terça-feira, 7 de julho de 2009

FISP '09

O Festival Internacional de Saxofone de Palmela vai já para a sua 3º edição, decorrerá entre 12 e 19 de Julho de 2009 e é organizado pelo Conservatório Regional de Palmela, Quarteto Artemsax e Sociedade Filarmónica Humanitária, tendo como director artístico João Pedro Silva.


FISP'09
O objetivo deste Festival é divulgar o saxofone através de um encontro de várias gerações de saxofonistas, apresentando o que há de melhor a nível nacional e internacional na área Clássica e Jazz. Com o sucesso assinalável alcançado nas primeiras duas edições, o FISP prevê-se como uma oportunidade única para contribuir na formação de novos e melhores públicos, jovens estudantes e profissionais da música, através do cruzamento das àreas pedagócias e artísticas.

A programação do FISP 09 tem para oferecer mais de 30 concertos e espectáculos de entrada livre, Masterclasses, workshops, Seminários, Conferências, 3º Concurso Internacional de Saxofone "Vitor Santos", 1º Concurso de composição para saxofone "FISP", Record do Guiness, e outras surpresas. Estarão presentes na programação do FISP algumas das individualidades mais conceituadas deste instrumento a nível mundial, bem como todos os principais intervenientes deste instrumento no nosso país.

:: O QUE DIZEM OS PARTICIPANTES

"... The FISP..... it isn't anymore just a saxophone festival, it became certainly, one of the most important Saxophone festivals in the world"
por Henk van Twillert, Professor de saxophone; Solista internacional de saxofone.


“The Palmela Saxophone Festival is a wonderful event ! A great opportunity for young players meeting, performing, having advices from and listening to the top European player”
por Claude Delangle, Professor de saxophone do Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris .


"Fabulous music, Incredible sound, Saxophone meeting, Palmela... the warmest festival that I know”,
por Mario Marzi, Professor de saxophone do Conservatório de Milão.


:: MAIOR ORQUESTRA DE SAXOFONES DO MUNDO
World Guiness Records TM

No próximo dia 12 de Julho de 2009, inserido na programação do Festival Internacional de Saxofone de Palmela, irá realizar-se uma tentativa de bater o Record do Guiness para a maior Orquestra de Saxofones do Mundo, sendo o Canadá o País possuidor do actual record com uma orquestra de 900 saxofonistas. Para o efeito foi escrita uma obra pelo conceituado compositor Jorge Salgueiro, que será dirigida pelo mesmo neste grande desafio.

Neste sentido é com grande satisfação que o F.I.S.P. convida todos os saxofonistas interessados a participarem nesta empolgante inciativa, que irá juntar músicos de todo o País e estrangeiro.

Consulte o site do festival para todas as informações relacionadas.

www.fispalmela.org

Todas As Guerras

Todas As Guerras, V.1 - Tempos Modernos

VARIOS AUTORES
Organizador: NELSON DE OLIVEIRA

No dia 04/07 ocorreru o lançamento da coletânea TODAS AS GUERRAS (Editora Bertrand Brasil), coletânea de contos organizada e editada por Nelson de Oliveira na OFF FLIP - Circuito Paralelo de Ideias, em Paraty - RJ

Neste livro, cada uma das principais guerras da humanidade é abordada pela narrativa de um autor diferente. São contos de ficção de diversos gêneros, incluindo ficção especulativa e fantástica.

O livro começa com um cerco nas Cruzadas e fecha com a guerra no Oriente Médio. Mais do que uma lógica cronológica, o livro traz um olhar crítico sobre momentos importantes da humanidade, todos marcantes na vida de diversas gerações.



UM LANÇAMENTO



ANTES DE NASCER O MUNDO

O escritor moçambicano Mia Couto, um dos maiores expoentes da literatura africana atual, vem ao Brasil para a divulgação de seu mais novo livro, Antes de nascer o mundo.
Em São Paulo, além da noite de autógrafos, o autor prestigia a montagem da peça O outro pé da sereia, baseada em seu romance homônimo, e participa de debate com elenco e público. No Rio de Janeiro, o autor participa do Festival de Teatro da Língua Portuguesa (FESTLIP), que acontece entre os dias 2 e 12 de julho.


ANTES DE NASCER O MUNDO
de Mia Couto


Páginas - 280


O LIVRO
Jesusalém, ermo encravado na savana, em Moçambique, abriga cinco almas apartadas das gentes e cidades do mundo. Ali, ensaiam um arremedo de vida: Silvestre e seus dois filhos, Mwanito e Ntunzi, mais o Tio Aproximado e o serviçal Zacaria. O passado para eles é pura negação recortada em torno da figura da mãe morta em circunstâncias misteriosas. E o futuro se afigura inexistente.

Silvestre afiança aos filhos e ao criado que o mundo acabou e que a mulher - qualquer mulher - é a desgraça dos homens. Mas um belo dia os donos do mundo voltarão para reivindicar a terra de Jesusalém. E não só isso: uma bela mulher também virá para agitar a inércia dos dias solitários daqueles homens.

Mia Couto é um dos maiores expoentes da literatura africana de expressão portuguesa. Moçambicano e amante confesso da escrita inventiva do brasileiro Guimarães Rosa, ele é um artista investido do poder mágico e poético das palavras. Mas é da alma do povo de seu país, bela, trágica, alegre, sofrida, enigmática, que este poeta da prosa extrai seu ouro universal.

Em Portugal, Moçambique e Angola o livro recebeu o título de Jesusalém.

O AUTOR
Mia Couto (Beira, 1955) é um escritor moçambicano. António Emílio Leite Couto foi nominado Mia devido a seu irmãozinho não conseguir dizer "Emílio". Segundo o próprio autor, a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos, dizia a seus familiares desde sua infância que queria ser um deles.

Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Índico para ficar inundada.

Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e mais tarde tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.

Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras

ANTES DE NASCER O MUNDO

FIO DAS MISSANGAS, O

GATO E O ESCURO, O

OUTRO PÉ DA SEREIA, O

RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA, UM

TERRA SONÂMBULA

ÚLTIMO VOO DO FLAMINGO, O

VARANDA DO FRANGIPANI, A

VENENOS DE DEUS REMÉDIOS DO DIABO

UM TEXTO
Carta de Mia Couto ao Presidente Bush
Senhor Presidente:

Sou um escritor de uma nação pobre, um país que já esteve na vossa lista negra. Milhões de moçambicanos desconheciam que mal vos tínhamos feito.
Éramos pequenos e pobres: que ameaça poderíamos constituir? A nossa arma de destruição massiva estava, afinal, virada contra nós: era a fome e a miséria.
Alguns de nós estranharam o critério que levava a que o nosso nome fosse manchado enquanto outras nações beneficiavam da vossa simpatia. Por exemplo, o nosso vizinho - a África do Sul do "apartheid" - violava de forma flagrante os direitos humanos. Durante décadas fomos vítimas da
agressão desse regime. Mas o regime do "apartheid" mereceu da vossa parte uma atitude mais branda: o chamado "envolvimento positivo". O ANC esteve também na lista negra como uma "organização terrorista!".
Estranho critério que levaria a que, anos mais tarde, os taliban e o próprio Bin Laden fossem chamadas de "freedom fighters" por estrategas norte-americanos.
Pois eu, pobre escritor de um pobre país, tive um sonho. Como Martin Luther King certa vez sonhou que a América era uma nação de todos os americanos. Pois sonhei que eu era não um homem mas um país. Sim, um país que não conseguia dormir. Porque vivia sobressaltado por terríveis
factos. E esse temor fez com que proclamasse uma exigência. Uma exigência que tinha a ver consigo, Caro Presidente. E eu exigia que os Estados Unidos da América procedessem à eliminação do seu armamento de destruição massiva.
Por razão desses terríveis perigos eu exigia mais: que inspectores das Nações Unidas fossem enviados para o vosso país. Que terríveis perigos me alertavam? Que receios o vosso país me inspiravam? Não eram produtos de sonho, infelizmente. Eram factos que alimentavam a minha
desconfiança. A lista é tão grande que escolherei apenas alguns:
- Os Estados Unidos foram a única nação do mundo que lançou bombas atómicas sobre outras nações;
- O seu país foi a única nação a ser condenada por "uso ilegítimo da força" pelo Tribunal Internacional de Justiça;
- Forças americanas treinaram e armaram fundamentalistas islâmicos mais extremistas (incluindo o terrorista Bin Laden) a pretexto de derrubarem os invasores russos no Afeganistão;
- O regime de Saddam Hussein foi apoiado pelos EUA enquanto praticava as piores atrocidades contra os iraquianos (incluindo o gaseamento dos curdos em 1988);
- Como tantos outros dirigentes legítimos, o africano Patrice Lumumba foi assassinado com ajuda da CIA. Depois de preso e torturado e baleado na cabeça o seu corpo foi dissolvido em ácido clorídico;
- Como tantos outros fantoches, Mobutu Seseseko foi por vossos agentes conduzido ao poder e concedeu facilidades especiais à espionagem americana: o quartel-general da CIA no Zaire tornou-se o maior em África. A ditadura brutal deste zairense não mereceu nenhum reparo dos
EUA até que ele deixou de ser conveniente, em 1992;
- A invasão de Timor Leste pelos militares indonésios mereceu o apoio dos EUA. Quando as atrocidades foram conhecidas, a resposta da Administração Clinton foi "o assunto é da responsabilidade do governo indonésio e não queremos retirar-lhe essa responsabilidade";
- O vosso país albergou criminosos como Emmanuel Constant, um dos líderes mais sanguinários do Taiti, cujas forças para-militares massacraram milhares de inocentes. Constant foi julgado à revelia e as novas autoridades solicitaram a sua extradição. O governo americano recusou o pedido.
- Em Agosto de 1998, a força aérea dos EUA bombardeou no Sudão uma fábrica de medicamentos, designada Al-Shifa. Um engano? Não, tratava-se de uma retaliação dos atentados bombistas de Nairobi e Dar-es-Saalam.
- Em Dezembro de 1987, os Estados Unidos foi o único país (junto com Israel) a votar contra uma moção de condenação ao terrorismo internacional. Mesmo assim, a moção foi aprovada pelo voto de cento e cinquenta e três países.
- Em 1953, a CIA ajudou a preparar o golpe de Estado contra o Irão na sequência do qual milhares de comunistas do Tudeh foram massacrados. A lista de golpes preparados pela CIA é bem longa.
- Desde a Segunda Guerra Mundial, os EUA bombardearam: a China (1945-46), a Coreia e a China (1950-53), a Guatemala (1954), a Indonésia (1958), Cuba (1959-1961), a Guatemala (1960), o Congo (1964), o Peru (1965), o Laos (1961-1973), o Vietname (1961-1973), o Camboja (1969-1970), a Guatemala (1967-1973), Granada (1983), Líbano (1983-1984), a Líbia (1986), Salvador (1980), a Nicarágua (1980), o Irão (1987), o Panamá (1989), o Iraque (1990-2001), o Kuwait (1991), a
Somália (1993), a Bósnia (1994-95), o Sudão (1998), o Afeganistão
(1998), a Jugoslávia (1999)
- Acções de terrorismo biológico e químico foram postas em prática pelos EUA: o agente laranja e os desfolhantes no Vietname, o vírus da peste contra Cuba que durante anos devastou a produção suína naquele país.
- O Wall Street Journal publicou um relatório que anunciava que 500 000 crianças vietnamitas nasceram deformadas em consequência da guerra química das forças norte-americanas.
Acordei do pesadelo do sono para o pesadelo da realidade. A guerra que o Senhor Presidente teimou em iniciar poderá libertar-nos de um ditador.
Mas ficaremos todos mais pobres. Enfrentaremos maiores dificuldades nas nossas já precárias economias e teremos menos esperança num futuro governado pela razão e pela moral. Teremos menos fé na força reguladora das Nações Unidas e das convenções do direito internacional. Estaremos,
enfim, mais sós e mais desamparados.
Senhor Presidente:
O Iraque não é Saddam. São 22 milhões de mães e filhos, e de homens que trabalham e sonham como fazem os comuns norte-americanos. Preocupamo-nos com os males do regime de Saddam Hussein que são reais. Mas esquece-se os horrores da primeira guerra do Golfo em que perderam a vida mais de 150000 homens.
O que está destruindo massivamente os iraquianos não são as armas de Saddam. São as sanções que conduziram a uma situação humanitária tão grave que dois coordenadores para ajuda das Nações Unidas (Dennis Halliday e Hans Von Sponeck) pediram a demissão em protesto contra essas
mesmas sanções. Explicando a razão da sua renúncia, Halliday escreveu:
"Estamos destruindo toda uma sociedade. É tão simples e terrível como isso. E isso é ilegal e imoral". Esse sistema de sanções já levou à morte meio milhão de crianças iraquianas.
Mas a guerra contra o Iraque não está para começar. Já começou há muito tempo. Nas zonas de restrição aérea a Norte e Sul do Iraque acontecem continuamente bombardeamentos desde há 12 anos. Acredita-se que 500 iraquianos foram mortos desde 1999. O bombardeamento incluiu o uso
massivo de urânio empobrecido (300 toneladas, ou seja 30 vezes mais do que o usado no Kosovo)
Livrar-nos-emos de Saddam. Mas continuaremos prisioneiros da lógica da guerra e da arrogância. Não quero que os meus filhos (nem os seus) vivam dominados pelo fantasma do medo. E que pensem que, para viverem tranquilos, precisam de construir uma fortaleza. E que só estarão seguros
quando se tiver que gastar fortunas em armas. Como o seu país que dispende 270.000.000.000.000 dólares (duzentos e setenta biliões de dólares) por ano para manter o arsenal de guerra. O senhor bem sabe o que essa soma poderia ajudar a mudar o destino miserável de milhões de
seres.
O bispo americano Monsenhor Robert Bowan escreveu- lhe no final do ano passado uma carta intitulada "Porque é que o mundo odeia os EUA?" O bispo da Igreja Católica da Florida é um ex--combatente na guerra do Vietname. Ele sabe o que é a guerra e escreveu: "O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos
terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações
norte-americanas multinacionais? E o bispo conclui: O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."
Senhor Presidente:
Sua Excelência parece não necessitar que uma instituição internacional legitime o seu direito de intervenção militar. Ao menos que possamos nós encontrar moral e verdade na sua argumentação. Eu e mais milhões de cidadãos não ficamos convencidos quando o vimos justificar a guerra. Nós preferíamos vê-lo assinar a Convenção de Kyoto para conter o efeito de estufa. Preferíamos tê-lo visto em Durban na Conferência Internacional contra o Racismo.
Não se preocupe, senhor Presidente.

A nós, nações pequenas deste mundo, não nos passa pela cabeça exigir a vossa demissão por causa desse apoio que as vossas sucessivas administrações concederam a não menos sucessivos ditadores. A maior ameaça que pesa sobre a América não são armamentos de outros. É o universo de mentira que se criou em redor dos vossos cidadãos. O perigo não é o regime de Saddam, nem nenhum outro regime. Mas o sentimento de superioridade que parece animar o seu governo.
O seu inimigo principal não está fora. Está dentro dos EUA. Essa guerra só pode ser vencida pelos próprios americanos.
Eu gostaria de poder festejar o derrube de Saddam Hussein. E festejar com todos os americanos. Mas sem hipocrisia, sem argumentação e consumo de diminuídos mentais. Porque nós, caro Presidente Bush, nós, os povos dos países pequenos, temos uma arma de construção massiva: a capacidade de pensar.

Mia Couto

Março de 2003


O LIVRO PELO AUTOR





UM LANÇAMENTO






segunda-feira, 6 de julho de 2009

YouTube cria programa para parceria com veículos de comunicação

se tornarem parceiros oficiais do portal de vídeos. O objetivo do Google é aumentar a audiência em ambos os sites.

As publicações interessadas podem ainda fazer parte do YouTube Partner Program, programa de afiliados onde anúncios seriam incluídos no início dos vídeos das organizações noticiosas. Parte do lucro dessa publicidade, embutida nos vídeos ou de banners veiculados próximo aos vídeos, iria para os veículos parceiros. Segundo comunicado oficial.

Lançamento de novos canais
Agora, o YouTube também se prepara para apresentar o novo design dos canais. Todas as novas contas automaticamente terão a nova versão dos canais. Os existentes serão alterados para o novo design no dia (15/07).

Veja abaixo o vídeo introduzindo os novos canais, seus benefícios e como começar a usá-los. Postado no blog da empresa.


REFLEXÕES DE UM ARTISTA PLÁSTICO: Francisco Antônio Zorzo


REFLEXÕES DE UM ARTISTA PLÁSTICO

*Francisco Antônio Zorzo*

Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana

Para melhor podermos apreciar a produção ensaística de Antônio Luiz M.Andrade, Almandrade, foi publicada, finalmente, a coletânea de seusartigos. Estampada com o título de "Escritos sobre Arte".

Graças à publicação, pode-se perceber o alcance da contribuição deAlmandrade e destacar algumas das principais articulações do conjuntode ensaios. É digno de nota, desde logo, indicar que as reflexões foram gestadas ao longo da carreira do artista plástico e acompanharama construção de uma obra singular. Retomando umpercurso dentro daarte contemporânea brasileira, desde o início da década de 1970, atrajetória do poetagarante a consistência e a riqueza ensaística dolivro.

Convém, portanto, observar a conjugação de dois vetores de força que confluem no conjunto de ensaios. Um, que corresponde à obra de um artista que participa de um contexto em transformação e, outro, de acompanhar o seu direcionamento teórico. Vale lembrar, como uma referência para situar a produção de Almandrade dentro da história da arte brasileira, o marco da sua acolhida por pessoas como Wladimir Dias Pino e Hélio Oiticica, figuras da vanguarda que derivavam de uma ampla vertente construtivista que se consolidava no país a partir da experiência do Concretismo e do Neoconcretismo.

Não é por acaso que a capa do livro contém uma imagem do trabalho de Almandrade que foi elogiado pelo próprio Hélio Oiticica. Com aquele, objeto que inseria uma gilete dentro de uma garrafa, Almandrade incorria no debate cortante a respeito da arte conceitual. Com essa postura ele passou a observar uma posição consciente em relação a nova objetividade e a procedimentos que estavam fora da tradição acadêmica.

Não é sem importância a sua formação como arquiteto, pois em arquitetura o significado de cada elemento depende de seu uso e experimentação singular. Todas as reflexões de Almandrade foram pensados a partir de uma concepção que busca criar uma nova ordem ambiental e inventar um novo jogo combinatório de formas e idéias. Nesse caminho, o livro constitui uma excelente oportunidade para se avaliar a coerência do pensamento construtivo de Almandrade.

Em Escritos sobre Arte, os textos foram colocados em quatro grandes blocos, que procuraram conservar clara coerência com o sua proposta intelectual. No livro, há um primeiro bloco teórico, com textos mais abstratos que discutem conceitos empregados no campo da arte. Um dos interesses maiores do livro é discutir e tornar visível alguns princípios de composição, de explicitar a pergunta sobre a lógica de composição que cada artefato viabiliza.

Há, na segunda parte do livro, análises e leituras das obras de vários artistas. Almandrade é generoso em opinar sobre exposições e mostras, de modo que vários nomes comparecem no livro fazendo um panorama dos mais atualizados das artes da Bahia. São abordados artistas renomados e artistas experimentais, pessoas a quem o autor ofereceu seu diálogo e procurou respeitar os projetos. É valoroso notar o empenho do autor em colocar, lado a lado, artistas conhecidos ao nível internacional e nacional, tais como Picasso e Almílcar de Castro, com nomes de personalidades baianas tais como Rubem Valentim ou Mário Cravo.

A terceira e a quarta parte contém ensaios que reintroduzem as maiores polêmicas sustentadas pelo autor. Almandrade faz uma bem elaborada crítica cultural, colocando em discussão os rumos da arte em Salvador. São ensaios que analisam problemas concretos, que foram publicados em jornal ou revistas, mas que conservam validade e atualidade. Seria muito longo listar aqui o rol de questões debatidas, mas o conjunto vai do debate do lugar do museu, tomando como caso de estudo o Museu Feminino, até a crítica aos rumos da interferência da comunicação no contexto do espaço público soteropolitano.

Todos esses campos o autor parece cruzar soberanamente com sua solidão. Com sua figura individual, mas sem fugir do convívio com os artistas de sua geração, Almandrade tornou-se um mestre, incorporando a atitude do pesquisador. Almandrade assim procede com simplicidade, conduzindo um olhar reflexivo que nunca se afasta dos sentimentos e da cidadania política. Por levantar questões importantes, com sentido crítico e com propósito de orientação dentro do campo artístico baiano, deve ser lido com atenção "Escritos sobre Arte".

Google lança novos recursos para pesquisa em blogs

O Google anunciou na última quinta-feira (02/07), o lançamento de novas ferramentas para pesquisa em seu buscador de blogs, o Blog Search. Entre as novidades estão recursos como RSS e Atom feeds.

Além de o internauta poder conferir as postagens mais recentes, a nova página conta com um espaço para os posts mais populares. No lado esquerdo do Blog Search há também um aplicativo, que reúne as editorias com mais atualizações, como política, mundo, negócios, entre outras. Agora, mais parecida com o Google Notícias, a página também traz, ao lado dos textos, fotos relacionadas aos posts.

Com os novos aplicativos de RSS e Atom, além de acompanhar pelo Google Reader as novas postagens, o usuário também poderá adicionar um gadget do buscador de blogs no iGoogle, a página que reúne todos os recursos da empresa, e pode ser personalizada pelo internauta, com as ferramentas e assuntos que pretende seguir. Por enquanto, na versão em português, apenas os recursos de RSS, Atom e postagens recentes estão disponíveis.

Regionais recebem inscrições para curso de cinema

A Cinemateca de Curitiba promove novo curso prático de cinema.

As inscrições devem ser feitas nos núcleos da Fundação Cultural de Curitiba, nas nove regionais da cidade.



A Fundação Cultural de Curitiba, por meio da Cinemateca, abre as inscrições para o próximo Curso Prático de Cinema. As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas somente nos dias 13 e 14 de julho, nos núcleos da Fundação Cultural localizados nas nove regionais da cidade. Haverá quatro vagas para cada regional. O teste de seleção será realizado no dia 20 de julho, às 14h30, nos locais das inscrições.

Resultado de uma parceria entre a Fundação Cultural e o Ministério da Cultura, pelo projeto Rede Olhar Brasil, o curso proporciona o conhecimento teórico e prático de todas as fases de produção de um filme. O conteúdo é formado por módulos sobre a história e teoria do cinema, roteiro, fotografia, som, produção, edição e direção. Há aulas práticas de captação, edição e mixagem de som. O curso encerra com a realização de um filme pelos alunos, com supervisão dos profissionais da Cinemateca.

O curso será realizado de 3 de agosto a 11 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h, na Cinemateca de Curitiba. Confira os endereços onde podem ser feitas as inscrições:



Rua da Cidadania Bairro Novo – Rua Tijucas do Sul, 1.700. Fone: 3289-4988

Rua da Cidadania Boa Vista – Avenida Paraná, 3.600. Fone: 3356-1638

Rua da Cidadania do Boqueirão – Rua Marechal Floriano (terminal do Carmo). Fone: 3376-6016

Rua da Cidadania da Matriz – Praça Rui Barbosa. Fone: 3321-3340/ 3321-3341

Rua da Cidadania Fazendinha – Rua Carlos Klemtz (terminal da Fazendinha). Fone: 3245-1100 – ramal 2036

Rua da Cidadania Pinheirinho – Rua Wiston Churchill, 2.033. Fone: 3212-1513

Rua da Cidadania Santa Felicidade – Rua Santa Bertila Boscardim, 213. Fone: 3374-5018/ 3374-5019.

Núcleo Regional Cajuru – Rua Luiz França, 2.032. Fone: 3361-2302/ 3361-2304

Regional CIC – Rua Manoel Waldomiro de Macedo, 2.460. Fone: 3212-1523.

HAMMERSTEIN OU A OBSTINAÇÃO

HAMMERSTEIN OU A OBSTINAÇÃO
- Uma história alemã

de Hans Magnus Enzensberger

Páginas - 344

O LIVRO

Quando chegou ao poder supremo, nos primeiros meses de 1933, Hitler apresentava-se como a encarnação da vontade unânime dos alemães. Vencedor nas urnas, bem relacionado no mundo da indústria e das finanças, o líder nazista rapidamente tratou de caçar seus adversários de esquerda e de conquistar os círculos influentes que ainda resistiam ou hesitavam, em especial na cúpula das Forças Armadas.

Sabendo manipular como ninguém o oportunismo e a convicção alheia, o ditador não demorou a ter êxito também nessa campanha. Com seu ambicioso programa de rearmamento e seus planos de expansão territorial no Leste, Hitler logo pôde contar com a colaboração de inúmeros generais oriundos da velha nobreza militar prussiana na formação da colossal máquina de guerra que foi a Wehrmacht nazista.

Se tudo isso é bem sabido, menos conhecida é a história dos que lhe disseram não. Foi o caso do barão Kurt von Hammerstein-Equord. General de infantaria e comandante do Exército alemão de 1930 a 1934, ele resistiu a todas as abordagens de Hitler e se manteve fiel a si mesmo, a suas convicções, mas, sobretudo, a uma visão cosmopolita do futuro da Alemanha. Essa obstinação, que acabou lhe custando o posto, agora lhe vale a atenção de um dos maiores nomes das letras alemãs, o poeta e prosador Hans Magnus Enzensberger.

Neste relato de gênero indefinível, Enzensberger dedica-se com cuidados de historiador e liberdades de poeta a traçar um perfil de Hammerstein e de sua família sui generis, bem como de grandes nomes da política alemã. Pois esse general prussiano tampouco lembra o pai de família convencional: suas filhas e seus filhos vivem intensamente os últimos anos da República de Weimar, interessam-se por todo tipo de orientação heterodoxa e, quando a situação se radicaliza, engajam-se a fundo no movimento comunista, na Resistência alemã ou mesmo na espionagem soviética. Tudo sob o olhar discreto mas atento de um pai singular, para quem "o medo não é uma visão de mundo".

O AUTOR
Hans Magnus Enzensberger (11 de novembro, 1929 em Kaufbeuren) é poeta, ensaista, tradutor e editor alemão. É também escritor sob o pseudônimo de Andreas Thalmayr, Linda Quilt, Elisabeth Ambras e Serenus M. Brezengang.

Enzensberger estudou literatura e filosofia nas universidades de Erlangen, Freiburg, Hamburgo e também em Sorbonne, Paris, recebeu seu doutorado em 1955.

Trabalhou como redator na rádio de Stuttgart e exerceu a docência até 1957, com o volume de poesias Verteidigung der Wölfe (Defesa dos Lobos).

Entre 1965 e 1975 foi membro do Grupo 47. Em 1965 criou a revista "Kursbuch" e desde 1985 edita a série literária Die andere Bibliothek.

Publicou entre outras obras Zigue Zague, O naufrágio do Titanic, Outra Europa.



A OBRA
•Defendendo Wolves, poemas, 1957

•Allerleirauh , Gedichte, 1961 Allerleirauh, poemas, 1961


•Politik und Verbrechen , Essays, 1964 Política e Crime, Ensaios, 1964

•Deutschland, Deutschland unter anderm. Alemanha, Alemanha, entre outros. Äußerungen zur Poilitik , 1967 Enunciados para Poilitik, 1967

•Das Verhör von Habana , Prosa, 1970 O interrogatório de Habana, Prosa, 1970

•Der kurze Sommer der Anarchie. O curto verão da anarquia. Buenaventura Durrutis Leben und Tod , Prosa, 1972 Buenaventura Durrutis vida ea morte, Prosa, 1972

•Gespräche mit Marx und Engels , 1970 Conversações com Marx e Engels, 1970

•Palaver. Bajulação. Politische Überlegungen , Essays, 1974 Considerações políticas, Ensaios, 1974

•Mausoleum. Mausoléu. 37 Balladen aus der Geschichte des Fortschritts , Gedichte, 1975 37 baladas da história do progresso, poemas, 1975

•Der Untergang der Titanic , Versepos, 1978 O naufrágio do Titanic, versículo, 1978

•Polit. Polit. Brosamen , Essays, 1982 Migalhas, redações, 1982

•Ach, Europa! Ah, a Europa! Wahrnehmungen aus sieben Ländern , Prosa, 1987 Percepções de sete países, Prosa, 1987

•Zukunftsmusik , Gedichte, 1991 Futuro Música, Poesia, 1991

•Die Tochter der Luft , Drama, 1992 A filha do ar, ficção, 1992

•Die Große Wanderung , Essays, 1992 A Grande Migração, redações, 1992

•Zickzack , Aufsätze, 1997 Ziguezague, redações, 1997

•Der Zahlenteufel , 1997 The Number Devil, 1997

•Wo warst du, Robert? , Roman, 1998 Se fosse você, Robert?, Romance, 1998

•Zickzack , Aufsätze, 2000 Ziguezague, redações, 2000



Obras do autor publicadas
pela Companhia das Letras

CURTO VERÃO DA ANARQUIA, O

DIABO DOS NÚMEROS, O

HAMMERSTEIN OU A OBSTINAÇÃO

POR ONDE VOCÊ ANDOU, ROBERT?

UM LANÇAMENTO








FÁBULAS


FÁBULAS
Liev Tolstoi e Cárcamo
Seleção, adaptação e tradução do russo: Ana Sofia e Tatiana Ma
riz

48 páginas
Para um escritor genial, um ilustrador não menos. Mais que um aquarelista Cárcamo capta belezas inequívocas, nem que seja de apenas (e nunca somente) uma velha porta vermelha. (E.C.)

O LIVRO

Liev Tolstói, autor de Guerra e paz e Ana Karênina, é considerado um dos maiores escritores do mundo. De família nobre, sempre se colocou ao lado dos mais pobres, sendo um dos primeiros a combater a servidão na Rússia. Preocupado com o analfabetismo entre os camponeses, em 1859, Tolstói fundou em sua propriedade uma escola gratuita para crianças e adultos e promoveu a abertura de outras vinte escolas na região.

O escritor tornou-se um professor interessado na formação de cada criança, publicando obras como as coletâneas Livros de estudos e Livros de leitura para crianças, com contos de sua autoria, contos folclóricos, fábulas e observações sobre a vida das plantas e dos animais. Com base nessas obras, Ana Sofia e Tatiana Mariz, organizadoras da edição brasileira, selecionaram as narrativas deste Fábulas.

O livro traz nove fábulas em que as personagens principais são sempre animais ou plantas. O texto é conciso, bem-humorado e fácil de acompanhar, o que torna essas histórias adequadas a crianças que ainda não sabem ler, mas já acompanham bem a leitura feita pelos adultos em voz alta. Destacam-se ainda as caracterizações humanizadas dos animais no traço vívido e caricatural de CárcamO.

O AUTOR

Liev Tolstói, também conhecido como Léon Tolstói ou Leão Tolstoi ou Leo Tolstoy, Lev Nikoláievich Tolstói (9 de setembro de 1828 - 20 de novembro de 1910) é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos.

Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e idéias batiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.

Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.

Morreu aos 81 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.

A OBRA

* Infância (1852)
* Adolescência (1854)
* Juventude (1856)
* Crônicas de Sebastopol (1855-1856)
* A felicidade conjugal (1858)
* Cossacos (1863) - descreve a vida deste povo.
* Guerra e Paz (1865-1869) - é uma monumental obra, na qual Tolstói descreve dezenas de diferentes personagens durante a invasão napoleônica de 1812, na qual os russos incendiaram Moscou ou Moscovo.
* Anna Karenina (1875-1877) - conta as histórias paralelas de uma mulher presa nas convenções sociais e um proprietário de terras filósofo (reflexo do próprio Tolstói), que tenta melhorar a vida dos seus servos.
* Confissão (1882)
* O reino de Deus está em vós (1894)
* A morte de Ivan Ilitch (1889)
* O que é arte? (1898)
* Ressurreição (1899)
* Babine - o parvo - peça de teatro infantil
* Obras Pedagógicas
* Não posso me calar
* Contos populares
* O Diabo e Outras Histórias - volume de contos
* Contos da Nova Cartilha - 2005
* Kholstomér, a História de um Cavalo

Obras do autor publicadas

pela Companhia das Letras

FÁBULAS

GUERRA E PAZ


O ILUSTRADOR
GONZALO CÁRCAMO é ilustrador, caricaturista, artista plástico com uma longa experiência na técnica da aquarela.
Realizou algumas exposições de pintura no Brasil, Espanha e na sua terra natal, Chile.

Durante muito tempo trabalhou como cenarista de desenhos animados, chegando a participar em pequenos curtas para os estúdios da Walt Disney, na produtora HGN.

Em 1986 publica suas primeiras caricaturas no semanário Pasquim (Rio), dando inicio a uma longa jornada com publicações em jornais e revistas mais importantes do Brasil e do exterior conquistando notoriedade com suas aquarelas. Diário “El Pais” (Espanha)
Apsi (Chile) , Istoé, Veja, Carta Capital, Época, Cult, Educação (Brasil) entre outras.

Também atua como ilustrador de livros para várias editoras no Brasil. Escritores de literatura nacional e internacional, tais como Garcia Marquez, Machado de Assis, Eça de Queiroz, já tiveram publicações ilustradas por Cárcamo.

No ano 2000 lançou o seu primeiro livro como autor: “Modelo vivo, natureza morta”, pela editora Paulus. Uma história comovente, contada apenas com imagens.

Em 2004 lançou “Aquarelas e variações sobre Paraty” pela Editora Luna.

Este ano (2005), Cárcamo prepara-se para o lançamento de dois livros infanto-juvenis que estão sendo editados pela Melhoramentos: “As lorotas da cobra Gabi” e “A Fantasia do urubu Beleza”.

Atualmente é colaborador da Folha de São Paulo e da revista Época.

Cárcamo tem hoje o seu atelier (Altamira) no coração da Vila Madalena em São Paulo, onde divide o seu tempo dando aulas de aquarela (workshop). Telefone 011 - 3459.6336.



Ilustração para um conto de Tolstoi

UM LANÇAMENTO







domingo, 5 de julho de 2009

E OS HIPOPÓTAMOS FORAM COZIDOS EM SEUS TANQUES

E OS HIPOPÓTAMOS FORAM COZIDOS EM SEUS TANQUES
de William S. Burroughs e Jack Kerouac
Tradução: Alexandre Barbosa de Souza

176 páginas

O LIVRO

E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques baseia-se num crime passional ocorrido de fato em Nova York, em 1944, às margens do rio Hudson: o assassinato de David Kammerer pelo adolescente Lucien Carr, ambos amigos de Burroughs e Kerouac. Agora, com os implicados falecidos, o livro pôde finalmente vir à luz. Novela escrita em dupla, é a primeira obra acabada tanto de Kerouac, então com 23 anos, quanto do já trintão Burroughs. Nenhum dos dois - futuros pais fundadores da prosa beat norte-americana - tinha sido publicado ainda. Alternando-se nos capítulos, cada escritor comanda no livro um dos dois personagens narradores: o barman junky Will Denninson, a cargo de "Willian Lee" (Burroughs), e o marinheiro desempregado Mike Ryko, animado literariamente por Kerouac.
A trama, aberta e flutuante, é centrada num punhado de jovens e curiosos personagens típicos da beat generation, desgarrados, sem dinheiro, mas pouco inclinados ao trabalho convencional e ávidos por novas experiências. Do ócio eles tiram sua razão de ser, vagando de bar em bar, promovendo festinhas em apartamentos minúsculos, regadas a álcool, drogas e muito papo cabeça. "Enquanto você estiver criando alguma coisa, tudo bem. O único pecado é desperdiçar as suas potencialidades", diz o ainda adolescente Philip, ecoandoavant la lettre um ingênuo mantra beatnik, depois de mamar numa garrafa de Canadian Club que sua amiga lésbica Agnes afanou de um bar, e tossindo a fumaça da maconha ruim que Dennison lhe apresentou.
Lá fora, do outro lado do Atlântico, acontece a Segunda Guerra Mundial, mas ninguém parece dar muita bola para isso, nem para qualquer outro fato ou evento alheio ao frisson fugaz dos instantes delirantes que se sucedem em suas vidas. O leitor, quando dá por si, está imerso no caldo de uma contracultura difusa mas poderosa que em breve iria se disseminar em ondas de contestação, arte e hedonismo pelos Estados Unidos e para o resto do mundo.

Sobre William Burroughs: "O único romancista americano vivo possuído pela genialidade." - Norman Mailer (c. 1984)

Sobre Jack Kerouac: "Kerouac me influenciou bem mais do que um pouquinho." - Hunter Thompson


OS AUTORES

William Seward Burroughs II (5 de fevereiro de 1914 – 2 de agosto de 1997) foi um escritor, pintor e crítico social nascido nos Estados Unidos da América.

A sua obra mais conhecida é Almoço Nu (Naked Lunch)seguida de junkie. Grande parte de sua obra, de atmosfera fantástica e grotesca, tem caráter autobiográfico. Apesar de fazer parte da chamada geração beat, seus livros têm pouco em comum com o restante desses autores, já que a linguagem utilizada provém de fluxos de consciência durante o uso de alucinógenos. Homossexual depois da morte acidental da esposa causada por um disparo com arma de fogo. Foi um dos pioneiros da literatura experimental, tanto no universo léxico escatológico, urbano, comum e absurdo como no consumo de drogas para produção subjetiva de textos.


Jack Kerouac (Jean-Louis Lebris de Kerouac) (12 de Março de 1922, Lowell - Massachusetts - 21 de Outubro de 1969, St. Petersburg - Flórida).
Kerouac, de origem franco-canadense, teve uma infância séria, onde era muito dedicado à mãe. Freqüentou um colégio jesuíta e ajudou o pai numa fábrica de impressão. Um de seus traumas mais trágicos, que voltaria relatado em seus romances, foi a morte de seu irmão Gerard quando ele tinha apenas nove anos.

Devido às dificuldades econômicas por que passava a família, Jack resolveu fazer parte do time de futebol americano do colégio para tentar uma bolsa de estudo na faculdade. Conseguiu entrar na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, para onde mudou-se com a família. Devido a um acidente que o impossibilitou de continuar jogando por alguns meses, Kerouac começou a passar mais tempo frequentando a biblioteca da universidade, tendo assim seu primeiro contato com autores que influenciaram muito sua obra, entre os quais cita : Louis-Ferdinand Céline, Tom Wolfe, Jack London

Não se ajustando à marinha de guerra, acabou na marinha mercante, onde ficou algum tempo. Quando não estava viajando, Jack andava por Nova Iorque acompanhado de seus amigos "delinqüentes" da Universidade de Columbia, entre eles Allen Ginsberg e William Burroughs, chamado de Bill pelos camaradas, além de seu maior companheiro de viagens, Neal Cassady, o “Cowboy”. Foi a época em que Jack conheceu os grandes amigos que formariam, alguns anos mais tarde, o "pelotão de frente" da geração beat, para desgosto da mãe.
“The Dharma Bums”, lançado em 1958, foi a tentativa do escritor de estabelecer afinidades com o budismo. É o relato de uma escalada com o amigo poeta Gary Snyder em busca de realizações espirituais.
Nesta mesma época, Jack resolveu se isolar do convívio humano. Subiu até o alto de uma colina e passou longos dias sozinho confinado em uma cabana sem eletricidade e sem vidros nas janelas. Tomava quase uma garrafa de bebida por dia e sofreu com alucinações e paranóias. A experiência foi registrada no livro “Big Sur”, de 1962.
O problema do alcoolismo piorou com o tempo. Derrotado e solitário, vai morar com a sua mãe em Long Island. Seus últimos trabalhos exibiam uma alma desconectada de um ser humano perdido em ilusões. Apesar do estereótipo de beatnik, Kerouac era um conservador, especialmente sob a influência de sua mãe católica. O vigor deu lugar ao cansaço, e o escritor resignou-se a uma vida ordinária.

Em 21 de outubro de 1969, Jack Kerouac morreu de hemorragia, consequência de uma cirrose, com 47 anos, num hospital em St. Petesburg, na Flórida. O amigo e agente literário Allen Ginsberg reverencia seu talento: “Eu não conheço outro escritor que teve influência tão produtiva quanto Kerouac, que abriu o coração como escritor para contar o máximo dos segredos da sua própria mente”.





UM LANÇAMENTO





O Vampiro da Internet

Os vampiros nunca sairam de moda...mas na internet? Pois bem, essa é a proposta de uma baiana em uma editora do Rio Grande do Sul. Combina? Acho que sim, confira essa Anne Rice tupiniquim! (EC)

O Vampiro da Internet
de Licínia Ramizete

De tempos em tempos, eles invadem nossas casas... chegam pela tevê, pelas livrarias e pelos cinemas. Os vampiros nunca saem de nosso imaginário, e a mídia ajuda a mantê-los sempre vivos.

Na década de 90, Drácula, de Francis Ford Copolla, e Entrevista com o vampiro, de Neil Jordan, se destacaram no cinema com protagonistas tão sedutores quanto angustiados. A Rede Globo colocou no ar o bom-humor da telenovela Vamp (1991), retomando o tema na década seguinte com O beijo do vampiro (2002). Leveza e malícia não diminuíam o sofrimento dos personagens com sua dualidade. O mesmo acontece hoje. No cinema, no romântico filme Crepúsculo, uma adaptação do livro homônimo da americana Stephenie Meyer. No ar pela Rede Record, a novela Os mutantes mostra uma epidemia que transforma as pessoas em demônios, como o jovem Draco e seus conflitos existenciais. Na HBO, o seriado americano True blood, de Allan Ball (mesmo diretor de A Sete Palmos), tem vampiros bebendo um tipo de sangue artificial que lhes permite viver em harmonia com os seres humanos sem jamais cair em tentação. Mesmo assim, a violência é constante.

Uma abordagem diferente é feita pela autora Licínia Ramizete em O vampiro da internet. O protagonista Gustavo é sedutor, é belo, é um vampiro, mas um vampiro tranquilo. Gustavo está de bem com sua vida, trabalha durante o dia, como se fosse um simples mortal. E quando tem sede... a internet é seu ponto de encontro... sempre tem uma vítima indefesa, solitária.....como Marília, que de saída percebe ter encontrado alguém muito especial. E aí começam algumas surpresas. Quer saber mais? Leia O vampiro da internet.



A AUTORA

Nome: Licínia Ramizete
Idade: 42 anos
Signo: Gêmeos
Profissão: Comerciária
O que poderia comer sempre: Comida Chinesa/Comida Baiana.
O que jamais comeria: Insetos/Caças.
Bebida preferida: Água e um vinho tinto, de vez em quando...
Música de sempre: MPB/Samba.
Livro: São tantos... mas destacarei Pollyanna - Eleanor H. Porter (seus ensinamentos me acompanham desde a infância).
Paixão: Livros, dança, meus filhos, meu esposo... (não necessariamente nessa ordem...rsrsrs...)
Mania: Fazer várias atividades ao mesmo tempo.
Programa legal: Fim-de-semana na praia com a família e amigos.
Lugar: Arembepe e Morro de São Paulo, na Bahia.
Frase: "Uma vontade encontra um meio". É meu lema de vida.


UM LANÇAMENTO




Editora Letras Brasileiras lança Revista Turismo & Cia

A edição especial da Turismo & Cia é um dos mais completos guias de Roteiros do Brasil. Os principais destinos turísticos brasileiros estão nas quase 200 páginas da revista, ilustrada com mais de mil fotos!



Durante o Salão do Turismo 2009, que acontece entre 1º e 5 de julho, nos Pavilhões do Anhembi, em São Paulo, a Editora Letras Brasileiras lança uma edição especial da Revista Turismo & Cia, destacando os Roteiros do Brasil e os Principais Destinos Brasileiros.

A Letras Brasileiras vem se destacando no mercado editorial pelos trabalhos voltados para o turismo. São livros, revistas, guias, mapas e outras peças que encantam os leitores pela beleza dos projetos gráficos, informações completas e imagens de alta qualidade.

Nas 192 páginas da revista, estão 300 roteiros completos, distribuídos entre os 65 destinos turísticos indutores listados pelo Ministério do Turismo, mais 23 selecionados pela editora e ainda 250 destinos que integram os roteiros no entorno dos principais. Mais de mil fotos e uma centena de mapas ilustram a edição, que também traz informações complementares de sites, telefones, acessos, atrativos, passeios, operadores e agentes de viagens, companhias aéreas, governos e entidades do trade.


Expertise em turismo

Os profissionais da Editora Letras Brasileiras possuem experiência no mercado turístico, viajando com freqüência por todo o Brasil em busca das melhores imagens e de dados atualizados. Graças às pesquisas realizadas constantemente, é possível produzir materiais em até 14 línguas, como o livro Santa Catarina Oportunidades & Negócios e o portal www.santacatarinabrasil.com.br. Tudo isso dá à Editora competência e expertise para desenvolver novos produtos na área de turismo, desde catálogos e mapas, até portais e livros fotográficos.

Outro destaque recente são os websites produzidos e administrados pela Editora. Além do portal www.letrasbrasileiras.com.br, os sites www.santacatarinabrasil.com.br, www.santacatarinaturismo.com.br, www.letrasbrasileiras.com.br/scturismo/novo (em breve com o domínio www.roteirossc.com.br) e www.roteirosdobrasil.tur.br reproduzem, com material adicional, alguns dos sucessos editoriais da Letras, com espaço interativo, mapas, imagens e outros recursos.

Meu Amigo Indiozinho

Meu Amigo Indiozinho
de Luiz Antonio Aguiar
e Fernando Vilela


56 páginas

a partir de 9 anos


No texto de Luiz Antonio Aguiar, uma comunidade situada em algum ponto do Brasil tem o seu dia a dia transformado pela matrícula de crianças indí­genas na escola local. A presença dos novos alunos, perturba muitas pessoas. Mas, também, encanta e seduz o jovem narrador.

O autor aborda os conflitos e a questão da inclusão na escola e na nossa sociedade. Atualmente, em muitas regiões, os indígenas t~em acesso á escola e, inclusive, ao ensino em suas próprias línguas. Mas, nem sempre foi assim. Daí­ a necessidade de uma política educacional que valorize a diversidade cultural dos diferentes povos indí­genas espalhados por nosso imenso território.

OS AUTORES


Luiz Antonio Aguiar

Autor de cerca de 90 títulos. Ganhou diversos prêmios pelo mundo, o Jabuti [1994]; várias menções do Prêmio Altamente Recomendável, da FNLIJ; inscrito na lista de honra do IBBY [2007]; o White Ravens [2008], a maior biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo na Alemanha. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC RJ. Colaboradora em jornais. Costuma ministrar oficinas de leitura e de criação literária por todo o país.



Fernando Vilela é artista plástico, ilustrador, escritor, designer e educador.

Ilustrou diversos livros de Stela Barbieri, sua mulher, e também escreveu e ilustrou outros, dentre os quais Comilança (DCL, 2008), O barqueiro e o canoeiro (Scipione, 2008), Lampião e Lancelote (Cosac Naify, 2006), A toalha vermelha (Brinque Book, 2007) e Le Chemin ( França, 2007), sendo estes dois últimos livros de imagem.

Como autor e ilustrador já recebeu alguns prêmios - Ilustrador Revelação (2004), Melhor Poesia (2007), Melhor Ilustração (2007) e Escritor Revelação (2007) da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e Prêmios Jabuti em duas categorias em 2007. No exterior ganhou a Menção Honrosa Novos Horizontes do Prêmio Internacional do Salão Jovem de Bolonha (Bologna Ragazzi Award, 2007), teve obras incluídas no catálogo White Ravens em 2007 e 2008. Em 2008 foi nomeado para a lista de honra do IBBY (The International Boards on Books for Young People. Em artes plásticas realizou exposições no Brasil e no exterior. Alguns de seus trabalhos podem ser vistos em //www.fernandovilela.com.br.


UM LANÇAMENTO DA

EDITORA BIRUTA

sábado, 4 de julho de 2009

Palestra gratuita sobre Comunicação para Empresas de TI acontece em Campinas

Devido à grande procura para a primeira data da palestra “Comunicação para Empresas de TI” que aconteceu no mês de junho, o Núcleo Softex Campinas vai realizar o evento novamente na próxima terça-feira, dia 07 de julho, das 10h às 12h30.

O objetivo é apresentar as formas de divulgação jornalística para valorizar a marca da empresa, aumentar a visibilidade perante os públicos de interesse e, consequentemente, ganhar maior representatividade no mercado de Tecnologia da Informação.

Ministrada pela diretora-executiva do Escritório de Comunicação, Aurea Regina de Sá e pelo diretor da Lógica Digital, Rafael Rez Oliveira, o conteúdo da palestra vai abordar os seguintes serviços: Assessoria de Imprensa, Jornal Corporativo, Newsletter e Site. A programação também inclui Marketing de Busca, como o Google mudou a escolha de prestadores de serviço, além de apresentar as tendências da comunicação digital para as empresas de TI.

O evento é gratuito e as vagas limitadas. Informações sobre inscrições podem ser obtidas pelo portal do Softex Campinas www.cps.softex.br, por e-mail com Rachel Albino, rachel@cps.softex.br ou pelo telefone (19) 3287.7060.

Serviço

Palestra Comunicação para empresas de TI
Data: 07/07/2009
Horário: 10h às 12h30
Local: Núcleo Softex Campinas, localizado Estrada da Telebrás, Km 0,97 no campus da Unicamp
Valor: 1 quilo de alimento não perecível para doação a entidade carente

Informe JB agora em rede nacional na TV

A tradicional coluna de política Informe JB ampliou sua divulgação. Desde maio está na TV, em rede nacional, numa parceria com a Rede Vida de Televisão. Com flash direto da redação do Jornal do Brasil, em Brasília, ou do Congresso, o colunista Leandro Mazzini comenta as principais notícias dos bastidores de política e economia, diariamente no Jornal da Vida. O telenoticiário vai ao ar de segunda a sexta-feira, a partir das 21h30, com apresentação de Luiz Antonio Monteiro.

O Informe JB já havia estreado ano passado um blog no JB Online. "Cada vez mais temos a necessidade de ampliar a abrangência do noticiário de cada veículo, em um trabalho sério de convergência de mídias. É notável como colegas que são de mídia impressa a cada dia mais tornam-se também radialistas, repórteres online e apresentadores de TV. É um bom caminho, e sem volta", diz o colunista.



Cobertura - Canal aberto e NET - canal 26 / TVA - canal 73 / SKY - canal 21 / TEC SAT - canal 3

Conservação e Restauro de Monumentos e peças de Valor Artístico - Cultural

A conservação e o Restauro de monumentos e de peças de valor artístico são questões prioritárias na salvaguarda do Património histórico/cultural.

Apoiada por recursos humanos altamente qualificados e pelos recursos tecnológicos mais adequados, a equipa do Instituto Ibérico do Património está preparada para oferecer as melhores soluções em consultoria científica, limpeza e recuperação de peças de valor patrimonial, adequando a sua acção, às especificidades de cada trabalho.


Consultadoria científica e intervenção na limpeza e recuperação, realizado pela equipa do IIP sobre o Monumento a Hércules do escultor José Simões de Almeida, localizado em Vila Franca de Xira.



Para informação detalhada do serviço e marcação de reunião contacte o Instituto Ibérico do Património por telefone ou email.



Saiba mais em www.iipatrimonio.org

Contacte-nos pelo 210 967 349

E-mail: geral@iipatrimonio.org

Terça Brasileira tem show de Fernando Lobo


As influências na formação da música brasileira estão reunidas no espetáculo “Miscigenação”, em cartaz no Teatro Paiol, às 20h desta terça-feira (7).

Um espetáculo que reúne as influências étnicas presentes na formação da música brasileira é a atração do programa Terça Brasileira, às 20h desta terça-feira (7), no Teatro Paiol. O músico paranaense Fernando Lobo é o responsável pelas composições e arranjos do show “Miscigenação”, com um repertório que vai do folclórico à música de vanguarda.

Nascido em Paranaguá, Fernando Lobo atua no cenário artístico paranaense desenvolvendo projetos musicais em diferentes linguagens. O artista trabalha com música étnica, samba, jazz, música instrumental brasileira e soul music, além de participar de grupos vocais, acompanhando cantores e instrumentistas. Entre as formações com as quais dividiu o palco estão o Grupo Bayaka, Grupo de MPB da UFPR, Muv, Pé de Chinelo, Brasilidade, Coral Curumim e Grupo Serenô.

A abordagem de diversos estilos e repertórios permite que o cantor e compositor transite com naturalidade pelas nuanças da música atual. Como arte-educador, ministra aulas de instrumento, educação artística e música corporal em escolas e festivais, entre ele o de cultura popular do litoral paranaense e o Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná. Atualmente, Fernando Lobo dedica-se à pesquisa da música africana e à música corporal.

Serviço:

Programa Terça Brasileira no Paiol

Espetáculo “Miscigenação”, com o cantor e compositor Fernando Lobo que apresenta composições e arranjos próprios.

Data e horário: Dia 7 de julho de 2009 (terça-feira), às 20h

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

Programa

1 – Casa velha – tema instrumental de característica indiana

2 – Terreiro de Zumbi – ponto de Candomblé

3 – Tesouro do céu – canção em Afoxé

4 – Mar do Sul – canção

5 – Um mundo entre nós – canção

6 – Eclipse no olhar – tema instrumental com percussão sinfônica

7 – Estrela cadente – canção

8 – A caminho da estação – jazz instrumental

9 – Dia de sol – samba

10 – Teclas e canto – canto étnico

11 – Djoule – canção em ritmo africano

12 – Noir – tema instrumental

13 – Enredo de Angola – samba enredo

14 – Pé de acerola – tema instrumental brasileiro

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Museu da Gravura tem workshop de Litogravura com Uiara Bartira

Artista plástica curitibana, responsável pela formação de uma geração de professores, propõe explorar os caminhos dessa linguagem da gravura.



De 6 a 24 de julho, o Museu da Gravura de Curitiba, uma das unidades gerenciadas pela Fundação Cultural de Curitiba, oferece o workshop “Litografia & Litogravura”, comandado por Uiara Bartira, artista plástica curitibana de renome internacional. As turmas, com aulas em horários diferenciados, têm vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas na secretaria de cursos do Centro Cultural Solar do Barão. Informações pelo telefone (41) 3321-3373.

A proposta de Uiara Bartira é agregar artistas interessados nesta linguagem artística, abordando fatos que antecedem a formação e implantação da Casa da Gravura (1980) e do Museu da Gravura de Curitiba (1989 a 1983), processos pelos quais foi a responsável. O encontro no Solar do Barão remete ao processo histórico do Barão do Serro Azul, antigo proprietário da casa que abrigou a Impressora Paranaense, primeira Litografia do Paraná, e que hoje sedia o Museu da Gravura de Curitiba.

Entre os temas a serem discutidos estão os critérios básicos da Litografia e da Litogravura e a familiarização com os materiais ligados a essas linguagens, além do exercício da potencialidade criadora dos participantes. Também serão esclarecidos todos os passos envolvidos na elaboração da obra, desde a preparação da matriz, gravação e acidulação, passando por rolos e prensa, até a impressão da imagem litográfica.

O workshop leva ao Museu da Gravura um dos nomes mais importantes das artes paranaenses. Nascida em Curitiba, Uiara Bartira é formada pela Embap – Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Em seu currículo constam estudos sobre gravura, desenho e pintura com Fernando Calderari, especialização em Gravura e Desenho, com Roberto DeLamônica e Marshall Glasier, na The Art Students League, além de Fotogravura, com Brenda Zlamony, no Bob Blackburn – Workshop, em Nova Iorque (EUA).

Uiara Bartira foi responsável pela formação de uma geração de professores de gravura. Também foi membro do Conselho de Arte da 21ª Bienal Internacional de São Paulo e curadora geral das IX e X Mostras da Gravura Cidade de Curitiba e da exposição Brasil Reflexão 97 – A Arte Contemporânea da Gravura, eventos da Fundação Cultural de Curitiba. Participou de dezenas de exposições individuais e de mostras oficiais nacionais e internacionais, em cidades como Taiwan, Porto Rico e Paris. Suas obras integram acervos de vários museus e coleções particulares de artes no Brasil, Egito, Austrália e Inglaterra.



Serviço:

Workshop “Litografia & Litogravura”, com Uiara Bartira

Local: Museu da Gravura Cidade de Curitiba (Centro Cultural Solar do Barão – Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro)

Data: de 6 a 24 de julho de 2009, de segunda a sexta-feira, com as seguintes opções de horários:

Turma A – das 9h às 12h e das 14h30 às 17h30

Turma B – das 9h às 12h e das 19h às 22h

Vagas limitadas

Investimento: R$ 50

Inscrições na secretaria de cursos do Centro Cultural Solar do Barão

Informações pelo telefone (41) 3321-3373

PROGRAMAÇÃO CLUBE LITERÁRIO DO PORTO






Dia 3 de Julho
sexta-feira
Auditório

13h00

Políticas de Drogas, Democracia E Direitos Humanos


Conferência em Espanhol e Português

5º Conferência Latina sobre Redução de Riscos


Conferência aberta ao público dedicada às “Políticas de Drogas, Democracia e Direitos Humanos, onde participam Luís Filipe Guerra (Juiz de Paz do Julgado de Paz do Porto, Portugal), Mónica Cuñarro (Magistrada do Ministério Público, Argentina), José Henrique Torres (Juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, Brasil), Pablo Ruiz Guttiérrez (Juíz do Tribunal de Primeira Instância e Instrução nº5 Collado Villalba, Espanha), Luigi Marini (Juiz Conselheiro do Supremo Tribun
al de Cassação, Itália) e Eduardo Maia Costa (Juiz do Supremo Tribunal de Justiça, Portugal. A conferência será moderada por Martín Vazquez Acuña (Juiz do Tribunal Oral nº1, Argentina).

21:30h

Lançamento do livro “Eutanásia e outras Questões Éticas no Fim da Vida”


Lançamento do livro
“Eutanásia e outras Questões Éticas no Fim da Vida” (Coordenação: Rui Nunes, Guilhermina Rego, Ivone Duarte), da Colectânea Bioética Hoje, editado pela Gráfica de Coimbra.

A apresentação da o
bra vai estar a cargo do Professor Altamiro da Costa Pereira (professor da Faculdade de Medicina do Porto) e do Dr. Paulo Duarte Teixeira (Juiz de Direito).

Piano-Bar


21:30h
Tertúlia sobre “A emergência do princípio feminino e a realização das mulheres”
Tertúlia em torno do tema da “Emergência do princípio feminino e a realização das mulheres”, com a participação de Rosa Maria Oliveira, autora do livro de poesia Magna Mater e do psicólogo clínico e tradutor Paulo Lima Santos.

A dramatização de poemas estará a cargo do grupo de teatro Ceta (Círculo Experimental de Teatro de Aveiro) e da Oficina de Música de Aveiro.


23:00h

Concerto


Sofia Guedes, soprano

Francisco Seabra, piano

Dia 4 de Julho
sábado
Auditório

21h30
Apresentação do nº 6 da revista Callema


A Cooperativa Literária apresenta no Clube Literário do Porto o número 6 da Revista Callema.

Durante a sessão, a Sombra do Amor-edições apresentará a colecção de poesia Máquinas Líricas.












Galeria

21h30


Inauguração da exposição de pintura “Vislumbres de um olhar” de Maria André







Piano-Bar

23h00

Melodias de Sempre

Daniela Anjo, flauta transversal

Miguel Oliveira, piano

Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, n.º 22
4050-430 Porto
T. 222 089 228
Fax. 222 089 230
Email: clubeliterario@fla.pt
URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt
BLOGUE: http//www.clubeliterariodoporto.wordpress.com

PROGRAMAÇÃO CINEMA CURITIBA

De 3 a 9 de julho de 2009

Domingo, 5 de julho – ingresso a R$1,00


CINEMATECA - Sala Groff – Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br


FRONTEIRA (BR/2008 – 35mm – 85’) Direção de Rafael Conde. Elenco: Berta Zemel, Débora Gómez, Alexandre Cioletti. Fronteira narra uma história de amor e mistério em um velho sobrado onde vive Maria Santa, jovem cuja fama de milagreira ultrapassa as montanhas do interior de Minas. A chegada de dois novos personagens terá efeitos perturbadores sobre Maria Santa: um viajante, com quem vive uma intensa paixão, e Tia Emiliana, velha senhora empenhada em preparar um grande milagre. Classificação 14 anos

Sessões às 16h e 20h

Ingresso pago: R$5,00 (inteira) - R$2,50 (meia) – R$1,00 (domingo)




PROGRAMAÇÃO

De 3 a 9 de julho de 2009

Domingo, 5 de julho – ingresso a R$1,00

CINE LUZ – Rua XV de Novembro, nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br


DIVÃ (BR, 2009 – 90’). Direção de José Alvarenga Jr. Elenco: Lilia Cabral, José Mayer Reynaldo Gianecchini, Cauã Reymond. Mercedes, uma mulher de 40 anos que vive às voltas com as alegrias e desafios da sociedade contemporânea, casada e mãe de dois filhos, decide, mesmo sem saber bem o porquê, procurar um psicanalista. E, assim, o que antes era apenas uma curiosidade, se transforma em uma experiência devastadora, que provoca uma série de mudanças em sua vida cotidiana. No divã, Mercedes questiona o seu casamento, a realização profissional e seu poder de sedução. A melhor amiga Mônica, a companheira de todos os momentos, vê de perto a transformação de Mercedes e participa de suas novas experiências e descobertas, apesar de nem sempre concordar com suas escolhas. As revelações de Mercedes para o analista, assim como as conversas com a melhor amiga, dão novo rumo à vida de Mercedes que a princípio parecia boa, estável, mas sem grandes emoções. É só o princípio de uma grande transformação. Classificação 14 anos

Sessões às 15h30, 17h30 e 20h

Domingo, dia 5 - sessões somente às 17h30 e 20h

A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS (BR, 2004 – 80’). Direção de Amauri Tangará, com Diego Borges, Izabel Serra, Waldir Bertúlio. Na pequena vila de Nossa Senhora da Guia, vive o menino Joãzinho, criado pela avó Dona Dindinha que muito doente sustenta o neto com a mísera aposentadoria que recebe. Quando Joãzinho flagra a avó rezando a Deus, pedindo para que ele a leve logo, pois não suporta as dores da saúde fragilizada por conta da idade, o menino resolve vender “Mocinha”, sua cabrita de estimação. Com o dinheiro arrecadado, Joãozinho pretende comprar os remédios da avó. Começa aí a jornada do pequeno protagonista, que percorre as vilas ao redor de sua moradia a fim de conseguir vender a cabrita. Classificação livre.

Domingo, dia 5 – sessões às 10h30 e 15h30

Fundação lança edital inédito para pesquisas sobre paisagem ferroviária de Curitiba

Dois editais estão com inscrições abertas. Um deles, na área de patrimônio histórico, tem a finalidade de promover a pesquisa sobre as influências do tráfego ferroviário na paisagem urbana de Curitiba.



A Fundação Cultural de Curitiba está com inscrições abertas para novos editais do Programa de Apoio e Incentivo a Cultura, financiados com recursos do Fundo Municipal da Cultura: Identificação e registro da paisagem ferroviária de Curitiba e Difusão em Teatro. O edital da área de patrimônio histórico, destinado à pesquisa sobre as influências do tráfego ferroviário na paisagem urbana de Curitiba, é inédito. A proposta é incentivar projetos que façam a identificação e o registro de edificações da rede ferroviária com significado histórico, existentes ao longo das linhas de trem, especialmente na região dos bairros Rebouças e Vila Oficinas.

“O processo de expansão econômica e urbana de Curitiba entre o final do século 19 e meados do século 20 teve muito a ver com a criação da Estação Ferroviária, no Rebouças. Indústrias passaram a se instalar naquela região e também na Vila Oficinas, provocando o crescimento e a configuração de uma nova paisagem arquitetônica nessas direções”, explica o historiador da Fundação Cultural de Curitiba, Marcelo Sutil. O que se constata, entretanto, é que as edificações construídas junto aos ramais ferroviários e que têm significado histórico estão se perdendo. De acordo com Marcelo Sutil, com essas pesquisas será possível produzir um inventário dessas construções.

A equipe para apresentação de projetos deve ser composta por, no mínimo, um historiador e um arquiteto. As informações obtidas a partir das conclusões apresentadas pelos projetos servirão para subsidiar a administração municipal na elaboração do Plano Setorial de Controle Ambiental e Desenvolvimento Sustentável. Para esse edital foi destinado o montante de R$ 110 mil, sendo que poderão ser aprovadas mais de uma proposta com custo de no máximo de R$ 60 mil.

O outro edital regulamenta as inscrições para projetos que receberão apoio financeiro para a pós-produção de espetáculos teatrais, nos diversos gêneros e destinados ao público adulto e infantil. Os espetáculos serão apresentados em espaços culturais e comunitários das nove regionais do município, conforme um cronograma que será elaborado pela Fundação Cultural de Curitiba. Para esse edital será disponibilizado um total de R$ 450 mil. O edital prevê uma contrapartida social em que os contemplados devem realizar cursos, oficinas e apresentações gratuitas para a comunidade.

Os editais, regulamentos e formulários de inscrição estão disponíveis no site da Fundação Cultural – www.fccdigital.com.br, link “Lei/Editais – Lei de Incentivo”, no menu “Editais de inscrições”. Os prazos de inscrição encerram-se no dia 31 de julho.

E CONTINUA O SHOW DE IMBECILIDADE

Comentarista da Band chama no ar goleiro do Corinthians de "filho da p..."; veja o vídeo

Da Redação do COMUNIQUE-SE

Um vídeo caseiro disponível no YouTube flagrou Oscar Roberto Godói chamando o goleiro do Corinthians de "filho da p..." durante transmissão da Band. O autor do vídeo capturou a imagem da televisão com uma filmadora e colocou na Internet.

Na quarta-feira (01/07), o Corinthians conquistou a Copa do Brasil ao empatar com o Internacional, por 2 a 2, em Porto Alegre. A ofensa aconteceu nos acréscimos do segundo tempo, quando o Corinthians, na prática, já havia garantido o título. O goleiro Felipe sofreu uma falta na pequena área e ficou caído no chão para ganhar tempo. Nesse momento, Godói disse claramente: "vai ficar no chão o filho da p...".

Jornalista formado, Godói foi árbito de futebol e atualmente é comentarista esportivo da Band. A reportagem do Comunique-se tentou contato com Godói durante a tarde desta quinta-feira (02/07), mas seu celular não estava disponível. Segundo a assessoria de imprensa, a emissora ainda não se pronunciou.

Assista abaixo ao vídeo com o problema na transmissão e opine. Para você, Godoy deixou escapar o palavrão? Ou foi traído pelo microfone acidentalmente aberto? Coloque na área de comentários a sua interpretação.



Últimos dias da mostra sobre vida e arte de Guilmar Silva


A trajetória de um dos nomes mais representativos das artes plásticas paranaenses está retratada na exposição que encerra neste domingo (5), no Solar do Barão.



O público tem até domingo (5) para apreciar, no Centro Cultural Solar do Barão, a produção de Guilmar Silva. Falecida no ano passado, a artista plástica, que era funcionária da Fundação Cultural de Curitiba, deixou uma obra essencial na pintura paranaense, além de ter exercido importante papel como produtora cultural e incentivadora de novos artistas. A exposição integra a série de eventos sob o tema Ética e Estética de Guilmar Silva, que contou com mesa-redonda, lançamento de livro, palestra da crítica de arte Angélica de Moraes e exibição vídeo com depoimentos de artistas, críticos e personalidades.

A mostra, organizada pela artista plástica Estela Sandrini junto com os filhos de Guilmar, Silvio Silva Júnior e Fabiana Vieira Silva Wendler, faz uma retrospectiva da sua produção artística, reunindo uma coleção completa de gravuras e desenhos, bem como diferentes fases e técnicas da sua pintura. Estela Sandrini e os filhos de Guilmar também são os autores do livro que foi lançado na abertura da exposição, no mês de maio passado, mostrando a trajetória da artista e passagens relevantes de sua história.

O projeto de realização da exposição retrospectiva, do livro e dos debates em torno da obra de Guilmar Silva foi financiado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. De acordo com Fabiana Wendler, a proposta da homenagem se concretizou em torno de dois traços fortes da personalidade de Guilmar. “A ética sempre pautou a sua vida e a estética foi a matéria-prima do seu trabalho”, explica Fabiana. Apesar de sua obra despontar como uma das mais expressivas da arte brasileira contemporânea, Guilmar Silva optou muitas vezes por dedicar o seu tempo às atividades profissionais. Teve importante atuação na revitalização do Solar do Barão, espaço que agora acolhe os eventos em sua homenagem. Também ajudou a revitalizar os mecanismos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

Ao longo de sua carreira, iniciada no curso de Pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (1977), Guilmar realizou mais de 70 exposições individuais e coletivas por todo o Brasil. Suas obras, caracterizadas pela organização espacial e pictórica do cubismo, compõem os acervos do Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu de Arte de Santa Catarina e Universidade Federal do Paraná.



Outras exposições: Também neste domingo (5), encerram mais duas exposições que estão em cartaz no Centro Cultural Solar do Barão. Uma delas, intitulada Ateliê de Edílson Viriato, é dedicada a Guilmar Silva e reúne trabalhos realizados pelo artista plástico Edílson Viriato e 26 alunos e artistas que frequentam o seu ateliê, sendo que todos eles conviveram e desenvolveram fortes laços de amizade com a artista.

A exposição Portrait, com curadoria de Nilza Procopiak, apresenta obras do acervo do Museu da Fotografia. Todas são retratos, mas trazem sempre um elemento inusitado. Segundo a curadora, “a exposição abrange não somente essa classificação pela qual a fotografia é reconhecida e separada das demais fotos, senão todas aquelas obras fotográficas em que uma pausa acontece e o olhar do fotógrafo – em primeiro lugar – e depois o do público percebem, num átimo de tempo, todo o contexto que envolve retrato e retratado, até mesmo quando este – ausente – está apenas insinuado”.


Serviço: Exposições Ética e Estética de Guilmar Silva, Ateliê de Edílson Viriato e Portrait. Local: Centro Cultural Solar do Barão (Museu da Gravura e Museu da Fotografia) – Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro Data: aberta à visitação até o dia 5 de julho de 2009. Horário: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábado e domingo, das 12h às 18h. Entrada franca. Informações: (41) 3321-3269