sexta-feira, 31 de julho de 2009

ATENÇÃO - atenção-atenção

Fundação Cultural altera

algumas programações

As medidas foram tomadas seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1.

Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1, a Fundação Cultural de Curitiba resolveu alterar a agenda de programação de alguns espaços, neste final de semana (31 a 03.08):

1) Cinemas

· Foi adiado o lançamento do filme “Outros Olhos”, que seria lançado nesta sexta-feira (31), às 20h, na Cinemateca, resultado do trabalho desenvolvido por alunos de cinema digital, que participaram da oitava edição do curso promovido pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com a Rede Olhar, do Ministério da Cultura.

· Foram canceladas todas as sessões programadas para a Cinemateca e Cine Luz até segunda-feira (03).

2) Teatro do Piá

· Em virtude das características do espaço e do espetáculo, teatro de sombras, a peça Compadre rico e compadre pobre, programada para o domingo (02), às 11h, foi cancelada.

3) Cursos

· Os cursos que acontecem nos Núcleos Regionais da Fundação Cultural e os do Conservatório de MPB foram adiados para o dia 10 de agosto.

Com relação aos demais eventos programados, promovidos em parceria com produtores locais, e que acontecem em espaços da Fundação Cultural, a FCC informa que foi sugerido aos responsáveis pelas referidas programações que seguissem as orientações dos órgãos de saúde. Contudo, para os eventos que serão realizados, a FCC também já intensificou as medidas de segurança sugeridas, como manter os espaços bem ventilados, placas informativas, alcool gel entre outras.

Ao longo da próxima semana serão enviadas novas informações quanto a agenda programada para 03 a 09 de agosto.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Padrões de Contato: Século XXV

Trilogia
Padrões de Contato: Século XXV
de Jorge Luiz Calife


“Agradeço ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação [de 2001: Odisséia no Espaço]”

Como este agradecimento em 2010: Uma Odisséia no Espaço II, Arthur C. Clarke colocou o brasileiro Calife no mapa da ficção científica mundial, abrindo a ele as portas para escrever a Trilogia Padrões de Contato: Século XXV. A humanidade controla a natureza e vive uma era de hedonismo e tranqüilidade econômica e social. Empreiteiros espaciais disputam megaprojetos de ultratecnologia, dividindo o Sistema Solar entre seus interesses. Residências aéreas dão forma a uma vida paradisíaca nos céus da Terra. Golfinhos mantêm contato telepático com uma inteligência galáctica de bilhões de anos, a Tríade, guardiã da segurança da humanidade. Mas tudo começa a mudar com a chegada do Batedor, sonda de uma civilização distante que oferece testemunho de que o destino da humanidade está entre as estrelas.

Século XXVI. A humanidade tenta encontrar saídas para a colonização estelar. Tensões aumentam entre os que desejam manter a pureza do corpo humano, os que querem a fusão com a máquina, e os que buscam a simbiose com organismos geneticamente manipulados. Baleias trabalham na construção civil em Europa, a lua de Júpiter, e jovens simbiontes conseguem flutuar no vácuo sem trajes espaciais. Mas um problema de preservação ambiental pode limitar a construção de um novo porto espacial de grande importância para a Terra.

Século XXVIII. A ultratecnologia trouxe a felicidade? Não para um grupo de transcendentalistas que enviam apelos ao espaço com radiotelescópios. Para eles, a Tríade tem a solução – a fusão de mentes individuais a uma matriz cristalina, unindo a espécie humana à sua consciência coletiva.

Assim Jorge Luiz Calife constrói a sua história do futuro. O fio condutor é Angela Duncan, mulher tornada imortal pela Tríade. A saga avança com a descoberta de uma nave de gerações tripulada por brasileiros e vítima de uma cruel ditadura militar, com uma guerra contra parasitas espaciais, e jornadas por um buraco negro até o passado da Terra, e a resolução do mistério da Tríade.


Calife começou a escrever ficção científica hard em meados da década de 1980, mas a densidade de informações em seus romances prefigura um momento da FC internacional que viria somente quinze anos depois. — Roberto de Sousa Causo, autor de A Corrida do Rinoceronte

O Autor O fluminense Jorge Luiz Calife é um dos mais importantes e prolíficos autores de ficção científica do Brasil, considerado o “pai da FC hard brasileira” (aquela em que tecnologia e conceitos científicos são mais determinantes) pelo pioneirismo da sua trilogia “Padrões de Contato”, aqui reunida pela primeira vez num único volume. Calife ajudou a popularizar a idéia de uma FC brasileira publicando em revistas como Ele & Ela, Playboy, Isaac Asimov Magazine e Manchete – onde foi publicado o seu conto “2002”, que impressionou Arthur C. Clarke e o motivou a escrever uma sequência ao seu clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço. Seus contos apareceram também na França e em Portugal. Algumas dessas histórias estão reunidas em As Sereias do Espaço (2001). Jornalista e divulgador científico, também publicou Espaçonaves Tripuladas (com Cláudio Oliveira Egalon e Reginaldo Miranda Júnior, 2000) e Como os Astronautas Vão ao Banheiro? E Outras Questões Perdidas no Espaço (2003).


MAS AFINAL O QUE É FC HARD ?

Ficção científica 'hard' ou FC hard, é um sub-gênero da ficção científica caracterizado por seu interesse no detalhe ou na precisão científica.

Todavia, há muita discordância entre leitores e escritores sobre o que exatamente constitui este interesse no detalhe científico. Muitas histórias de FC 'hard' se concentram no desenvolvimento tecnológico e biológico, mas muitas outros deixam a tecnologia em segundo plano. Outros argumentam que se a tecnologia é colocada em segundo plano, isto seria um exemplo de ficção científica 'soft'.

Outra distinção no gênero gira em torno da representação da condição humana. Alguns autores buscam especular precisão técnica numa sociedade avançada quase utópica, na qual a humanidade logrou vencer a maioria dos males humanos; enquanto outros buscam representar o impacto da tecnologia na raça humana, com os defeitos humanos ainda firmes em seus lugares e por vezes, até ampliados.

Alguns autores evitam escrupulosamente implausibilidades tais como viagens-mais-rápidas-que-a-luz, enquanto outros aceitam tais artifícios de enredo mas se concentram em descrever realisticamente os mundos que tal tecnologia poderia tornar acessível; ao escritor de FC 'hard' permite-se antecipar o automóvel desde que ele também preveja o engarrafamento de trânsito.

Na ficção científica 'hard', os personagens principais são geralmente cientistas práticos, engenheiros, militares ou astronautas. O desenvolvimento dos personagens é freqüentemente colocado em segundo plano, relativamente a exploração de fenômenos astronômicos ou físicos, mas alguns autores antecipam a condição humana ou a idéia de que os indivíduos terão valores e modos de vida diferentes nas sociedades futuras, onde as circunstâncias tecnológicas e econômicas mudaram. Mesmo em tais casos, todavia, um tropo comum da FC 'hard' associa a solução da trama a um aspecto tecnológico.

Os escritores de ficção científica 'hard' geralmente tentam fazer suas histórias consistentes com a ciência conhecida na época da publicação (o que também significa que para públicos posteriores seu conhecimento será obviamente incompleto; algumas obras antigas retratam astronautas andando em Vênus usando roupas comuns). Mesmo ao escrever FC 'hard' passada em universos alternativos onde se aplicam diferentes leis físicas, os autores ainda tentam criar um conjunto internamente consistente de leis físicas.

UM LANÇAMENTO

A SEXUALIDADE NA BÍBLIA

A SEXUALIDADE NA BÍBLIA
de Teresa J.Hornsby

Páginas: 208

"Temos finalmente uma coletânea que vai além da ignorância e do ódio para explicar não apenas o que a Bíblia diz sobre o sexo, mas também por que o diz. Como se presta a diversos pontos de vista, contextos históricos e matizes linguísticos, esta coletânea subtrai a Bíblia ao fanatismo com que é usada nas guerras culturais de hoje e, ao contrário, convida o leitor a elaborar suas próprias interpretações." Amy-Jill Levine

Uma nova maneira de ver a Bíblia revela uma imensa riqueza de idéias a respeito do sexo e da sexualidade.

Algumas pessoas consideram as perspectivas da Bíblia sobre o sexo exageradamente unidimensionais e ultrapassadas. Outras, em se tratando de sexo e sexualidade humana, tomam-na por um guia moral incontestável. Uma leitura atenta da Bíblia revela que, embora suas regras e lições a respeito do sexo e da sexualidade não se apliquem a todas as pessoas em todas as épocas, a Escritura Sagrada pode, de maneira surpreendente, lançar luz sobre nossa vida sexual moderna.

Este guia intrigante desmistifica a Bíblia, sintetizando ideias básicas no âmbito histórico, teológico, literário e linguístico a respeito dos textos bíblicos e contrapondo-as às nossas modernas atitudes frente ao sexo. Uma tradução acurada das passagens da Bíblia e comentários instigantes reduzem a distância entre a autoridade bíblica e a visão contemporânea dos papéis dos sexos, casamento, orientação sexual, virgindade, desejo e prazer sexual. Recorrendo às escrituras hebraicas e cristãs, examina a fundo a intersecção entre a linguagem religiosa e a linguagem erótica.

Agora você pode descobrir o que a Bíblia diz sobre o sexo, sem precisar de maiores conhecimentos em teologia e história religiosa. Este livro explica, em comentários perspicazes e atraentes, o contexto histórico e as posturas religiosas dos autores da Bíblia, bem como o papel que eles desempenham nos atuais debates sociais. Você se sentirá estimulado a formar sua própria opinião sobre o que a Bíblia diz sobre o sexo e a buscar uma compreensão mais profunda de sua própria sexualidade.

A AUTORA
Teresa J.Hornsby é diretora do Drury` s Women and Gender Studies Program e professora-assistente de Religião na Drury University. Muito conhecida como consultora de mídia e conferencista, Teresa já publicou uma ampla variedade de artigos, ensaios e críticas sobre gênero, sexo e temas relacionados à sexualidade em estudos da Bíblia e da vida religiosa.

UM LANÇAMENTO




Castrati e outros virtuoses

Castrati e outros virtuoses:
a prática vocal carioca sob a influência da Corte de D. João VI
de Alberto José Vieira Pacheco


354 páginas + CD ROM


"No inverno de 1807/08, a Família Real e Corte transferiram sua capital de Lisboa para o Rio de Janeiro. Nos anos que se seguiram a Capela Real se foi restabelecendo, conforme orientações do próprio Príncipe Regente, que insistiu numa instituição da mais elevada qualidade e muito especialmente na contratação de castrati, numa época em que estes estavam desaparecendo na Europa. O virtuosismo destes teve um impacto dramático na música composta sobretudo por Marcos Portugal e José Maurício Nunes Garcia, assim como na prática vocal carioca quer na Capela Real, quer fora. Em Castrati e outros virtuoses, Alberto Pacheco descreve e explica esta transformação, apresentando-nos igualmente os muitos protagonistas, através dos quais este processo se realizou. Um texto da maior importância para aqueles que queiram conhecer melhor o meio musical fluminense durante o período joanino, será de interesse tanto para historiadores quanto para músicos em geral." David Cranmer

CONTEÚDO

Prefácio
Adriana Giarola Kayama

Primeira Parte O Meio Musical Luso-Brasileiro

Capítulo 1 Panorama Musical Português
1.1 – D. João VI e a realidade musical portuguesa
1.2 – O ensino musical
1.3 – A prática vocal e o gosto pelos castrati

Capítulo 2 Panorama Musical Carioca
2.1 – O Rio de Janeiro, sede do império
2.2 – D. João VI: o grande mecenas
2.3 – A música carioca
2.3.1 – A música sacra
2.3.2 – A música dramática
2.3.3 – A música de câmara
2.4 – O ensino musical

Capítulo 3 Cantores Em Atividade No Rio De Janeiro
3.1 – Os castrati italianos
3.2 – Cantores brasileiros
3.3 – Demais cantores europeus
3.4 – Cantores de nacionalidade desconhecida
3.5 – Capelães Cantores
3.6 – Cantores Anônimos
3.6.1 – A presença negra e mestiça
3.6.2 – A presença feminina anônima

Segunda Parte A Prática Vocal Carioca

Capítulo 4 A Cantoria
4.1 – Aspectos da técnica vocal
4.2 – Aspectos Interpretativos
Capítulo 5 – Transformações Na Linha Vocal Solo
5.1 – Antes do Rei
5.2 – A chegada do Rei
5.3 – A influência de Marcos Portugal

Capítulo 6 A Execução Do Repertório De Salão 6.1 – A pronúncia do português cantado
6.2 – Adequação aos gêneros: a modinha e o lundu
6.3 – O vocabulário

Apêndice I: Datas importantes

Apêndices no CD-ROM

Apêndice II: Linha vocal solista na obra sacra do Pe José Maurício
Apêndice III: Linha vocal das dedicatórias presentes na obra sacra brasileira de Marcos Portugal
Apêndice IV: Gráficos de tessitura e extensão vocais
Apêndice V: Documentos do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro
Apêndice VI: Dezesseis variações sobre o tema Nel cor piú non me sento segundo Domingos Lauretti


UM LANÇAMENTO

Imagens, relíquias e bênçãos


Imagens, relíquias e bênçãos
– Os gestos da fé e seu significado
de Vitor Groppelli

Páginas: 96

Este livro, de redação simples e didática, informa os leitores sobre o que são os sacramentais, as bênçãos, o culto aos santos e às suas relíquias, como eles surgiram, para que servem e sua evolução. Fala de costumes, como colocar cinzas sobre a cabeça no início da Quaresma, o uso da veste branca no Batismo e a bênção da água ou do óleo na Quinta-feira Santa são apenas alguns dos chamados sacramentais, sinais sagrados destinados a preparar os fiéis para recepção dos sacramentos e para santificar a vida cotidiana. Como estes, assim também o culto aos santos – mediante as imagens e as relíquias –, a água benta, a bênção de objetos ou lugares junto com uma série de cerimônias e costumes realizados com frequência podem ser uma ajuda válida para a vida de fé. Nas páginas deste livro fazemos uma espécie de viagem para a descoberta das pequenas “estratégias espirituais”, cotidianas, úteis e ricas de religiosidade.




UM LANÇAMENTO

Microsoft e Yahoo! fecham parceria para concorrer com Google

A Microsoft e o Yahoo! fecharam um acordo para enfrentar o Google no mercado de publicidade e buscas on-line. O anúncio aconteceu nesta quarta-feira (29/07) e a parceria terá duração de dez anos.

No ano passado a Microsoft tentou comprar o Yahoo! por US$ 47,5 bilhões. Pelo acordo atual, segundo a Reuters, a gigante dos softwares não gastará nada, já que o foco é o compartilhamento da receita entre as duas companhias.

De acordo a Comscore, empresa de pesquisa de marketing, o Google liderava o mercado de buscas dos Estados Unidos, com 65% em junho. Seguido do Yahoo!, com 20% e a Microsoft, com 8%.

Design Gráfico Cambiante

Design Gráfico Cambiante
de Rudinei Kopp


Páginas: 134




O tema desenvolvido por Rudinei é fascinante por sua atualidade, inquietante pelas reflexões que suscita, e complexo pelos desdobramentos que pode sugerir. Até há bem pouco, o conceito de design visual não deixava dúvidas de que se tratava de um processo de busca de soluções funcionais de relativo longo prazo para problemas de comunicação envolvendo tipografia e imagens. Mas as conceituações de design e as realidades que elas estimulam, são cambiantes, como já nos alerta o título deste livro. Prof. Dr. Flávio V. Cauduro na Apresentação.


CONTEÚDO

LISTA DE FIGURAS

APRESENTAÇÃO
Flávio Vinicius Cauduro

1 Introdução

2 Sólidos e Fluidos: Modernidade e Pós-Modernidade

3 Design Gráfico Moderno e Pós-Moderno
3.1 Design gráfico: aproximações ao termo
3.2 Design Gráfico Moderno
3.2.1 Origens
3.2.2 Estilo Vitoriano
3.2.3 Artes e Ofícios
3.2.4 Art Nouveau
3.2.5 Os primeiros modernismos
3.2.6 Simplificar e padroniza
3.2.7 Bauhaus
3.2.8 O design popular
3.2.9 Regras para o "bom design "
3.3 O Design pós-modernista
3.3.1 Revivalismo e vernacular
3.3.2 New Wave e Punk
3.3.3 Desconstrução e Academia de Arte Cranbrook
3.3.4 Grapus, Memphis, Neville Brody e Retro
3.3.5 A revolução digital
3.3.6 David Carson
3.3.7 A nova simplicidade
3.3.8 Políticas de estilo

4 Design Gráfico Cambiante
4.1 Introdução
4.2 Music Television
4.3 Relógios Swatch
4.4 Projetos Gráficos Cambiantes
4.4.1 Ray Gun
4.4.2 Big
4.4.3 Matiz
4.4.4 Sexta Feira
4.4.5 Outras publicações

5 Considerações Finais

6 Referências

Um Lançamento

Dicionário do Movimento Operário

Dicionário do Movimento Operário:
Rio de Janeiro do século XIX aos anos 1920
- militantes e organizações
Claudio H. M. Batalha


Coleção História do Povo Brasileiro

Páginas: 298

Este Dicionário do Movimento Operário reúne, sob a forma de verbetes (são 839 militantes e 397 organizações) informações biográficas sobre militantes e históricos de organizações da cidade do Rio de Janeiro durante quase um século, a partir de 1830. O primeiro volume, como os que virão, pretende ser um instrumento de auxílio aos pesquisadores da história operária, um estímulo aos trabalhadores e organizações do presente na busca de domínio sobre sua história e pela afirmação de sua identidade.

O livro é parte da coleção História do Povo Brasileiro, que busca oferecer uma visão abrangente e alternativa da história brasileira, combinando rigor historiográfico com linguagem acessível e publicando obras de autores de reconhecida competência nos temas selecionados para cada volume.

Apresentação

por Ângela de Castro Gomes

Estudos sobre movimento operário, sobre sindicalismo e também, como se diz hoje, sobre a classe trabalhadora, são uma constante na grande área das Ciências Sociais. Com claras marcas interdisciplinares, esse campo de investigação tem refletido as transformações que impactaram essas ciências nas últimas décadas, com destaque para a que acusou a insuficiência dos paradigmas de corte estruturalista. Eles privilegiavam as dimensões explicativas macro-sociais, quase expulsando os homens concretos, digamos assim, da história que faziam e viviam. Mas com o retorno do indivíduo à cena sociopolítica e o reconhecimento da dimensão cognitiva e valorativa como orientadora das ações coletivas, foram exigidas novas ênfases e possibilidades de tratamento de temas clássicos das ciências sociais e da história. É neste contexto que se pode entender o interesse em produzir obras como os dicionários biográficos, que ganham espaço crescente no mundo editorial. Mais especificamente ainda, de produzir um dicionário com foco no movimento operário do Rio de Janeiro em cerca de um século: 1830-1930.

Como parte de um projeto maior – trata-se do primeiro volume de uma série de dicionários sobre movimento operário no Brasil –, esta iniciativa contempla os militantes, mais e menos conhecidos, que se envolveram em lutas e associações, mais ou menos destacadas, na corte/capital federal, pólo mais importante de concentração de trabalhadores no período. Empreitada árdua e longa, que exigiu a cumplicidade e a persistência de um grupo de pesquisadores experimentados. Por meio dela, trajetórias individuais e institucionais se combinam para a construção de um texto de referência que já nasce imprescindível a todos os estudiosos da moderna história social do trabalho.

*Ângela de Castro Gomes é doutora em Ciência Política pelo IUPERJ, professora titular de História do Brasil da universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisadora e professora sênior do CPDOC/FGV-Rio.

um lançamento da



Educação ameríndia


Educação ameríndia: a dança e a escola guarani
de Ana Luisa Teixeira de Menezes e
Maria Aparecida Bergamaschi


Páginas: 259

Dança e memória identitária de uma cultura se combina com escola em espaços e tempos diferenciados da instituição que conhecemos e que se refaz no cotidiano Guarani. Os conhecimentos geracionalmente repassados reforçam uma cultura que se vê exposta aos valores repassados pela mídia, pelas negociações com o poder público, com as compras nos armazéns, sem contar com as presenças de agentes de medicação do mundo branco. Nessa intensa, contraditória e dinâmica condição é que este estudo nos sinaliza para o ‘possível’, que não se situa no imobilismo do passado nem no deslumbramento do futuro. O processual se desvela para todos nós e, ao mesmo tempo, nos pede mais instrumentos e ferramentas de análise e de proposição de garantias concretas que assegurem à cultura Guarani se gestar com seus sujeitos. Nilton Bueno Fischer

Conteúdo

PREFÁCIO
EDUCAÇÃO AMERÍNDIA - A DANÇA E A ESCOLA GUARANI
Nilton Bueno Fischer

APRESENTAÇÃO
Fios que teceram as teses: encontros de olhares

I - A CONSTRUÇÃO METODOLÓGICA DA PESQUISA
Movimentos de aproximação
Com-viver com os Guarani

II - A CONFECÇÃO DA PESSOA GUARANI
A Cosmologia
Xamã, dançarino dos mitos e ritos: a noção de afetividade e transe no conhecimento Guarani
Nemongaraí: a dança da fertilidade

III - A EDUCAÇÃO
O modo tradicional de educar
Educação Biocêntrica: um olhar sobre a educação Guarani

IV - A ESCOLA E A DANÇA
A Escola na Cosmologia Guarani: encontro de ambiguidades?
Dança-identidade: os processos de recriação na permanência do tekoá porã

V - A ATUALIZAÇÃO DO NHANDE REKÓ
A Escola nas Aldeias Guarani: por que a querem?
por que não a querem?
É muito difícil fazer uma Escola Diferenciada?
Jerojy: um diálogo com os deuses
Jerojy e Forró: entre o divino e o profano

INQUIETAÇÕES

ENCONTROS POÉTICOS NO CAMPO DA PESQUISA
Atravessando o sonho
Tapé Puku Vé - Caminho mitológico de ser pessoa Guarani
Metáfora do enxerto

NOTAS

REFERÊNCIAS

GLOSSÁRIO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES GUARANI

Um Lançamento

Movimento que defende fim do diploma cria Associação Brasileira dos Jornalistas

O Movimento em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma (MDJSD), criado em 2005, fundou no último domingo (26/07), em Brasília, a Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ), que pretende filiar jornalistas diplomados ou sem formação superior na área. A ABJ é presidida por Antônio Vieira, formado em administração de empresas, com especialização em matemática financeira, mas que trabalha como jornalista há 20 anos.

“Já tínhamos articulações pelo fim do diploma e com a decisão do STF decidimos institucionalizar a criação da ABJ, que será aberta a formados e não formados em jornalismo, porque sempre fomos discriminados pela Fenaj”, explica Vieira.

A associação terá representatividade em todo o território nacional, com 43 membros eleitos na Assembléia do último final de semana, além de Vieira na presidência da entidade.

Treinamento de profissionais de outras áreas
De acordo com o presidente da associação, o objetivo é a liberdade de expressão e a capacitação de profissionais de outras áreas interessados em jornalismo. “Uma das nossas ideias é criar um processo de treinamento e formação para pessoas de outras áreas de formação, com técnicas jornalísticas. A BBC de Londres faz isso, pensamos até em contatá-la para ver se é possível uma cooperação”, afirma.

Alex Bezerra, um dos vice-presidentes eleitos, faz uma forte crítica as faculdades de jornalismo, que na sua opinião limitavam a liberdade de expressão. “Agora os jornalistas terão amplo apoio na luta pela liberdade de imprensa e outros direitos dos quais estavam sendo negados pelo cartel das faculdades de esquina que lutaram com seus lobbys para que o diploma fosse obrigatório”, declara.

Além da formação da presidência da associação, a Assembléia aprovou sócios beneméritos e 300 associados, entre diplomados e não diplomados. Os interessados em informações sobre a nova associação devem enviar um e-mail para abj.net@gmail.com.

ABECEDÁRIO DE AVES BRASILEIRAS

ABECEDÁRIO DE AVES BRASILEIRAS
de GERALDO VALÉRIO

Número de páginas: 56
Acabamento: capa dura

Porque a literatura infanto juvenil não pode ter bom gosto? Bons ilustradores, designers, temas diferenciados. Tem sido assim , algo alvissareiro em meio a tanta pifiedade e ouso dizer a alternativas verdadeiramente grotescas. Temos tido a oportunidade de conferir muitos lançamentos de qualidade e este dentre os muitos este está no lote de "os melhores". De minha parte poderia mante-lo junto aos meus "livros de arte". Confiram sem mêdo.

Para cada letra do alfabeto, este livro oferece a ilustração e informações básicas sobre um pássaro brasileiro com nome iniciado por essa letra. A proposta é singela, a realização é magistral. As belíssimas colagens de Geraldo Valério retratam em todo o seu colorido conhecidas aves brasileiras da nossa fauna, abrindo nossos olhos para a observação da natureza e para a apreciação do trabalho artístico. É uma obra que cativa adultos e crianças.


O AUTOR
Geraldo Valério nasceu em Divinópolis, Minas Gerais. É mestre em artes pela Universidade de Nova York e seu trabalho tem sido publicado em editoras do Brasil, Portugal, Canadá e Estados Unidos.

UM LANÇAMENTO

Casa Hoffmann promove novo workshop de dança

O bailarino Sávio de Luna propõe trabalhar o corpo de maneira integrada, nas aulas que acontecem de 3 a 7 de agosto, das 15h às 18h.

De 3 a 7 de agosto (segunda a sexta-feira), das 15h às 18h, a Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento, unidade da Prefeitura Municipal, sedia um workshop de dança contemporânea, comandado pelo bailarino Sávio de Luna. Sob o título de “Dança Fluída na Base Baixa – DFBB”, o encontro propõe trabalhar o corpo de maneira integrada, visando ao menor gasto de energia. Por meio do “Release Técnique”, cria-se um processo catalisador das experiências com a arte marcial (kung fu), o break dance, a eutonia e a dança contemporânea.

Especialista em Corpo Contemporâneo na área de Dança pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Sávio de Luna é mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde atua como coreógrafo, diretor artístico e professor do Grupo de Dança da instituição, além de responder pela coordenação dos projetos (Com)tatos e Improvisações em Danças e Circo Tropa-Trupe.

Como bailarino, Luna integrou as companhias de dança BTG (Ballet Teatro Guaíra – PR), Companhia Nacional de Bailado (CNB – Portugal), UPE Dança (Escola Superior de Dança de Lisboa – Portugal) e Companhia de Dança Contemporânea (CeDeCe – Portugal). Também criou coreografias para o Grupo de Dança da Faculdade de Artes do Paraná e os grupos portugueses CeDeCe, Dançarte Cia. de Dança e Cia. de Dança de Aveiro, bem como para as instituições Domínio Cia. de Dança, Ballet da Cidade de Natal, Cia. de Dança do Teatro Alberto Maranhão e Gaia Cia. de Dança, todos da cidade de Natal (RN).

Serviço:

Workshop de dança contemporânea “Dança Fluída na Base Baixa – DFBB”, comandado pelo bailarino Sávio de Luna

Local: Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento (Rua Claudino dos Santos, 58 – Setor Histórico)

Data e horário: de 3 a 7 de agosto de 2009 (segunda a sexta-feira), das 15h às 18h

Investimento: R$ 60

Encontro de RPG de Curitiba movimenta o fim de semana

O evento toma conta do Memorial de Curitiba, das 13h às 22h deste domingo (2), com uma programação que envolve palestras e torneios.

A Gibiteca de Curitiba, espaço da Prefeitura Municipal, promove neste domingo (2) o Encontro de RPG (Role Playing Game) de Curitiba. As diversas atrações programadas tomam conta do Memorial de Curitiba, no período das 13h às 22h. São mesas de jogos, exibição de filmes e palestras gratuitas, além de torneios e campeonatos com taxa de inscrição a R$ 5. Os interessados em participar podem se inscrever na hora do evento. Informações pelo telefone (41) 3321-3250.

O RPG, do inglês Role Playing Game, é uma mistura de teatro e jogo de estratégia, com personagens controlados por jogadores que interagem uns com os outros. Entretanto, ninguém recebe um roteiro. Os jogadores devem tomar as decisões com base apenas nas características de seus personagens. Uma campanha de RPG é formada por diversas aventuras interligadas. Os jogadores criam um grupo de personagens seguindo certas regras. A coordenação é feita pelo Mestre, que “dirige” a peça, criando a aventura que os jogadores tentarão resolver.

Em uma aventura de RPG, a ação desenrola-se de acordo com as decisões tomadas pelos personagens. Os rumos da aventura modificam-se a cada ato dos jogadores. É o Mestre e muitas vezes a sorte tirada em um dado que determinam o destino dos participantes.

No Brasil, essa forma de bom divertimento ganhou espaço há mais de 17 anos. Os primeiros livros de RPG disponíveis no mercado nacional, editados em inglês, tomaram conta do imaginário dos jovens, estimulando a diversão em grupo. Hoje é impossível definir em números exatos quantos são os jogadores em todo o país.

O crescente interesse pela leitura e o desenvolvimento de pesquisas destinadas aos jogos chamaram a atenção de educadores. Observando seus alunos, os professores descobriram que o RPG estimula características importantes, igualmente necessárias em sala de aula, como sociabilidade, concentração e incentivo à pesquisa, além de ser eficaz para fixar conteúdos escolares. Assim, o que começou como uma brincadeira de contar histórias e interpretar personagens entrou em centenas de escolas públicas e privadas, transformando-se numa ferramenta facilitadora do aprendizado.

Conhecendo a importância do RPG, a Gibiteca de Curitiba promove, periodicamente, atividades nessa área. Confira a programação completa do encontro deste fim de semana:

ENCONTRO DE RPG DE CURITIBA

Data e horário: 2 de agosto de 2009 (domingo), das 13h às 22h

Local: Memorial de Curitiba (Rua Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico)

Informações pelo telefone (41) 3321-3250

Programação:

Miniaturas Warhammer: mesas de demonstração e oficina de pintura (gratuito)
Duração: durante todo o evento
Descrição: quatro mesas grandes, nas quais os interessados poderão aprender a pintar e participar de jogos de miniaturas.

PALESTRAS (gratuitas)

"O Universo Mágico de Tolkien"
15h – com Fábio Bettega, da Valinor, maior comunidade de fãs de Tolkien do Brasil. Duração: uma hora

17h – palestra sobre cutelaria artesanal e montagem de uma forja caseira, a cargo do cuteleiro e RPGista Rodrigo Bichara, que abordará tópicos como a importância dos ferreiros para aldeias e cidades medievais, processos e dificuldades técnicas da época, mitos e lendas da forja, exemplos históricos da Europa e Japão.

“34 anos, e 7 edições de D&D:agora com bônus +1”
19h – Daniel Lira de Oliveira conta a história do primeiro e maior RPG, com novidades, neste 35º ano do jogo. Duração: duas horas

EXIBIÇÃO DE FILMES (gratuita)

Animatrix (animações sobre universo do filme Matrix)

Crônicas de Lodoss (versão anime do universo de &D)

MESAS DE JOGOS (gratuitas) – durante todo o evento

TORNEIOS E CAMPEONATOS

Torneio de Pokemon – a partir das 14h. Inscrições a R$ 5, no stand da Itiban. Premiação em boosters

Torneio Yugioh – a partir das 14h. Inscrições a R$ 5, no stand Itiban. Premiação em boosters

Campeonato de Muchkin – a partir das 15h. Inscrições a R$ 5, com a coordenação do evento.

Campeonato de Magic – a partir das 15h. Inscrições a R$ 5, com a coordenação do evento.

PROGRAMAÇÃO CINEMA CURITIBA

PROGRAMAÇÃO

De 31 de julho a 6 de agosto de 2009

Domingo, dia 2 de agosto – ingresso a R$ 1,00

CINEMATECA - Sala Groff Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br

FILMEFOBIA (BR, 2008 – 80’. Direção de Kiko Goifman. Com Jean-Claude Bernardt, Cris Bierrenbach, Hilton Lacerda. Jean-Claude Bernardet (um dos principais estudiosos de cinema do Brasil) atua no filme como o diretor de um falso documentário que nunca tem fim. FilmeFobia se constrói como um making of deste documentário fictício. É um filme sobre o medo na sociedade contemporânea. Classificação 16 anos

Sessões às 16h e 20h

Dia 31, sessão somente às 16h

Ingresso pago: R$5,00 (inteira)

R$2,50 (meia)

Lançamento:

OUTROS OLHOS (BR/PR, 2009 – 16’). Direção dos alunos da oitava edição do Curso Prático de Cinema Digital realizado na Cinemateca de abril a junho de 2009. Uma jovem chamada Clara se encanta pelos obituários líricos que Heitor escreve no Diário Curitibano. Clara e Heitor se conhecem e desenvolvem um relacionamento, sempre observados pelo vigia do jornal, que contribui na trama para um desfecho inusitado. Classificação livre

Dia 31, às 20h – entrada franca



PROGRAMAÇÃO

De 31 de julho a 4 de agosto de 2009

Domingo, dia 2 de agosto– ingresso a R$1,00

CINE LUZ Rua XV de Novembro, nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br

O GRILO FELIZ E OS INSETOS GIGANTES (BR, 2009 – 82’). Animação. Direção de Rafael Ribas e Walbercy Ribas. Elenco de vozes: Jonas Melo, Marcos Tumura, Júlia Duarte, Bel Garcia. O Grilo Feliz segue compondo suas músicas, para alegria dos habitantes da floresta, e agora deseja gravar um CD. Porém, a descoberta de fósseis de insetos gigantes faz com que ele se envolva em uma inesperada aventura, que o obriga a enfrentar um bando de perigosos louva-deuses comandados por Trambika. Classificação livre.

Sessões às 15h

Domingo, dia 2 – sessões às 10h30 e 15h


OS DESAFINADOS (BR, 2008 – 139’). Direção de Walter Lima Jr. Com Rodrigo Santoro, Claudia Abreu, Selton Mello. Cinco amigos que formam a banda Rio Bossa Cinco e buscam o sucesso, alimentando o sonho de tocar no Carnegie Hall, a célebre sala de concertos de Nova York que detonou o sucesso internacional de Tom Jobim e da Bossa Nova, desembarcam em Manhattan e lá encontram uma musa, filha de brasileira com americano, que voltará com eles ao Brasil ditatorial. Além de tocar flauta e clarineta, ela vai se tornar a chave para o florescimento pessoal dos rapazes. Classificação 12 anos

Sessões às 16h40 e 19h15

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Melhores Poemas Lindolf Bell

Melhores Poemas Lindolf Bell
de Lindolf Bell
Seleção - Péricles Prade


Nº de Páginas: 264

"A poesia de Lindolf Bell é profundamente amorosa. Eu diria que é sensual, mas de uma sensualidade que já passou do plano sensorial para o plano definitivo do amor. Não é uma poesia propriamente erótica, porque é uma poesia intensamente amo rosa, perdidamente amorosa." Antonio Carlos Villaça "

A opção ascética de Lindolf Bell corresponde, ao nível de linguagem poética, a uma gradativa limpeza de estilo, à palavra agarra da ao que de mais essencial verticaliza. A consciência social não desapareceu. Somam-se camadas de vida vivida, incorporam-se o tempo histórico do poeta e do Brasil no 'Poema do andarilho' do último livro (O código de águas)."
Cremilda Medina.

"A sedução das circunstâncias não provoca o esquecimento do homem. Pelo contrário. As inquietações de elementares indigitam o homem na indagação de seus próprios fundamentos. Os versos de Bell soam como chamamento da dispersão para o fundamental." Donaldo Schüler .

O AUTOR

Lindolf Bell nasceu em Timbó, Santa Catarina, em 1938, e faleceu em 10 de dezembro de 1998, em Blumenau. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1957, iniciando o curso, que não concluiu, de Ciências Sociais na Universidade Federal. Em 1962, publicou Os póstumos e as profecias, e fixou residência em São Paulo. Cursou dramaturgia na Escola de Arte Dramática, participou do movimento literário Tendências Contemporâneas (1962) e integrou o grupo de novos poetas (1963), colocando poemas-murais na Biblioteca Mário de Andrade. Em 1963 recebeu o Prêmio Governador do Estado e em 1964 fundou o movimento Catequese Poética. Publicou, nesse período, Os ciclos (1964), Convocação (1965), Curta primavera (1966), Atarefa (1966) e Antologia poética (1967). Em 1968 foi bolsista no International Writing Program, da Universidade de Iowa (EUA). Em 1971 publicou As annamárias, participou do Congresso de Poesia Brasileira, em Fortaleza (CE), e em 1972, da Pré-Bienal de São Paulo, com poemas-objetos. Foi contratado em 1973 para lecionar História da Arte na Fundação Universidade Regional de Blumenau, criando nessa cidade, em 1981, a Praça do Poema.

Bibliografia
1962 Os Póstumos e as Profecias. 1ª Edição. São Paulo: Massao Ohno, 1962.
1964 Os Ciclos. 1ª Edição. São Paulo: Massao Ohno, 1964
1965 Convocação. São Paulo: Brasil, 1965.
1966 Curta Primavera. São Paulo: Brusco, 1966.
1966A Tarefa. São Paulo: Papyrus, 1966.
1967 Antologia Poética de Lindolf Bell. São Paulo: União, 1967.
1968 Antologia da Catequese Poética. BELL, Lindolf. MATTOS, Luiz Carlos. JARDIM, Rubens. MÜLLER, Érico Max. SANTANA, Edson R. AGUIAR, Iosito e CARDOSO, Reni. Antologia da Catequese Poética. T. Paulista. São Paulo, 1968.
1971/1979 As Annamárias. 1ª Edição. São Paulo: Massao Ohno, 1971. (qualificada por Drummond como a mais importante obra lírico-amorosa em língua portuguesa dos últimos anos).
1974 Incorporação. 1ª Edição. São Paulo: Quiron, 1974.
1980 As Vivências Elementares. 1ª Edição. São Paulo: Massao Ohno/Roswitha Kempf, 1980.
1984 O Código das Águas. 1ª Edição. São Paulo: Global, 1984. (melhor livro de poesia do ano - Associação Paulista dos Críticos de Artes).
1985 Setenário. Florianópolis: Sanfona, 1985.
1987 Texto e Imagem. Oficinas de Arte. Florianópolis, 1987.
1994 Pré-textos para um fio de esperança. BADESC. Florianópolis, 1994.
1993 Iconographia. Editora Paralelo: 1993.
1994 Requiem. Oficinas de Arte. Florianópolis, 1994.


lançamento da


Risada e meia: comicidade em Tutaméia


Risada e meia: comicidade em Tutaméia
de Jacqueline Ramos


190 páginas

Em Tutaméia, Guimarães Rosa propõe um recorte muito peculiar do cômico, cuja função não seria a de causar o riso, mas a de dar acesso a “novos sistemas de pensamento”. A natureza e os mecanismos do cômico não são apenas discutidos, mas incorporados na obra, e valorizados por sua capacidade de desfazer estereótipos, abrindo espaço para o inédito (sentido primordial da anedota). Neste Risada e meia, Jacqueline Ramos mostra como a perspectiva cômica, infiltrada em vários planos da obra de Rosa, cumpre inúmeras funções. Uma delas seria a de revelar o engano de raciocínio e valores viciados, já que alarga as possibilidades de representação ao incorporar “outras lógicas”. Alguns procedimentos cômicos – seria o caso do “processo de niilificação” e da “definição por extração” – seriam modos de acessar o “nada”, tema amplamente recorrente e colocado em primeiro plano pelo título.

Conteúdo

Capítulo 1 Tutaméia e a perspectiva cômica
Tutaméia: o ideário estético de Rosa
Recepção crítica
O cômico
O cômico como transcendência
O cômico na obra rosiana
Comicidade em tutaméia

Capítulo 2 O autor em cena
Os prefácios de Tutaméia
A máscara autoral nos prefácios
“Aletria e hermenêutica”: o novelo e o fio
“Hipotrélico”: no início era o verbo
“Nós, os temulentos”: o párodo
“Sobre a escova e a dúvida”: ruptura e tradição
O sentido sobe ao palco: o debate estético
Retomada de estruturas da comédia antiga
O auto-retrato: Rosa Radamante

Capítulo 3 A comicidade em cena
O engano: a ficção do real
O nonsense e o nada
A inversão: o desrecalque
Metalinguagem: a arte em devir

Capítulo 4 O cômico como procedimento
O estranho cômico
Língua e realidade
A perspectiva caleidoscópica
O trapézio sobre o nada
A arte como engajamento


UM LANÇAMENTO

Na trilha do arco-íris

Na trilha do arco-íris – Do movimento homossexual ao LGBT
de Júlio Assis Simões e Regina Facchini


Páginas: 194

De doença social à organização ativa e politizada, a homossexualidade no Brasil é analisada no livro que narra uma trajetória de vitórias e desafios

Há pouco mais de três décadas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do país decidiram “sair do armário” para formar um movimento organizado, cuja agenda está focada em assegurar suas identidades, seus direitos e garantias civis fundamentais. E, para o grupo LGBT, vencer a resistência conservadora está longe de ser uma tarefa simples.

Como os autores Júlio Assis Simões e Regina Facchini descrevem em Na trilha do arco-íris – Do movimento homossexual ao LGBT, dos anos 70 até hoje os homossexuais do Brasil e do mundo percorreram um caminho árduo.

Instituições imaculadas, como família, escola, igreja e mídia se veem ameaçadas e os consideram como doentes - apesar da OMS ter retirado a homossexualidade da lista da doenças em 17 de maio de 1990, data que ficou determinada como o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, celebrado em várias partes do mundo.

Traz um levantamento sobre as primeiras manifestações, hoje conhecidas como Parada do Orgulho LGBT, que levam a cada ano milhares de ativistas e simpatizantes às ruas, num colorido que mobiliza opiniões e atitudes.

Repleto de curiosidades históricas, científicas e filosóficas, o livro faz um panorama do ativismo americano e europeu, mas se aprofunda no movimento LGBT brasileiro com propriedade. Cita a importância de grupos organizados como o Somos e o jornal Lampião, os anos 70 e 80, a mobilização do tribunal brasileiro – inclusive cita casos concretos, como o de Cássia Eller e sua companheira –, analisa o impacto da AIDS na história do movimento e, sobretudo, imerge na importância da homossexualidade no debate público.
Os Autores
Júlio Assis Simões – Professor do departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador-colaborador do Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou O dilema da participação popular e trabalhos sobre movimentos sociais (São Paulo: Marco Zero, 1992). Regina Facchini – Pesquisadora-colaboradora do Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicou Sopa de letrinhas? Movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90 (Rio de Janeiro: Garamond, 2005) e trabalhos sobre movimentos sociais, participação política, saúde sexual e reprodutiva, discriminação e violência, gênero e sexualidade.



um lançamento da

A memória da Copa de 70


A memória da Copa de 70

de Marco Antonio Santoro Salvador e Antonio Jorge Gonçalves Soares


Nº de Páginas: 160 pgs



No país cuja população se sente autorizada a opinar com conhecimento sobre o futebol, em especial com grande paixão, quando se trata da Seleção Brasileira, mantém-se o “mito” de que a copa de 1970 foi vencida, sobretudo, porque a seleção foi composta por um “escrete” de craques. Isso faz sentido numa leitura romântica do futebol brasileiro. O livro de Marco Antonio Santoro Salvador e Antonio Jorge Gonçalves Soares põe à “prova” o legado construído de que os nossos jogadores são tão geniais por natureza que seria desnecessário o saber científico. Ancorados em suporte teórico consistente, em vasta pesquisa de fontes e documentação original, corroborados por depoimentos de atores relevantes (Lamartine, Zagallo, Gérson e Parreira) no processo que culminou com a conquista da Copa do Mundo de Futebol de 1970, os autores demonstram que esse resultado seria improvável sem o conhecimento científico desenvolvido no Brasil por brasileiros que viriam, a partir de então, influenciar o futebol mundial e conferir, por sua vez, notoriedade profissional aos jogadores e à equipe de preparadores. Na obra, o futebol é visto como elemento-chave na constituição de uma identidade particular do Brasil no contexto das nações.

Depoimento de Amarílio Ferreira Neto
Professor da Universidade Federal do Espírito Santo



um lançamento




Jornalirismo pelo Twitter

O Jornalirismo (www.jornalirismo.com.br), espaço interativo para o debate da comunicação e arte, unindo centro e periferia, também marca presença no Twitter, serviço instantâneo de mensagens na web.

Diariamente, a equipe de jornalistas do Jornalirismo oferece, em primeira mão, notícias sobre comunicação e arte de destaque, com dicas de leitura, incluindo textos literários.

Tudo com o selo de seriedade, qualidade e relevância que o Jornalirismo conquistou ao longo dos últimos três anos.

O endereço para acompanhar o Jornalirismo pelo Twitter é este aqui: http://twitter.com/jornalirismo

Empresa propõe boicote contra veículos que chamam 'gripe A' de 'gripe suína'


Os "radicais chics" estão passando dos limites...eita povinho chato! (E.C.)

A editora Animal World, que publica as revistas AveWorld e PorkWorld, anunciou em seu site o lançamento de uma campanha de boicote contra os veículos que noticiam a Gripe A, causada pelo vírus H1N1, como gripe suína. A campanha foi lançada na última sexta-feira (24/07).

Petição
A empresa incentiva o boicote publicitário à imprensa que usa o termo errado para definir a doença. “Estaremos divulgando uma mensagem para que todos os brasileiros boicotem as mídias que mencionem o termo errado e solicitando a todas as empresas que hoje são anunciantes destes mesmos grupos, e vivamente envolvidas no agronegócio, que deixem de investir em publicidade até que a mídia deixe de prejudicar este setor”, diz o texto publicado no portal da Animal World.

“Já enviamos comunicados a vários veículos que insistem em usar o termo errado, mas não adianta, eles continuam noticiando como gripe suína. Por isso, por reclamações de muitos produtores, resolvemos lançar a campanha”, explica Flavia Roppa, presidente da AnimalWorld.

A empresa também fez um Manifesto online, pelo uso da nomenclatura Gripe A nos veículos de comunicação, que já tem 650 assinaturas.
“Não é a primeira vez que nos manifestamos. Em 2000 conseguimos tirar do ar uma propaganda da Bombril que envolvia um porco e prejudicava a imagem do setor”, conta Flavia.

“Amigos” e “inimigos”
Além da petição, a editora classifica em seu portal os “amigos” e “inimigos” da sinocultura brasileira, qualquer um que contribua ou prejudique a imagem do setor. Entre os “inimigos” o portal destaca Globo, SBT, Valor Econômico, CBN, Bandeirantes, Estadão e Folha de S. Paulo, com fortes críticas ao tipo de jornalismo praticado pelos veículos. Entre os “amigos” entidades e produtores são citados.


O que dizem as entidades
A Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS) se manifestou contra o uso incorreto do termo “gripe suína” à Organização Mundial da Saúde (OMS), que passou a denominar a doença de Influenza A (H1N1). Agora a direção da entidade considera que a questão esteja em outro estágio, um problema de saúde pública e biossegurança, para que as pessoas não contaminem os animais, e não mais na mudança do termo, informou a assessoria da ABIPECS, que não se pronunciou sobre o boicote à imprensa.

O jornalista Fernando Barros, diretor de comunicação e marketing da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, diz que a entidade apóia a revisão do nome pelos veículos de comunicação, mas que não considera importante o boicote contra a imprensa. “Apoiamos a revisão do nome. Entendo a indignação que isso causa no setor, mas acho que boicote contra a imprensa é uma decisão inconsequente. Não se pode condenar os veículos, devemos informar, mas é uma decisão deles, que tem um cunho social e que será cobrado pelos próprios leitores”, avalia.

O espetáculo
Para Barros a questão é mais complexa que apenas o termo errado usado pelos veículos de comunicação. O jornalista acredita que a mídia tem tratado o assunto como um espetáculo, com uma proporção bem maior que o fato representa. Ele contesta o tratamento dado pela mídia a uma doença que tem uma taxa de mortalidade abaixo da gripe comum, e que o número de mortes foi superado pela dengue, que no Rio de Janeiro matou 40 pessoas. “A pauta ficou maior que o fato. Estou tirando essas informações da própria OMS e do Ministério da Saúde, não pela entidade que represento”, explica.

Para ele, o grande espaço dedicado ao tema pode ser um misto de espetáculo e política. “Não pode ser uma questão política o fato de uma emissora, como a GloboNews, dedicar quase duas horas para o Ministro da Saúde falar sobre o assunto? No lugar de um político eu também gostaria de ter esse espaço”, declara.

O jornalista também destaca que a mídia não atentou para o fato de que nunca uma pessoa foi contaminada por consumir carne suína. Em toda a questão Barros lamenta a parcialidade dada ao tema. “Posso lamentar que nesse caso nós, que representamos o setor, não somos ouvidos. Eu, como jornalista, não posso admitir que ambas as partes não sejam ouvidas”, afirma.
por Izabela Vasconcelos, de São Paulo do Comunique-se

SEM MARIA E SEM PAI


SEM MARIA E SEM PAI
de FERNANDA GARCIA


Páginas: 264


Em seu romance de estreia, Sem Maria e sem pai, a mineira de Cataguases, Fernanda Garcia, traz ao leitor boas doses de polêmica e reflexão. A obra aborda os mais variados conceitos sobre família, ética e casamento diante de discussões rotineiras dentro da sociedade, como adoção e homossexualismo. Tudo isso numa história emocionante e sem fronteiras territoriais.

Sem Maria e sem pai é uma edição da Ibis Libris, com 264 páginas e orelha assinada pelo premiado escritor Antonio Torres, que enfatiza: “O título remete à expressão popular ‘sem pai, nem mãe’, que enfeixa também um relato sem barreiras nacionais”. O romance conta a aventura de Sarah Pritchard, norte-americana que viveu quando adolescente com uma família adotiva na Dinamarca. Consultora bem-sucedida de uma ONG internacional, ela atravessa o mundo auxiliando na solução de casos delicados, como a adoção de uma criança por um casal homossexual dinamarquês. Numa outra missão, acaba desembarcando no Brasil – destino final da história -, onde se depara com o misterioso passado de seu pai biológico, que a abandonou quando ainda era criança.

“Sarah é uma mulher forte, objetiva, profissional, muito corajosa e, sobretudo, sensível. Refletir o papel e a importância da constituição da família é a principal proposta do romance. Uma proposta subjetiva, pois, em realidade, eu quis proporcionar uma viagem ficcional ao leitor”, diz a autora.

Outro fator que condimenta a história são os conflitos entre as culturas dos países, principalmente no que se refere às atitudes e leis divergentes diante das mesmas situações. Fernanda Garcia escreve com conhecimento de causa, pois vive na Inglaterra há um ano e meio, e sempre se depara com esse cotidiano.

“Em Londres, o choque cultural é visto quase em todas as esquinas. Na Dinamarca, também. No entanto, pelo que posso notar, o conflito é tácito na maioria das vezes”, afirma.

As possíveis represálias em torno dos temas polêmicos abordados no romance não preocupam Fernanda. A escritora lembra que Sem Maria e sem pai não estabelece uma posição pessoal nas situações retratadas no livro, e garante ter opiniões diferentes da protagonista.

“Não há uma posição definida sobre os temas. Cada personagem tem uma opinião, e as de Sarah não necessariamente refletem as minhas, assim como não refletem as opiniões das demais personagens. Sendo assim, qualquer represália que surja devido ao conteúdo do livro, verei como simples crítica”, declara Fernanda.

A produção do livro, aprovada pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura, do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet, tem patrocínio de Cristália e Energisa.

A AUTORA
Fernanda Garcia nasceu em 1975, em Cataguases, Zona da Mata mineira, cidade de longa tradição literária. Advogada de Propriedade Intelectual, estreia na carreira literária com o romance Sem Maria e sem pai, escrito durante os anos em que viveu na Gávea, no Rio de Janeiro. Atualmente, a autora vive e faz mestrado em Londres, onde trabalha como pesquisadora da universidade local.

Um lançamento

Sacher-Masoch: o frio e o cruel

Sacher-Masoch: o frio e o cruel
de Gilles Deleuze


136 páginas

“O destino de Masoch é duplamente injusto”, resume Deleuze, um dos mais importantes pensadores contemporâneos. Sacher-Masoch, que inspirou a formulação do neologismo “masoquismo”, teve ao longo dos anos sua obra praticamente esquecida e associada com os escritos do Marquês de Sade. O filósofo realiza uma brilhante leitura comparativa entre as obras do austríaco e de Sade, atento ao valor literário e ao viés psicanalítico. Um livro que ilustra bem a ideia deleuziana de que o artista ou o escritor é um pensador tanto quanto o filósofo ou o cientista.

“Para Deleuze, a literatura é uma atividade clínica, e o grande artista é mais um médico do que um doente.” Roberto Machado, professor de filosofia da UFRJ.

O AUTOR
Gilles Deleuze (Paris, 18 de Janeiro de 1925 — Paris, 4 de Novembro de 1995) foi um filósofo francês

Entre 1944 e 1948, Gilles Deleuze cursou filosofia na Universidade de Paris (Sorbonne), onde encontrou Michel Butor, François Châtelet, Claude Lanzmann, Olivier Revault d’Allonnes e Michel Tournier. Seus professores foram Ferdinand Alquié, Georges Canguilhem, Maurice de Gandillac, Jean Hyppolite.

Concluído o curso em 1948, ele dedica-se à história da filosofia.

Em 1968, Deleuze apresenta como tese de doutoramento Diferença e Repetição (Différence et répétition), orientado por Gandillac, na qual critica o conhecimento via representação mental e a ciência derivada desta forma clássica lógica e representativa; e como tese secundária, Spinoza e o problema da expressão (Spinoza et le problème de l’expression) orientado por Alquié.

No mesmo ano, ele conhece Félix Guattari, e este encontro resulta em uma longa e rica, e considerada por muitos controversa, colaboração. Segundo Deleuze: "meu encontro com Félix Guattari mudou muitas coisas. Félix já tinha um longo passado político e de trabalho psiquiátrico."" Na Universidade de Vincennnes, onde ensinou até 1987, Gilles Deleuze promoveu um número significativo de cursos. Graças a sua esposa, Fanny Deleuze, uma parte importante destas aulas foi transcrita e disponibilizada no sítio de Richard Pinhas (webdeleuze).

Para Deleuze, "a filosofia é criação de conceitos" (O que é a filosofia?), coisa da qual nunca privou-se (máquinas-desejantes, corpo-sem-órgãos, desterritorialização, rizoma, ritornelo, etc., mas também nunca se prendeu a transformá-los em "verdades" a serem reproduzidas. A sua filosofia vai de encontro à psicanálise, nomeadamente a freudiana, que aos seus olhos reduz o desejo ao complexo de édipo (ver O Antiédipo - Capitalismo e Esquizofrenia, escrito com Félix Guattari, a falta de algo. A sua filosofia é considerada como uma filosofia do desejo. Desejo entendido como vontade de potência (aquele que Nietzsche inaugura, como criação de fluxos de vida. Desejo como puro devir. Com a crítica radical do complexo de édipo, Deleuze consagrará uma parte de sua reflexão à esquizofrenia. Segundo ele, o processo esquizofrênico faz experimentar de modo direto as "máquinas-desejantes" e é capaz de criar (e preencher) o "corpo-sem-órgãos". No entanto, é preciso não confundir Deleuze com um "panfletário da loucura", é o de problematizar a organização das lógicas vigentes. Na verdade, seu intuito sempre foi o de explorar as suas potencialidades. Em Mil Platôs, Deleuze e Guattari enfatizam a necessidade de extrema prudência nos processos de experimentação. Deleuze sempre advertiu quanto ao perigo de se tornar um "trapo" através de experimentações que inicialmente poderiam ser positivas: "a queda de um processo molecular em um buraco negro" (Diálogos, p. 167).

Deleuze morreu em 4 de novembro de 1995. A sua morte ainda não está bem esclarecida: é disseminada a versão de que o filósofo francês suicidou-se depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro (tumor) terminal. Mas tal fato não pode ser confirmado. Deleuze sofria de tuberculose desde a juventude (período em que os tratamentos disponíveis não eram eficazes), o que, nos últimos anos de sua vida, acabou evoluindo para uma forma grave de insuficiência respiratória. Amigos próximos advogam que Deleuze caiu acidentalmente, em função de seu estado debilitado, da janela do hospital em que estava internado, outros problematizam a intencionalidade de seu ato.

"São os organismos que morrem, não a vida."

O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc.

O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari).

Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao. Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos.

As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza.

Bibliografia

Ano da edição original em francês:

* Hume, sa vie, son oeuvre, avec un exposé de sa philosophie (avec André Cresson) (1953)
* Empirismo e Subjetividade (1953)
* Instincts et Institutions (1955)
* Nietzsche e a Filosofia (1962)
* A Filosofia Crítica de Kant (1963)
* Proust e os Signos (1964)
* Nietzsche (1965)
* O Bergsonismo (1966)
* Apresentação de Sacher-Masoch (1967)
* Spinoza e o problema da Expressão (1968)
* Diferença e Repetição (1968)
* Lógica do Sentido (1969)
* Spinoza: Filosofia Prática (1970) (reedição aumentada, (1981))
* Francis Bacon: Lógica da sensação (1981)
* Cinema-1: A Imagem-movimento (1983)
* Cinema-2: A Imagem-tempo (1985)
* Foucault (1986)
* Pericles e Verdi (1988)
* A Dobra (1988)
* Conversações (1990)
* L'Epuisé (Posfácio a Samuel Becket) (1992)
* Crítica e Clínica (1993)

Com Félix Guattari:

* O Anti-Édipo (1972)
* Kafka. Por uma literatura menor (1975)
* Mil Platôs (1980)
* O que é a filosofía? (1991)

Com Claire Parnet:

* Dialogues (1977)

Com Carmelo Bene:

* Superpositions (1979)

Livros deste Autor pela Zahar

Francis Bacon: lógica da sensação
Coleção Estéticas


Sacher-Masoch: o frio e o cruel
Coleção Estéticas




UM LANÇAMENTO

De Passagem mas não a Passeio


De Passagem mas não a Passeio
de Dinha

Nº de Páginas: 144

Este livro tem uma poesia sem parecer estereótipo de enquadramento livre em que pode caber o verso sem regras, deslumbrando a mais brilhante inspiração extraída de seu formoso talento.
A Global Editora sai na frente mais uma vez apresentando, dentro da coleção Literatura Periférica esta obra que vem com poemas, com uma sensibilidade de linguagem fácil em que Dinha é uma autora pensante e articulada, da palavra se protege e com palavra se defende, educa, diverte, ensina, organiza saraus e "agita" nos salões improvisados de sua rica periferia, apresentanto uma forma de discurso do seu mundo.

A AUTORA
Maria Nilda de Carvalho Mota, a Dinha, é moradora do Parque Bristol e nasceu em dezembro de 1978, na cidade de Milagres (CE). Veio para São Paulo no ano seguinte, com o pai, a mãe e mais sete irmãos.
Em 1999, ingressou no curso de Letras da USP. Hoje é mestranda da área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa. Em 1999, participou da fundação do Poder e Revolução - um grupo de pessoas jovens e adultas que hoje administram o Maloca Espaço Cultural (local onde funciona a Biblioteca Comunitária Livro-Pra-Quê-Te-Quero) e buscam meios de impulsionar o desenvolvimento político, econômico, social e cultural dos bairros Parque Bristol, Jardim São Savério, Vila Liviero, Caraguatá e adjacências.

Desde os 12 anos, Dinha escreve poemas e há quase dez vem publicando fanzines de poesia, resultados de angústias, de tempos infelizes.

Desses "zines" reunidos, nasce o livro De passagem mas não a passeio. Dinha é hoje educadora, professora da rede pública municipal de ensino, mediadora de leitura e integrante ativa do Poder e Revolução.

Feliz e casada, mãe de duas meninas, ela pensa-se incapaz de reescrever a maior parte dos poemas deste livro.

lançamentos da