimento. Na mesma universidade concluiu especialização em gestão ambiental. É também graduada em Belas Artes e possui projetos executados no campo da Programação Visual. Trabalhou no Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura onde, entre outras atividades, realizou o levantamento cadastro e análise da cartografia histórica paulistana. Atualmente, trabalha no Departamento de Planejamento Ambiental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, voltadas à promoção de estratégias para a preservação de áreas verdes e adaptação do município aos impactos decorrentes da mudança do clima. Também tem ministrado palestras sobre a evolução urbana e gestão ambiental no município e a respeito da relação da paisagem estabelecida com a questão ambiental. Sobre esta última temática publicou o livro Meio Ambiente e Paisagem, lançado pela Editora Senac no ano de 2006.

Encontro Filosófico-Pedagógico com Professores do Centro-Oeste

Encontro Filosófico-Pedagógico com Professores do Centro-Oeste

O S.E.R. - Sistema de Ensino Reflexivo convida todos os professores do Centro-Oeste para participarem deste evento que faz parte da jornada de ações Formação Continuada 2009.


Quando?

  • 14 de fevereiro (sábado, das 08:00 às 17:00, com intervalo para almoço)
Onde?
  • Colégio CIMAN (octogonal AOS 1/4, Lote 08, fone: 61 3363.3737)

Conheça os próximos lançamentos da EFPA

Para fevereiro e março, são previstos os lançamentos dos livros "Dicionário do movimento operário - Rio de Janeiro do século XIX aos anos 1920: militantes e organizações", organizado por Cláudio H. M. Batalha; "Na trilha do arco-íris: Do movimento homossexual ao LGBT", de Júlio Simões e Regina Facchini; e "Ao som do samba: uma leitura do Carnaval carioca", de Walnice Nogueira Galvão. Será também lançado nos próximos meses, em co-edição com o Instituto Cidadania, o livro "Políticas para o desenvolvimento local", organizado por Ladislau Dowbor e Marcio Pochmann.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Michael Ondaatje

Philip Michael Ondaatje (Sri Lanka, 12 de setembro de 1943) é um escritor canadense (naturalizado em 1962) de uma família de origens neerlandesas, tamil, cingalesas e portuguesas, que em 1954 passou a residir em Inglaterra. radicou-se em 1962 no Canadá, e vive atualmente em Toronto. Foi professor universitário de literatura inglesa e começou sua carreira literária como poeta. Autor de uma obra que vai da poesia às memórias, só veio a se tornar conhecido do grande público quando seu romance O paciente inglês (1992) foi agraciado com o Booker Prize e filmado por Anthony Minghella sob o mesmo título. O paciente inglês deu origem ao filme The English Patient.

Destaque de seus romances publicados em português: Buddy Bolden´s Blues, biografia conjectural de um obscuro músico de jazz, e Bandeiras pálidas, relato de uma jovem antropóloga que volta ao seu país natal, o Sri Lanka, e encontra uma sociedade imersa numa crise sem solução. Divisadero, seu quinto romance, ganhou o Governor General's Award, em 2007.


Esteve no Brasil em 2005, visitando a Feira Literária Internacional de Parati.


ROMANCES

* 1976: Coming Through Slaughter (also see "Other" section, 1980, below), Toronto: Anansi ISBN 0393087654 ; New York: W. W. Norton, 1977 [1]
* 1987: In the Skin of a Lion, New York: Knopf,[1] ISBN 0394563638, ISBN 0140113096
* 1992: The English Patient, New York: Knopf,[1] ISBN 0679416781, ISBN 0679745203
* 2000: Anil's Ghost, New York: Knopf,[1] ISBN 0375410538
* 2007: Divisadero, ISBN 0307266354 ISBN 9780307266354

POESIA

* 1967: The Dainty Monsters, Toronto: Coach House Press[1]
* 1969: The Man with Seven Toes, Toronto: Coach House Press[1]
* 1970: The Collected Works of Billy the Kid: Left-handed Poems (also see "Other" section, 1973, below), Toronto: Anansi[1] ISBN 0887840183 ; New York: Berkeley, 1975
* 1973: Rat Jelly, Toronto: Coach House Press[1]
* 1978: Elimination Dance/La danse eliminatoire, Ilderton: Nairn Coldstream; revised edition, Brick, 1980[1]
* 1979: There's a Trick with a Knife I'm Learning to Do: Poems, 1963-1978, New York: W. W. Norton (New York, NY), 1979[1] ISBN 0393011917, ISBN 039302100X
o published as Rat Jelly, and Other Poems, 1963-1978, London, United Kingdom: Marion Boyars, 1980[1]
* 1984: Secular Love, Toronto: Coach House Press, ISBN 0889102880, ISBN 0393019918 ; New York: W. W. Norton, 1985[1]
* 1986: All along the Mazinaw: Two Poems (broadside), Milwaukie, Wisconsin: Woodland Pattern[1]
* 1986: Two Poems, Woodland Pattern, Milwaukie, Wisconsin[1]
* 1989: The Cinnamon Peeler: Selected Poems, London, United Kingdom: Pan; New York: Knopf, 1991[1]
* 1998: Handwriting, Toronto: McClelland & Stewart; New York: Knopf, 1999[1] ISBN 0375405593
* 2006: The Story, Toronto: House of Anansi, ISBN 0887841945[1]

O LIVRO

DIVISADERO

de Michael Ondaatje


Páginas - 312

Na zona rural do norte da Califórnia, nas últimas décadas do século XX, um pai viúvo cria sua filha Anna ao lado de dois filhos adotivos: Claire, nascida no mesmo dia que Anna, também de mãe falecida no parto, e Coop, único sobrevivente de um terrível massacre na fazenda vizinha. Eles crescem juntos no condado de Petaluma, até que um ato de amor adolescente entre Anna e Coop transforma-se num ato de violência que parte a vida dos irmãos de criação para sempre.

Coop passa os anos seguintes ganhando a vida nas mesas de cartas, viajando por toda a costa da Califórnia. Claire torna-se procuradora pública em San Francisco. Anna, por sua vez, é a que mais se distancia de seu local de nascimento, pesquisando e revivendo a biografia do poeta francês Lucien Segura na fazenda em que este viveu entre o fim do século XIX e o início do século XX.

Distantes entre si, cada um destes personagens é divisado minuciosamente pelo escritor Michael Ondaatje, que constrói uma obra tanto sobre as agruras da separação quanto sobre os paralelos que restam mesmo em vidas à distância.

A CRÍTICA

"O melhor romance de Ondaatje." - Jhumpa Lahiri

"Brilhante. Divisadero joga de maneira criativa com cronologia e memória, fantasia e fato histórico." - San Francisco Chronicle

"Intrincado e arrebatador. Inesquecível." - The New York Review of Books


Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras

BANDEIRAS PÁLIDAS

BUDDY BOLDEN'S BLUES

DIVISADERO

PACIENTE INGLÊS, O (EDIÇÃO DE BOLSO)


UM LANÇAMENTO
Justificar



CORALINE, DE NEIL GAIMAN, GANHA AS TELAS EM FEVEREIRO


A premiada novela juvenil
Coraline, do cult quadrinista
inglês Neil Gaiman, chega às
salas de cinema brasileiras em
13 de fevereiro. Na animação,
intitulada Coraline e o Mundo
Secreto, a jovem atriz Dakota
Fanning (Guerra dos mundos)
empresta sua voz à Coraline
e Teri Hatcher (do seriado
Desperate Housewives)
à mãe da protagonista.
O filme tem direção
de Henry Selick (O
estranho mundo
de Jack).

CORALINE NO PAPEL

É da Editora Rocco a graphic
novel de Coraline, de Neil
Gaiman. Trata-se de uma
versão da novela juvenil,
adaptada e desenhada pelo
quadrinista Craig Russell,
que já ilustrou outras
histórias de Gaiman.

Bienal Afro-Brasileira do Livro será lançada em Salvador

Acontece no dia 07 de fevereiro (sábado), às 10h, na Câmara Municipal de Salvador – Pça. Tomé de Souza, o lançamento da Bienal Afro-Brasileira do Livro - Educar para a Diversidade. O evento traz à tona, com grande ênfase, a cultura afro-brasileira situando, além do foco nas produções literárias independentes, produções literárias do mercado editorial com prioridade no corte racial e outras manifestações culturais resultantes da trajetória de resistência dos afro-descendentes.

Durante a Bienal, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia – SEC, faz lançamento do edital para seleção publica de material didático em Historia e Cultura Africana e Afro-brasileira e Educação das Relações Étnico Raciais para professores e alunos da rede estadual de educação. A programação do evento conta com: Colóquio Intelectual, mesas temáticas, exposição de artes plásticas e livros temáticos.

CONCEITO - Foi compreendendo que é necessário valorizar, sem disfarces, a luta e a história do povo negro na formação da identidade e cultura da sociedade brasileira que a Bienal Afro chega à conclusão que contribuir para ajudar a minimizar a desigualdade racial não é apenas resolver seus aspectos puramente econômicos, plasmar leis, mas é também educar a família, a comunidade, o professor e, nessa educação, reconstruir a educação nos parâmetros edificados pelos seus principais protagonistas.

Para que a pessoa, indistintamente, não seja só um ente social, mas que seja também capaz de viver, difundir e contribuir para o desenvolvimento da cidadania plena, esse caminho é, portanto, a preparação das novas gerações para a vida em sociedade plenamente democrática, justa e conhecedora da sua formação histórica, e, consequentemente transformadora, para que, de fato, sejamos gigantes pela própria natureza humana, rica em sabedoria.

A Bienal Afro-Brasileira vem de encontro às políticas públicas que visam o combate à discriminação racial, à igualdade de oportunidades e às reparações.

“A história é um processo, prossegue, e todos nós, conscientes ou inconscientemente, por atos ou omissões, participamos dela”.

OBJETIVOS

- Dar visibilidade às produções independentes, cujos conteúdos editoriais valorizem a História da África e a Cultura Afro-Brasileira, aproximando-os do mercado editorial e/ou auxiliando-os na criação de Cooperativa Editorial para concretizar as suas produções literárias.
- Oferecer essas produções aos Educadores de todos os níveis, cada um ao seu turno, para suprir a ausência de material didático para ser difundido nas salas de aula.

- Auxiliar as instituições de ensino na construção da identidade étnica dos alunos, pais, funcionários e comunidade.

- Fazer a discussão e tornar visível a temática racial para o conjunto da sociedade, através das manifestações culturais resultantes da trajetória de resistência: capoeira, samba, tambor de criola, ciranda, música, congada, reisado, boi-bumbá, etc.; além dos instrumentos musicais: atabaque, agogô, caxixi, cabaça, chocalho, etc.; exibição de vídeos e filmes; culinária de origem africana de todas as regiões do Brasil; moda; beleza; exposições artísticas; exposições fotográficas; artesanato; religiosidade de matriz africana e outras intervenções culturais relacionadas ao tema do evento.

- Introduzir a comparação do sistema brasileiro de inclusão racial e social, no contexto de uma economia transacional, com outros países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos, demonstrando o impacto de diferentes ambientes culturais, político-econômicos e normativos sobre a natureza da diversidade.

Serviço

O quê? Lançamento da Bienal Afro-Brasileira do Livro - Educar para a Diversidade
Quando? 07 de fevereiro (sábado), a parti das 10h.
Onde? Câmara Municipal de Salvador – Pça. Tomé de Souza -
Quanto? GRATUITO

PROGRAMAÇÃO:

Manhã:

-10h, Abertura

Mesas Temáticas
- Invisibilidade do Negro na Literatura Afro-brasileira
- Impacto da lei 10.639 no combate as desigualdades
- Lançamento do edital para seleção publica de material didático em Historia e Cultura Africana e Afro-brasileira e Educação das Relações Étnico Raciais para professores e alunos da rede estadual de educação

Almoço

Tarde:
- Apresentação do Conselho Consultivo da Bienal Afro-Brasileira do Livro
-Visitação Publica ao pôr-do-sol no Forte São Marcelo
-Show intimista com artistas locais

Noite:
- Noite da Beleza Negra no Ilê Aiyê

Inscrições abertas para cursos no Conservatório de MPB

As vagas são limitadas e os interessados devem observar os

dias específicos para inscrições em cada núcleo.

O Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba, uma das unidades da Prefeitura Municipal, está recebendo inscrições para os cursos oferecidos no primeiro semestre de 2009. Os inscritos passam por testes de nivelamento que acontecem de 9 a 13 de fevereiro. As inscrições para os testes custam R$ 10 e devem ser feitas na secretaria do Conservatório de MPB (Rua Mateus Leme, 66 – Setor Histórico).

Estão sendo ofertadas 450 vagas distribuídas em cursos de instrumentos e voz (adultos e crianças), além de teoria e prática de conjunto. Os candidatos devem observar os dias determinados para as inscrições nos diversos núcleos de cursos, a saber:

NÚCLEO DE CANTO: somente no dia 2 de fevereiro (canto popular).

NÚCLEO DE TECLADOS: somente no dia 3 de fevereiro (piano e acordeom).

NÚCLEO DE SOPROS E TEORIA: somente no dia 4 de fevereiro (trompete, flauta doce para crianças, flauta doce para adultos, flauta transversal, trombone, clarinete, saxofone).

NÚCLEO DE CORDAS: somente no dia 5 de fevereiro (violão, violão para crianças, cavaquinho, guitarra, baixo elétrico, viola caipira).

NÚCLEO DE BATERIA E PERCUSSÃO: somente dia 6 de fevereiro.

As vagas são limitadas por curso e as matrículas serão feitas após os testes, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 50 mais a primeira parcela do curso desejado. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3321-3208 e 3321-3315.

Serviço:

Inscrições para os cursos do Conservatório de MPB de Curitiba

Inscrição para testes – R$ 10 por curso (os interessados devem observar as datas determinadas para cada núcleo)

Período de testes – de 9 a 13 de fevereiro de 2009

Matrícula (a ser realizada após o teste) – R$ 50 + 1ª parcela do curso desejado

Documentos para matrícula: 1 foto 3X4 recente, xerox do RG e CPF ou certidão de nascimento

Valores:

Instrumentos ou voz – 5 x R$ 60 (semestral)

Disciplina teórica básica – 5 x R$ 32 (semestral)

Disciplina teórica complementar – 5 x R$ 64 (semestral)

Prática de conjunto – 5 x R$ 27 (semestral)

Vagas por cursos de instrumento, voz e teoria:

Acordeom (11) – baixo elétrico (22) – bateria (42) – canto popular (80) – cavaquinho (18) – clarinete (8) – flauta doce (8) – flauta transversal (15) – guitarra elétrica (22) – percussão (24) – piano (34) – saxofone (18) – trombone (8) – trompete (10) – viola caipira (10) – violão (72) – bateria para crianças (8) – flauta doce para crianças (8) – piano para crianças (16) – violão para crianças (16)

Informações complementares pelos telefones 3321-3208 e 3321-3315

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Aparecimento do Avatara Sri Adwaita Acharya

SAIBA MAIS EM




Mi Xing


Mi Xing
de Henrique Szklo


Páginas: 192

Respostas muito mal-educadas para todas as perguntas que você fizer sobre sua miserável vida!


(Doutor Carneiro) Este espírito de porco Já morreu faz um tempão. Hoje ele escreve muitos livros Cheios de insulto e palavrão. É um tremendo salafrário, Dalai lama ao contrário, Mestre da autodestruição.

UM LANÇAMENTO
Opera Bufa e







COLEÇÃO O QUE É? O QUE É?



Chega ao Brasil a obra do premiado escritor e ilustrador Guido Van Genechten. Na verdade são livros-dobradura que instigam a criança a imaginar qual o animal que está desenhado. O pedaço que aparece na página nem sempre é o que parece e a cada "desdobra" uma surpresa. Um livro onde o lúdico segue a estrutura de "o que é?". Traços simpáticos em livros cartonados e plastificados que garantem o manuseio pelas crianças. Saem quatro livrinhos diferentes nesta primeira edição da Gaudi -

É um ratinho?
É um gato?
É uma rã?
É um caracol?

todos com um animal de 70 centímetros ao final da brincadeira/leitura.(E.C.)


O AUTOR

Guido van Genechten - Popular com crianças, na sua terra natal a Bélgica, autor e ilustrador envolve os pequenos leitores com os seus livros em série. Nos seus livros, os animais muitas vezes tomam o lugar dos humanos com bem-humorados resultados, as crianças se transformam por exemplo,em uma jovem e esguia girafa, um gorducho urso polar, e um jovem rapaz pode ser uma excêntrica cadeira vermelho brilhante. Em suas páginas as crianças descobrem que os animais e seres humanos também são muito diferentes, e que os animais expressam sentimento de várias maneiras. Os suínos podem esfregar narizes para demonstrar afeto, tartarugas e macacos podem se abraçar suavemente.

Nasceu em 1957, de Mol, Bélgica. Cursou a Academia de Artes Gráficas (Mol, Bélgica).

bibliografia

Kom maar binnen, Clavis (Hasselt, Belgium), 1999.

Mijn papa, Clavis (Hasselt, Belgium), 1999.

Het grote billen-boek, Clavis (Hasselt, Belgium), 2000.

Blackie, Clavis (Hasselt, Belgium), 2001.

Het grote slap-boek, Clavis (Hasselt, Belgium), 2001.

Ono eet, Clavis (Hasselt, Belgium), 2001.

Ono kleedt zich aan, Clavis (Hasselt, Belgium), 2001.

Ono speelt, Clavis (Hasselt, Belgium), 2001.

Rikki, Clavis (Hasselt, Belgium), 2001.

Rikki durft, Clavis (Hasselt, Belgium), 2001.

Flop-Ear, Barron's Educational Series (Hauppauge, NY), 2001.

Potty Time, Simon & Schuster (New York, NY), 2001.

Bij opa en oma, Clavis (Hasselt, Belgium), 2002.

Hoe Tito zinj neus kwijtspeeide, Clavis (Hasselt, Belgium), 2002.

Piep, zei Bruno, Clavis (Hasselt, Belgium), 2002.

Rikki en Anni, Clavis (Hasselt, Belgium), 2002.

Rikki: knuffel en mini-boekje, Clavis (Hasselt, Belgium), 2002.

Het grote knuffel-boek, Clavis (Hasselt, Belgium), 2003, translated as The Cuddle Book, HarperCollins (New York, NY), 2005.

Omdat ik zoveel van je hou, Clavis (Hasselt, Belgium), 2003, translated as Because I Love You So Much, Tiger Tales (Wilton, CT), 2004.

Rikki durft, Clavis (Hasselt, Belgium), 2003.

Rikki en zijn vriendjes, Clavis (Hasselt, Belgium), 2003.

Het geheim van IJsje, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004, translated as Snowy's Special Secret, Tiger Tales (Wilton, CT), 2005.

Het grote billen-boek, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004.

Jonnie, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004.

Klein wit visje, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004.

Klein wit visje is zo blij, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004.

Klein wit visje telt tot elf, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004.

Nieuwe laarzen, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004.

Rikki wile en kerstboom, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004.

Familie Vanderknor, Clavis (Hasselt, Belgium), 2004, translated as The Von Hamm Family: Alex and the Tart, Tiger Tales (Wilton, CT), 2005.

Klein wit visje wordt groot, Clavis (Hasselt, Belgium), 2005.

Kleine Kangoeroe, Clavis (Hasselt, Belgium), 2005, translated as Kangaroo Christine, Tiger Tales (Wilton, CT), 2006.

Lieve mama, Clavis (Hasselt, Belgium), 2005.

Tito tovenaar, Clavis (Hasselt, Belgium), 2005.

Um lançamento



*

domingo, 1 de fevereiro de 2009

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BIO/BIBLIOGRAFIAS

BIO/BIBLIOGRAFIAS

"Cantagonias" da Cantora Maysa






A Mais Triste Voz da Boêmia MPB

Para Everi Carrara

Ela cantava como quem punha tudo em pratos limpos, isto é, ela mesma no contrapeso da balança existencial. Maysa cantava suas dolentes sombras e escuridões, entre pausas e semifusas, pondo a sua insana dor de cotovê-lo pra fora do ser angustiado que era. Maysa cantava com sua voz diferenciada, sua alma triste, a mais triste voz da MPB boêmia por atacado. Maysa era a voz-lamento, numa espécie de banzo-tropical-latino contra muros e cincerros, ela mesma, alma em arrebentação íntima. Mulher bonita, livre, independente, tinha opiniões saradas, remando contra as marés bravas de uma carioca e burguesa sociedade hipócrita, assim, destilou veneno, sangrou-se, lavando a alma, dos porões do inconsciente trazendo revoltas, iras, mais a suprema determinação de ser sempre ela mesma, apesar de tudo que se lhe vinha ou entornava o caldo. Existindo arrastava suas correntes? E cantava como se escorrendo as lágrimas-letrais em música, harmonia e ritmo. Nunca houve nenhuma outra sequer parecida com ela. Maysa era seu próprio repertório datado. Já pensou que dilema? Nos bastidores, na solidão do camarim, um copo de uísque na mão, ninguém sabe a dor de quem se coloca pra fora naquilo que faz, por isso mesmo arrebentava como cantora, artista, mãe, mulher, humagente, e ainda um mundo caído no sensível coração arrebentado.

Num país sem memória para com seus ídolos portentosos, em que a absurda máquina televisiva arrebenta as poucas memórias artístico-culturais ou cria infames núcleos estrambólicos de "nadas e ninguéns" (e algumas oxige-Nadas) batizados com a fama sazonal em vernizes fúteis e luzes falsas, finalmente a Rede Globo vai trazer um levante de sua vida-livro, certamente que um novelo envelopado pra consumo, porque Maysa não era pop, muito menos favorita, talvez até fosse uma louca desvairada que colocava os pingos nos dáblios, se reportando como sobrevivente social nas canções em que extravasava o espírito com tantas inquietações. Cantar era seu remanso.

Porque quando Maysa cantava, todas as rotações transcendentais da vida paravam para ouvi-la. Porque ela punha o exato tom certo, a perfeita respiração certa, o silêncio encorpado, o timbre que rebrilhava na interpretação de humanismo-dor, de ternura-dor, de romantismo-dor. E o ser humano é construído e refeito na dor. Maysa sabia sobreviver cantando. Pedir socorro cantando. Tinha uma tragédia ao veicular a composição com sua personificação lítero-musical-existencial. A ostra não canta a dor em som, mas em estética pérola. Maysa perolizava a música com sua dor quando soava. Porque Maysa cantando se livrava dos fantasmas.

Quem mal a amou, armando-a? Foi isso? Maysa tinha sim, uma cantoria cheia de lágrimas. Era da natureza dela ser a coxia no palco de si. Se fosse escritora, seria Clarice Lispector. Tinha sua cantação lispectoriana. Clarice com sua ficção-angústia, Maysa sua interpretação-angústia como marca, estilo todo próprio de ser e de se defender. E assim compunha a música-composição como se destilasse o labirinto-absinto de suas cantagonias. O que Lupiscínio etilicamente fazia com suas brilhantes composições marcantes, mas cantando, soando, era uma moça, manteiga derretida, voz fina, Maysa cantando era a ferro e fogo e paixão, não impostando a voz-veludo, mas dando a tristice certa no caldo da própria exposição cênica-sonora.

Aqui e ali, na casa de um amigo de grosso quilate, está o long-play da Maysa, a fita-cassete, valendo ouro, como um som-documento de uma voz que se calou a partir de uma tragédia. Uma ponte enorme, ligando continente ao mar, a tirou de nós, como uma metáfora de travessia, desembarque, ilha. Sim, ela bebia, fumava, brigava, amava, odiava, existia, tentando achar seu fio terra, decompor-se muito além das arrebentações da pilha cósmica do universo. Cantar era como se clamasse no deserto. Sua vida-documento testemunha fermentos e purgações de uma mulher fora de seu tempo, moderna e além de tudo ferida para ser livre, incomodar, despertar consciências.

Maysa foi única e foi tantas, múltiplas. Meio Elis, Meio Celly Campello, meio Aracy de Almeida, meio Dolores Duran, meio Nana Caymi, meio Clementina de Jesus, inteiramente personagem de si mesma, alma aberta. Mas seu mundo caiu. E quando mais fina a flor, mais depressa é recolhida. As flores mais bonitas são colhidas primeiro. Você, de alguma maneira, literalmente VIA a agonia naquilo que Maysa cantava, destilando seu vinho-verso-verbo. Há mitos, lendas, verdades, mentiras, invencionices. Mas para saber exatamente quem foi (quem é) Maysa, à beira mar, um chopinho e um luar, arrue uma vitrola de garagem, com aquela bolachão como se tivesse riscado - a agulha do tempo? - e deixe rodar o disco de Maysa. Ouvir Maysa é credenciá-la com testemunho de um tempo e as amarguras femininas desse tempo. Ouça, sinta, capte, depois, diga lá coração, diga pra mim, se a flor-fêmea Maysa não foi muito mais do que as memórias lhe dão crédito? Maysa cantava, como quem cortava os pulsos. Intrépida, louca varrida, poeta, sensível, feminina e romântica, livre com sua solidão-albatroz, num mar de sargaços.

..................................................................

O ultimo a chorar, por favor, por favor

Apague a luz do abajur cor de carne

Enquanto Maysa canta toda a inesgotável dor

De não amar. E de não viver em paz.

-0-

Silas Correa Leite - Poeta, Compositor, Boêmio, Inventariante de Cenários

Santa Itararé das Letras-SP