sábado, 29 de agosto de 2009

HOMENAGEM A FERNANDO LANHAS

HOMENAGEM A FERNANDO LANHAS
NO CLUBE LITERÁRIO DO PORTO

Como forma de agradecimento pela obra e pensamento de Fernando Lanhas, decidiu o Clube Literário do Porto homenagear mais um grande artista desta Cidade, um dos maiores nomes da arte portuguesa do século XX. Nascido no Porto, em 1923, é um homem de múltiplos interesses, Arquitecto de formação, pintor, desenhador, poeta, arqueólogo, astrónomo, etnólogo, paleontólogo, coleccionador, etc.A sua pintura introduziu o abstraccionismo em Portugal a partir de finais dos anos 40, tendo desenvolvido ao longo da sua carreira, uma concepção original da pintura.Muito mais se poderia dizer sobre Fernando Lanhas, mas prefere o Clube Literário do Porto, convidar o público em geral a visitar este espaço e participar no mês de actividades que pretende organizar em sua homenagem, em simultâneo com a mostra que fará, alusiva à sua obra literária e ao seu pensamento.A exposição inaugura a 5 de Setembro de 2009 pelas 16h00 e poderá ser visitada de Segunda a Domingo, das 09h00 à 01h00 da manhã (entrada livre).
C l u b e l i t e r á r i o d o p o r t o Rua Nova da Alfândega, 22 4050-430 PORTO Telefone 222 089 228 http://www.clubeliterariodoporto.co.ptclubeliterario@fla.pt

Casa Erbo Stenzel fechada

Casa Erbo Stenzel fechada
para manutenção


Localizada no Parque São Lourenço, a casa administrada pela Fundação Cultural de Curitiba abriga a história do artista Erbo Stenzel.
A Fundação Cultural de Curitiba avisa que a Casa Erbo Stenzel, localizada no Parque São Lourenço, está fechada para manutenção. A unidade reabrirá ao público assim que os trabalhos forem concluídos. Construída no século passado, a casa onde viveu o escultor paranaense Erbo Stenzel é composta de 11 peças e estava originalmente instalada na Travessa Francisco Lima e Silva, no Bairro São Francisco.
A recuperação da casa envolveu um trabalho minucioso de levantamento de cada peça e suas dimensões. Depois, em 1998, foi realizada a desmontagem, descupinização e remontagem no Parque São Lourenço. Em sua nova localização, a Casa Erbo Stenzel abriga a história do artista, suas obras, réplicas de painéis e monumentos existentes nas praças de Curitiba. Além do acervo ligado ao artista, o espaço abriga exposições temporárias sobre as praças e logradouros da cidade.

Apesar de decisão do STF, concursos públicos exigem diploma

O fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão ainda não atingiu a maioria dos órgãos públicos. Dos oito concursos abertos atualmente, todos exigem graduação específica.

Os valores pagos estão entre R$ 1.090,46 e R$ 6.611,39. Os órgãos com inscrições abertas são: Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE), Prefeitura de Caucaia (CE), Agência de Fomento do Estado do Amazonas, Câmara de Vereadores de Lajes (SC), Conselho Regional de Nutricionistas – 1ª Região, Companhia Pernambucana de Saneamento, Prefeitura de Santo Antônio do Monte, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. No total os concursos oferecem 20 vagas, oito efetivas e 12 para cadastro de reserva.

O concurso que oferece a maior remuneração é o do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região, no Ceará. Para o cargo de Analista Judiciário, especializado em Comunicação Social, o salário é de R$ 6.611,39.

Em julho, logo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o edital da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, foi alterado e passou a não exigir diploma para o cargo de analista em Comunicação Social.
Iniciativa contrária a da FINEP foi adotada pela Câmara Municipal de Maceió. No início desta semana, a Casa aprovou a obrigatoriedade da graduação em Jornalismo para a contratação de servidores pelos poderes Executivo e Legislativo da cidade. A lei se aplica aos cargos de comissão, jornalismo, publicidade e relações públicas, e espera apenas a sanção do prefeito para entrar em vigor.

Prelúdio para a morte



Prelúdio para a morte

de Val McDermid


Páginas: 434




O LIVRO
Quando chuvas torrenciais de verão revelam um cadáver estranhamente tatuado nas encostas de Lake District, a Região dos Lagos inglesa, uma antiga lenda local ganha uma nova e palpitante vida. Durante séculos, os habitantes locais acreditavam que o lendário Fletcher Christian, líder do motim no Bounty, havia forjado o massacre da Ilha Pitcairn — local de refúgio dos amotinados — para que ele pudesse regressar à Inglaterra. A lenda conta também que, de volta à sua terra natal, Fletcher relatara sua aventura a um velho amigo e antigo colega de escola: o célebre poeta William Wordsworth, que a transformou num grande poema épico. O manuscrito permaneceu oculto durante séculos, uma vez que abrigar um fugitivo era, na época, um crime punido com a forca.

Nos dias atuais, Jane Gresham, especialista em Wordsworth e, assim como o poeta, nascida em Lake District, está disposta a descobrir de uma vez por todas se o manuscrito realmente existiu — e se ainda pode ser recuperado. Mas, a cada nova pista revelada, segue-se uma morte misteriosa. Jane se vê então em meio a um mistério de 200 anos, ainda capaz de fazer vítimas. Na idílica paisagem da Região dos Lagos, desenrola-se um enigma de vida ou morte... cuja solução vale uma recompensa estimada em milhões.


A CRITICA

“Adoro cada palavra que Val McDermid escreve. Se você ainda não descobriu o talento genial desta escritora, prepare-se para um raro deleite.”Harlan Coben

“Uma combinação irresistível de thriller psicológico contemporâneo com mistério histórico, impregnada com a atmosfera melancólica da Região dos Lagos inglesa.”Tess Gerritsen

“Um livro que combina emoção com inteligência, personagens carismáticos e uma trama instigante, na qual verdadeiras tragédias históricas são revisitadas por paixões atuais e pelas modernidades científicas.”Anne Perry

“McDermid explora com maestria o lado negro do coração humano, combinando inigualavelmente a busca pela verdade explosiva por detrás de um precioso manuscrito perdido com a história que ele revela... Um livro impossível de largar.”Joseph Finder

“Atitudes sombrias e motivações ainda mais sombrias se entrelaçam num quebra-cabeça brilhante que se estende ao longo de 200 anos de história, fornecendo um exemplo fundamental do porquê de Val McDermid ter se tornado uma verdadeira preciosidade literária.”Laurie King

“É difícil encontrar palavras que traduzam a proeza magistral que é Prelúdio para a Morte. Erudito e irresistível, com uma trama formidável que demonstra a compreensão infalivelmente astuta que McDermid possui da psicologia humana, seja na Região dos Lagos da Inglaterra do século XIX, seja num conjunto habitacional do século XXI.”Laura Lippman


Conheça melhor o autor em http://www.valmcdermid.com/




UM LANÇAMENTO


PACIENTE PARTICULAR

PACIENTE PARTICULAR
de P. D. James

Páginas 480





O LIVRO
Em Paciente particular - best-seller na Inglaterra e nos Estados Unidos logo após seu lançamento, em 2008 -, P. D. James apura as características que a consagraram como uma das maiores escritoras de romances policiais de todos os tempos: suspense intrigante, enredo sem brecha e violência sem sensacionalismo; tudo entremeado pela atuação do inspetor Adam Dalgliesh na resolução de crimes aparentemente insolúveis.A rede de intrigas do décimo sexto livro da premiada autora inglesa é tecida a partir da história de Rhoda Gradwyn, uma bem-sucedida jornalista investigativa em conflito perene com o próprio passado. É do passado, aliás, que ela carrega a marca de tantas mágoas: uma cicatriz que atravessa seu rosto.Ao decidir livrar-se da cicatriz, Rhoda segue o conselho de seu jovem amigo Robin Boyton e procura o conceituado dr. Chandler-Powell, com quem Robin mantém laços de parentesco distante e interesses numa vultosa herança. No ambiente bucólico e acolhedor da clínica Cheverell Manor, nos arredores de Londres, a morte espera por Rhoda, sem que ela possa sequer imaginar.O assassinato da jornalista, que parecia ser uma fatalidade sem precedentes num ambiente tão austero, toma um ar macabro quando Robin também é encontrado morto na clínica. Chamado a desvendar o caso, o inspetor Dalgliesh e sua equipe vão desmontando uma engrenagem de rancor, mágoas familiares e crueldade pura e simples, que remete, assim como a cicatriz que Rhoda carregou por tantos anos, a desacertos do passado.


A CRITICA
"A caracterização dos personagens, a atenção ao detalhe e o notável humanismo da autora continuam impressionantes [...] P.D. James cria um desfecho que, em toda a sua complexidade emocional, transcende por completo o desenlace padrão do romance policial. Maravilhosamente realizado." - Telegraph


"Elegantemente escrito, multifacetado, ardiloso." - Observer


"Como sempre, P. D. James envolve seu conto de maldade num tom sedutor." - The New York Times


"[Dalgliesh é] um dos melhores detetives da história da literatura policial." - The Times


A AUTORA
P. D. James - Phyllis Dorothy James, OBE, (3 de Agosto de 1920, Oxford) é Baronesa James de Holland Park, membro da House of Lords (Câmara dos Lordes) e uma escritora britânica de ficção policial que usa o nome P. D. James ao assinar as suas obras.

Phyllis Dorothy James nasceu a 3 de Agosto de 1920 em Oxford, Inglaterra. Deixou a escola, a Cambridge Girls' High School, aos 16 anos. Durante a guerra, casou com Ernest Connor Bantry White, médico, de quem teve duas filhas. James deu à segunda filha o nome da sua autora preferida: Jane Austen. Em 1948, diagnosticou-se uma esquizofrenia a Ernest, que passou longos períodos hospitalizado, até ficar definitivamente internado até à sua morte em 1964.
James trabalhou na direcção do North West Regional Hospital em Londres de 1949 a 1968 e depois no Ministério do Interior, no departamento da Polícia Criminal. James tem dois protagonistas principais: a jovem detective privada Cordelia Gray e Adam Dalgliesh, inspector-chefe da Scotland Yard, de meia-idade, que surge pela primeira vez em 1962 no romance Cover Her Face (O Enigma de Sally Jump).

James ganhou vários prémios: Silver Dagger 1971 para Shroud for a Nightingale (Mortalha para Uma Enfermeira), Silver Dagger 1975 para The Black Tower, Silver Dagger 1986 e International Macavity Award em 1987 para A Taste for Death (O Gosto da Morte), Diamond Dagger 1987 pela carreira literária e Grand Master Award 1999.

Em 1983 foi distinguida com a Ordem do Império Britânico. Foi igualmente nomeada Par do Reino na Câmara dos Lordes, recebendo o título Baronesa James de Holland Park. Em 1922 foi distinguida com o doutoramento em literatura pela Universidade de Buckingham e em 1993 pela Universidade de Londres. É membro da Royal Society of Literature.

Alguns dos seus romances foram adaptados à televisão em 1985 e 1986.

PRÊMIOS

1971 Best Novel Award, Mystery Writers of America (por Shroud for a Nightingale) 1971 Crime Writers' Association (CRA) Macallan Silver Dagger for Fiction (por Shroud for a Nightingale) 1973 Best Novel Award, Mystery Writers of America (por An Unsuitable Job for a Woman) 1975 CRA Macallan Silver Dagger for Fiction (por The Black Tower) 1986 CRA Macallan Silver Dagger for Fiction (por A Taste for Death) 1986 Mystery Writers of America Best Novel Award (por A Taste for Death) 1987 CRA Cartier Diamond Dagger (prémio de carreira literária) 1992 Deo Gloria Award (por The Children of Men) 1999 Grandmaster Award, Mystery Writers of America) 2002 WH Smith Literary Award (por Death in Holy Orders) 2005 British Book Awards Crime Thriller of the Year (por The Murder Room)

BIBLIOGRAFIA
Cover Her Face (1962) (introduzindo o personagem Adam Dalgliesh, detective da Scotland Yard) A Mind to Murder (1963) Unnatural Causes (1967) Shroud for a Nightingale (1971) The Maul and the Pear Tree: The Ratcliffe Highway Murders, 1811 (com Thomas A. Critchley), 1971 An Unsuitable Job for a Woman (1972) (introduzindo a personagem, a detective Cordelia Gray) The Black Tower (1975) Death of an Expert Witness (1977) Innocent Blood (1980) The Skull Beneath the Skin (1982) A Taste for Death (1985) Devices and Desires (1990) The Children of Men (1992) Original Sin (1994) A Certain Justice (1997) Time To Be In Earnest (2000) (autobiografia) Death in Holy Orders (2001) The Murder Room (2003) The Lighthouse (2005)

Obras do autor publicadas pela Companhia das Letras

CERTA JUSTIÇA, UMA
ENIGMA DE SALLY, O
FAROL, O
MENTE ASSASSINA
MORTE DE UM PERITO
MORTE NO SEMINÁRIO
PACIENTE PARTICULAR
PECADO ORIGINAL, O
SALA DOS HOMICÍDIOS
TORRE NEGRA, A
TRABALHO IMPRÓPRIO PARA UMA MULHER

P. D. James na TV







Um Lançamento



UM LANÇAMENTO MUITO ESPECIAL




Animal Toxins: State of the Art


- Perspectives in Health and Biotechnology




de Maria Elena de Lima, Adriano Monteiro de Castro Pimenta, Marie France Martin-Eauclaire, Russolina Benedeta Zingali e Hervé Rochat (organizadores)




Apoio: Fapemig Fundep INCTT - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas 2009.




800 páginas






Neste momento confuso onde princípios básicos de higiene são invocados como os bastiões contra uma pandemia, que revemos nos conceitos e voltamos a acordar para a pesquisa em especial na área de biotecnologia. Um livro imprescindível frentre aos desafios que se apresentam. Uma mais que louvável iniciativa da editora UFMG.




Apresenta, pela primeira vez em um único volume, o resultado de diversas pesquisas com diferentes perspectivas sobre as reais possibilidades do uso de venenos e de toxinas de origem animal na indústria biotecnológica. Animal Toxins é composto por 39 artigos, em inglês, assinados por especialistas renomados de várias nacionalidades. O estado da arte em compostos obtidos a partir de venenos de animais marinhos, aranhas e escorpiões, lagartas, serpentes, entre outros, são o foco desta publicação que visa a atender cientistas, estudantes e pesquisadores da universidade, da indústria farmacêutica e de biotecnologia interessados em toxicologia. Os venenos e toxinas de origem animal foram selecionados ao longo de milhões de anos de evolução para atuarem de forma rápida e eficaz no organismo da vítima, o que resultou em um repertorio maciço de moléculas capazes de se ligarem a alvos específicos. A possibilidade de utilização dessas toxinas em processos biotecnológicos fez com que esses venenos e toxinas sejam considerados como uma das mais promissoras fontes de compostos bioativos naturais.




UM LANÇAMENTO


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

ASSIM DISSE O SENHOR



ASSIM DISSE O SENHOR


A visão revolucionária dos profetas


de Richard E. Rubenstein




Páginas:184



No dia 11 de setembro de 2001, quando os Estados Unidos cambaleavam sob o impacto de uma catástrofe que parecia quase bíblica, o escritor e conferencista especialista em assuntos religiosos Richard E. Rubenstein, referência para a comunidade judaica e autor do livro Herdeiros de Aristóteles, publicado pela Editora Rocco, abriu o Livro de Isaías em busca de uma mensagem reconfortante. Angustiado, procurava as respostas para questões que diziam respeito não só a sua vida privada como cidadão, mas também como um professor extremamente interessado pelos estudos de conflitos que envolvem a religião.
Desta inquietação nasceu o livro Assim disse o Senhor – A visão revolucionária dos profetas, em que o autor indaga até que ponto os textos dos dois principais profetas do Antigo Testamento – Isaías e Jeremias – apontam soluções para os conflitos emergentes presentes na sociedade global contemporânea. Ao focar sua narrativa na reconstituição da trajetória dos grandes profetas, o autor propõe uma viagem há 2,5 mil anos, uma época na qual religião e política andavam de mãos dadas e os profetas tinham enorme influência sobre as decisões dos reis, especialmente nas questões relativas à guerra.
Baseando-se em pesquisas que incluíram a leitura de textos assírios e babilônios, além do estudo de fotografias e descobertas arqueológicas das coleções do Metropolitan Museum of Art e do British Museum, o autor mapeia as nuances e contradições do discurso dos profetas, de Elias até Eliseu, passando por Isaías e Jeremias e chegando até aquele que ele considera o profeta que constrói um pensamento que visa uma maior integração entre os homens, mas que também não consegue escapar de contradições e tensões: Jesus.
Se por um lado o Nazareno é, para os cristãos, o Messias, por outro, nas tradições religiosas do Islã, ele é visto como apenas mais um mensageiro de Deus. Seu pensamento inaugura um novo tempo profético no qual se consolida uma nítida divisão entre os reinos humano e divino. Enquanto Isaías e Jeremias tinham investigado a história para descobrir as opções que Deus colocara diante do seu povo, a nova profecia desfiava cenas inalteravelmente determinadas pelo poder divino. A chamada profecia apocalíptica sinalizava um final para a história humana. Tempo e espaço acabariam e Deus criaria um mundo novo. Mas ao mesmo tempo esta nova visão de mundo, que só se realiza plenamente no seu final, acolhe todos os párias e excluídos de uma vida digna material e espiritual.
Assim disse o Senhor é uma obra que interessa a crentes e agnósticos, especialistas em religião e curiosos sobre o assunto. Ao mesmo tempo que investiga e relata a vida dos profetas bíblicos e suas contradições na relação estabelecida com a divindade e o poder dos reis, o autor conduz o leitor interessado em história. Através de tais imagens contundentes, é possível refletir sobre os impasses e conflitos políticos e religiosos do mundo contemporâneo.

O AUTOR
Richard E. Rubenstein
Especialista em utilizar os ensinamentos bíblicos e a mitologia para explicar diferentes atitudes dos governantes atuais, Richard E. Rubenstein é professor de Resoluções de Conflitos e Relações Públicas na George Mason University, onde se especializou em analisar conflitos sociais e religiosos violentos. Nascido em 24 de fevereiro de 1938, ele é formado pelo Harvard College, Oxford University (Rhodes Scholar) e Harward Law School. Foi membro do Institute for Conflict Analysis and Resolution, como diretor do Instituto, de 1989 a 1991. Escreveu diversos artigos sobre terrorismo, tendo contribuído anualmente com o World Book Encyclopedia Year Book, entre 1995 e 2001. Dele, a Rocco publicou Herdeiros de Aristóteles e Assim disse o Senhor – A visão revolucionária dos profetas.
UM LANÇAMENTO

PROGRAMAÇÃO DE CINEMA - CURITIBA

PROGRAMAÇÃO
De 28 de agosto a 3 de setembro de 2009
Domingo, dia 30 de agosto – ingresso a R$1,00
CINEMATECA - Sala Groff – Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br
O CANTO DO MAR (BR/SP, 1953 – 87’). Direção de Alberto Cavalcanti. Com Margarida Cardoso, Cacilda Lanuza, Aurora Duarte. No litoral nordestino, que acolhe migrantes do sertão à espera de viagem para o Sul, o drama de uma família em desestruturação, devido a problemas financeiros e psicológicos motivados pela miséria. Classificação 12 anos
Dia 28, sessão às 16h e 20h – entrada franca
MOSTRA ANIMAL 2009
Dias 29 e 30 (ver programação anexa)
Lançamento:
MANHÃ TRANSFIGURADA (BR/2008 – 104’). Direção de Sergio de Assis Brasil. Com Manuela do Monte, Rafael Sieg, Paulo Saldanha. Final do século XIX. Época em que as grandes propriedades são sinônimo de poder e a Igreja representa a autoridade moral. Nesse cenário, a jovem Camila é levada a casar-se com um rico estancieiro para resgatar a posição social de sua família. Porém, na noite de núpcias seu marido descobre que ela não é virgem. Aprisionada com sua dama de companhia enquanto aguarda a anulação do casamento, e recebendo apenas as visitas do padre e do sacristão, Camila envolve-se em um triângulo amoroso marcado por paixões que desafiam fé e razão. Classificação 18 anos
Dias 31 de agosto, 1º e 3 de setembro, sessões às 16h e 20h
Dia 2, sessão somente às 16h
Ingresso pago: R$5,00 (inteira)
R$2,50 (meia)
R$1,00 (domingo)
Lançamento:
OUTROS OLHOS (BR/PR, 2009 – 16’). Direção dos alunos da oitava edição do Curso Prático de Cinema Digital realizado na Cinemateca de abril a junho de 2009. Uma jovem chamada Clara se encanta pelos obituários líricos que Heitor escreve no Diário Curitibano. Clara e Heitor se conhecem e desenvolvem um relacionamento, sempre observados pelo vigia do jornal, que contribui na trama para um desfecho inusitado. Classificação livre
Dia 2, às 20h – entrada franca
PROGRAMAÇÃO
De 28 de agosto a 3 de setembro de 2009
Domingo, dia 30 de agosto – ingresso a R$1,00
CINE LUZ – Rua XV de Novembro, nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br
OS DESAFINADOS (BR, 2008 – 139’). Direção de Walter Lima Jr. Com Rodrigo Santoro, Claudia Abreu, Selton Mello. Cinco amigos que formam a banda Rio Bossa Cinco e buscam o sucesso, alimentando o sonho de tocar no Carnegie Hall, a célebre sala de concertos de Nova York que detonou o sucesso internacional de Tom Jobim e da Bossa Nova, desembarcam em Manhattan e lá encontram uma musa, filha de brasileira com americano, que voltará com eles ao Brasil ditatorial. Além de tocar flauta e clarineta, ela vai se tornar a chave para o florescimento pessoal dos rapazes. Classificação 12 anos
Sessões às 15h30 e 19h
Domingo, dia 30 – sessões às 17h15 e 19h50
O GRILO FELIZ E OS INSETOS GIGANTES (BR, 2009 – 82’). Animação. Direção de Rafael Ribas e Walbercy Ribas. Elenco de vozes: Jonas Melo, Marcos Tumura, Júlia Duarte, Bel Garcia. O Grilo Feliz segue compondo suas músicas, para alegria dos habitantes da floresta, e agora deseja gravar um CD. Porém a descoberta de fósseis de insetos gigantes faz com que ele se envolva em uma inesperada aventura, que o obriga a enfrentar um bando de perigosos louva-deuses comandados por Trambika. Classificação livre.
Domingo, dia 30 – sessões às 10h30 e 15h30

Lançamento do filme “Outros Olhos”


Lançamento do filme
“Outros Olhos” na Cinemateca




Os alunos da oitava edição do Curso de Cinema Digital, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba, apresentam o filme produzido durante as aulas.
O filme “Outros Olhos”, que será lançado quarta-feira, 2 de setembro, às 20h, na Cinemateca de Curitiba, é resultado do trabalho desenvolvido por alunos de cinema digital, que participaram da oitava edição do curso promovido pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com a Rede Olhar, do Ministério da Cultura. O filme tem 16 minutos e a direção é coletiva. Os alunos também fizeram o roteiro, produção, fotografia e edição de imagem e som, supervisionados pelos profissionais da Cinemateca.
No filme, uma jovem chamada Clara se encanta pelos obituários líricos que Heitor escreve no Diário Curitibano. Clara e Heitor se conhecem e desenvolvem um relacionamento, sempre observados pelo vigia do jornal, que contribui na trama para um desfecho inusitado.
O curso gratuito foi realizado de 18 de abril a 28 de junho, e contou com a participação de 30 alunos, escolhidos por meio de teste seletivo. As oficinas foram orientadas por Eduardo Baggio (história e teoria do cinema), Solange Stecz (história do cinema brasileiro), Altenir Silva (roteiro), Geraldo Pioli e Marcos Sabóia (desenvolvimento de roteiro), Heloisa Passos (fotografia), Ulisses Galetto (som), Homero Camargo (produção), Luciano Coelho (direção), Pedro Merege (edição) e Fernando Andrade Teixeira (prática de som direto). A pré-produção, produção e filmagens tiveram orientação de Geraldi Pioli e Marcos Sabóia, Rafael Lopes (edição de imagem), Vadeco (edição de som) e Ana Pellegrini Costa (assessoria).

ATÉ QUE ENFIM...


O show de Estreia do Grupo "Eu, Você e Maria" vai acontecer no dia 30/agosto as 19h no Teatro Paiol. Pelo projeto da Fundação Cultural de Curitiba.
clique para ampliar

Dois títulos da premiada coleção Leituras Descoladas da Editora Biruta são indicados a finalistas ao Prêmio Jabuti

Brincos de ouro e sentimentos pingentes, de Luiz Antonio Aguiar e Meu pai não mora mais aqui, de Caio Riter foram indicados como finalistas ao Prêmio Jabuti de Melhor Livro Juvenil Dois títulos da Coleção Leituras Descoladas da Editora Biruta acabam de receber mais duas indicações a prêmios. Brincos de ouro e sentimentos pingentes, de Luiz Antonio Aguiar e Meu pai não mora mais aqui, de Caio Riter foram indicados como finalistas ao prêmio Jabuti de Melhor Livro Juvenil. Esses mesmos títulos já tinham recebido o prêmio Altamente Recomendável 2009 da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Além dos prêmios destes dois livros, todos os seis títulos desta coleção entraram para o Catálogo de Bolonha 2009, o mais importante catálogo de literatura infantil e juvenil do mundo. O projeto gráfico de Leituras Descoladas também foi premiado: A REX Design, autora do projeto, recebeu, por este trabalho, mais um prêmio internacional. A revista americana Communication Arts, que realiza anualmente uma das mais importantes seleções mundiais em design gráfico, premiou o projeto dentre inúmeras inscrições. O projeto premiado da coleção Leituras Descoladas será publicado no 2009 Design Annual 50, que sairá na edição de Nov./ Dez. da revista. Fazem parte da coleção Leituras Descoladas da Editora Biruta os seguintes títulos: Brincos de Ouro e Sentimentos Pingentes, de Luiz Antonio Aguiar; Meu pai não mora mais aqui, de Caio Riter; Baratinada, de Marilia Pirillo; O segredo do tempo, de Sandra Pina; A Última Guerra, de Luiz Bras (Nelson de Oliveira) e Tereza Yamashita; A Maldição do olhar, de Jorge Miguel Marinho. O projeto gráfico e as ilustrações desta coleção são de Gustavo Piqueira e Samia Jacintho, da REX Design. A Coleção Leituras Descoladas aposta na Literatura Juvenil como leitura da melhor qualidade, respeitando os jovens leitores com temas e linguagem que têm tudo a ver com o mundo deles, sempre tratados de forma sensível, bem humorada e com delicadeza, mas sem fazer concessões.

lançamento do livro de Valburga Huber


Annablume Editora e Livraria Museu da República

convidam para o lançamento do livro de Valburga Huber


A ponte edênica:

Da literatura dos imigrantes de língua alemã a Raul Bopp e Augusto Meyer


Dia 02 de setembro de 2009,

quarta-feira, das 18:30 às 22h.

Rua do Catete, 153 - Glória - Rio de Janeiro - RJ

(Estacionamento do Museu da República em frente à Estação Catete do Metrô)

(21) 2556.5828

Relator da PEC dos jornalistas diz que decisão do STF foi ‘equivocada’

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), relator da PEC dos Jornalistas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no Senado, defendeu a formação superior em Jornalismo para o exercício da profissão. Em pronunciamento nesta terça-feira (25/08), Arruda classificou a decisão do Supremo Tribunal Federal como “absolutamente equivocada”.

“Uma decisão absolutamente equivocada do Supremo Tribunal Federal ao decidir que, para produzir a informação, transmitir a informação, não se precisa de um profissional adequadamente formado, preparado para conduzir o processo de transporte das informações para o povo brasileiro”, afirmou.

Arruda também parabenizou o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor do projeto. “Vossa Excelência é o representante do conjunto do povo brasileiro, em defesa de uma categoria muito importante para a nossa nação”, disse.

HISTÓRIA ILUSTRADA DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS






HISTÓRIA ILUSTRADA DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS



de JAMES WASSERMAN




Número de Páginas: 232


Apesar dos estudos cada vez mais extensos dedicados à ordem templária, fundada em 1119, o mistério que envolve os templários persiste. Várias sociedades secretas, da francomaçonaria à Ordo Templi Orientis, proclamam-se descendentes dessa ordem religiosa de monges-guerreiros. Como o exército particular do papa, os Cavaleiros Templários tinham inicialmente o objetivo de proteger peregrinos cristãos que viajavam para a Terra Santa, mas acabaram tornando-se uma das organizações mais poderosas da Idade Média.
James Wasserman apresenta uma história fascinante da Ordem e dos muitos mistérios e lendas que ainda a envol­vem, por meio de uma coleção ímpar e exuberante de mais de 170 ilustrações. Entre essas estão imagens de manuscritos das Cruzadas, pinturas românticas dos grandes mestres dos sé­culos XVIII e XIX e fotografias contemporâneas de antigas fortalezas templárias na Europa e em Jerusalém, tiradas por Steven Brooke e Vere Chappell.
Wasserman apresenta evidências para a ligação dos tem­plários com organizações islâmicas místicas, como os Assassinos, e também seus vínculos com grupos "heréticos", como os cátaros, que foram eliminados por representar um desafio para a ortodoxia da época. Além de fazer a crônica das ações dos templários durante as Cruzadas, Wasserman volta a exa­minar as acusações lançadas contra eles, mostrando como a Ordem foi implacavelmente dizimada. Ele também reflete sobre a natureza do tesouro que eles deixaram para trás e que alimentou a imaginação popular durante séculos.

O AUTOR



JAMES WASSERMAN tem dedicado toda sua vida ao estudo da religião e do desenvolvimento espiritual. Depois de frequentar o Antioch College, estudou com vários professores de meditação e de outras disciplinas. Fixando-se em Nova York em 1973, começou a trabalhar na Samuel Weiser, na época a maior livraria esotérica do mundo. Em 1977, saiu para fundar o Studio 31, especializando-se na produção de livros e em desenho gráfico. Em 1976, James ingressou na Ordo Templi Orientis (O.T.O.), dedicando-se ao estudo do sistema do Iluminismo Científico de Aleister Crowley. Em 1979, fundou a TAHUTI Lodge, a terceira Loja O.T.O. mais antiga do mundo. Ele teve um papel fundamental em inúmeras publicações influentes de Crowley. Além do seu trabalho sobre as cartas do Tarô de Thot, Wasserman é autor de vários livros sobre tradições secretas e é também responsável pela restauração, muito aclamada, do Papiro de Ani, The Egyptian Baak af the Dead: The Baak af Gaing Farth by Day.
UM LANÇAMENTO

Anatel libera venda do Speedy


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberou a venda do Speedy pela Telefônica. Em reunião do Conselho Diretor realizada nesta quarta-feira (26/08), a agência concluiu que a empresa cumpriu as medidas para a regularização do serviço.

“A implementação de medidas para assegurar a efetiva regularização do serviço (...) foi comprovada por técnicos da Anatel, razão pela qual fica liberada a comercialização do referido serviço”, diz o despacho assinado pelo presidente do Conselho da Anatel, Ronaldo Mota Sardenberg.

Entretanto, a empresa ainda está sujeita a novas sanções, caso outras medidas não sejam implantadas. De acordo com o despacho, a Telefônica deve concluir as ações do “Plano de Ampliação das Capacidades” e das “Ações para melhoria de comercialização e atendimento”.
Empresa reinicia venda nesta quinta-feiraPor meio de comunicado, a Telefônica informa que voltará a vender o Speedy a partir das 8h da quinta-feira (27/08).

A venda do Speedy está suspensa desde o fim do mês de junho. A proibição foi motivada por problemas na prestação serviço. Na ocasião, a Anatel determinou prazo de trinta dias para a Telefônica apresentar um plano para melhorar o atendimento aos clientes.

“Os últimos dois meses foram, para a empresa, um período de trabalho intenso, com todas as suas equipes mobilizadas para implementar ações de estabilidade da rede e aprimoramento do atendimento aos clientes”, diz o comunicado da Telefônica.

A CHAVE DE SALOMÃO






A CHAVE DE SALOMÃO



de Lon Milo DuQuette






Número de Páginas: 160


OS POLÊMICOS SEGREDOS DA MAGIA E DA FRANCOMAÇONARIA
O Rei Salomão é a figura central nos rituais secretos da Franco­maçonaria e nos ritos proibidos da feitiçaria. As tradições sagradas do Judaísmo, do Cristianismo e do lslamismo se reúnem na pes­soa do sábio rei-mago da Israel antiga. A sua presença na história bíblica é um elemento-chave para entender a visão que essas três religiões tão diferentes têm de si mesmas e umas das outras. A história de Salomão e seu magnífico Templo em Jerusalém é a pedra angular da Bíblia, que faz a ligação entre o Antigo e o Novo Testamentos.
Mas será que isso é verdade? Ou será que o mito e a tradição realmente detêm as chaves que liberam mistérios da consciência humana infinitamente mais espantosos do que a História?


ANTIGOS SEGREDOS DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS E DA FRANCOMAÇONARIA AFETAM O MUNDO MODERNO


"Para quem não tem recursos para escavar segredos ocultos guardados sob o Louvre, o quartel-general da CIA ou a Capela Rosslyn, A Chave de Salomão é uma ótima alternativa. As páginas do livro revelam os verdadeiros segredos de Salomão, da Maçonaria à magia. A experiência e o conhecimento de Lon Milo DuQuette tornam essa jornada pela história da Bíblia, dos Ca­valeiros Templários, da Francomaçonaria e da Goetia ainda mais fascinante porque é real. Acresça a inimitável coragem e sagaci­dade de Lon DuQuette e terá um livro que não dá para parar de ler. Não é muito provável que o leitor seja sequestrado, assassina­do ou perseguido pelo mundo afora, mas o Segredo Mais Perigoso do Mundo será revelado. O que poderia ser mais emocionante do que isso? Leia este livro agora ... senão Eles chegam primeiro!"
- Dr. Richard Kaczynski, Yale University



UM LANÇAMENTO



terça-feira, 25 de agosto de 2009

A IMPORTANCIA DO BUDISMO


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O PROJETO LAZARUS



O PROJETO LAZARUS




Aleksandar Hemon


Tradução:Maira Parula


Páginas:304




"O projeto Lazarus é uma crônica notável sobre perda, desesperança e crueldade impulsionada por um eloquente incômodo existencial. É cheio de humor e de piadas. E é, ao mesmo tempo, inexplicavelmente triste."
The New York Times



O primeiro livro do bósnio Aleksandar Hemon, o premiado E o Bruno?, lançado em 2000, deu ao autor uma boa dose de intimidade para tratar os anseios do homem em uma situação de exílio forçado. O segundo, As fantasias de Pronek, carimbou-o como um especialista no tema: a partir de um dos personagens do livro anterior, o alter ego Josef Pronek, Hemon contou os desencontros de um refugiado da Guerra da Bósnia em um país sedutor como os EUA, e o autor foi comparado a Joseph Conrad e a Vladimir Nabokov. Neste terceiro livro, O projeto Lazarus, Hemon confirma seu talento para escrever sobre as dores acidentais. A obra é uma corajosa continuação da sua visão sobre a decadência do imigrante no mundo pós-moderno – “Lar é o local que só descobrimos a distância”, escreve.
Escolhido pela New Yorker como melhor ficção de 2008 e finalista do National Book Award, O projeto Lazarus narra a história de Vladimir Brik, um escritor bósnio atormentado pela crise de identidade que a condição de imigrante lhe oferece. Desencantado pela vocação de escritor, pelo país natal e principalmente pela América – “(...) eu desperdiço meu voto, pago impostos de má vontade, compartilho minha vida com uma esposa americana e me esforço para não desejar uma morte bem dolorosa a um presidente idiota” –, Brik ganha uma bolsa que permite financiar a pesquisa para um novo livro, a história de Lazarus Averbuch, uma obsessão de Brik. Sobrevivente de um pogrom na Moldávia, em 1903, o jovem imigrante judeu fora assassinado friamente pela polícia de Chicago, em 1908, por sua ligação suspeita com os anarquistas.
A história de Lazarus é narrada em paralelo – o livro se alterna entre 1908 e 2004 em quase todos os capítulos. As pistas da trama policial são deixadas já na abertura: “O dia e o lugar são as únicas coisas de que tenho certeza: 2 de março de 1908, Chicago. Afora isso só restam as brumas da história e da dor, em que mergulho agora.” O leitor conhece Lazarus através dos depoimentos de sua irmã protetora, Olga, e das cartas que ela escreve à família.
Além das cartas de Olga, outro artifício narrativo de Hemon são os trechos de reportagens jornalísticas que usa para descrever a morte de Lazarus: “(...) o anarquista não pronunciou uma palavra. Ele lutou obstinadamente, seus lábios cruéis cerrados e os olhos demonstrando uma determinação terrível de ser vista. Ele morreu sem dizer uma imprecação, sem uma súplica ou oração.”
As referências ao personagem bíblico ressuscitado por Jesus Cristo, Lázaro, são exploradas por Hemon como pequenas charadas ao longo da trama: “Talvez (Lázaro) nunca tenha morrido de novo. Ele pode ainda estar por aí, ainda ressuscitado, completamente esquecido, exceto pelo fato de ser o coelhinho branco da cartola de Cristo”, diz Brik. Com a ironia refinada que as situações extremas permitem, o narrador permeia a obra de sarcasmo: “Rora em geral fumava um cigarro de filtro vermelho, bem superior à merda que nós fumávamos, que eram uns cigarros que por algum motivo sempre tinham o nome de algum rio da Iugoslávia propenso a transbordar na primavera.”
Aleksandar Hemon escreve a história a partir de um ponto de vista privilegiado. Assim como o narrador, Vladimir Brik (outro alter ego na sua bibliografia, depois de Josef Pronek), Hemon é também um imigrante bósnio que, de passagem por Chicago, viu-se impedido de voltar a Sarajevo por conta da eclosão da guerra, em 1992. É o próprio autor quem parece dizer aos seus leitores, pela voz de Brik: “O livro me transformaria em outra pessoa, de um jeito ou de outro: ou eu poderia obter o direito ao egocentrismo orgásmico (e o dinheiro necessário para tal) ou poderia adquirir a minha segurança moral pelos processos virtuosos da insegurança ou da autorrealização.”
Outros ingredientes fazem referência a sua própria vida: o fato de Brik escrever para um jornal (Hemon escreve para o periódico bósnio BH Dani), o de ter ganho uma bolsa para financiar o livro (Hemon ganhou o prêmio “Genius” da Fundação MacArthur), o de ser casado com uma americana e o de contar com um amigo de infância fotógrafo. Na trama, Brik vai à Bósnia, Ucrânia e Moldávia em busca de informações sobre o passado de Lazarus, acompanhado do amigo e fotógrafo Rora, responsável, aliás, pelas grandes sacadas de humor da narrativa. O mesmo se deu na vida real: para ilustrar O projeto Lazarus, Hemon convidou o fotógrafo Velibor Bozovic, amigo de longa data, para percorrer o Leste Europeu enquanto fazia pesquisas para o livro. O resultado da parceria são as belíssimas imagens de Sarajevo tomadas por Bozovic que acompanham a obra, junto às da Chicago Historical Society.
UM LANÇAMENTO

SEMINÁRIO ESPÍRITA







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A CORPORAÇÃO






A CORPORAÇÃO






de Nicholas Hagger






Número de Páginas: 456









Nicholas Hagger viajou pelo mundo todo. Foi o primeiro ocidental a testemunhar a revolução cultural na China e a revolução na Líbia. Fez palestras na Universidade de Bagdá, no Iraque, e na Universidade da Líbia, em Trípoli, além de dar aulas de inglês na Universidade de Tóquio, na Universidade da Educação de Tóquio e na Universidade de Keio no Japão. Autor de diversos livros de história, filosofia e literatura, pesquisou por muitos anos a Nova Ordem Mundial e entrevistou várias pessoas envolvidas, incluindo o atual secretário-geral do Grupo Bilderberg.




UM LANÇAMENTO

Solar dos Guimarães será centro de estudos multimeios

O prédio histórico foi totalmente recuperado para abrigar o Ponto de Cultura Solar dos Guimarães – Centro de Estudos Multimeios.

A inauguração acontece no próximo dia 26.

A Prefeitura e a Fundação Cultural de Curitiba inauguram na próxima quarta-feira (26) um novo espaço cultural. Depois de uma ampla reforma, o Solar dos Guimarães, unidade de interesse de preservação localizada no centro histórico da cidade, será transformado num dos mais modernos centros de formação em música eletrônica e mídias digitais. A reforma e o projeto de instalação dos cursos de formação profissional foram feitos em parceria com o Ministério da Cultura. O Solar dos Guimarães torna-se, portanto, mais um “Ponto de Cultura” a ser instalado em Curitiba, seguindo o modelo proposto pelo MinC.
Os cursos em diversas áreas – música eletrônica, mídias digitais, fotografia, computação – têm o propósito de oferecer ao público jovem novas oportunidades profissionais, além de ampliar as opções de aprendizado e cultura. Eles vão aprender, por exemplo, como criar um blog, um podcast e um videoblog, como fazer mixagem, masterização, captação e edição de imagens, e ainda aprender técnicas de webdesign, entre outras habilidades na internet, com a utilização de softwares livres.
Depois de ter uma noção geral das diferentes possibilidades de atuação no campo da arte digital, os alunos terão novas opções de cursos para se especializar e aprofundar os conhecimentos de forma a obter a prática necessária para a sua inserção no mercado de trabalho.
A intenção é dirigir esses cursos para o público que tem poucas chances de atuar nesse mercado, justamente pelo alto custo dos equipamentos. O espaço será dotado de infraestrutura física para que os alunos aprendam, desenvolvam seus projetos e levem informações para as suas comunidades. Além disso, pretende-se realizar um trabalho de pesquisa, resgate e preservação da técnica e conhecimento utilizados nas diversas áreas trabalhadas.
Os primeiros cursos iniciam no dia 1º de setembro, e são direcionados a jovens de entre 14 a 23 anos. São quatro turmas de Dj e novas mídias e uma turma de fotografia digital. 40% das vagas foram destinadas aos participantes do Programa Pró-Jovem (governo federal). O restante das vagas foi preenchido por alunos selecionados nos núcleos regionais da Fundação Cultural.
Histórico - O prédio do Solar dos Guimarães foi construído no século 19 como residência da alta burguesia da época. No início do século 20 transformou-se em ponto comercial, tendo servido a várias atividades. Em 1979 o casarão sofreu um incêndio, restando apenas as paredes perimetrais, que constituem importante testemunho da arquitetura eclética alemã. O imóvel foi adquirido e recuperado pelo município para abrigar a Casa da Memória.
Em 1992, uma parte do imóvel, com entrada pela rua Mateus Leme foi totalmente reconstruída e destinada ao Conservatório de Música Popular Brasileira, recebendo continuamente obras de manutenção. A outra parte da edificação, entretanto, com entrada pela rua Treze de Maio, teve que ser interditada por problemas estruturais.
Fechado há mais de uma década, o prédio histórico foi reformado dentro do programa de Recuperação dos Espaços Culturais, da Prefeitura Municipal. A proposta de recuperação do Solar dos Guimarães foi inscrita, em 2005, no edital do Programa Cultura Viva, e concorreu com projetos de todo o Brasil. O programa do Ministério da Cultura é dirigido às práticas culturais e educativas que envolvam os campos das artes, do patrimônio cultural e da comunicação cultural, desenvolvidas para a comunidade.
O prédio recebeu reforços na estrutura de sustentação da casa e do telhado, e teve todo o piso e a fiação elétrica substituídos, além das obras de adequação do espaço para abrigar o novo Ponto de Cultura. O trabalho de recuperação envolveu o investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, com recursos provenientes do MinC e da Prefeitura Municipal.


Serviço:
Ponto de Cultura Solar dos Guimarães – Centro de Estudos Multimeios
Inauguração: 26 de agosto, às 19h30
Rua 13 de Maio, 571.

As Redes Sociais e suas oportunidades para os negócios estarão em discussão no Rio Info 2009

Discutir os processos das redes sociais e como as suas ferramentas podem ajudar as empresas que decidirem divulgar sua marca nessa explosão mundial são alguns dos pontos que estarão em pauta no painel de Redes Sociais: Experiências e oportunidades criativas, dentro da programação do Seminário de Tecnologia do Rio Info2009, segundo Gil Giardelli, seu coordenador, CEO da Permission,VP da Adrenax Venture Capital, coordenador do Curso de Inovação Digital da ESPM e editor do Blog Humanidade 4.0,.A porcentagem de usuários adultos nas redes sociais no mundo em 2005 era de 8%, enquanto hoje é de 35%. Já na faixa de 18 a 24 anos, 75% dos internautas são usuários e entre os adolescentes praticamente 100%. Para Gil vivemos o momento das micro-redes, focadas em segmentos. A explicação, afirma, é que as pessoas nasceram para estar conectadas: “a TV era um monólogo e hoje você pode procurar uma rede que seja sua” afirma. Um exemplo para comprovar a diversidade de redes que atendem a essa necessidade de estar conectado, foi o de uma rede social inglesa onde as pessoas podem vender presentes dados por ex-namorados. E economicamente, como aproveitar este momento? Giardelli explica que pequenas empresas, ao entrar na rede com algo inovador, podem crescer como foi o caso do Twitter (que define como pílulas de conhecimento) e do Videolog, pois vieram com produtos diferenciados. O painel Redes Sociais: Experiências e oportunidades criativas acontecerá no dia 11 de setembro, a partir das 9h30min. Além de Giardelli, participam Cristina de Luca, Marcos Dantas,Carlos Nepomuceno,Martha Gabriel, Vagner de Santana e Sergio Amadeu.Informações no site www.rioinfo.com.br. Rio Info 2009 – 7º Encontro Nacional de Tecnologia e Negócios9 a 11 de setembroHotel IntercontinentalAvenida Prefeito Mendes de Moraes 222, São Conrado – Rio de Janeiro (RJ)Informações: www.rioinfo.com.br e (21) 3974-5004 / 5015

Editora Biruta lança o livro Os Monstros não gostam da Lua





Os monstros não gostam da Lua


de Marjane Satrapi


Ilustrado pela autora




32 pág.




Escritora e ilustradora iraniana premiada na Europa com seu grande sucesso editorial, a série em quadrinhos Persépolis, tem agora mais um título lançado no Brasil A Editora Biruta lança Os monstros não gostam da Lua. Escrito e ilustrado por Marjane Satrapi, este livro conta a história de uma menina chamada Maria, que brincava o dia todo, colhia cerejas, brincava de pega-pega, lia histórias engraçadas, desenhava coelhinhos, mas à noite, quando o Sol se punha, tudo mudava: três monstros assustadores saíam do escuro para amedrontar Maria. E isso era toda noite! Um beliscava o seu nariz, outro puxava seus cabelos, e mais outro fazia caretas horrorosas. Mesmo quando ela ficava escondida debaixo das cobertas, os monstros atacavam a menina. Maria não era tão forte assim para enfrentar os monstros, mas ela precisava fazer alguma coisa. Cansada desse sofrimento, a menina Maria pensou numa saída. Uma noite, enquanto pensava, olhando o céu iluminado pela lua, ela percebeu que os monstros só saem à noite porque eles têm medo da luz. Daí, Maria teve uma grande ideia, pôs em prática, espantou os monstros, mas arrumou a maior confusão. Além de Os monstros não gostam da Lua, a Editora Biruta já publicou outro livro de Marjane Satrapi, Ajidar, o dragão da Terra, que conta a história de Matilde, uma menina que tem a missão de salvar o seu belo país de uma confusão, criada pelo dragão Ajidar. O dragão, provocado pelo Homem, fez a Terra tremer, e Matilde, que nesse momento pulava corda, foi a única a sair ilesa dessa confusão. Matilde vai ao centro da Terra conversar com o dragão e no caminho encontra um monte de seres esquisitos. Marjane Satrapi nasceu no Irã em 22 de novembro de 1969. Ainda menina, foi vítima das restrições e obrigações impostas às mulheres por um forte regime religioso, como estudar separada dos meninos. Quando tinha nove anos, testemunhou a queda do Xá, o início da Revolução Islâmica e a guerra com Iraque. Com a ditadura religiosa imposta ao Irã, Marjane foi para Viena, onde morou durante quatro anos, voltou ao Irã, onde cursou artes plásticas na Universidade de Teerã, e depois retornou à Europa, morando em Paris e trabalhando como artista plástica. Em 2000 começou a publicar o seu maior sucesso editorial, Persépolis, uma série de quatro livros de história em quadrinhos, autobiográficos, narrando desde a sua infância, a história, os costumes, as relações familiares e sociais no Irã no período de 1978 até os anos 1990. Persépolis foi traduzido para vinte idiomas e adaptado para o cinema, com a direção da própria autora. Com Persépolis ela recebeu muitos prêmios: na Bélgica o "Prix du Lion" (2000), na França o "Angoulême" de autor revelação (2001) e melhor roteiro (2002), o primeiro prêmio da paz Fernando Buesa em Blanco (2003), e o de melhor história em quadrinhos (2004) na Feira do Livro de Frankfurt, e com Poulet aux prunes foi premiada com "Angoulême" de melhor Álbum (2005). Além de Os monstros não gostam da Lua, a Editora Biruta já publicou outro livro de Marjane Satrapi, Ajidar, o dragão da Terra.


um lançamento

O lançamento do livro de Andrea Piccini

Annablume Editora e Livraria Martins Fontes Paulista convidam para o lançamento do livro de Andrea Piccini



Arquitetura do oriente médio ao ocidente: a transferência de elementos arquitetônicos através do Mediterrâneo até Florença

Dia 03 de setembro de 2009,

quinta-feira,

das 18:30 hs às 21:30hs.

Livraria Martins Fontes PaulistaAv. Paulista, nº 509 - São Paulo - SP

(próximo à Estação Brigadeiro do Metrô)(11) 2167.9900

sábado, 22 de agosto de 2009

Humor e Agudeza em Joseph Haydn


Humor e Agudeza em Joseph Haydn
quartetos de cordas op. 33

Dia 23 de agosto de 2009,
domingo, às 11h.
Museu da Casa Brasileira
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - São Paulo - SP
(11) 3032.3727





Humor e agudeza em Joseph Haydn trata do contexto teórico que envolve a produção do compositor, concentrando-se nas idéias de humor e agudeza [Witz], que têm sido freqüentemente relacionadas à produção de Haydn (1732-1809) desde sua própria época. Para isto, Mônica Lucas seleciona críticas de jornais e revistas do século XVIII que discorrem sobre esses aspectos na produção haydniana. Desenvolve também a idéia do cômico e as visões sobre o riso nos setecentos no intuito de obter uma melhor compreensão dessas críticas, que, contextualizadas, fornecem os subsídios para o estudo do humor e da agudeza nas obras que indubitavelmente representam o estilo maduro do compositor: os quartetos de cordas op. 33 (1781).

LANÇAMENTO ANNABLUME



Annablume Editora
selo [e] editorial
e
Ícone Espaço Cultural

convidam para o lançamento da Coleção

Feito nas Letras


Há saci na fome
Os temos da diligência
Ávida espingarda

Dia 23 de agosto de 2009, domingo, das 17h às 20h.

ÍCONE ESPAÇO CULTURAL

Rua Augusta, 1415 - São Paulo - SP
(próximo à Estação Consolação do Metrô)
(11) 3188.9206 e 3289.3526

GUIA COMPLETO DE REIKI


GUIA COMPLETO DE REIKI
de Tanmaya Honervogt

Páginas: 256

O Guia Completo de Reiki é definitivamente um guia para praticantes, professores e estudantes. Apresentando um conhecimento pleno e detalhado do Reiki, acompanhado de técnicas progressivas e posições de mãos para os três graus, este livro explica tudo o que você precisa saber sobre a prática do Reiki e o modo de aplicá-lo para a cura física e mental e para o desenvolvimento espiritual.

- Oferece uma base sólida para autotratamento, tratamento de outras pessoas e tratamento a distância
- Inclui tratamentos e aplicações de Reiki para aliviar uma ampla variedade de moléstias comuns e problemas emocionais
- Orienta para a preparação do grau de Mestre e para a prática profissional do Reiki


A AUTORA
Tanmaya Honervogt é Mestra e Professora de Reiki, da linhagem que remonta diretamente às origens deste sistema de cura. Ela trabalha com Reiki e meditação desde 1983, oferecendo cursos regulares de treinamento no método de Reiki Usui tradicional na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Suas obras anteriores são: Reiki, Cura e Harmonia Através das Mãos, Reiki Interior e Reiki para a Cura Emocional, já publicados pela Editora Pensamento.


UM LANÇMENTO











CINEMA TOTAL EM CURITIBA

De 21 a 27 de agosto de 2009

Domingo, dia 23 de agosto – ingresso a R$1,00


CINEMATECA - Sala Groff – Rua Carlos Cavalcanti nº 1.174 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3252 (diariamente, das 14h30 às 21h) – Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br


HUMBERTO MAURO – BRASILIANAS 1

Dia 21, às 16h e 20h – entrada franca (ver programação em anexo)


RETROSPECTIVA AGNÈS VARDA

De 22 a 26, às 16h e 20h – entrada franca (ver programação em anexo)


ENCONTRO DE GERAÇÕES

Dia 27, às 16h e 20h – entrada franca (ver programação em anexo)



PROGRAMAÇÃO

De 21 a 27 de agosto de 2009

Domingo, dia 23 de agosto – ingresso a R$1,00


CINE LUZ – Rua XV de Novembro, nº 822 / fone (41) 3321-3270 (De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h30) e (41) 3321-3261 (diariamente, das 14h30 às 21h). Ingressos a R$ 5 e R$ 2,50 (estudantes). Gratuito para pessoas com idade a partir de 60 anos. www.fccdigital.com.br

OS DESAFINADOS (BR, 2008 – 139’). Direção de Walter Lima Jr. Com Rodrigo Santoro, Claudia Abreu, Selton Mello. Cinco amigos que formam a banda Rio Bossa Cinco e buscam o sucesso, alimentando o sonho de tocar no Carnegie Hall, a célebre sala de concertos de Nova York que detonou o sucesso internacional de Tom Jobim e da Bossa Nova, desembarcam em Manhattan e lá encontram uma musa, filha de brasileira com americano, que voltará com eles ao Brasil ditatorial. Além de tocar flauta e clarineta, ela vai se tornar a chave para o florescimento pessoal dos rapazes. Classificação 12 anos

Sessões às 15h30 e 19h

Domingo, dia 23 – sessões às 17h15 e 19h50


O GRILO FELIZ E OS INSETOS GIGANTES (BR, 2009 – 82’). Animação. Direção de Rafael Ribas e Walbercy Ribas. Elenco de vozes: Jonas Melo, Marcos Tumura, Júlia Duarte, Bel Garcia. O Grilo Feliz segue compondo suas músicas, para alegria dos habitantes da floresta, e agora deseja gravar um CD. Porém a descoberta de fósseis de insetos gigantes faz com que ele se envolva em uma inesperada aventura, que o obriga a enfrentar um bando de perigosos louva-deuses comandados por Trambika. Classificação livre.

Domingo, dia 23 – sessões às 10h30 e 15h30



ENCONTRO DE GERAÇÕES

Dia 27 de agosto de 2009



Cinemateca de Curitiba

Às 16h e 20h



Entrada franca


Classificação livre






Encontro de Gerações traz O Chapéu do meu Avô, de Júlia Zakia, e Chapeleiros, de Adrian Cooper. A exibição dos dois documentários apresenta um capítulo especial em torno da produção documental brasileira pois, por meio de diversas propostas e estilos, os filmes revelam os caminhos seguidos por diferentes gerações de documentaristas. O Chapéu do meu Avô é um filme intimista, que mostra a aproximação entre a documentarista e seu avô, dono da última fábrica de chapéus do Brasil. Já o clássico Chapeleiros, de Adrian Cooper, rodado em Campinas, na fábrica de chapéus do avô de Júlia, focaliza as relações de trabalho de maneira poética e particular para a filmografia nacional dedicada ao movimento operário.


O CHAPÉU DO MEU AVÔ (BR/SP, 2004 – 28’). Direção e roteiro de Julia Zakia - Mostra a aproximação entre a documentarista e seu avô, dono da última fábrica de chapéus do Brasil. Entre visitas a velhos chapeleiros, mexericos nas gavetas e armários do avô, roldanas de máquinas antigas e narrações e imagens de histórias passadas, o documentário capta a passagem do tempo, os sentimentos e sutilezas das relações familiares e das relações construídas naquela antiga fábrica.

CHAPELEIROS (BR/SP, 1983 – 24’). Direção de Adrian Cooper. - Filmado em Campinas (SP) em uma fábrica de chapéus do início do século, o filme evoca uma produção industrial opressiva onde a anormalidade se torna normalidade e os detalhes banais do cotidiano se tornam expressões de resistência humana.


RETROSPECTIVA AGNÈS VARDA

De 22 a 26 de agosto de 2009



Realização

Cinemateca da Embaixada da França

Aliança Francesa

Cinemateca de Curitiba


Entrada franca

Versão original em francês com legendas em português

Classificação 14 anos para todos os filmes


Agnès Varda, cineasta franco-belga, foi um das precursoras da nouvelle vague, movimento que eclodiu na França no início dos anos 60. Começou sua carreira como fotógrafa oficial do Théâtre Populaire Nacional da França, sendo uma das poucas profissionais de seu ramo a se tornar uma das mais importantes diretoras de cinema do mundo. De 22 a 26 de agosto, a Cinemateca de Curitiba exibe uma coleção de 16 curtas e 14 mini-curtas da diretora, cuja temática é composta por “Curtas Turísticos”, “Curtas Contestatórios”, “CineVardaFoto”, “Um Minuto por uma imagem”, “Ensaio” e “Curtas Parisienses”. Os filmes que poderão ser vistos podem ser caracterizados como autênticos ensaios de cinema, com uma forma única. Esses ensaios são, indiretamente, auto-retratos, esboços de uma filosofia pessoal e reflexões sobre o mundo.


Dia 22, às 16h e 20h:

LES COURTS “TOURISTIQUES” / OS CURTAS TURÍSTICOS

Total do Programa: 54’

Oh, Estações! Oh, Castelos! / Ô saisons Ô chateaux! (França, 1957).

De Agnès Varda. Cores. Duração 22’.

Passeio pelos castelos do vale do Loire, apresentados em ordem cronológica (de construção), com comentários incluindo poemas do século XVI e reflexões de seus jardineiros.

Prazer Amoroso no Irã / Plaisir D'Amour en Iran (França, 1976).

De Agnès Varda. Com Ali Raffi, Thérèse Liotard, Valerie Mairesse. Cores. Duração 6’.

Como falar de amor levando o olhar em direção às mesquitas, ou falar de arquitetura no buraco do travesseiro? Este curta-metragem é uma variação sobre as reviravoltas amorosas de Pomme e Ali Darius. Mas pode ser também o delírio de qualquer casal apaixonado, em lugares tão perfeitos quanto a Mesquita do Rei, em Ispahan, ponto de convergência entre arte sacra e arte profana. Curta-metragem produzido como complemento ao longa Uma canta, a outra não.

Do Lado da Riviera / Du Côté de la Côte (França, 1958).

De Agnès Varda. Cores. Duração 24’.

Visita turística e documentária ao longo da Riviera Francesa, enfatizando o exotismo, as cores do turismo, do carnaval e do paraíso: com uma ilha e guarda-sóis que se fecham no final, ao som de uma bela canção de Delerue.



Dia 23, às 16h e 20h:

CURTAS CONTESTATÓRIOS / LES COURTS “CONTESTATAIRES”

Total do programa: 58’


Tio Yanco / Oncle Yanco (França, 1967).

De Agnès Varda. Cores. Duração 22’.

“É um retrato-reportagem do pintor Jean Varda, meu tio. Na periferia aquática de São Francisco, centro intelectual e coração da boêmia, ele navega com velas latinas e pinta cidades celestes e bizantinas, pois é grego. No entanto, ele é muito ligado ao movimento jovem americano, e recebe hippies na sua casa-barco. Sobre como eu descobri o ‘meu tio da América’ e o quão maravilhoso ele é, é o que mostra este curta-metragem em cores.” (Agnès Varda)

Os Panteras Negras / Black Panthers (França, 1968).

De Agnès Varda. PB. Duração 28’.

No verão de 68, os Panteras Negras, de Oakland (Califórnia), organizaram vários debates de conscientização em torno do processo de um de seus líderes, Huey Newton. Eles queriam – e conseguiram – chamar a atenção dos americanos e mobilizar as consciências negras, durante esse processo político. Neste sentido, deve-se realmente datar este documento: 1968.
Prêmio no Festival de Oberhausen 1970


Resposta de Mulheres / Réponse de Femmes (França, 1975).

De Agnès Varda. Cores. Duração 8’.

“A pergunta ‘O que é ser uma mulher?’ foi proposta pelo segundo canal de televisão francês a várias mulheres cineastas. Este cine-panfleto é uma das respostas possíveis, no que diz respeito ao corpo das mulheres – nosso corpo –, do qual se fala tão pouco quando se fala da condição feminina. Nosso corpo-objeto, nosso corpo-tabu, nosso corpo com ou sem seus filhos, nosso sexo, etc. Como viver nosso corpo? Nosso sexo, como vivê-lo?” (Agnès Varda).
Indicado ao César 1976 na categoria de documentário em curta-metragem



Dia 24, às 16h e 20h:

CINEVARDAPHOTO

Total do Programa : 96’

Ydessa, Ursos e Etc / Ydessa, les Ours et Etc (França, 2004).

De Agnès Varda. Cores. Duração 44’.

A exposição “Os Vivos, os Ursos e Etc.”, da artista plástica Ydessa Hendeles, impressionou de tal maneira a cineasta belga Agnès Varda, que ela viajou a Toronto especialmente para entrevistar Ydessa, filha de sobreviventes do Holocausto e dona de uma curiosa coleção de fotos.


Ulisses / Ulysse (França, 1982).

De Agnès Varda. Cores. Duração 22’.

De frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos.

Seleção oficial no Festival de Cannes 1983, Mostra Un certain regard

César 1984 de Documentário em curta-metragem


Saudações, Cubanos! / Salut les Cubains (França, 1963).

De Agnès Varda. PB. Duração 30’.

Agnès Varda traz de Cuba mil e oitocentas fotos em preto e branco, e faz com elas um documentário didático e divertido. Fidel e os músicos, socialismo e chá-chá-chá.

Pomba de Prata no Festival de Leipzig

Medalha de Bronze na 15ª Mostra Internacional do Filme Documentário de Veneza 1964



Dia 25, às 16h e 20h:

UM MINUTO PARA UMA IMAGEM / UNE MINUTE POUR UNE IMAGE

Um Minuto Para Uma Imagem / Une Minute Pour Une Image (França, 1983).

De Agnès Varda. PB. Duração 26’

Mini-série de 170 mini-filmes. Um comentário de um minuto em cada fotografia, com voz anônima. Só ao final descobrimos os nomes dos fotógrafos, anônimos ou famosos, e os nomes dos comentaristas. Neste DVD, em que Agnès comenta sobre seus curtas, foram eleitos 14 entre os 170 programas. "Um minuto para uma imagem", como ela mesma comenta.


O ENSAIO/ L’ESSAI

7 Peças., Coz., Banh... Imperdível / 7P., Cuis., S. De B., ... À Saisir (França, 1984).

De Agnès Varda. Com Catherine de Barbeyrac, Colette Bonnet, Folco Chevalier, Hervé Mangani, Marthe Jarnias, Michèle Nespoulet, Pierre Esposito, Saskia Cohen Tanugi, Yolande Moreau. Cores. Duração 27’.

A visita de um corretor de imóveis a um antigo hospício, agora uma casa abandonada, remete a várias narrativas fragmentadas e ao imaginário surreal de seus antigos ocupantes. Residências, casas vazias ou cheias, o tempo passa e deixa traços bizarros.



Dia 26, às 16h e 20h:

CURTAS PARISIENSES / LES COURTS “PARISIENS”

Total do programa : 70’


As Tais Cariátides / Les Dites Cariatides (França, 1984).

De Agnès Varda. Cores. Duração 13’.

De frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos.

Seleção oficial no Festival de Cannes 1983, Mostra Un certain regard

César 1984 de Documentário em curta-metragem

A Ópera-Mouffe / L'Opéra- Mouffe (França, 1958).

De Agnès Varda. PB. Duração 17’.

A Ópera-Mouffe é o bloco de notas de uma mulher grávida, no contexto de um documentário sobre o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada “la Mouffe”. É um documentário subjetivo, com fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue.

Prêmio da Federação Internacional de Cineclubes na Exposição Universal de Bruxelas 1958

Prêmio de Curta-metragem de vanguarda de Paris 1958

Prêmio da Semana internacional de curtas-metragens de Viena 1962

Elsa, a Rosa / Elsa la Rose (França, 1965).

De Agnès Varda. PB. Duração 20’.

Imagens e poemas em torno de um célebre casal: Louis Aragon e Elsa Triolet. A juventude de Elsa é contada por Aragon e comentada por Elsa.

O Leão Volátil / Le Lion Volatil (França, 2003).

De Agnès Varda. Com David Deciron, Frédérick E, Grasser-Hermé, Julie Depardieu, Valérie Donzelli. Cores. Duração 12’.

Curta aventura em torno de uma estátua de leão entre Clarisse, aprendiz de vidente, e Lazare, funcionário das Catacumbas de Paris.

Prêmio do Público de Melhor Curta-metragem no Festival de Films de Femmes de Créteil2004
Seleção oficial dos Festivais de Veneza, Chicago, Viena 2003 e de Berlim 2004

Você tem belas escadarias, sabia? / T'as de Beaux Escaliers Tu Sais (França, 1986).

De Agnès Varda. Com Isabelle Adjani. Cores. Duração 3’.

Como, em 150 segundos, prestar homenagem à Cinemateca Francesa, na ocasião de seu cinqüentenário, de outra forma que não seja filmando os quase 50 degraus que, subindo, levam ao Museu do Cinema e, descendo, à sala escura onde são projetadas obras-primas com célebres escadarias?

Festival de Cannes 1986 (fora de competição)

Os Amantes da Ponte Mac Donald / Les Fiancés du Pont Mac Donald (França, 1961).

De Agnès Varda. PB. Duração 5’.

Um jovem vê tudo negro quando põe os óculos escuros. Basta o arrancar para que as coisas se ajeitem...

Sigilo em processo contra Edir Macedo impede acesso da imprensa aos autos

A Justiça decretou sigilo no processo contra o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo. A decisão foi determinada pelo juiz Glaucio Roberto Brittes de Araujo, da 9ª Vara Criminal de São Paulo. Com o segredo de justiça, os veículos de comunicação que republicarem ou divulgarem novas informações sobre os autos poderão ser processados por Macedo.

O processo contra o bispo e outros nove integrantes da Universal foi aberto no dia 10/08. O Ministério Público do Estado de São Paulo acusa os envolvidos de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Agora, com o decreto de sigilo do processo, apenas os advogados dos réus terão acesso aos autos. “Caso a defesa de Edir Macedo julgue que alguma matéria causou dano, poderá processar civilmente o veículo. Existe um risco jurídico”, explica o advogado Felippe Mendonça, mestrando em Direito do Estado pela Faculdade de Direito da USP.

As informações sobre o processo, divulgadas pela grande imprensa, em veículos como O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, TV Globo, revista Veja, entre outros, gerou uma “guerra midiática”, com constantes ataques entre Globo e Record. A última iniciativa da Rede Record, controlada por Edir Macedo, foi a compra do documentário "Muito Além do Cidadão Kane", exibido pela TV britânica Channel 4, que trata a emissora de Roberto Marinho como um “monopólio de mídia”.

“Existem duas possibilidades, ou o processo contém informações sigilosas, ou a Justiça julgou que a imprensa fez mau uso das informações do processo”, avalia Mendonça, que ressalta que a quebra de sigilo está inteiramente ligada ao interesse público ou não da informação. Caso a Justiça considere o caso de interesse público, o sigilo pode ser quebrado, mas se as informações forem de interesse particular, o sigilo é mantido.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o sigilo foi determinado porque o processo contém informações particulares, como documentos fiscais, entre outros.

Os promotores da acusação contra Edir Macedo não se manifestaram sobre o caso.

OS MORTOS NOS OBSERVAM TOMANDO BANHO?



OS MORTOS NOS OBSERVAM TOMANDO BANHO?
de Concceta Bertoldi


Páginas: 256

Lembram daquele ...Tudo o que você gostaria de saber sobre sexo mas tinha vergonha de perguntar? - pois é... a Concceta Bertoldi fez um livro pra você! (E.C.)

Concetta Bertoldi se comunica com o "Outro Lado" desde que era criança. Em Os Mortos nos Observam Tomando Banho?, um livro que fala da espiritualidade como nenhum outro, ela expõe a verdade nua e crua sobre o destino e a felicidade dos nossos entes queridos que já morreram, com uma honestidade a toda prova e um senso de humor delicioso, respondendo desde às perguntas mais prosaicas até às mais irreverentes. A autora também divide conosco os seus segredos mais íntimos, revelan­do com incrível candura como o seu maravilhoso dom afetou a sua vida, o seu casamento, as suas amizades e carreira pro­fissional, assim como as centenas de maneiras pelas quais ela o usou para ajudar outras pessoas.

QUEM É O AUTOR
CONCETTA BERTOLDI é médium profissional e faz leituras mediúnicas regularmente para toda a família real da Grã-Bretanha, para celebridades norte-americanas, políticos e muitos outros. As suas consultas têm uma fila de espera de dois anos. Concetta mora em New Jersey, nos Estados Unidos, com o marido.





PRIMAVERA DOS LIVROS

PRIMAVERA DOS LIVROS
TAMBÉM É MOMENTO DE DEMOCRATIZAÇÃO
- AS DIFERENTES FORMAS DE LER O MUNDO -

LIVROS ONLINE – AUDIO LIVRO – BRAILE


Organizada pela LIBRE – Liga Brasileira de Editoras -, e com entrada gratuita, a Primavera dos Livros, que acontece de 10 a 13 de setembro no Centro Cultural São Paulo, apresentará ao leitor uma mostra de mais de sete mil títulos, oferecidos a preços acessíveis, com descontos de 10% a 40%.

Nesta edição, tendo como tema “as diferentes formas de ler o mundo’, a mostra conta com 56 expositores, representando a produção diversificada das pequenas e médias editoras brasileiras em toda a sua bibliodiversidade. A internet hoje se constitui numa boa ferramenta para os editores independentes divulgarem seu trabalho, pois a rede atinge locais onde é difícil chegar com os livros impressos. Por outro lado, outros públicos, outras mídias se apresentam para o editor como um desafio atual.

Dentro desse contexto, selecionamos algumas editoras que propõem ações que visam democratizar a leitura, seja através da internet, ou então da elaboração de projetos que atinjam públicos distintos, como os deficientes visuais e auditivos.

A Editora Fundação Perseu Abramo, por exemplo, compartilha com seus leitores cerca de 32% de seu acervo pela rede. A Biblioteca Digital, como é chamada, está no ar desde setembro de 2007. Na ocasião, foram disponibilizados 43 títulos de uma só vez. Os critérios utilizados na época para a seleção dos livros foram: a) títulos esgotados, com venda em escala que não compensava priorizar reimpressão; b) títulos com grande estoque e baixo resultado de venda; c) títulos relacionados ao debate político de esquerda, strictu sensu, de interesse localizado entre militantes sociais e partidários; d) títulos com contrato de Creative Commons, a pedido do autor.
”Tivemos que fazer aditivo de contrato com todos os autores -- os 43 livros têm a participação de mais de 100 autores, no total --, para que abrissem mão do pagamento de direitos autorais para o projeto” – ressalta Rogério Chaves, coordenador editorial da Fundação.

Os autores foram convencidos de que estavam apostando, junto com a Editora, nesse novo modo de divulgação do livro, que, possivelmente, resultaria no aumento do número de conhecedores da obra e na sua consequente procura para aquisição do livro impresso. ”É certo que deveríamos ter muito mais leitores, nossa média de livro lido por habitante é irrisória perante outros países, mas é preciso reconhecer que o mercado editorial, do jeito como foi estabelecido, não dá condições de tornar o livro um produto acessível, disponível em todos os lares” – conclui Rogério..

Depois de um ano e oito meses no ar, a Biblioteca Digital da Fundação Perseu Abramo recebeu cerca de 60 mil cadastros para downloads. Destes, 50 mil efetivamente baixaram pelo menos um livro da Perseu. Rogério Chaves revela que pelo programa que lhe dá estatísticas, livros foram baixados em vários países da América do Sul, Europa e em países africanos. Outro número considerável se concentra nas cidades que mal são atendidas por bibliotecas públicas e livrarias.

Sobre a pergunta “disponibilizar o livro online diminui sua venda impressa?”, Rogério tem um bom exemplo: o primeiro livro que disponibilizamos foi Brasil Privatizado, do jornalista Aloysio Biondi. É o nosso campeão de venda, superou a marca de 140 mil exemplares vendidos e está on-line antes mesmo de criarmos a Biblioteca Digital, atendendo um desejo do próprio autor que à época já antevia os benefícios que essa decisão poderia nos trazer.

A Editora Terceiro Nome não só colocou títulos a disposição dos internautas, como escolheu nomes importantes de seu catálogo como Dib Carneiro Neto (Adivinhe quem vem para rezar) e Marta Góes (Um porto para Elisabeth Bishop).

“Movimentar, divulgar e trazer público para nosso site, disponibilizando conteúdos interessantes, foi nossa estratégia, para democratizar e ao mesmo tempo tornar nossa proposta editorial mais visível. Deu certo no primeiro momento, saímos na imprensa, aumentamos a visitação e até vendemos mais desses títulos. O desafio agora é alimentar essa estratégia” - afirma Gustavo Leme, coordenador editorial da Terceiro Nome.

A editora ainda disponibiliza um banco de imagens de São Paulo antigo, de uso exclusivo para trabalhos escolares. As imagens são do livro São Paulo de Piratininga: de pouso de tropas a metrópole, que foi realizado em co-edição com o jornal O Estado de S. Paulo. O mesmo vale para a multimídia A Guerra, por Julio Mesquita sobre a 1° guerra mundial, com muito texto e fotos. Por último, Brasil em foco, esse editado junto com o Itamaraty.

A Editora Peirópolis teve a iniciativa recente de publicar na internet a íntegra de Futuros Imaginários-- das máquinas pensantes à aldeia global, de Richard Barbrook, lançado em abril de 2009, que faz parte de uma linha editorial voltada à cultura e mídia. O livro foi traduzido de forma compartilhada pelo grupo A Classe do Novo, formado por Adriana Veloso, Alexandre Freire, Elisa Tkatschuk, Giuliano Djahjah Bonorandi, Guilherme Soares, Letícia Canelas, Lúcio de Araújo, Paulo José Lara, Ricardo Ruiz, Rose Marie Santini, Sálvio Nienkötter, Simone Bittencourt, Tatiana Wells, Thiago Novaes e Wanderllyne Selva, profissionais da Oscip Descentro, entidade para a qual Barbrook cedeu os direitos autorais, e que os administra seguindo os princípios do software livre. A Peirópolis acolheu a proposta, por acreditar que iria estimular um debate importante sobre cultura e distribuição de informação em novos meios, explica Luciana Tonelli, editora do departamento editorial da Peirópolis. O autor aborda as influências políticas no controle da internet e convoca os usuários a ocuparem a rede de forma transformadora. Segundo Luciana, ainda é cedo para medir o impacto da medida. "Já sabíamos que esse livro não teria uma venda rápida, mas a aposta da editora e do Descentro é que a divulgação online seja positiva, que se converta em mais gente interessada em ter o livro e em mais leitores", diz.

Já a Editora Livro Falante, como o próprio nome diz, é uma editora especializada em audio-livros em português, com títulos que percorrem a literatura brasileira e internacional, com contos, poesias, romances. Entre os destaques da editora, segundo Sandra Silvério, coordenadora editorial, estão, o Contos de Agora, que inclui obras de 21 autores contemporâneos, na voz da atriz Leona Cavalli.

O clássico Dom Casmurro também está no catálogo da editora, na voz do ator Rafael Cortez. E ainda nos clássicos, só que agora na música clássica, a Livro Falante possui título sobre a história da música clássica. “Os sites de download começam a pipocar aqui e ali, mas há ainda um universo imensurável de material a ser gravado. E é justamente isso que o selo Livro Falante pretende fazer: colocar em áudio o que há de melhor no mundo das letras. Sempre com a melhor qualidade de som e com os melhores intérpretes”. finaliza Sandra Silvério, diretora editorial.

A Sá Editora reapresenta o livro Feche os olhos para ver melhor que editou há quatro anos nas versões em tinta e em Braile. Escrito por Sergio Sá, músico e compositor que nasceu cego, o trabalho foi colocado em livrarias de todo o país, tornando-se o primeiro livro de texto em Braile oferecido no mercado nacional. “Os livreiros surpreendiam-se com a edição, as páginas em branco, lotadas de sinais, totalmente desconhecida para a imensa maioria, mas também já pensavam em um novo público a ser conquistado. Foi também interessante para nós descobrirmos fórmulas de estocagem, embalagem e conservação de um outro tipo de publicação, um desafio”, conclui a editora da Sá, Eliana.

A Editora Mercuryo Jovem, especializada em títulos infanto-juvenis lança durante a Primavera dos Livros a coleção Traça traço. – quatro títulos que contemplam deficientes visuais da pré-escola e das cadeiras fundamentais. São eles O ponto, Vou pular!, Chuuuu!, Era uma vez uma página em branco, todos de autoria de Ana Carmen Nogueira Franco, educadora especializada em deficientes visuais. A autora também foi colaboradora do Projeto Acesso: Centro Brasileiro de Apoio Pedagógico Especializado ao Deficiente Visual.

Ione Nassar, coordenadora editorial da Mercuryo Jovem, abraçou o projeto por entender que não deveria adaptar para crianças deficientes visuais os livros criados e pensados para crianças videntes. “Sabíamos que existem diferenças na deficiência visual: há crianças que nasceram não videntes, há outras que ficaram deficientes nos primeiros anos de vida, conservando, de algum modo, um tipo de memória visual e há também as que têm baixa visão. Nosso desafio era editar livros para as crianças que nunca enxergaram. Como dar a elas a ideia exata de algo que nunca viram? Como a criança que nunca enxergou pode entender uma história, se a história depende da ilustração e se a ilustração traz objetos e animais desconhecidos para ela?”, explica Ione Nassar.

Antes de encontrar respostas para seus questionamentos, Ione Nassar encontrou a educadora Ana Carmen e desse momento, para criar a coleção e concluí-la, foi um passo certeiro e um desejo realizado.

Os textos são escritos em tinta. César Landucci, o designer do Aeroestúdio, com a imprescindível ajuda de Ana Carmen, voltou aos bancos escolares... estudou o alfabeto braille, alfabetizando-se novamente. O texto, “traduzido” para o alfabeto braille, ganhou forma no projeto gráfico, na diagramação das páginas. A gráfica Ananda, parceira do projeto, desenvolveu técnicas de gravação de matrizes, facilitando as próximas impressões, já que a intenção é continuar a produzir livros para o público não vidente.