sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A CULTURA, A ARTE E A POLÍTICA CULTURAL

Nas chamadas políticas culturais emergenciais, na maioria das vezes,
são discursos onde a cultura não passa de uma fantasia, uma miragem no
fim do túnel. Como ela não é assunto prioritário, foi transferida para
a iniciativa privada. Os investimentos visam retornos, fala-se em
números, percentuais, nas leis de renúncia fiscal, sem uma idéia clara
de cultura e seu papel na sociedade. Todo mundo se acha no direito de
opinar, o patrocinador, o empresário, o político, o produtor cultural,
o professor universitário, o curador etc. menos o artista e os que
trabalham diretamente com as práticas artísticas, os operários da
linguagem.

Depois da descoberta tardia que a cultura não se restringe às
linguagens artísticas, as práticas acionadoras do pensamento crítico
passaram a ser vistas com desconfiança, "coisas de elite", foram
marginalizada e o entretenimento passou a ser o centro do
financiamento público. A festa passou a ser o alvo dos investimentos
públicos e privados em detrimento da cultura pensamento.

O que deveria ser uma política pública de cultura? Uma pergunta
oportuna em momentos de transição política, quando as reivindicações
reaparecem e as disputas por cargos públicos emergem. Antes de ser um
problema de economia, de leis de incentivo, de política partidária, a
cultura é um dispositivo da cidadania, um direito básico que deve
fazer parte da formação do sujeito. "A cultura é coisa do homem que
mora num certo lugar e num certo tempo" (Gerardo Mello Mourão).
Portanto, antes de falar dos reduzidos recursos econômicos destinados
à área cultural, é estratégico se pensar em intervir culturalmente no
modelo de desenvolvimento que afeta o meio ambiente, as condições
materiais, sociais e culturais de uma comunidade.

Uma política de cultura deve primeiramente levar em conta o quanto ela
contribui para o imaginário das pessoas, tornando-as capazes de
assumir decisões nas suas vidas. Que ela é uma forma de relacionamento
com o mundo e seu cotidiano, antes de ser uma mercadoria e um objeto
da política. Relegada à condição de entretenimento, passou a fazer
parte das diversões, regida pela economia da cultura. E tudo que faz a
economia crescer, que gera emprego e renda é ético nesta sociedade
onde o emprego é cada vez mais difícil. Mas a ética e lógica da
cultura é outra. Se a diversão faz a economia crescer, atende a
demanda de habitantes, e turistas carentes de lazer, poucas vezes
contribui para o aumento e transformação do repertório.

O homem vive entre a natureza e a cultura. E a cultura é uma
construção do homem. Um trabalho. Resultado de um longo caminho. Cada
cidade, estado ou região tem uma cultura que lhe é própria e múltipla.
Uma política de cultura deve garantir a liberdade das diversas
manifestações, sem qualquer interferência, e transferir as decisões
para quem faz cultura, quem conhece as particularidades das
linguagens, quem diretamente lida com o patrimônio material e
imaterial que faz o acervo de uma cultura.

E quando se fala de artes, produtos diversificados e delicados e ao
mesmo tempo conhecimentos específicos que fazem parte de uma cultura,
o político, o produtor ou o atravessador deve ser substituído pelo
técnico ou o especialista do metié. E uma instituição que trabalha com
as artes tem como princípio estimular a liberdade de expressão e não
servir com extensão de outras políticas ou de outras instituições.

Almandrade

(artista plástico, poeta, arquiteto e presidente da Associação de
Artistas Visuais da Bahia)

Novas alterações na agenda da Fundação Cultural

Ainda seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1, eventos da próxima semana também foram cancelados

Seguindo ainda as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1, a Fundação Cultural de Curitiba alterou a agenda de programação de mais alguns espaços, prevista para o período de 10 a 16 de agosto. Confira as mudanças:

1) Cinemas:

- A Cinemateca de Curitiba e o Cine Luz continuam fechados até domingo, 16 de agosto.

2) Shows e concertos

- Cancelada a apresentação da Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, prevista para os dias 14 e 15 de agosto, na Capela Santa Maria.

- Cancelado o show de Alzira Espíndola e Alice Ruiz, previsto para o dia 15 de agosto, às 21h, no Teatro Paiol

3) Teatros

- Cancelada a apresentação da peça “O Palhaço e o Nariz”, prevista para os próximos domingos (09 e 16 de agosto), às 11h, no Teatro do Piá

4) Cursos

- O início das aulas dos cursos em todos os espaços da Fundação Cultural de Curitiba (núcleos regionais, Centro de Criatividade, Solar do Barão, Conservatório de MPB) permanecem adiados para o dia 17 de agosto.

Com relação aos demais eventos programados, promovidos em parceria com produtores locais, e que acontecem em espaços da Fundação Cultural, a FCC informa que continua em contato com os responsáveis, sugerindo que sigam as orientações dos órgãos de saúde, e aguarda um posicionamento dos mesmos quanto à manutenção ou cancelamento das programações previstas.

Durante a semana serão divulgadas novas informações quanto a outras atividades programadas.

Kant- Uma Leitura Das Tres Criticas



Kant- Uma Leitura Das Tres Criticas
de LUC FERRY

Immanuel Kant
ou Emanuel Kant (Königsberg, 22 de Abril de 1724 — Königsberg, 12 de Fevereiro de 1804) foi um filósofo alemão, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes. Depois de um longo período como professor secundário, começou em 1755 a carreira universitária ensinando Ciências Naturais. Em 1770 foi nomeado professor catedrático da universidade de Königsberg, cidade da qual nunca saiu, levando uma vida monotonamente pontual e só dedicada aos estudos filosóficos.Realizou numerosos trabalhos sobre ciência, física , matemática ,etc.

Kant operou, na epistemologia, uma síntese entre o Ra cionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).

Kant é famoso sobretudo pela elaboração do denominado idealismo transcendental: todos nós trazemos formas e conceitos a priori (aqueles que não vêm da experiência) para a experiência concreta do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo.

Kant é também conhecido pela filosofia moral e pela proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.
BIBLIOGRAFIA


* Crítica da Razão Pura
* Crítica da Razão Prática
* Crítica do Julgamento
* Doutrina do Direito
* Fundamentação da Met afísica dos Costumes
* Prolegómenos a Toda a Metafísica Futura
* Crítica da Faculdade do Juízo
* 1770;Dissertação sobre a forma e os princípios do mundo sensível e inteligível
* 1783;Prolegômenos para toda metafísica futura que se apresente como ciência
* 1785; Fundamentos da metafísica da moral
* 1786; Primeir os princípios metafísicos da ciência natural
* 1793 ; A Religião dentro dos limites da mera razão
* 1797; A Metafísica da moral
* 1798; Antropologia do ponto de vista pragmático

O LIVRO


Nesta obra, Luc Ferry oferece ao leitor uma interpretação sobre as três críticas de Kant. Em 'Kant - Uma leitura das três críticas', o autor abre portas e remove os principais obstáculos para o entendimento de Kant. Segundo Ferry, explicar, por exemplo, por que a ‘Crítica da razão pura’ começa com uma questão aparentemente técnica, mas que, na verdade, é profunda, aquela dos ‘julgamentos sintéticos a priori’; ou, ainda, indicar as razões pelas quais a moral assume a forma, igualmente tão abstrata à primeira vista, de um ‘imperativo categórico’ a partir do momento em que a particularidade do homem, aquilo que compõe sua dignidade e o distingue dos animais, situa-se na sua liberdade ou em sua 'perfectibiliade'.Também esclarece a questão da 'crítica da razão prática', em que Kant analisa as condições de possibilidade para uma moral com pretensão universalista e apresenta o imperativo categórico, forma da lei moral para uma vontade imperfeita. A terceira, 'crítica da faculdade de julgar', investiga os limites daquilo que podemos conhecer pela faculdade de julgar, que leva em consideração não apenas a razão, mas também a memória e os sentimentos.

um lançamento da







Edital de Publicações em Literatura recebe inscrições

Textos literários inéditos podem ser selecionados para publicação, por meio de edital do Fundo Municipal da Cultura, com inscrições até o dia 29 de agosto.

A Fundação Cultural de Curitiba está recebendo inscrições para mais um edital do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC), destinado a conceder apoio financeiro para a criação, publicação e difusão de textos literários inéditos. O edital e seus anexos estão disponíveis em www.fccdigital.com.br (link “Leis/Editais”, Lei do Incentivo, menu Editais de Inscrições). Os interessados podem fazer suas inscrições até o dia 29 de agosto de 2009.

O edital “Publicações em Literatura” dispõe de uma verba de R$ 180 mil, oriunda do Fundo Municipal da Cultura, para contemplar trabalhos enquadrados nas seguintes modalidades: poesia, conto, crônica, novela, romance, novela infanto-juvenil e ensaio sobre literatura. Serão selecionados até sete projetos que integrarão a Coleção Cidade de Curitiba, a ser editada e publicada pela Fundação Cultural de Curitiba. Cada título contemplado terá uma tiragem de mil exemplares.

Estão habilitados a participar do edital pessoas físicas domiciliadas em Curitiba, com comprovada atuação na área de literatura. A análise dos projetos será efetuada numa primeira etapa por um grupo técnico especializado, que observará o mérito da proposta seguindo critérios estabelecidos no edital, como conteúdo do texto e domínio da linguagem e da forma literária. O grupo reunirá três profissionais com notório saber na área da Literatura, indicados pela Fundação Cultural de Curitiba,

Os proponentes classificados na primeira fase da seleção serão convocados para a etapa seguinte, destinada à avaliação documental. A convocação será realizada por meio de publicação no Diário Oficial – Atos do Município de Curitiba e no site www.fccdigital.com.br, link “Lei/Editais - Lei de Incentivo”, menu “Convocação Editais FMC”.

Serviço:

Inscrições abertas para o Edital “Publicações em Literatura”, do Fundo Municipal da Cultura

Informações em www.fccdigital.com.br (link “Leis/Editais”, Lei do Incentivo, menu Editais de Inscrições)

A Democracia Da Abolição


A Democracia Da Abolição

de ANGELA Y.
DAVIS




Numa série de entrevistas dada logo após o escândalo do presídio de Abu Ghraib, Angela Y. Davis analisa como sistemas históricos de opressão tais quais a escravidão e o linchamento continuam a influenciar e solapar a democracia na atualidade.

Numa série de entrevistas, a autora analisa as políticas e práticas de tortura americanas, que foram destaque em todo o mundo desde o escândalo do presídio de Abu Ghraib, em abril de 2004. Desde então, um debate tem chamado atenção - as ações adotadas pela maior democracia do mundo, os Estados Unidos, são justificáveis? Foi neste contexto que a autora concedeu estas entrevistas. Elas visam à discussão da resistência, das leis, da coerção sexual nas prisões, e das próprias instituições. Além disso, ela relata suas experiências como detenta e como inimiga do Estado que teve seu nome na lista das pessoas mais procuradas pelo FBI. Fala também do papel crucial que desempenhou no seu caso e no de diversos outros presos. Ao longo dos depoimentos, a autora retorna à crítica a uma democracia comprometida pelas suas instituições e origens racistas. Discutindo revelações sobre a 'cadeia de comando' americana, e os relatórios formais pela Cruz Vermelha e a Human Rights Watch, ela denuncia a violação dos direitos humanos e as leis de guerra em Guantánamo, no Afeganistão e no Iraque.



um lançamento da







quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Nome do vento


O Nome do vento
Patrick Rothfuss


656 páginas


"Este é o típico primeiro romance que muitos autores sonham em escrever. O mundo da fantasia ganhou uma nova estrela." - Publishers Weekly

Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.

Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.

Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.

Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.

Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Conheça mais o livro

"Meu nome é Kvothe, com pronúncia semelhante à de ‘Kuouth’. Os nomes são importantes, porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém

tem o direito de possuir.

Meu primeiro mentor me chamava de E’lir, porque eu era inteligente e sabia disso.

Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse

som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis-Cordas. Fui chamado de Kvothe,

o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes.

Comprei e paguei por eles.

Mas fui criado como Kvothe. Uma vez meu pai me disse que isso significava ‘saber’.

Fui chamado de muitas outras coisas, é claro. Grosseiras, na maioria, embora pouquíssimas não tenham sido merecidas.

Já resgatei princesas de reis adormecidos em sepulcros. Incendiei a cidade de Trebon.

Passei a noite com Feluriana e saí com minha sanidade e minha vida. Fui expulso da

Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela.

Caminhei à luz do luar por trilhas de que outros temem falar durante o dia. Conversei

com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar.

Vocês devem ter ouvido falar de mim."

Essa é a história de Kvothe (ou Kote) – um homem misterioso que dá vida ao personagem principal de O nome do vento. Encarnando ora o herói, ora o vilão desta fascinante aventura, ele vai levá-lo a um mundo habitado por seres fantásticos e inesquecíveis. Vai guiá-lo através dos momentos marcantes de sua vida: o amor por uma cortesã; o trágico assassinato dos pais por um grupo demoníaco; a ousada experiência na escola de magia; as dificuldades da infância numa cidade assolada pelo caos. Mais do que isso: ele lhe dará a chave para desvendar a verdadeira identidade do homem por trás da lenda.

UM LANÇAMENTO DA







Clique aqui para ler um trechodo livro

TERMINAM NESTA SEXTA-FEIRA AS INSCRIÇÕES PARA OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DA CAIXA


Termina nesta sexta-feira, dia 07 de agosto, o prazo para as inscrições de projetos nos editais para 2010 de “Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA”, “Apoio ao Artesanato Brasileiro” e “Festivais de Teatro e Dança”. Está previsto um total em investimento cultural de R$ 27,5 milhões.

O Edital 2010 de Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA, vai destinar R$ 23 milhões para projetos nas áreas de artes visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, objeto, vídeoinstalação, intervenção e novas tecnologias ou performances); artes cênicas (teatro, dança e performance de palco); música; cinema e outros. Além das modalidades espetáculos, exposições, exibições, estão contempladas ainda palestras, encontros, cursos, workshops, oficinas e lançamento de livros.

Já o Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro contemplará as várias etapas do processo produtivo, visando ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira. Os projetos deverão ser realizados dentro do período de janeiro a junho de 2010. A CAIXA planeja investir no programa cerca de R$ 1 milhão.

Por fim, o Edital de Festivais de Teatro e Dança tem por objeto a seleção de projetos para patrocínio em todo o país. Os eventos deverão ocorrer no período de janeiro a dezembro de 2010. Serão investidos R$ 3,5 milhões pela CAIXA.

Serviço

Término do prazo para inscrições nos editais de “Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA”, de “Apoio ao Artesanato Brasileiro” e de “Festivais de Teatro e Dança”

Prazo: até sexta-feira, 07 de agosto de 2009, às 23:59 h do horário de Brasília

Inscrições e informações: www.caixa.gov.br/caixacultural

LOCAL - UM QUADRINHO INTELIGENTE

LOCAL
de Brian Wood


Todos têm um lugar que chamam de lar, tendo crescido lá ou não. E esse lugar pode muito bem acabar definindo uma boa parte do que você é ou vai se tornar. Tendo isso em mente, cada capítulo deste livro enfoca a vida numa cidade diferente dos EUA, mostrando um pouco do dia-a-dia de pessoas normais diante de situações e escolhas nem sempre tão simples. Através de uma mistura de gêneros enquanto atravessa o país, LOCAL analisa de que maneira o lugar onde uma pessoa vive pode afetar sua personalidade.

Cada capítulo de LOCAL é autocontido, embora todas as histórias estejam tematicamente ligadas através de uma personagem chamada Megan McKeenan. A história de Megan começa quando ela tem pela frente uma decisão muito difícil. Sua escolha irá afetar seu futuro e nos conduzir ao resto da série. Em alguns momentos, ela vai aparecer como o foco principal e, em outros, apenas como uma personagem em segundo plano, mas cada capítulo representará a passagem de um ano na vida de Megan.

Escrita pelo premiado Brian Wood (de séries como DMZ e DEMO, e também o desenvolvedor de videogames como Max Payne e Grand Theft Auto) e ilustrada por Ryan Kelly (American Virgin e Lucifer), LOCAL é uma obra que fala sobre os erros e acertos de todos nós e o que fazemos para conviver com isso enquanto amadurecemos.






Este segundo volume reúne os capítulos 7 a 12 da série original americana e encerra a saga de Megan McKeenan com um desfecho emocionante e profundo.





Comentários


O single perfeito de três minutos. Você não vai querer perder. Pode acreditar em mim.
— Warren Ellis

Algumas das porções de vida mais pungentes que a mídia já viu. Altamente recomendado.
— Brian K. Vaughan

Uma coisa rara e invejável... dolorosamente fácil de se gostar.
— Gail Simone

O curta-metragem mais legal que nunca passou no Independent Film Channel ou no Sundance Channel.
— Sequential Art

Três vivas para Wood e Kelly. Eles estão trabalhando num tipo de sincronicidade mística, criaram um conceito que a indústria nunca viu, e estão na vanguarda do movimento de revitalização da história auto-contida nas revistas em quadrinhos... Na verdade, com esses três números, confio bastante na série para começar a pensar nela como uma das primeiras indicações de melhor mini-série de 2006.
— Ain’t It Cool News

O AUTOR
Brian Wood nasceu em 29 de janeiro de 1972 e cresceu na cidade de Essex Junction, bem ao norte do estado de Vermont (quase divisa com o Canadá). Depois, mudou-se para São Francisco e atualmente mora e trabalha no Brooklyn, em Nova York. Ele é escritor, ilustrador e designer gráfico. De uns tempos para cá é mais conhecido como roteirista de quadrinhos, mas também já trabalhou vários anos na Rockstar Games como desenvolvedor dos conhecidos e cultuados videogames Grand Theft Auto (mais conhecido como GTA!), Midnight Club, Max Payne, Smuggler’s Run e Manhunt. Como designer gráfico, ele atuou bastante na internet durante o BUM das empresas “ponto-com” e elaborou as capas das séries Global Frequency (criada e escrita por Warren Ellis) e DMZ (co-criada e escrita por ele próprio), entre tantas outras. Suas ilustrações foram publicadas na Punk Planet, na Bail Magazine, no The SF Bay Guardian e nos curtas-metragens feitos para a Nike.

Channel Zero, seu trabalho de estréia nos quadrinhos, foi lançado em 1997 e conquistou o respeito da crítica e a admiração dos fãs, que aumentaram consideravelmente graças aos seus próximos trabalhos, como The Couriers, Channel Zero: Jennie One, The Tourist, Couscous Express, Pounded, Demo, Supermarket e LOCAL. Por causa de todas essas séries ele é considerado um dos mais importantes autores independentes da última década, embora tenha trabalhado em vários números de Generation X (co-escreveu com Warren Ellis os #s 63 a 70 e escreveu os #s 71 a 75), da Marvel. Wood já recebeu inúmeras indicações ao Eisner Award e suas obras têm sido publicadas em várias partes do globo. Atualmente, ele cumpre um contrato de exclusividade com a DC/Vertigo, onde tem deixado sua marca única em séries aclamadas como DMZ, Fight for Tomorrow, Northlanders e The New York Four.

Seu endereço para correspondência é:

320 7th Ave # 176, Brooklyn, NY 11215, mas Brian quer que você saiba de uma coisa: “Essa é uma caixa postal alugada e se você me enviar anthrax, ou algo do gênero, simplesmente estará machucando funcionários inocentes da loja da UPS.”
brian@brianwood.com / www.brianwood.com

UM LANÇAMENTO

O impacto da cultura da convergência no entretenimento e na educação

O impacto da cultura da convergência
no entretenimento e na educação

Projeto Descolagem vira gadget e aplicativo para iPhone/iPod e terá game via SMS ao longo do evento

O homem desenvolve a arte de contar histórias há mais de cinco mil anos. Pela oralidade, através das ondas do rádio, em livros, jornais, cinema e televisão, ele sempre soube adaptar o conteúdo de suas narrativas ao meio e às ferramentas disponíveis. E os rápidos avanços da tecnologia permitem que a cada dia novas mídias e plataformas sejam utilizadas para envolver mais pessoas em todo o mundo. Por meio de games, da internet e das mídias consolidadas, o público quer se aprofundar mais em suas experiências na hora de se divertir e de aprender. Ávida por conteúdo, esta audiência de dimensão planetária faz com que os criadores aprofundem-se e reinventem constantemente suas obras, produtos e ideias para proporcionar experiências únicas e consistentes – antes que o público mude de canal, troque o jogo no console ou comece a perder o estímulo por aprender um assunto específico.
A Transmidia Storytelling ou Narrativa Transmídia, disciplina nascida no MIT (Massachusetts Institute of Technology), ajuda criadores de histórias, de games e educadores a desenvolver estratégias e conteúdos que envolvam seus públicos de maneira única: conciliando o que as plataformas têm de melhor, porém jamais esquecendo o poder de uma boa história.
Com o tema “O impacto da cultura da convergência no entretenimento e na educação”, a quarta edição do projeto Descolagem vai apresentar Mark Warshaw, Maurício Mota e Geoffrey Long, três profissionais que estão se dedicando totalmente ao estudo e às aplicações dos formatos convergentes de narrativas. O próximo Descolagem, que tem a curadoria do jornalista e blogueiro Beto Largman, está marcado para o dia 22 de agosto, sábado, a partir das 15h, no Núcleo Avançado em Educação (NAVE). A entrada é gratuita e haverá tradução simultânea.
O evento será transmitido em tempo real pela internet com um dos canais de áudio reproduzindo a tradução simultânea. Durante o Descolagem, tanto o público presente quanto os que estiverem assistindo pela internet serão convidados a participar de um game via SMS (mensagens de texto no telefone celular). O vencedor ganhará um gadget chamado “dPod”: um tocador de mídia Apple iPod Touch com design customizado, que será carregado com todo o conteúdo digital (textos, vídeos, imagens etc.) gerado nas edições anteriores do Descolagem. Na ocasião, também será apresentado o Descolagem App, um aplicativo para iPhone/iPod especialmente desenvolvido para o projeto e que estará disponível para download gratuito na iTunes Store.
O Descolagem é realizado pelo Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, que promove uma série de encontros na área "Usina de Expressão" do NAVE.
OS CONVIDADOS:
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Mark Warshaw é roteirista, produtor e diretor, e trabalha na confluência entre as novas mídias e as tradicionais. Formado em Jornalismo e Comunicação de Massa, já desenvolveu sete seriados para internet e celular. Foi diretor de transmídia e produtor associado do seriado Heroes e comandou todo o desenvolvimento do canal “Heroes Evolutions”, que ganhou o Emmy de “Outstanding Interactive Media Programming”. Mark também é autor de revistas em quadrinhos. Antes de Heroes, foi responsável por todos os projetos interativos e de integração de marcas para o seriado Smallville. Está envolvido no primeiro programa de televisão totalmente colaborativo do mundo, o Imagine This! (imaginethistv.com). O projeto tem como objetivo mobilizar pessoas em todo o mundo em relação à sustentabilidade e ao meio ambiente.
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Geoffrey Long é analista de mídia, estudioso de transmídia e consultor de criação. Atualmente é pesquisador e diretor de comunicação do Singapore-MIT GAMBIT Game Lab, um projeto de pesquisa do programa de Estudos de Mídia Comparada do Massachusetts Institute of Technology. Ele é também escritor, designer, músico, realizador de filmes, e um assumido viciado em mídia. Em sua carreira ele já conta dez anos como editor-chefe da revista de literatura, cultura e tecnologia Inkblots; é um dos fundadores do coletivo de software Untyped. Seus textos já foram publicados em jornais, revistas e sites, como Polaris, Gothik, Hika e {fray}.
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Maurício Mota iniciou sua carreira como empreendedor aos 15 anos de idade, quando desenvolveu com a escritora Sonia Rodrigues uma plataforma para criar histórias em formato de jogo e software. Presente em mais de 4 mil escolas, foi licenciada oito vezes e utilizada como ferramenta de facilitação para inovação e criatividade por empresas e instituições como ONU, Kraft, Petrobras, iG e TV Globo. Maurício foi o primeiro latino-americano a participar do projeto do MIT sobre o futuro do entretenimento, inclusive como palestrante. Foi o único jurado latino-americano do Festival of Media, em Valência (Espanha), e integra o conselho mundial do Medici Institute, de fomento à inovação, nascido de um estudo sobre o Renascimento desenvolvido em Harvard. Em parceria com a editora Aleph, viabilizou a publicação do livro “Cultura da Convergência”, de Henry Jenkins, no Brasil. Nos últimos cinco anos esteve envolvido em projetos de convergência, inovação e conteúdo para diversos clientes.
<>www.feiramoderna.blog.br
Jornalista especializado em tecnologia, internet e design, comanda o blog Feira Moderna, no Globo Online. Gerenciou projetos inovadores ligados a tecnologia, comunicação, mídias eletrônicas, arte e cultura, além de ter editado revistas e participado em inúmeros programas para rádio e TV. É colaborador das revistas Época e Época Negócios e um dos blogueiros do portal Mundo Oi. Devido ao sucesso de sua coluna no programa “Qual é a boa?”, exibido no canal Multishow, foi convidado para fazer a narração do programa Cybernet, sobre games, no mesmo veículo. Beto já foi DJ e continua fazendo trabalhos especiais como produtor musical.

SERVIÇO
Data: Sábado, dia 22 de agosto de 2009
Horário do início do Descolagem: 15h. Os portões estarão abertos a partir das 14h30.
Endereço: Rua Uruguai, 204 – Tijuca.
Entrada gratuita. Os interessados em participar devem enviar, a partir do dia 12 de agosto, uma mensagem para descolagem@oi.com.br com o título “Quero Participar” e no corpo da mensagem informar o nome, idade e ocupação. Como o número de inscrições é limitado, enviaremos uma mensagem confirmando o convite. O encontro contará com transmissão ao vivo pela internet, no site http://nave.oi.com.br/, a partir das 15h.

O QUE É DESCOLAGEM
Descolagem é um projeto do jornalista e blogueiro Beto Largman, em parceria com o Oi Futuro, que pretende discutir o impacto das novas tecnologias no modo de produção e compartilhamento do conhecimento e da informação. Um evento Descolagem pode ser uma palestra, mas também uma mesa redonda, um filme, uma performance, um curso, workshop ou o meio de difusão que mais se adequar ao momento, à proposta, ao assunto, ao século em que vivemos. A ideia é que o Descolagem, realizado no NAVE (Núcleo Avançado em Educação), no Rio de Janeiro, seja um “tubo de ensaio” para experimentar novos formatos de interação em ambientes de aprendizagem. No Descolagem, qualquer um pode ter a palavra pois os comentários e postagens feitos durante o evento em redes sociais como Twitter, Flickr, YouTube e blogs são exibidos em telões espalhados pelo espaço. Desta forma, os participantes podem fazer perguntas aos convidados e emitir opiniões, tanto presencialmente como à distância, uma vez que é possível acompanhar o evento ao vivo, via streaming, pela internet. O conteúdo digital gerado nas edições do Descolagem (vídeos, estudos, apresentações) fica disponível online após a realização dos encontros – assim, o projeto contribui com um material de pesquisa variado que pode ser aproveitado tanto pelo público do NAVE como por qualquer internauta interessado.

NAVE
O Nave é um programa do Oi Futuro voltado para a pesquisa e desenvolvimento de soluções educativas que usem de forma diferenciada as tecnologias da informação e da comunicação no ensino médio. No Rio de Janeiro, o projeto é realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. O NAVE é formado pelo Colégio Estadual José Leite Lopes, pela Fábrica de Cultura Digital – um centro de pesquisa e inovações – e pela Usina de Expressão, espaço voltado para exposições e seminários. Modelo similar foi implantado pelo Oi Futuro em 2006, no Centro de Ensino Experimental Cícero Dias, em Recife (PE) – escola pública de horário integral que desenvolve, entre outras atividades, uma fábrica de jogos, onde os alunos aprendem a produzir jogos eletrônicos. Para saber mais sobre a escola, o site http://nave.oi.com.br/ reúne as notícias relevantes sobre o projeto.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

I Encontro de Escritores e Ilustradores



I Encontro de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil de São Paulo, acontece na Livraria Cortez

Onde: Livraria Cortez
Rua Bartira, 317 – Perdizes
Quando: 08 de agosto (sábado) das 10 às 18 horas

Informações:
Livraria Cortez – (11) 3873-7111 ou www.livrariacortez.com.br
AEI-LIJ SP – (11) 9315 9549, com Regina Sormani ou http://aeilijsp.blogspot.com

O Encontro de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil de São Paulo, que é organizado pela Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil de São Paulo (AEI-LIJ SP), acontece no próximo dia 08 de agosto.

Com a realização da Livraria Cortez, o evento terá uma feira de livros e contará com a presença de escritores e ilustradores; palestras; bate-papo com autores; oficina de modelagem; e várias exposições. Entre as atividades de destaque: ilustrações realizadas em massinha e artes-finais de livros infantis; demonstração de técnicas de xilogravura e ecoline; varal de caricatura e contação de histórias. O evento tem entrada franca e é direcionado a todos os públicos, sem descriminação faixa etária.

Durante a feira de livros, os visitantes poderão desfrutar e terem o prazer de encontrar diversos nomes da nossa literatura Infantil e Juvenil. Entre os autores, estarão presentes, por exemplo, Edson Gabriel Garcia, Rosana Rios, Manuel Filho, Januária Cristina, Mariluiza Campos, Marciano Vasques, Fábia Terni e Regina Sormani; e entre os ilustradores: Fábio Sgroi, Luna Vicente, Danilo Marques, Nireuda Longobardi, e Gilberto Marchi. Todos estarão autografando seus livros, no período das 10 até as 18 horas.

O evento tem apoio: Acrilex e Casa do Artista


Programação Completa — Entrada Franca

10 Horas — Gilberto Marchi, ilustrador convidado da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), fará demonstração de técnicas de aquarela e ecoline, explicando como ilustrou os livros: “Quem tem medo do porão?” e “Uma história do outro mundo”, da autora Regina Sormani, Cortez Editora. A artes-finais estarão expostas no espaço da livraria.
Indicação: para toda a família

11 Horas — A escritora Regina Sormani conversará com o público, falando sobre seus livros e introduzindo o tema: A personagem conta a história. A contadora de histórias Nice Lopes, vivenciará uma das personagens do livro: “Quem tem medo do porão?” A história é interativa, o público pode participar.
Indicação: para toda a família

13 Horas — Palestra com o escritor e ilustrador Fábio Sgroi - O processo de criação do livro: "Ser humano é...", editora Mundo Mirim.
Indicação: para toda a família

14 Horas — Luna Vicente expõe suas ilustrações em massinha de modelar e oferece uma oficina de modelagem para crianças.
Indicação: para toda a família

15 Horas — Contação de história com Creusa Cândida - Histórias de Malasartes- Sopa de pedras. Creusa ensinará as crianças a confeccionar e jogar as “Três Marias”
Indicação: para toda a família.

16 Horas — Rosana Rios faz um bate-papo com os leitores.
Indicação: a partir dos 14 anos

17 Horas — Palestra A poética da Literatura Infantil na Alfabetização para o Mundo com o escritor Marciano Vasques.
Indicação: a partir dos 14 anos


Durante todo o dia do Evento

Acontece a Feira de Livros, com a presença dos escritores: Edson Gabriel Garcia, Rosana Rios, Manuel Filho, Januária Cristina, Mariluiza Campos, Marciano Vasques, Fábia Terni e Regina Sormani.
Exposição do Processo de Execução da técnica da Xilogravura. Ilustradora Nireuda Longobardi.
Exposição dos ilustradores: Danilo Marques, Fábio Sgroi, Gilberto Marchi, e Luna Vicente

Zuenir Ventura participa de debate

Zuenir Ventura participa de debate sobre Jornalismo Literário no CCBB Itinerante – etapa Fortaleza

A programação do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante de Fortaleza terá a presença do escritor e jornalista Zuenir Ventura, dia 12 de agosto, no debate de idéias: Jornalismo Literário – O new journalism e as experiências inovadoras do jornalismo brasileiro. A escritora e cronista Ana Miranda também participa do evento, que será realizado no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura com entrada gratuita.

O objetivo do debate é discutir sobre o jornalismo literário, no Brasil e no mundo, apresentando o que de melhor foi produzido no gênero. Zuenir Ventura irá comentar o tema em linhas gerais, além de falar sobre sua carreira e, em especial, do processo de trabalho para elaboração do livro O Acre de Chico Mendes -- série investigativa, lançada pela Cia. das Letras, dentro da coleção Jornalismo Literário. O jornalista vai falar, ainda, sobre os livros Cidade Partida, livro-reportagem sobre a violência no Rio, 1968 – o Ano que Não Terminou e O que Fizemos de Nós. A cronista Ana Miranda fará um breve relato de sua atividade e, também, comentará sobre as obras de Machado de Assis e Euclides da Cunha.

Zuenir Ventura
Com mais de 40 anos de experiência, o jornalista e escritor é um dos grandes nomes da imprensa brasileira. Seu livro 1968 -- O Ano que Não Terminou, na 43ª edição, serviu de inspiração para a minissérie Os Anos Rebeldes, produzida pela TV Globo, e para o documentário O Homem que Disse Não, do cineasta francês Olivier Horn. Cidade Partida, um livro-reportagem sobre a violência no Rio, ganhou o Jabuti e foi traduzido na Itália. O Acre de Chico Mendes, uma série investigativa, rendeu ao escritor os Prêmios Esso Vladimir Herzog de reportagem. A série investigativa foi transformada em livro. Escreveu ainda O Rio de J. Carlos, Inveja -- Mal Secreto, Crônicas de um Fim de Século, Minhas Histórias dos Outros, O que Fizemos de Nós, entre outros.

Ana Miranda

Escritora e cronista da revista Caros Amigos e do jornal Correio Braziliense, escreveu inúmeros livros. Entre eles: Boca do Inferno (Prêmio Jabuti 1989), Desmundo, Amrik, Dias e Dias (Jabuti 2003), Deus-Dará – Crônicas Publicadas na Caros Amigos –, e Prece para uma Aldeia, de 2004.

CCBB Itinerante
Com o objetivo de levar arte, cultura e lazer a várias capitais do país, o Banco do Brasil realiza mais uma edição do Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante. Este ano, o projeto passará por 18 cidades com eventos sócio-culturais. Durante 95 dias, crianças, jovens e adultos das cinco regiões do país serão beneficiados com eventos nas áreas de música, teatro, literatura, cinema, dança e artes plásticas. O objetivo é democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização dos talentos locais.

SERVIÇO
Ideias: Jornalismo Literário, com Zuenir Ventura e Ana Miranda
Dia 12/agosto, às 20h

Entrada gratuita

Classificação indicativa: 12 anos

Local: Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Bia Cannabrava lança CD “Viagem” em espetáculo com Quinteto Mundano no Museu da Casa Brasileira


Com músicas de tradição popular e autores que retratam a riqueza dos povos da América Latina, a cantora Bia Cannabrava lança o CD “Viagem” em espetáculo com o Quinteto Mundano no domingo, 9 de agosto, às 11h, no Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Gravado entre 2008 e 2009, o CD tem direção musical e arranjos de Carlinhos Antunes, e percorre o continente latino-americano com um repertório que retrata a riqueza musical de seus povos. O Quinteto Mundano é formado por Carlinhos Antunes (cordas), Beto Angerosa (percussão), Rui Barossi (contrabaixo acústico), Gabriel Levy (acordeon), Thomas Rohrer (rabeca e sax).

Repertório: “Alfonsina y el mar” (Ariel Ramirez/Felix Luna, Argentina); “Pajarillo Verde” (tradicional, Venezuela); “Flor del Cardón” (tradicional, Bolívia); “Negrita Martina” (Daniel Viglietti, Uruguai); “Todos Vuelven” (César Miro, Peru); “Luchin” (Victor Jara, Chile); “Pregão da Saudade” (Bia Cannabrava, Brasil); “Gracias a la Vida” (Violeta Parra, Chile); “Lágrimas Negras” (Miguel Matamoros, Cuba).

O CD “Viagem” resgata os caminhos percorridos em quase 75 anos de vida, em especial os 12 de exílio político em que Bia Cannabrava teve a oportunidade de levar a música brasileira para “a Nossa América e trazer desses países irmãos canções que são também recordações”.

A apresentação faz parte do projeto Música no Museu, consolidado na agenda de São Paulo como uma alternativa de lazer que reúne música de qualidade em um cenário agradável: o terraço do Museu da Casa Brasileira, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados.

Bia Cannabrava é paulistana e nas décadas de 60 e 70 viveu na Bolívia, em Cuba, no Panamá e no Peru. Nesses países, divulgou a música brasileira e conheceu um rico repertório hispano-americano de autores como o uruguaio Daniel Viglietti, o chileno Victor Jara, o cubano Sílvio Rodrigues. Em 2006 gravou o seu primeiro CD com as “canções que fizeram a sua história”. Filha e neta de professoras de música estudou piano, violão, canto e flauta doce. Uma de suas primeiras composições, “Pregão da Saudade”, está no novo CD.

Em 1968 chegou na “Casa de las Américas”, em Cuba, com um repertório do que se fazia musicalmente no Brasil e começou seu mergulho na riqueza musical do continente. Conheceu autores e cantores como Daniel Viglietti e Alfredo Zitarrosa, poetas como Mario Benedetti, Roque Dalton, Nicolás Guillén, e participou do início do movimento da Nova Trova Cubana, que revelaria nomes como Silvio Rodrigues, Noel Nicola e Pablo Milanés. Sob o pseudônimo de Marina, que conservaria ainda por muitos anos, cantou a música brasileira de Chico, Gil, Caetano e incorporou a seu repertório ritmos de Cuba, da Argentina, do Uruguai. Mais tarde, Bolívia, Peru, Chile. De 1976 a 1979, viveu no Panamá. A seguir, conheceu a música revolucionária nicaragüense. Em 1980, retorna ao Brasil com a anistia. Em 2006, com o apoio do companheiro Paulo Cannabrava e a competência de Carlinhos Antunes e Sérgio Bartolo, tira da gaveta um velho projeto: “as canções que fizeram a minha história”, que resultou no seu primeiro CD.

Serviço

Música no Museu – “Bia Cannabrava lança CD Viagem com Quinteto Mundano”

Domingo, 9 de agosto, às 11h Entrada franca

Duração: 60 min

Capacidade: 230 lugares

Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço - Av. Brig. Faria Lima, 2705

Tel. 3032-3727 Jardim Paulistano Site: www.mcb.org.br

Estacionamento: R$ 10,00

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

Ingresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados

Acesso para pessoas com deficiência.

Visitas monitoradas: 3032-2564

PARANOIA NA CULTURA

Por causa da Gripe A,

Fundação Cultural altera programação

As medidas foram tomadas seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1.

Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1, a Fundação Cultural de Curitiba resolveu alterar a agenda de programação de alguns espaços até o próximo domingo, 9 de agosto.

Ficam canceladas todas as sessões de cinema programadas para a Cinemateca e Cine Luz. Foram adiadas a apresentação do espetáculo “Eu, Você e Maria”, no Teatro do Paiol (terça-feira, 4 de agosto), o encontro “Hora da Prosa”, no Memorial de Curitiba (quarta-feira, 5 de agosto) e a apresentação da peça infantil “O palhaço e o nariz”, no Teatro do Piá (domingo, 9 de agosto). O início das aulas em cursos dos núcleos regionais da Fundação Cultural e do Conservatório de MPB também foi adiado para o dia 10 de agosto.

Com relação aos demais eventos programados, promovidos em parceria com produtores locais, e que acontecem em espaços da Fundação Cultural, a FCC informa que foi sugerido aos responsáveis pelas referidas programações que seguissem as orientações dos órgãos de saúde.

Ao longo da desta semana serão divulgadas novas informações quanto a outras atividades programadas.


SEM COMENTÁRIOS ! (E.C.)


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Viva chama


Viva chama
de Tracy Chevalier


Páginas: 416

Incêndios e enterros, circo e sedução, vizinhos e sexualidade: este novo romance de Tracy Chevalier é uma narrativa resplandecente.

Após a trágica morte de um dos filhos, os Kellaway abandonam a pacata e provinciana Dorset para se estabelecerem na Londres do século 18, em pleno terror antijacobino. O patriarca,Thomas Kellaway, fabricante de cadeiras, consegue trabalho no circo do excêntrico Philip Astley, cujo espetáculo de fogos de artifício causa furor semelhante às execuções na guilhotina em Paris.

Jem, o filho mais novo dos Kellaway, se encanta com a esperta e fogosa Maggie Butterfield. Uma surpreendente amizade nasce entre eles enquanto se aproximam do vizinho William Blake e de sua esposa. Poeta, pintor e impressor, Blake acompanha e participa da relação entre os dois jovens, explorando o estado de inocência e experiência, tema de sua obra-prima, Canções da Experiência e da Inocência.

Mas, quando a Revolução Francesa cruza o Canal da Mancha e chega até a Londres georgiana, os monarquistas começam a desconfiar da visão um tanto quanto avançada de William Blake sobre a liberdade, a igualdade e a fraternidade.

Aqueles que se emocionaram com a atmosfera evocativa da Delft do século 17, em Moça com Brinco de Pérola, vão experimentar emoção semelhante na vívida reconstrução da Londres do século 18. Impregnado com o clamor e os bramidos das ruas londrinas, Viva Chama transborda em detalhes: desde as incríveis proezas realizadas no Circo de Astley até a impiedosa pobreza do bairro de St. Giles; da arte de confeccionar botões à arte de fabricar cadeiras Windsor.

Tygre, Tygre, viva chama
Que as florestas da noite inflama,
Que olho ou mão imortal podia
Traçar-te a horrível simetria?

UM LANÇAMENTO




Prêmio João Valiante de Jornalismo 2010

Sexta edição premiará as melhores reportagens sobre reciclagem do alumínio veiculadas a partir de 1º de agosto

A Associação Brasileira do Alumínio – ABAL lança a sexta edição do Prêmio João Valiante de Jornalismo. A premiação destacará as melhores reportagens sobre reciclagem do alumínio veiculadas na imprensa brasileira entre 1º de agosto de 2009 a 31 de março de 2010.

Poderão concorrer reportagens veiculadas em jornais, revistas, portais e sites jornalísticos da internet, emissoras de rádio e televisão nacionais, nas categorias Mídia impressa & webjornalismo e Mídia eletrônica. O regulamento completo e a ficha de inscrição estarão disponíveis em breve no site www.expoaluminio.com.br

Edições anteriores
O Prêmio João Valiante de Jornalismo foi criado em 1999, com o intuito de esclarecer e ampliar o conhecimento da sociedade sobre a cadeia de reciclagem do alumínio. Seu nome é uma homenagem a um dos primeiros incentivadores da atividade de reciclagem do alumínio no País e um dos mais dedicados profissionais da indústria do alumínio no Brasil. Em cinco edições já realizadas, o Prêmio já foi concedido a veículos de diversas capitais do país como Brasília, Fortaleza, Goiânia, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo.

A FILA ANDA


A fila anda, mas não empurra que é pior
uma abordagem de marketing sobre relacionamentos amorosos
de André Maciel

192 páginas


Depois de você ler “A fila anda, mas não empurra que é pior” suas discussões sobre DR (discutir a relação) nunca mais serão as mesmas. Aliás, André Figueiredo Maciel é irreverente já na primeira conversa com o leitor, quando o adverte que o livro não é uma obra séria “o que não significa que eu não diga a verdade”.



A gestão do afeto

Livro de estréia de autor gaúcho analisa as relações amorosas
sob os princípios do marketing
A Fila Anda, Mas não Empurra que é Pior - Uma Abordagem de Marketing sobre Relacionamentos Amorosos, de André Figueiredo Maciel. Suas sessões de DR (discutir a relação) nunca mais serão as mesmas.

Resultado de alguns anos de estudo e de prática, muitos 'foras' e algumas 'dentro', este livro foi escrito na esperança de ajudar a entender alguns dos mecanismos que conduzem as pessoas no decorrer do processo de decisão sobre relacionamentos. O livro traz como ingredientes exemplos reais (aproveite para rir deles antes que aconteçam com você), um pouco de filosofia e um grande desejo de que você tenha "relações de consumo" mais proveitosas e saiba como melhor conduzir a gestão do seu afeto.


Fidelidade, satisfação, conquista, preço e qualidade. Escolha de mercado, avaliação de atributos e compra por impulso. Ir ao shopping, pesquisar, tocar, cheirar, provar e decidir por produtos que nem sempre são satisfatórios.

Estaríamos falando de marketing ou de relacionamentos amorosos? Quais seriam as semelhanças entre estes processos e a escolha que homens e mulheres fazem pelo sexo oposto?

É neste contexto incerto e envolvente de necessidades, desejos, expectativas, decepções e estratégias de conquista em que se inscreve "A Fila anda, mas não empurra que é pior: uma abordagem de marketing para relacionamentos amorosos". Resultado de alguns anos de estudo e de prática, muitos 'foras' e algumas 'dentro', este livro foi escrito na esperança de ajudá-lo a entender alguns dos mecanismos que conduzem as pessoas no decorrer do processo de decisão sobre relacionamentos.

Tendo como ingredientes exemplos reais (aproveite para rir deles antes que aconteçam com você), um pouco de filosofia e um grande desejo de que você tenha relações de consumo (as duas) mais proveitosas, você verá que, quando o ser humano é o elemento central, talvez os princípios do marketing e das relações não mudem tanto assim.

Mas, atenção! Não espere encontrar ao longo dos próximos 18 capítulos conselhos melosos e compadecidos mostrando em 10 etapas como obter sucesso com rapazes, moças, clientes e assemelhados. Espere, entretanto, encontrar subsídios para desenvolver um grande senso crítico sobre o tema, além de entender, por exemplo, por que você atrai sempre o mesmo tipo, por que ainda cabe aos homens a iniciativa da conquista, a importância dos amigos na formação da opinião e por que você realmente não pode 'dar mole' durante o processo de conquista, caso queira aumentar o valor do seu produto. Este é o cenário no qual a gente aprende a não se levar tão á sério.


UM LANÇAMENTO





Hora da Prosa discute a valorização dos museus

Mário Chagas, diretor do Departamento de Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, profere palestra nesta quarta-feira (5).

O programa Hora da Prosa, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba, promove uma edição especial, às 19h desta quarta-feira (5), no Memorial de Curitiba. O encontro tem como convidado Mário Chagas, diretor do Departamento de Processos Museais do recém-criado Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM. A mais nova autarquia do governo federal, ligada ao Ministério da Cultura, coordenará as ações da Política Nacional de Museus e promoverá melhorias na gestão do setor museológico brasileiro.

A palestra de Mário Chagas insere-se no trabalho que a Fundação Cultural de Curitiba desenvolve há cerca de dois anos, visando à reformulação de sua política para o patrimônio cultural. Estão em estudos propostas de modelos mais eficientes para que a instituição possa cumprir com sua responsabilidade de proteger, preservar, valorizar e divulgar os bens culturais de interesse de preservação do município. Entre as propostas estão a valorização e revitalização dos museus da cidade, que já foram referência nas áreas de Gravura, Fotografia e Artes Plásticas.

A Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba está investindo numa definição mais ampla do conceito de museus, buscando alinhar sua política às normas gerais reguladoras, instituídas pelo Estatuto de Museus. O estatuto estabelece, define e regula procedimentos para instituições museológicas em suas tarefas de rotina, com normas de preservação, conservação, restauração e segurança dos bens culturais. Também ressalta a obrigatoriedade de um plano museológico e de um programa de segurança.

A palestra – Com o título de “Museu: Poéticas e Políticas”, a palestra de Mário Chagas irá apresentar ao público a Política Nacional de Museus, cujas ações serão coordenadas pelo recém-criado Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM. O diretor do Departamento de Processos Museais da nova autarquia federal abordará, entre outros assuntos, o funcionamento do instituto, ligado ao Ministério da Cultura. Com sede em Brasília, o IBRAM assumirá as funções do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, no setor dos museus federais, incorporando todas as unidades museológicas da instituição. Além disso, o órgão iniciará um diálogo entre a área de museus e as artes visuais e criará instituições em municípios de pequeno porte, favelas, áreas quilombolas e indígenas.

O palestrante – Poeta e museólogo, Mário de Souza Chagas é mestre em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atual diretor do Departamento de Processos Museais do IBRAM, já respondeu pelo Museu Joaquim Nabuco e pelo Museu do Homem do Nordeste, ambos ligados à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

O museólogo foi chefe do Departamento de Dinâmica Cultural do Museu Histórico Nacional, coordenador técnico do Museu da República e do Demu/Iphan e diretor da Escola de Museologia da UniRio. Participou da renovação e da criação de diversas instituições museológicas, entre as quais se destacam o Museu da República, Museu do Estado do Piauí, Museu da Arte Moderna Aluisio Magalhães, Museu do Homem do Nordeste, Museu da Limpeza Urbana – Casa de Banhos Dom João VI, Museu Casa dos Presidentes – Palácio Rio Negro e Museu do Flamengo.

Chagas publicou livros e artigos no Brasil e no exterior, especialmente em Portugal. Atua como consultor do Museu das Missões e do Museu da Maré, professor adjunto da Escola de Museologia e do Programa de Pós-graduação em Museologia e Patrimônio da UniRio, além de ser professor visitante da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa.

Hora da Prosa – O programa Hora da Prosa, desenvolvido pela Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba, promove discussões mensais sobre temas relacionados à história, à memória e ao patrimônio cultural de Curitiba. Também são realizadas edições especiais, que abordam questões patrimoniais de relevância nacional e internacional.

Os palestrantes são escolhidos entre profissionais que atuam na área do patrimônio cultural. Voltadas a um público formado por historiadores, arquitetos, antropólogos, artistas, professores e estudantes universitários, as reuniões permitem ampliar conhecimentos e, filmadas em formato digital, são incorporadas ao Centro de Documentação da Casa da Memória.

O programa tem o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) e do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), sendo considerado curso de capacitação para os funcionários da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Serviço:

Programa Hora da Prosa – edição especial

Palestra “Museu: Poéticas e Políticas”, a cargo de Mário Chagas, diretor do Departamento de Processos Museais do recém-criado Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM.

Data e horário: dia 5 de agosto de 2009 (quarta-feira), às 19h

Local – Salão Paranaguá do Memorial de Curitiba (Rua Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico)

Entrada franca

Afinal, o que é Disfunção Erétil?


LEIA EM

Show no Paiol explora a voz como instrumento artístico


O grupo “Eu, Você e Maria” une experimentação vocal e tecnologia para interpretar música popular brasileira, no espetáculo desta terça-feira (4).

A atração do programa Terça Brasileira, às 20h desta terça-feira (4), no Teatro Paiol, é o espetáculo do grupo curitibano “Eu, Você e Maria”, que canta e conta histórias do cotidiano. Nas composições, arranjos e criações musicais, o grupo utiliza a experimentação vocal como instrumento artístico, somada a intervenções audiovisuais que valorizam a música popular brasileira.

Formado por Nani Barbosa, Ju Fiorezi e Fabio Raesh, “Eu, Você e Maria” lança um olhar sensível às relações entre as pessoas, com suas emoções e sentimentos. O trio cria um cenário em constante transformação, dialogando e interagindo com o repertório e com a interpretação dos seus integrantes. O show conta também com a participação especial da cantora e instrumentista Doriane Conceição, mais os músicos Eduardo Mercury e Gustavo Proença, que levam ao palco os timbres orgânicos do violão, cavaquinho e percussão.

Nas composições reunidas no espetáculo estão sutilmente impressas as influências dos componentes do trio. Os músicos participam ativamente do cenário artístico curitibano, como integrantes de grupos que contemplam o repertório de música étnica e da cultura popular. Os recursos tecnológicos utilizados pelo trio, aliados à experimentação vocal, fazem surgir um novo e instigante ambiente sonoro, com cores e texturas próprias.

Serviço:

Terça Brasileira com o grupo curitibano “Eu, Você e Maria”

Data e horário: 4 de agosto de 2009 (terça-feira), às 20h

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

Ficha técnica do espetáculo:

Trio “Eu, Você e Maria”, formado por Nani Barbosa (voz, flauta transversal e violão), Ju Fiorezi (voz, teclados, percussão e programação Midi) e Fabio Raesh (voz, teclados e programação Midi)

Músicos convidados: Eduardo Mercury (violão, guitarra elétrica e bandolim) e Gustavo Proença (percussão e bateria)

Arranjos e produção musical: trio “Eu, Você e Maria”

Consultor de produção musical: Isaac Varzim

Criação e produção de Arte Visual: Simon Ducroquet

Repertório:

Abrem-se (Elaine Barbosa)

Carrossel do Sonhar (Juliane Fiorezi e Fabio Raesh)

A minha (Fabio Raesh)

Espera (Elaine Barbosa)

Botão (Elaine Barbosa)

Tenho sede (Dominguinhos e Anastácia)

Ribeirão (Doriane Conceição)

Presente (José Wisnik)

Mariá (Elaine Barbosa, Juliane Fiorezi e Fabio Raesh)

Puxada da Ciranda (Juliane Fiorezi e Fabio Raesh)

Maria de Verdade (Carlinhos Brown)

Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant)

Nosso Quintal (Juliane Fiorezi)

Todos os Arranjos e concepção musical são de Eu, Você e Maria

Centenário de Chico Xavier


LEIA EM

Ao som do samba


Ao som do samba: Uma leitura do carnaval carioca
Walnice Nogueira Galvão
Coleção História do Povo Brasileiro

Páginas: 190


Com texto de cadência leve e envolvente, o livro de Walnice Nogueira Galvão traz aos leitores o Carnaval do Rio de Janeiro. Um passeio pelo samba e suas vertentes, numa detalhada análise de sua participação nas festividades através de décadas. De elemento fundamental da cultura brasileira aos sofisticados e grandiosos desfiles de escola de samba, o registro de "um dos maiores espetáculos da terra".

O livro é parte da coleção História do Povo Brasileiro, que busca oferecer uma visão abrangente e alternativa da história brasileira, combinando rigor historiográfico com linguagem acessível e publicando obras de autores de reconhecida competência nos temas selecionados para cada volume.


Sem perder a cadência do samba, autora traça um histórico da grande festa popular e aborda sua importância social Pouco mais de um século antes de Oscar Niemeyer assinar o projeto arquitetônico e urbanístico do sambódromo, o Carnaval já era a grande festa do Rio de Janeiro. Era o grande êxtase anual, só que, imagine, ainda nem havia o samba, o que tocara era o choro, a valsa e outros ritmos. Como atesta a professora titular da USP e colunista do Estadão, Walnice Nogueira Galvão, “de divertimento proibido pela polícia no passado, a marca de identidade nacional (...) muito chão foi palmilhado”. E toda essa trajetória do carnaval, com foco na capital carioca, Walnice reconta com maestria em Ao som do samba – Uma leitura do Carnaval carioca. No livro não faltam curiosidades, como o fato do primeiro disco de samba ter sido gravado no mesmo ano que o primeiro disco de jazz foi lançado: em 1917. De acordo com a autora, o surgimento da indústria fonográfica foi essencial para a disseminação de músicas até então marginalizadas, como o Tango de Buenos Aires, o jazz de New Orleans e o próprio samba. Com o surgimento do disco, tais estilos caíram nas graças da cultura de massa e conquistaram as classes dominantes. No caso do samba no Brasil, a voz, os anseios, os amores e, sobretudo, a crítica social dos pobres, negros e mulatos passaram a ser ouvidos pela classe média branca. A partir do momento que virou hino do carnaval carioca, o gênero teve papel fundamental na convivência saudável entre classes sociais distintas. Tanto que as escolas de samba passaram a aceitar, em seus quadros, brancos e pessoas de fora da comunidade. Os principais compositores de sambas e, inclusive, de marchinhas, também ganham destaque na publicação: Noel Rosa, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Carmem Miranda, Lamartine Babo, entre outros. Walnice narra toda a história com detalhe, da fase mais romântica até virar uma grande indústria de mercado - com players polêmicos, como os bicheiros-, passando pela Cidade Nova, Rua do Ouvidor, rodas de samba, a oficialização dos concursos das escolas de samba em 1935, entre informações que poucos brasileiros conhecem sobre a grande festa. O livro também inclui letras dos grandes clássicos, como “O Samba de minha Terra”, composto por Dorival Caymmi em 1940, eternizada pelo trecho: “quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé “... Ao som do samba – Uma leitura do Carnaval carioca é uma boa fonte para entender uma das maiores manifestações populares do país. A AUTORA Walnice Nogueira Galvão é professora titular de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. Paulista de nascimento, estudou Letras e Ciências Sociais na mesma universidade. Aluna de Antonio Candido, foi sua assistente por muito tempo. Tem 30 livros publicados sobre Euclides da Cunha e Guimarães Rosa, e de crítica da literatura e da cultura.

Foi professora visitante em várias universidades nos Estados Unidos e na Europa, como Austin, Iowa City, Columbia, Paris VIII, Poitiers, Colônia, École Normale Supérieure, Oxford, Berlim.

Walnice Nogueira Galvão é Conselheira editorial das revistas Teoria e Debate, Linha d´água, D.O.Leitura, Imaginário, Sexta-feira, Literatura e Sociedade, Magma, Palimpsesto, Diadorim, Poesia Sempre, e da Editora do MST. Consultora dos números especiais dos Cadernos de Literatura Brasileira do Instituto Moreira Salles sobre Euclides da Cunha (2002) e Guimarães Rosa (2006), e da Revista Brasileira da Academia Brasileira de Letras sobre Euclides da Cunha (2009).

Colabora assiduamente com jornais e revistas, entre eles o jornal O Estado de São Paulo, para o qual escreve uma coluna no Caderno 2.

um lançamento da