quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Universidade Falada® em noite de lançamento de audiolivros




Neste mês de abril a Universidade Falada agrega mais 17 títulos de audiolivros ao seu acervo.


* O que é Marxismo, de Paulo Ghiraldelli

* Nietzsche Apaixonado, de Paulo Ghiraldelli

* Direito Condominial e de Vizinhanca , de Michel R. Wagner

* Contos Africanos, de Julio e Debora D'zambê

* Contos de Todo o Mundo, diversos autores

* Ciclo da Pretensão, de Kleber Mazziero - PEÇA TEATRAL EM AUDIOLIVRO, 3 PEÇAS EM UM CD

* Astrologia Arcaica e a Alquimia do Homem - Paideia , Viktor Salis

* A Arte de Viver , Viktor Salis

* A Arte da Comunicação, Thais Alves

* Patativa do Assaré, o Poeta e o Jornalista , de Assis Ângelo


os autores estarão presentes para sessão de autógrafos


Serão lançados ainda -


* Salmos de Davi, rei Davi,

* Utopia, de Thomas More

* O Principe, de Maquiavel

* Contos Fantásticos, de Julio Verne

* Contos de Sherlock Holmes,de Conan Doyle

* Fedon, de Platão

* O Banquete , de Platão


O EVENTO ACONTECE

Data: 08 DE ABRIL DE 2010

Horário: das 18h30 às 21h30

Local: Livraria Cultura - Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 –

Fone: (11) 3170-4033


O PUBLICO CONSUMIDOR

Entre outros, a Universidade Falada tem como consumidores estudantes de nível universitário ou pré-universitário (com necessidades especiais ou não), com falta de tempo para leitura e/ou necessidade de leitura obrigatória para fins de avaliação em concursos e/ou vestibulares

Com cerca de 300 títulos próprios em seu catálogo, e mais 600 de outras editoras (nacionais e internacionais), a Universidade Falada se firma como a maior empresa de Audiolivros no Brasil, em número absoluto de obras à venda em seu porta

.

São mais de 3.000 horas de áudio disponíveis para quem gosta de ouvir audiolivros.

O site www.universidadefalada.com.br vende produtos em CD e oferece um enorme acervo para download imediato em MP3. Tem ainda inúmeros audiolivros gratuitos para download.


A Empresa

Perto de completar quatro anos a Universidade Falada, editora focada no mercado de audiolivros, além de transpor clássicos da literatura nacional e universal para arquivos em áudio, CD e MP3, também produz conteúdo próprio. A Universidade Falada foi a primeira no mercado de audiolivros a oferecer a possibilidade de fazer o download das obras para MP3, por meio do seu portal na Internet , www.universidadefalada.com.br .


O objetivo do empreendimento, segundo seu idealizador, o médico dermatologista Dr. Cláudio Wulkan, é difundir cultura e conhecimento, distribuindo conteúdo em áudio com preços acessíveis e facilidade para a aquisição. “A idéia surgiu há oito anos, mas para colocá-la em prática havia duas condições importantes para conquistar consumidores: internet em banda larga com preços razoáveis e a popularização de aparelhos de MP3.”

As obras são produzidas pela Universidade Falada®, em estúdio próprio e com uma equipe de locutores, narradores e dubladores profissionais.


O Acervo

Uma grande diversidade de temas são oferecidos ao público – arte, filosofia, história, finanças, gastronomia, geopolítica, astronomia, esportes, música, religião e teatro, entre outros – de autoria de acadêmicos e especialistas nas diferentes áreas do conhecimento.

Entre os livros de autores brasileiros que já foram gravados em áudio estão: Triste fim de Policarpo Quaresma, de Visconde de Taunay; Iracema, de José de Alencar; Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida; A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo; Espumas Flutuantes, de Castro Alves e Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo. Entre os autores estrangeiros figuram nomes como: Dostoievski, Tolstoi, Kafka, Voltaire, Edgar Allan Poe e Oscar Wilde.


Ação Social

A Universidade Falada, selo da Editora Alyá, reverte 10% do seu faturamento para duas entidades filantrópicas, a Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social) e o Ten Yad, instituição beneficente que atua no combate à fome e à miséria. www.tenyad.org.br .

Todos os títulos são cedidos, gratuitamente, para a Fundação Dorina Nowill de deficientes visuais, que os distribui pelo Brasil.


O que é o audiolivro

Audiobook, audiolivro ou livro falado é uma gravação dos conteúdos de um livro lidos em voz alta. Ele se apresenta em suportes diversificados, podendo ser encontrado desde a antiga fita K-7 e CD, além de outros formatos mais modernos como o MP3, o WMA, o Ogg, entre outros. Os audiolivros podem ser gratuitos ou pagos. As versões pagas contam com a vantagem de possuírem narradores profissionais contando a história, podendo haver ainda efeitos sonoros, que ajudam na interpretação do texto e evitam a perda da concentração.

Os gratuitos trazem uma grande variedade de obras para download, a maioria atualmente em domínio público ou outra licença pública livre disponível, narradas por voluntários ou profissionais.

“O audiolivro é ideal para pessoas que querem ler, porém, não possuem tempo para tal atividade, para deficientes visuais, para estudiosos que desejam otimizar seu tempo ocioso e para tipos de personalidades que sâo mais auditivas que visuais.”


O Mercado

O mercado norte-americano conta, em 2010, com mais de 50.000 títulos. Na Europa, os alemães são os maiores entusiastas e consumidores de audiolivros, principalmente em formato de rádio novelas.

REDES SOCIAIS VIRAM ALVO DE JORNALISTAS E PUBLICITÁRIOS

A tendência é oferecer cada vez mais conteúdo em páginas e perfis e permitir o acesso interativo do internauta


Notícia. Marketing. Internet. O que estes três ingredientes juntos podem fazer por uma marca? Há três ou quatro anos era impensável traduzir, em quantidade ínfima de caracteres, uma notícia ou ação publicitária e ainda assim conseguir ser compreendido pelo público-consumidor. Mas uma onda de novidades na rede mostra que a realidade mudou. Bastam 140 toques para que o mundo saiba o que você pensa e faz da vida.
Orkut, youtube e twitter são termos que também passaram a fazer parte do cotidiano de profissionais ligados à comunicação social e, tornaram-se indispensáveis como ferramentas de trabalho. Quer seja para divulgar uma nova campanha ou reportagem, quer seja para atrair ou opinar sobre fatos do cotidiano, o que se vê é uma revolução nas formas de se relacionar.
Segundo o colunista prudentino Sinomar Calmona, “atualmente nada informa mais rápido do que o twitter, nem a TV ou o rádio conseguem”. Ele usa a internet para realizar uma conexão entre a coluna que possui no site de um dos jornais da cidade e assuntos de interesse de seus leitores. “Utilizo o twitter com todo o cuidado para assuntos que não cabem na mídia impressa e também antecipo, com critério, notícias que sairão no dia seguinte”.
Aqui vale o clichê de que se você não é visto também não será lembrado, e passa a ser compreensível a relação notícia, marketing e internet. Everton de Souza, consultor e pesquisador de mídias sociais da TV Facopp Online (www.unoeste.br/tvfacopp), emissora virtual da Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente (Facopp), concorda. Ele orienta que as redes sociais funcionam na maior parte das vezes como propaganda e geram um crescimento nos acessos aos sites e blogs que dispõem dessas ferramentas. “Uma das funções dessas redes é a produção de pautas relacionadas com o público-alvo”, informa.
Para acompanhar essa tendência, com a retomada de atividades em março deste ano, a própria TV Facopp Online - quarta emissora online filiada pela Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU) - decidiu apostar no Twitter, Facebook, Flickr, Orkut, Youtube, além do blog próprio (tvfacopponline.blogspot.com) que traz histórias curiosas que cada um da equipe passa no cotidiano de trabalho. “Todas essas novidades facilitam o contato entre webespectadores e faculdade e, os deixam inteirados sobre toda a produção já realizada, além de atrair mais gente curiosa para o que ainda está por vir”, diz Souza. Segundo ele, essas ferramentas agregam vídeos de bastidores, fotos da equipe, curiosidades e comunidades que deixam todo o trabalho mais transparente para quem está do lado de fora de todo o burburinho que agita os estudantes, funcionários e professores de Comunicação Social da Unoeste.
A estudante de Jornalismo, Lorayne Freitas, conhece a importância das redes sociais e aproveita para manter amigos e contatos profissionais informados sobre suas atividades como estagiária da Faculdade de Comunicação Social “Roberto Marinho”, na Unoeste. Ela atua como produtora, repórter e apresentadora do TeleJovem, webjornal exibido pela TV Facopp Online. “Quando estava fechando essa última edição do Telejovem e já estava iniciando a 6ª edição, deixei um tweet pro pessoal. E quando saio para alguma externa que acho bacana também atualizo”. A estudante possui um perfil na rede de relacionamentos Orkut, no qual relata seus interesses profissionais.
Outro exemplo de que essa realidade tende a se dissipar é o caso do publicitário Richard de Almeida, que atualiza diariamente seu twitter, com assuntos relacionados à sua profissão e interesses pessoais. Ele também mantém um blog (blogdorichard.com.br) onde posta suas montagens e charges. “A rede social nos dá alcance, principalmente porque estamos em uma cidade de interior; ela é ilimitada, me coloca em contato com as grandes capitais brasileiras e até mesmo com o exterior”. O publicitário comenta que uma agência do ramo pode ultrapassar as demandas locais e o papel da internet é aproximar o cliente.

Iara Valiente, estagiária em Assessoria de Imprensa TV Facopp Online, via Comunique-se

Serviço - Quer saber mais sobre as redes sociais? É só escolher e acessar:

· Twitter: http://www.twitter.com/
· Orkut: http://www.orkut.com.br/
· Facebook: http://www.facebook.com/
· Flickr: http://www.flickr.com/
· Youtube: http://www.youtube.com/

No Dia do Jornalista, Fenaj pressiona políticos pela aprovação das PECs

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) prepara manifestações para marcar o dia do Jornalista, celebrado nesta quarta-feira (07/04). A entidade definiu com os sindicatos, reunidos no Conselho da Entidade, dia 27/03, a agenda de atividades, que tem como objetivo a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PECs), que tramitam na Câmara e no Senado, em favor da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

“Todos os sindicatos estão preparando atividades. O eixo disso é a nossa luta pela exigência de diploma para atuar como jornalista. Estamos organizando manifestações junto ao Parlamento, Assembleias, junto aos deputados”, explicou Celso Schröder, vice-presidente da Fenaj.

De acordo com Schröder, a ideia da entidade é chamar a atenção para o debate sobre a profissão. “O dia vai ser lembrado pela reinvidicação da categoria. Existe um silêncio da grande mídia sobre esse assunto. A ideia é construir esse debate via imprensa alternativa e furar um pouco isso, além de dar ritmo aos nossos trabalhos na tramitação das PECs”.

No sindicato de Brasília, por exemplo, as atividades se concentrarão no Congresso Nacional, pela aprovação das PECs. Do outro lado da polêmica que envolve o diploma, o sindicato dos jornalistas de Santa Catarina realizará um seminário para debater a filiação de jornalistas sem formação superior específica.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Bach e Haydn em concerto da Camerata Antiqua de Curitiba



Música antiga é o destaque do fim de semana, em apresentações sob a regência do maestro convidado Luís Otávio Santos, com participação da cravista Elizabeth Fadel.

O Concerto para cravo em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach (1685 – 1750), e a Missa Lord Nelson, de Franz Joseph Haydn (1732 – 1809), estão no programa que a Camerata Antiqua de Curitiba executa neste fim de semana. Sob o comando do maestro convidado Luís Otávio Santos – regente brasileiro que desenvolve carreira internacional –, o grupo mantido pela Prefeitura Municipal apresenta-se às 20h de sexta-feira (9), na Paróquia Bom Pastor, e às 18h30 de sábado (10), na Capela Santa Maria.

O espetáculo de música antiga integra a temporada 2010 de apresentações da Camerata, patrocinada pela Volvo, e leva ao público obras de difícil execução. O Concerto para cravo em Ré Maior, originalmente escrito para violino, foi transcrito pelo próprio Bach e tem raras apresentações. A peça faz parte do repertório do maestro Luís Otávio Santos, formado em violino barroco e especialista em música dos séculos 17 e 18. O maestro destaca a importância de unir sua experiência ao talento de um grupo moderno, numa aproximação que busca o máximo de autenticidade possível na execução das composições.

Luís Otávio enfatiza ainda a dificílima interpretação da Missa Lord Nelson, de Haydn, datada de 1798 e que marca a maturidade do compositor. Considerada de grande virtuosismo, é uma peça extremamente dramática em seu contexto melódico e rítmico, valorizando todas as emoções. O regente revela uma das curiosidades da Missa: o seu título original, em latim, era “Missa para os tempos difíceis”, pois foi composta na época das guerras contra Napoleão. Segundo comentários históricos, o general inglês Lord Nelson visitou o local onde Haydn trabalhava, logo após ter vencido Napoleão em uma batalha, e o compositor o homenageou com a obra.

O programa tem a participação da cravista Elizabeth Fadel, vencedora de diversos concursos de piano. A instrumentista iniciou-se no cravo com Nicolau de Figueiredo e aperfeiçoou conhecimentos com importantes professores da França, Itália, Holanda e Estados Unidos. Atuando também na área de música popular brasileira, Elizabeth foi pianista do Vocal Brasileirão e atualmente integra a Orquestra À Base de Corda do Conservatório de MPB de Curitiba, além de ser pianista do Coral da Universidade Tuiuti do Paraná.

O regente – O regente convidado para este concerto da Camerata Antiqua de Curitiba é Luís Otávio Santos, formado em violino barroco pelo Koninklijk Conservatorium Den Haag (Holanda). Desde 1992, o músico atua como spalla e solista da renomada orquestra barroca belga “La Petite Bande”, dirigida por Sigiswald Kuijken, com a qual já realizou turnês por toda Europa, China, Japão, México, Argentina, Colômbia e Chile, além de gravar dezenas de CDs e programas de televisão para as televisões belga, francesa e japonesa.

Luís Otávio Santos também lidera outros grupos na Europa, entre eles “Ricercar Consort” (direção de Philippe Pierlot), “Le Concert Français” (direção de Pierre Hantai), “Nederlandse Bachverening” (direção de Gustav Leonhardt) e “Den Haag Baroque Orchestra”. Foi professor de violino barroco na “Scuola di Musica di Fiesole” em Florença (Itália), de 1997 a 2001, e no “Conservatoire Royal de Musique de Bruxelles”, de 1998 a 2005.

Na sua discografia solo destacam-se a integral das Sonatas de Johann Sebastian Bach, ao lado do cravista Peter-Jan Belder, para o selo holandês Brilliant; As Quatro Estações de Vivaldi com La Petite Bande, pelo selo belga Accent; e as Sonatas para violino de J. M. Leclair, para o selo alemão Ramée, gravação que recebeu o prêmio “Diapason d´Or”, a maior distinção francesa concedida a um registro fonográfico.

No Brasil, Luís Otávio Santos responde pela direção artística do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora (MG), que tem 19 anos de história. Neste evento é também regente da Orquestra Barroca do Festival, que já gravou nove CDs e um DVD com obras brasileiras e européias, em registros inéditos no Brasil. Em 2007, Luís Otávio Santos foi agraciado com o título de Comendador da Ordem do Mérito Cultural, concedido pelo Governo Federal e o Ministério da Cultura por seu envolvimento com a cultura nacional e reconhecimento à carreira internacional.



Serviço: Apresentações da Camerata Antiqua de Curitiba, sob a regência de Luís Otávio Santos, com participação da cravista Elizabeth Fadel, dentro da temporada 2010 de concertos patrocinada pela Volvo. No programa, obras de Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) e Franz Joseph Haydn (1732 – 1809) Data e horário: 9 de abril de 2010 (sexta-feira), às 20h Local: Paróquia Bom Pastor (Rua Victório Viezzer, 810 – Vista Alegre) Entrada franca Data e horário: 10 de abril de 2010 (sábado), às 18h30 Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro) Ingressos: R$ 10 ou R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível)

ORQUESTRA SOPRÂNICA ZUMBI DOS PALMARES

ORQUESTRA SOPRÂNICA ZUMBI DOS PALMARES DÁ ESPETÁCULO E EMOCIONA NO NORDESTE

Emoção, alegria e uma sinfonia de afetos. As apresentações da Orquestra Soprânica Zumbi dos Palmares, em várias cidades do Nordeste, estão despertando atenções para o conceito da educação integral e em tempo integral. A Orquestra Soprânica nasceu na Escola Municipal “Zumbi dos Palmares”, do Bairro Mangabeira, em João Pessoa (PB), no contexto do Projeto Educando na Diversidade e continua suas performances em 2010, como parte do Rede de Saberes, um dos projetos em curso na Paraíba dentro da Terceira Edição do Programa pela Educação em Tempo Integral.

Iniciativa do Fundo Juntos pela Educação, constituído por Instituto Arcor Brasil, Instituto C&A e Vitae, o Programa pela Educação em Tempo Integral visa a formação de redes locais de aprendizagem, compostas por escolas públicas, organizações não-governamentais e outras instituições comunitárias, de modo que crianças e adolescentes em condição de vulnerabilidade tenham educação o tempo todo.

O Programa está na Terceira Edição, com quatro projetos ou redes locais de aprendizagem apoiados em Campinas e cinco na Paraíba, nos municípios de João Pessoa, Lucena e Santa Rita. A Orquestra Soprânica Zumbi dos Palmares está agora vinculada ao Projeto Rede de Saberes, que além da Escola Municipal Zumbi dos Palmares tem como parceiros as Aldeias Infantis SOS Brasil, Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na Paraíba, Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Ação Fraternal de Educação Integrada – AFEI) e Centro de Referência da Juventude Ylton Veloso Filho.

Integrada por alunos da região do Mangabeira, que interpretam vários estilos musicais e assim ampliam horizontes culturais, a Orquestra Soprânica Zumbi dos Palmares se apresentou, apenas no final de 2009, no município paraibano de Caiçara e, em João Pessoa, na abertura da IV Conferência Estadual de Educação (preparatória à Conferência Nacional de Educação), em evento de juízes e promotores, na Ação Fraternal de Educação Integrada e vários concertos natalinos.

A posição da poesia é oposição


Poeta e letrista Celso Borges apresenta espetáculo poético-musical nos três Centros Culturais BNB

A posição da poesia é oposição Celso Borges Participação especial Christian Portela (guitarra)

8 de abril (quinta-feira) - CCBNB-Cariri, em Juazeiro do Norte (CE), às 19h 9 de abril (sexta-feira) - CCBNB-Sousa (PB), às 19h 10 de abril (sábado) - CCBNB-Fortaleza (CE), às 18h

Espetáculo poético-musical do poeta e letrista maranhense Celso Borges, dentro do programa Literatura em Revista, dos três Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte, na região sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão paraibano), em que ele interpreta 20 poemas de seus três livros-CDs, XXI (2000), Música (2006) e Belle Époque (2010). A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO tem trilhas e interferências sonoras executadas pelo guitarrista Christian Portela.

Voz e guitarra proporcionam uma estrutura sonora ao poema além da sua própria musicalidade, ampliando o texto para além da página do livro. A idéia é valorizar a linguagem falada em diversas possibilidades.

A POSIÇÃO DA POESIA É OPOSIÇÃO investe em experimentações em torno da palavra dita, saída do papel, ganhando vida em voz e arranjos instrumentais. Em síntese: música da palavra, palavra musicada, música falada, palavra cantada, música celebrada, poesia a toda prova!

Após o show haverá sessão de autógrafos.

Curso de Culinária Vegetariana Básica

O Restaurante Goura Prasadam está promovendo um curso de Culinária Vegetariana Básica, com receitas práticas para o dia-a-dia, simples e deliciosas.
Contará com três chefes de cozinha, cada qual dará um módulo segundo suas especialidades: Culinária Indiana, Pães e Massas, Tortas Integrais, Bolos sem Ovos, entre outras.
Para se inscrever mande um e-mail para jayamstel@gmail.com e garanta sua vaga (20 vagas)

Local: Templo Hare Krishna, Dq de Caxias 76, Largo da Ordem - Curitiba/PR
Dias: 9, 10 e 12 de Abril (sex,sab e seg)
Horário: Sexta 19hs , Sabado 8:30hs, Segunda 19hs

Investimento: R$ 108 (Material didático incluso)
Informações: 9611-8749 (Jay) ou 8447-9173 (Gabriel)

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Mais um filme nacional será testado pela audiência no Teatro da CAIXA


3ª sessão surpresa do Teste de Audiência acontece dia 13 de abril

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta no dia 13, terça-feira, mais uma sessão surpresa do Teste de Audiência. O projeto é uma iniciativa dos cineastas Marcio Curi e Renato Barbieri e está na 2ª temporada na capital paranaense.

“Trampolim do Forte”, do diretor João Rodrigo Mattos, foi o filme que abriu a 4ª temporada nacional. João Rodrigo Mattos compreendeu a importância da experiência, com o material que obteve ao final de sessão. “O projeto é muito profissional e enriquecedor, pois agora no processo de finalização estou levando em conta todos os indicativos do teste, os relatórios, grupo focal e os gráficos”, afirma João Rodrigo. O diretor conta que o público deu várias ideias, algumas reiterando posições já existentes e outras totalmente novas. “Muitas vezes quando estamos muito envolvidos com o processo falta um distanciamento para olhar por outro ponto de vista. O público agrega, eu me pus como ouvinte”, completa, e garante que seus próximos filmes passarão pelo teste.

“Trampolim do Forte” apresenta os arredores do Trampolim do Forte de Santa Maria, na praia do Porto da Barra, em Salvador. O local é um ponto catalisador de crianças de faixas etárias e classes sociais distintas, apesar da clara preponderância das crianças de origem humilde, que, por falta de mais opções gratuitas de lazer, fazem do Trampolim o seu templo diário de brincadeiras, troca de experiências e expressão da criatividade. É sobre este núcleo de personagens que o filme se debruça, sobre as experiências vividas e presenciadas pelas pessoas que por ali transitam. A previsão para finalização do filme é final de junho e o lançamento deve acontecer no segundo semestre deste ano.

Na segunda sessão de 2010 foram exibidos dois médias-metragens, uma inovação em todas as temporadas. O primeiro foi “Retratos de Família”, do paranaense Marcelo Munhoz, e o último foi “Ratão”, do brasiliense Santiago Dellape. Marcelo afirma que o público se mostrou muito disposto quando soube que iria assistir a dois “médias” e enfatiza a importância do teste para qualquer produção cinematográfica, pois “às vezes o diretor não se dá conta de questões simples, pequenas ideias que estão presentes no filme”, conta. “O Teste de Audiência é uma possibilidade de visualizarmos o que o filme ainda pode ser, nos permite olhar de outra forma e fazer ajustes na trajetória da produção”, completa Marcelo.

“Retratos de Família” mostra o frágil equilíbrio entre um aposentado, que após a morte de sua esposa sofre um derrame e apenas sobrevive, e sua família que contrata uma enfermeira para tentar manter a ordem em suas vidas. “Ratão” é um filme que mistura ação e comédia para contar a história de um garoto de 10 anos que vive com seu tio, um preguiçoso hippie-capitalista dono de uma banca de jogos de videogame. Quando se deparam com informações confidenciais, ficam no fogo cruzado entre a máfia chinesa e os atrapalhados agentes da BINA, o serviço secreto brasileiro.

O projeto Teste de Audiência

O projeto é uma iniciativa voltada para o desenvolvimento da cultura cinematográfica no Brasil. Consiste na projeção de um filme em fase de finalização e no debate sobre todos os aspectos do filme com o público. O objetivo é saber como a obra está se comunicando com o público, como os espectadores a compreendem e quais são as suas considerações.

Além de oferecer aos cineastas brasileiros uma preciosa ferramenta de trabalho, o Teste de Audiência colabora também para a formação do público e para o desenvolvimento de uma metodologia científica, bastante utilizada em cinematografias mais desenvolvidas, mas inacessível ao cinema independente brasileiro. Em março de 2007 o projeto estreou em Brasília, estendendo-se na terceira temporada para Curitiba.

Serviço: Cinema: Teste de Audiência – 3ª sessão surpresa Local: Teatro da CAIXA Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR Data: 13 de abril Horário: terça 19h30 Ingressos: Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro, no dia do evento, a partir das 18h Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h) Classificação etária: Não recomendado para menores de 16 anos Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes) www.caixa.gov.br/caixacultural

Percussão brasileira no palco do Paiol



O show Pandeirada Brasileira Convida, que acontece nesta sexta e sábado(9 e 10), no Teatro Paiol, faz parte de um projeto de divulgação do trabalho autoral de percussionistas brasileiros e de músicos de Curitiba.

Uma homenagem à percussão brasileira e em especial aos percussionistas acontece no Teatro Paiol, nos dias 9 e 10 de abril, às 21h. O projeto “Pandeirada Brasileira Convida”, selecionado pelo edital Música no Paiol, do Fundo Municipal da Cultura, tem a participação do percussionista e pesquisador de música brasileira Vina Lacerda, que traz como convidados para esse show Marcos Suzano e Caíto Marcondes. Os três músicos também participam de um bate-papo musical, na sexta-feira (9), às 17h, no Conservatório de MPB.

Marcos Suzano e Caíto Marcondes apresentam sólidos trabalhos autorais, de forte identificação com o pandeiro, e sempre utilizaram um tipo de linguagem musical que coloca a percussão no plano frontal. Revelam, assim, a diversidade e a riqueza da percussão brasileira, evidenciando os instrumentos através de um repertório selecionado.

Além de performaces solo, cada convidado apresentará suas músicas acompanhadas por um quinteto de músicos curitibanos composto por Glauco Solter (contrabaixo), Gabriel Schwartz (sopros), André Prodóssimo (violão), Sérgio Justen (piano) e Vina Lacerda (percussão). O espetáculo irá trazer ainda a execução da obra “Concerto para Dois Pandeiros”, do compositor Tim Rescala, que é uma das únicas obras compostas para pandeiro solo, nunca executada em Curitiba em sua versão reduzida, e que colocará juntos como solistas Marcos Suzano, Caíto Marcondes e Vina Lacerda.

CD, DVD e documentário - O concerto irá mesclar o repertório solo dos músicos convidados com as músicas gravadas no CD que acompanha o material “Pandeirada Brasileira”, escrito, concebido e produzido por Vina Lacerda. De alcance internacional, o livro está presente em mais de 15 países, sendo considerado um dos mais completos trabalhos já publicados relacionados ao pandeiro brasileiro. Referência para o ensino da percussão e da música brasileira, o material é também um importante meio de divulgação da música produzida em Curitiba, pois traz um CD com diversas obras de compositores da capital. Como forma de consolidar e expandir o trabalho autoral dos percussionistas brasileiros, este projeto realiza simultaneamente aos concertos o lançamento do segundo volume do livro “Pandeirada Brasileira”, em versão “Pocket Edition”, revisado, bilíngue (português e inglês), trazendo um DVD aula para os estudantes. No evento, ainda, será exibido um documentário de curta duração do diretor americano Scott Feiner intitulado “Meu coração é um pandeiro”.

Serviço: Pandeirada Brasileira - Vina Lacerda convida Marcos Suzano e Caíto Marcondes Local: Teatro Paiol – Praça Guido Viaro, s/n – Rebouças Data e horário: 9 e 10 de abril de 2010 (sexta e sábado), às 21h Ingresso: R$ 15 e R$ 7,50 Informações: 3213-1340

Bate-Papo Musical com Vina Lacerda, Marcos Suzano e Caíto Marcondes
Local: Conservatório de Música Popular Brasileira – R. Mateus Leme, 66 Data e horário: 9 de abril (sexta-feira), às 17h Entrada franca Informações: 3321-3208

Casa do Baile recebe a mostra “Madrid: 100% Arquitetura”, promovida pelo Instituto Cervantes



Exposição apresenta painéis com obras arquitetônicas projetadas por profissionais do Colégio Oficial de Arquitetos de Madrid e promove debate sobre arquitetura na época da globalização

O Instituto Cervantes de Belo Horizonte inaugura no dia 10 de abril (sábado) às 19h30, a mostra “Madrid: 100% Arquitetura”. A exposição trará painéis com fotografias dos projetos de arquitetura mais importantes desenvolvidos por profissionais do Colégio Oficial de Arquitetos de Madrid durante a última década. Além de imagens, os painéis trarão explicações necessárias para que os visitantes possam compreender cada uma das obras. No total, serão expostos 60 projetos, de sete áreas temáticas - cívica, cultural, desportiva, educativa, institucional, de infraestrutura e de urbanismo -, que ficarão disponíveis para visitação na Casa do Baile. A ideia da exposição deu origem, inclusive, a uma publicação com o mesmo nome da mostra.

Estarão presentes na inauguração da exposição os espanhóis Israel Alba Ramis, Roberto Pérez-Guerras, Felio Serrano Canto e Consuelo Arana Hidalgo, grandes profissionais da Ordem de Arquitetos de Madrid, que realizam grandes projetos em todo o mundo: desde arranha-céus de 300 metros a projetos urbanísticos. Eles participarão de uma mesa redonda sobre os projetos que integram a exposição.

As obras contempladas demonstram a capacidade dos arquitetos em dar, por meio de seu trabalho, respostas à sociedade em um âmbito internacional e globalizado. Com a exposição, é possível, ainda, ver como a influência da arquitetura nascida em Madrid se espalhou ao redor do mundo, já que muitas dos projetos expostos foram realizados em países como Alemanha, Filipinas e Japão.

A mostra tem como objetivo instigar um debate entre os profissionais da área, tanto na Europa quanto na América, de forma a articular a capacidade dos arquitetos em dar respostas à nova configuração do mercado da área. A proposta se encaixa perfeitamente com os objetivos do Instituto Cervantes, que surgiu em 1991 com intenções de promover uma divulgação e intercâmbio da cultura espanhola. Assim, a proposta do Instituto é promover o debate em torno dessa produção, de modo a estabelecer possíveis diálogos entre os arquitetos dos dois países e a população de Belo Horizonte.

Na ocasião também serão mostradas as principais produções da arquitetura madrilena desde 2000, o que dará aos visitantes a oportunidade de apreciar não somente as principais tendências arquitetônicas de uma das cidades mais importantes do país, mas também de “visitar” alguns dos lugares sem precisar sair de Belo Horizonte.

O local escolhido está diretamente ligado à proposta da exposição, já que a Casa do Baile, projetada por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, é uma referência de arquitetura, urbanismo e design. Com isso, o intercâmbio cultural entre Brasil e Espanha se torna ainda mais visível. A mostra é aberta ao público, tem entrada gratuita e vai até o dia 20 de junho.

Serviço: Mostra Madrid: 100% Arquitetura Local: Casa do Baile - Av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha Data: 10 abril a 20 de junho. Horário para visitação: 9h às 19h Informações: (31)3789-1600 Entrada franca

A arquitetura sacra paranaense exposta na Galeria da CAIXA


“Igrejas de Madeira do Paraná” de Nego Miranda e Maria Cristina Wolff de Carvalho

“Igrejas de Madeira do Paraná” é o nome da exposição de fotos que estréia na Galeria da Caixa Cultural Curitiba no dia 13 abril às 19h. A mostra é resultado de uma extensa pesquisa realizada pelo fotógrafo Nego Miranda e pela arquiteta Maria Cristina Wolff de Carvalho, ambos curitibanos, e apresenta os marcos mais expressivos da arquitetura sacra paranaense.

A união dos conterrâneos iniciou com a empreitada do livro “Paraná de Madeira”. Na expedição realizada para a produção deste livro os artistas começaram a produzir as obras da mostra “Igrejas de Madeira do Paraná”, pois ficaram encantados com a beleza das edificações das igrejas que encontraram pelo caminho. Surgiu então a ideia de realizar um trabalho exclusivo sobre esta arquitetura, que resultou no livro homônimo. A apresentação do livro fica por conta do jornalista e escritor Fábio Campana, seguido por um texto da arquiteta com o embasamento teórico dos estudos.

O objetivo central da mostra fotográfica é revelar as construções mais expressivas da arquitetura que povoou o sul do Paraná no final do século XIX e boa parte do século XX. Os ucranianos, poloneses, italianos e alemães utilizavam muito a madeira nas construções, especialmente de igrejas, o que caracterizou a presença dessas culturas no estado.



Entre os vários templos registrados no livro, o fotógrafo destaca a igreja ucraniana Imaculada Conceição, construída em 1911, no município de Antônio Olinto. “Quando avistei a igreja ainda no caminho para o local, achei que tinham me enganado. Poderia jurar que aquela obra era de alvenaria, pela sua grandiosidade e beleza, mas quando cheguei ao local, vi que a igreja era mesmo de madeira e fiquei impressionado com seu estado de conservação”, relata Nego Miranda.

Outro destaque é a Igreja São Miguel Arcanjo, no município de Mallet, tombada como patrimônio histórico estadual. Construída pelos imigrantes ucranianos há mais de um século, em 1899, as paredes são triplas, a madeira foi encaixada com pouco uso de pregos e apresenta pinturas com imagens de São Nicolau, Nossa Senhora, São José e outros. Em 2009, o Instituto de Patrimônio Histórico Nacional – Iphan realizou a restauração do templo, com patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Todos os registros fotográficos de “Igrejas de Madeira do Paraná” são acompanhados pelos textos de Maria Cristina Wolff de Carvalho, que explicam e fundamentam as tendências arquitetônicas presentes nas igrejas e exaltam os detalhes mais relevantes de cada construção.

Sobre Nego Miranda

Carlos Alberto Xavier de Miranda nasceu em 1945, em Curitiba. Começou a expor seu trabalho nos 70, participando, desde então, de eventos no Brasil, na Argentina, em Cuba, na França e em Portugal. Já foi premiado no 2.º Salón Internacional de Fotografia-Cuba, no 2.º Concurso Ilford/Micro de Fotografia P&B, no Concurso Turismo no Paraná, na Bienal de Fotografia Ecológica do Rio Grande do Sul e no Museu do Mate do Paraná. Nego Miranda também publicou sua obra em revistas como a Et Cetera (da Travessa dos Editores) e a Revista Gráfica; também participou do livro A História do Mate, de Teresa Urban; e da publicação britânica de fotógrafos brasileiros Contemporary Brazilian Photography. Entre as coleções e acervos que mantém trabalhos seus estão os da Fundação Cultural de Curitiba, do Museu da Fotografia de Paris, da Coleção Joaquim Paiva, do Fundo Cubano de La Imagem Fotográfica , do Instituto Cultural Itaú.e da Coleção MASP-PIRELLI. Ao lado de Maria Cristina Wolff de Carvalho, é autor do livro Paraná de Madeira, lançado em agosto de 2005 e Igrejas de Madeira do Paraná, lançado em dezembro de 2005. Com Teresa Urban editou os livros Engenhos e barbaquás (1998) e Morretes meu pé de serra (2007).

Sobre Maria Cristina Wolff de Carvalho

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFPR, em 1981, Cristina Wolff é, desde 1996, doutora pela FAU-USP. Professora da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Já lecionou nas faculdades de arquitetura e urbanismo Mackenzie e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Trabalhou como chefe da Divisão de Preservação do Patrimônio Arquitetônico do Departamento de Patrimônio Histórico da Eletropaulo. Também foi arquiteta do quadro do Serviço Técnico de Conservação e Restauro do Conselho de Defesa do Patrimônio Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado, entre várias outras atividades profissionais. É autora do livro A Arquitetura de Ramos de Azevedo (Edusp, 2000), baseado em sua tese de doutorado sobre o arquiteto e dos livros Paraná de Madeira e Igrejas de Madeira do Paraná, lançados em 2005, em parceria com Nego Miranda.



Serviço: Exposição: “Igrejas de Madeira do Paraná” Local: Galeria da CAIXA Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba Abertura: 13 de abril 19h30, com visita guiada às 19h Data: de 14 de abril a 16 de maio Horários: de terça a sábado das 10 às 21h e domingos das 10 às 19h Ingressos: Entrada franca Informações: (41) 2118-5114 Classificação etária: Livre para todos os públicos www.caixa.gov.br/caixacultural

domingo, 4 de abril de 2010

CAMISA DE VENUS IMPERDÍVEL


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Crossover - ESPORTE, CINEMA, HISTÓRIA, ARTE

Crossover é um termo usado na música para designar duas ou mais aparições em charts com diferentes géneros de músicas.
Mais recentemnte passa-se a dár-se o nome de Crossover ao evento fictício em que dois ou mais personagens, cenários ou acontecimentos são compartilhados por séries diferentes.
Crossover é uma técnica literária de misturar personagens de núcleos diversos interagindo entre eles. Revistas em Quadrinhos e desenhos animados fazem esta união quase que constantemente e são constantes os encontros entre personagens da DC Comics (a qual pertencem famosos personagens como Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha, etc.) e Marvel Comics (a qual pertencem personagens famosos como Homem-Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico, X-Men, etc.).
O nosso Crossover se dá entre o
Cinema e o Esporte, onde as representações sociais interagem com os eventos artísticos, desembocando no conceito que Esporte é Cultura e que inclusão social pode-se dar através das atividades esportivas e artísticas.
Em um longo artigo de Victor Andrade de Melo -

[Em seu texto - A presença do esporte no cinema: de Étienne-Jules Marey a Leni Riefenstahl,
Victor Andrade de Melo (da Universidade Federal do Rio de Janeiro) procurou argumentar que é possível identificar muitas proximidades entre cinema e esporte nos primórdios da constituição da indústria do espetáculo, algo que deve ser compreendido no contexto de construção da modernidade. Aprofunda discussão, demonstrando de forma empírica como se estabeleceram os relacionamentos entre as duas linguagens desde antes mesmo da primeira exibição pública de um filme, promovida pelos irmãos Lumière em 1895. Teve o intuito básico de identificar as mudanças que houve nas representações do esporte no cinema, à medida que amadurece a própria linguagem cinematográfica e que se aprofundam os diálogos entre as duas manifestações.] Assim inspiramos nossa busca por livros que nos incitassem a este mix e destacamos :

ESPORTE E CINEMA
Novos olhares
de VICTOR ANDRADE DE MELO e
MAURÍCIO DRUMOND (Organizadores)



264 páginas

Coleção Sport: História

“Esporte e cinema: novos olhares” reúne artigos que procuram discutir as relações entre essas duas grandes artes da modernidade. O livro está dividido em 3 partes, na primeira seção (Panoramas) discute-se esse relacionamento em dois países (Portugal e Argentina) e tendo dois esportes como tema central (o futebol e o boxe). A segunda parte (Diálogos) é dedicada a discutir questões identitárias (de gênero, de juventude, de nação) tendo filmes esportivos como objetos de reflexão. A última sessão (Resenhas) reúne uma série de olhares sobre diversas películas que tiveram o esporte como tema central ou de grande importância. Esse livro junta-se a iniciativas anteriores (os livros Cinema e esporte: diálogos, Futebol por todo o mundo e O esporte vai ao cinema) na conformação de um campo de investigação que intenta prospectar os diferentes sentidos e significados socioculturais através dos encontros entre essas duas fascinantes manifestações culturais”.

SOBRE OS ORGANIZADORES:
Victor Andrade de Melo

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Programa de Pós-Graduação em História Comparada e Escola de Educação Física e Desportos). Coordenador do “Sport”: Laboratório de História do Esporte e do Lazer. Bolsista de produtividade em pesquisa/CNPq.

Maurício Drumond
Licenciado e Bacharel em História/IFCS/UFRJ. Mestre em HistóriaComparada/PPGHC/ IFCS/UFRJ. Doutorando em História Comparada/PPGHC/IFCS/UFRJ. Pesquisador do “Sport”: Laboratório de História do Esporte e do Lazer.

CONTEÚDO

APRESENTAÇÃO:

Esporte e Cinema: Novos Olhares......11
Victor Andrade de Melo e Maurício Drumond
PARTE 1 - PANORAMA.......15

Capítulo 1: Esporte, Cinema e Política na Argentina de Juan Perón

(1946-1955): Apontamentos para um Estudo Comparado.............. 17
Victor Andrade de Melo e Maurício Drumond

Capítulo 2: O Esporte no Cinema de Portugal ............................... 57
Victor Andrade de Melo

Capítulo 3: Futebol e Cinema: Relações ......... 79
Victor Andrade de Melo

Capítulo 4: Cinema, Corpo, Boxe: Reflexões Sobre Suas Relações e a

Questão da Construção da Masculinidade ........... 95
Victor Andrade de Melo e Alexandre Fernandez Vaz

PARTE 2 – DIÁLOGOS ....... 145

Capítulo 5: Futebol, Cinema e Novas Sensibilidades no Território

Masculino: Uma Análise de Asa Branca, Um Sonho Brasileiro (1981)

e Onda Nova (1983) ..... 147
Victor Andrade de Melo e Jorge Dorfman Knijnik

Capítulo 6: O Surfe no Cinema e a Sociedade Brasileira na Transição

dos Anos 1970/1980 .... 185
Victor Andrade de Melo e Rafael Fortes

Capítulo 7: Garrincha X Pelé: Futebol, Cinema, Literatura e a Construção da Identidade Nacional .... 221
Victor Andrade de Melo



CINEMA - HISTÓRIA
TEORIA CINEMA-HISTÓRIA
E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NO CINEMA
de JORGE NÓVOA E JOSÉ D’ ASSUNÇÃO BARROS - ORGANIZADORES


328 páginas

O livro Cinema-História: teoria e representações sociais no cinema reúne artigos de pesquisadores que buscam, através das imagens em movimento, analisar a sociedade que as produziram. O cinema, quando surgiu, foi tratado como arte menor, diversão para iletrados. Entretanto, com o desenvolvimento desta forma de expressão, vários intelectuais passaram a freqüentar as salas cinematográficas e a considerar o cinema, ou pelo menos alguns filmes, como obras de arte. A partir dos anos 70 do século XX, o historiador francês Marc Ferro introduz, de forma definitiva, o cinema como fonte para a escrita da História. Tanto filmes de ficção, narrativas que abordam o tempo presente, passado ou até mesmo futuro, caso da ficção científica, quanto os cinema-documental e experimental, todos podem ser analisados e investigados pela História. Os textos que compõem este livro foram escritos por historiadores que trabalham a interação entre estas duas formas de apreensão, compreensão, análise e leitura da sociedade, aproximando a imaginação histórica da cinematográfica. Os três primeiros artigos trabalham a questão metodológica, procuram mostrar as “conexões e implicações estabelecidas nesta complexa convivência”. Os demais textos se voltam para o cinema nacional dos anos 60, 70, 80 e 90: CINEMA NOVO; exclusão social nos documentários brasileiros; a cultura popular nos filmes de Mazzaropi e a recente produção nacional são os temas.


SOBRE OS ORGANIZADORES
Jorge Nóvoa coordenou a Oficina Cinema-História da Universidade Federal da Bahia – UFBA – de 1994 a 2006 e é editor da revista O Olho da História (www.oolhodahistoria.ufba.br).Doutor em Sociologia pela Universidade de Paris VII – Denis Diderot, Mestre em História Social pela Universidade Federal da Bahia. Professor do Departamento de História e Pós-Graduação em História da UFBA. Coordenador da Oficina Cinema-História da Universidade Federal da UFBA (1994-2006) e editor da revista O Olho da História (www.oolhodahisoria.ufba.br)

José D´Assunção é Coordenador e Pesquisador do LIS – Laboratório da Imagem e do Som - da Universidade Severino Sombra em Vassouras.Doutor em História Social pela UFF. Professor nos cursos de Graduação e Mestrado em História da universidade Severino Sombra. Autor dos livros O Campo da História. O Projeto de Pesquisa em História, Cidade e História, entre outros.


CONTEÚDO
Prefácio
(por Jorge NÓVOA e José D’Assunção BARROS)

Apologia da relação Cinema - História
(por Jorge NÓVOA)

Cinema e História: entre expressões e representações
(por José D’Assunção BARROS)

O retorno do Retorno de Martin Guerre: Natalie Davis, cinema e história
(por Alberto Moby Ribeiro da SILVA)

CHistória, documentário e exclusão social
(por Sávio Tarso Pereira da SILVA)

Metamorfoses do cinema brasileiro na era da mundialização neoliberal: em busca de uma identidade estética?
(por Jorge NÓVOA)

Cultura popular: espaço de deboche e de resistência. Uma representação em Tristeza do Jeca
(por Soleni Biscouto FRESSATO)

O mal-estar na modernidade: o Cinema Novo diante da modernização autoritária (1964-1984)
(por Wolney Vianna MALAFAIA)

A história em transe: o tempo e a história na obra de Glauber Rocha
(por Cristiane NOVA)

Figurações, mitificação e modernização: visões do nordeste na cinematografia brasileira dos anos 1990.
(por Antonio da Silva CAMARA)

Madame Satã: uma estética marginal
(por Marilene Rosa Nogueira da SILVA)

Cinema (imagem) e esporte: diálogos entre linguagens na modernidade
(por Victor Andrade de MELO)


ESPORTE, LAZER E ARTES PLÁSTICAS: DIÁLOGOS
de VICTOR ANDRADE DE MELO


Capa dura
212 páginas
Coleção Sport: História

Interessante debate que toma o esporte como questão da sociedade contemporânea buscando seu caráter expressivo e em que medida as práticas esportivas podem ser parte da experiência estética. O olhar de Victor Andrade de Melo é o do amante, aquele que se aproxima do outro sem a pretensão de destruí-lo, já sabendo, de antemão, que a graça do jogo é entregar-se, deixar-se levar pelo movimento mimético que tanto a arte quanto o esporte convidam.

O AUTOR
Victor Andrade de Melo
Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Programa de Pós-Graduação em História Comparada e Escola de Educação Física e Desportos). Coordenador do “Sport”: Laboratório de História do Esporte e do Lazer. Bolsista de produtividade em pesquisa/CNPq.


É interessante ainda conhecermos o texto do prefácio deste último livro

ESPORTE NA ARTE, COMO ARTE:

Um prefácio para Victor Andrade de Melo


Um dos debates mais interessantes nos estudos que tomam o esporte como importante questão da sociedade contemporânea diz respeito ao seu possível caráter expressivo, ou, dito de outra forma, em que medida as práticas esportivas podem ser parte da experiência estética. Dentro desse quadro, uma pergunta derivada, mas que não surge com frequência – e que, talvez, tenha aparecido apenas como momento perverso da sociedade capitalista, ao ser formulada por Theodor W. Adorno –, é em que medida a arte se torna esportiva ou como o esporte se deixa escapar de seus domínios estritos para chegar a influenciar a obra de arte. Como fenômeno da modernidade, as práticas esportivas foram e são fruídas, de certa forma, pelo menos utopicamente, como a arte, “finalidade sem fim”, expressão de nossa finitude e seu respectivo impulso a tentar superá-la.
Não são poucos, ainda que dispersos e não muito sistemáticos em seu conjunto, os estudos que tomam o esporte em sua dimensão estética como tema de análise e reflexão. Dentre eles destacam se os de Victor Andrade de Melo, ele que nos tem brindado com uma profusão de textos – experimentais, desbravadores, analíticos, conclusivos – em que esporte e arte aparecem imbricados numa mesma problemática, no mais das vezes, relacionados como temas da história da cultura de nosso tempo. Melo se alia, assim, ainda que de um outro ponto de vista, a autores como o crítico literário Hans Ulrich Gumbrecht, que, como poucos, soube ler no esporte o fascínio estético da sutura entre o épico e o trágico, que anteviu, no êxtase da performance, o momento ruidoso da dor e da beleza que tanto nos humaniza. Também nos faz lembrar do sociólogo Allen Guttmann, que, ao destacar o momento erótico que compõe o esporte, nos autoriza a pensá-lo em seu momento de desejo que faz ultrapassar a busca pelo rendimento, alcançando o primado da forma. Mesmo que em outra direção argumentativa, Melo também se aproxima do tipo de preocupação de Adorno, esse crítico severo do esporte em sua dimensão de espetáculo no registro da indústria cultural, mas que reconheceu na tradição do jogo, tal como sintetizada por Johan Huizinga, o exercício de resistência que aproximaria a mímesis do puro deleite que transcende os ardis reificadores da sociedade administrada. Mas Melo trata também, neste instigante e surpreendente livro que temos em mãos, da outra margem do rio, a que ladeia a reflexão sobre como o esporte, ao se tornar peça de atenção disseminada como espetáculo e como prática de lazer, influencia a arte – a infrequente pergunta que antes citava. Isso, já conhecemos na literatura; os ritmos da bola e do jogo de corpo a operarem na escrita expressiva, criando e recriando uma maneira de observar, de escrever e de ler os esportes, algo presente em crônicas de Nelson Rodrigues, em romances de Paul Auster, na crítica de José Miguel Wisnik. Mas, é de artes plásticas que trata o livro, então é de ciclistas em velocidade, do gesto da tauromaquia, de plásticos lutadores, de superatletas, de vitórias em cores e formas às vezes tão “disformes” quanto o próprio fascínio que são capazes de causar. Por isso, aqui emergem Rubens Gerchman e Max Liebermann, Marcel Duchamp e as sensibilidades que se nos apresentam em conexão tensa entre um presente em plena transformação perceptiva e um passado técnico, estético e semântico que, como tal, se recria a cada apreciação, a cada movimento de subjetivação reordenadora. Dos muitos trabalhos de Melo sobre os entroncamentos, conflitos, harmonias e afinidades eletivas entre esporte e arte, os que mais se destacavam, até hoje, eram os escritos sobre cinema, esforço que compartilhei com ele em algum texto, experiência privilegiada de trabalhar em conjunto com alguém que, entre outras qualidades, apresenta uma incrível capacidade de aglutinar esforços e talentos dispersos, e mesmo conflitantes, em um mesmo projeto (o apêndice do livro é, aliás, um exemplo marcante disso). Eis, no entanto, que esta obra não supera o esforço anterior, mas o complementa, de maneira a potencializá-lo em novo patamar. Ao se dedicar às artes plásticas como fonte, ao considerá-las como uma espécie de expressão do inconsciente de seu próprio tempo, Melo lembra a figura do colecionador, de Walter Benjamin, aquele que organiza e reorganiza as espécimes em diferentes configurações caleidoscópicas, permitindo-lhes que se mostrem em sua integridade, mas oferecendo-lhes, também, a possibilidade de encontrar novas e inusitadas formas de expressão. O olhar de Melo é o do amante, aquele que se aproxima do outro sem a pretensão de destruí-lo, já sabendo, de antemão, que a graça do jogo é entregar-se, deixar-se levar pelo movimento mimético que tanto a arte quanto o esporte convidam, sempre que o fascínio estetizante não encobre, nem exaspere o sofrimento. Este olhar, mesmo que sob a lente do deleite estético, não concorre com o gesto analítico do historiador. Pelo contrário, oferece-lhe a potência da busca de uma história social da cultura que, simultaneamente, não descuida nem do contexto, nem das singularidades – técnicas, políticas, estéticas – das fontes. Fica o convite para uma leitura que seja, ela também, dupla e, ao mesmo tempo, única: prazer estético de se deleitar onde o conceito encontra a expressão; gozo intelectual de testemunhar um movimento novo entre nós, o de um trabalho historiográfico que para além do que traz ele mesmo de narrativa, certamente abrirá novas veredas interpretativas sobre a história do esporte.
Ilha de Santa Catarina,
dezembro de 2008

Alexandre Fernandez Vaz Professor da UFSC;
Pesquisador CNPq


TODOS OS LANÇAMENTOS DA




O caso Sonderberg de Elie Wiesel

O caso Sonderberg
de Elie Wiesel

Páginas: 208

Werner Sonderberg, jovem alemão residente nos Estados Unidos, viaja com seu velho tio para as montanhas dos Adirondacks e volta sozinho. Acusado de assassinato, Werner defende ser “culpado... e não culpado”.

Esse estranho caso suscita em Yedidyah, crítico teatral que seu redator chefe encarregara excepcionalmente de “cobrir” o julgamento, um obscuro fascínio que ele tem dificuldade de explicar: como se nele estivesse sendo representado seu próprio destino. Sentindo que está se deparando com um segredo de família, investiga seu passado. A leveza da comédia nova-iorquina é inferior à melancolia da tragédia europeia. Espreitado pela loucura, recorrerá à hipnose para encontrar as imagens da sua primeira infância e tentar se reconciliar com “uma história que, até o fim dos tempos, envergonhará toda a humanidade”.

O AUTOR Élie Wiesel nasceu em 1928, em Sighet, Transilvânia, hoje parte da Romênia. Aos 15 anos, juntamente com sua família, foi mandado para Auschwitz (Polônia). Depois da guerra, Wiesel foi estudar em Paris, onde se tornou jornalista. Recebeu mais de 100 títulos honoríficos de importantes instituições de ensino superior. Publicou mais de 40 livros e vencedor do Prêmio Médicis, do Prix Livre Inter e do Grand Prize em Literatura de Paris. Por suas atividades literárias e de defesa dos direitos humanos, recebeu diversos prêmios, entre os quais o Presidential Medal of Freedom, o U.S. Congressional Gold Medal e o Medal of Liberty Award, além do Grand-Croix in the French Legion of Honor. Em 1986, Wiesel foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz e pouco depois, com Marion, fundou a The Elie Wiesel Foundation for Humanity. Cidadão norte-americano desde 1963, vive em Connecticut (EUA).




um lançamento




Na minha cadeira ou na tua? de Juliana Carvalho

Na minha cadeira ou na tua?
de Juliana Carvalho

248 páginas

Abusada, desbocada, decidida, angustiada, gente de verdade. Faz com que o personagem Luciana de Manoel Carlos seja um "xarope ralo". Deliciosamente lutadora, comoventemente sincera. Um livro que não tem medo, um verdadeiro "fala com a minha mão"! Mais que recomendável para quem ainda sente cheiro de gente nas letras impressas. (E.C.)

A notícia da publicação do livro Na minha cadeira ou na tua?, de Juliana Carvalho, correu por blogs, redes sociais e grande imprensa, antes mesmo do livro ser impresso. Um interesse até certo ponto natural quando se trata de uma história de superação. No entanto, esse texto traz algo mais do que o relato autobiográfico bem humorado sobre a vida antes e depois da doença que colocou uma jovem de 19 anos em uma cadeira de rodas. Ao contar suas aventuras e desventuras com a descoberta do amor e do sexo, as festas, a rebeldia, as bebedeiras, Juliana deixou evidente que uma cadeira não modifica o fundamental: que o ser humano é muito mais do que o próprio corpo e que uma limitação física não implica em auto-exílio.

Aos dezenove anos, uma doença colocou uma cadeira de rodas no caminho de Juliana Carvalho. Sem esconder os momentos dolorosos e a vontade de desistir, este relato autobiográfico extrai humor e esperança de situações difíceis e expõe a mistura de tragédia e comédia que caracterizam a sua – e a nossa – complexa condição humana.

Na minha cadeira ou na tua? percorre as questões fundamentais do cotidiano dos cadeirantes, com informações sobre inclusão e acessibilidade e casos de lutas enfrentadas e por enfrentar e intercala narrativas sobre a vida da autora antes e depois da lesão medular. Antes dela, Juliana relembra pensamentos, brincadeiras e a relação ingênua com a família durante a infância e fala sobre a descoberta do amor e do sexo, as festas, a rebeldia e as bebedeiras durante a adolescência. Já adulta, após a grande virada, a readaptação, a convivência com os novos limites, a superação e a percepção de que uma cadeira não modifica o fundamental: o que o ser humano é além do próprio corpo.


Um dos méritos do livro é o bom humor, mas Juliana sobe o tom quando, no último capítulo, se refere à condição de cadeirante na sociedade de hoje: “Podemos ter uma legislação pródiga, mas, na prática, estamos muito aquém do que está no papel. Muito aquém”. E segue exemplificando: “No meu trabalho, o que não é adaptado, eu batalho pra ser. Tenho autonomia e um grande prazer em tocar o ‘Faça a Diferença’, programa exibido na TV Assembleia do Rio Grande do Sul, que aborda temas ligados à inclusão, respeito à diversidade e promoção dos direitos humanos”.

A AUTORA
Juliana Carvalho nasceu em 1981, em Porto Alegre, e é publicitária. Cadeirante desde os 19 anos, quando teve uma inflamação na medula, é atuante no movimento das pessoas com deficiência. Apresenta o programa “Faça a Diferença”, que promove os direitos humanos e o respeito à diversidade, exibido na TV Assembleia do Rio Grande do Sul. Mantém os blogs “Comédias da Vida Aleijada” (comediasdavidaaleijada.blogspot.com) e “Sem Barreiras” (www.zerohora.com.br/sembarreiras), do Grupo RBS, que aborda questões sobre acessibilidade e inclusão. Dirigiu o curta-metragem “O que os olhos não veem, as pernas não sentem”, premiado pelo Júri Popular do Festival Claro Curtas de Cinema. Na minha cadeira ou na tua? é seu primeiro livro.

NA IMPRENSA



LANÇAMENTO





















UM LANÇAMENTO



CAIXA Cultural Curitiba apresenta balé inspirado na obra de Bach


Bach Barock Brasilien é uma alegoria sobre o inferno, o purgatório e o céu

Um dos mais conceituados compositores de todos os tempos é inspiração e trilha sonora do espetáculo de dança clássica que a CAIXA Cultural traz para Curitiba nos dias 09, 10 e 11 de abril. “Bach Barock Brasilien”, da paulista Ícaro Cia de Dança, é baseado na obra do alemão Johann Sebastian Bach.

Construído a partir de três poemas do escritor alemão Andreas Gryphius, “Bach Barock Brasilien” é ambientado em uma igreja e traz ao público os três momentos da pós-vida: inferno, purgatório e céu. Inicialmente no inferno, os bailarinos são controlados como marionetes ao som de músicas sacras e, aos poucos, entram em contato com os sentimentos humanos, como raiva, alegria, luxúria, amor e amizade. Situam-se então no purgatório, onde a música é o pano de fundo da construção de todo o trabalho coreográfico. Enquanto isso, no céu, o divino se encontra com o lado bom da natureza humana. No final do espetáculo, os bailarinos dançam “Jesus, Alegria dos Homens”, música de Bach que ganhou letra de Vinícius de Moraes.

O nome Bach Barock Brasilien resume as três vertentes do espetáculo: Bach, em homenagem ao compositor; Barock, que significa barroco em alemão e representa o movimento intelectual vigente na época de Bach; e Brasilien, que vem dizer de um Brasil que teve seus maiores mestres da Bossa Nova, como Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes, inspirados pela obra do compositor alemão.

Ícaro Cia de Dança

A Ícaro Cia de Dança iniciou seu trabalho em São Paulo, em 2005, participando da Semana de Mostra de Dança na Sala Paschoal Carlos Magno – do Teatro Sérgio Cardoso, explorando a obra de Chico Buarque de Holanda. Concomitantemente, apresenta-se desde 2004, com a temática de Carmem, inspirado na ópera de Bizet. Estreou o espetáculo “Bach Barock Brasilien” em agosto de 2008, em cartaz na cidade de São Paulo e no circuito dos Centros Educacionais Unificados da Prefeitura Municipal de São Paulo.

O trabalho da Ícaro é focado na base clássica e inspira-se em coreógrafos contemporâneos de dança clássica e moderna, como Balanchine e Maurice Bejart.

A Ícaro Cia de Dança é dirigida e tem como coreógrafo residente Glauco Fernando, responsável também pela direção artística da Artesofia Escola de Dança e Artes (SP). Glauco participa, há mais de 15 anos, do movimento de conservação do balé clássico e repertório; já foi premiado em importantes festivais profissionais e frequentou escolas nacionais e internacionais, como a Escola Acadêmica e Coreográfica do Ballet Bolshoi, em Moscou (Rússia) e o Centro Prodanza, em Havana (Cuba).
Johann Sebastian Bach

Johann Sebastian Bach (1685-1750) nasceu em Eisenach, uma pequena cidade da Turíngia, no centro da Alemanha. Desde pequeno seu caminho cruzou-se com o da Igreja Protestante de Martim Lutero, da qual sua família, os tradicionais músicos Bach, fazia parte. Sua formação musical começou com seu pai, Johann Ambrosius Bach, músico da cidade, e prosseguiu com seu irmão Christoph, depois da morte dos pais.

A Alemanha do fim do século 17 estava dividida em estados independentes, mas abertos a culturas europeias, como as da Itália e França. Foi nesse cenário que o jovem Bach adquiriu uma sofisticada formação cultural, absorvendo a arte dos compositores antigos e também a de seus contemporâneos barrocos Antonio Vivaldi, Reincken e Frescobaldi, entre outros. Consta-se que, ainda criança, Bach transcrevia obras de autores em alemão, latim, francês ou italiano.

Johann Sebastian Bach teve 19 filhos: sete com a prima Maria Bárbara (que morreu 12 anos depois do casamento) e 13 com Anna Magdalena Wülken, cantora da corte. Destes, cinco seguiram seus passos na música.

Apesar da genialidade, Bach não foi compreendido devidamente no seu tempo. Após a sua morte, suas músicas praticamente caíram no esquecimento. Sua obra ficou nas sombras até 1829, quando Felix Mendelssohn regeu a Paixão Segundo São Mateus em Berlim, o que garantiu o resgate da obra do compositor e a sua consagração definitiva. Bach, que morreu completamente cego, era considerado por Mozart e Beethoven como o "o pai da harmonia".

Andreas Gryphius

Andreas Gryphius é um poeta barroco contemporâneo a Bach. O seu legado artístico teve início ainda no colégio, quando o poeta, com apenas 17 anos, terminou seu primeiro poema épico escrito em latim: “Herodis Furiae et Rachelis lacrymae”, cuja base é o relato da morte dos inocentes em Belém a mando do Rei Herodes, narrado no Evangelho de São Mateus, além da obra do historiador judeu Flávio Josefo.

Gryphius foi, sem dúvida, o dramaturgo alemão mais importante do século XVII. Suas principais influências foram o teatro jesuítico, o classicismo holandês de Vondel, o drama clássico francês, Sófocles e Sêneca como também a de Optiz.
Ficha Técnica

Bailarinos: Alessandra Crippa, Ana Claudia Bonacci, Antonio Marcos, Carolina Beletatto, Laura Florence, Luísa Righeto, Milena Delfini, Paula do Prado e Glauco Fernando
Direção, Coreografia e Figurinos: Glauco Fernando
Cenário, Iluminação e concepção cênica: Flávio Roberto Andrade Freitas

Serviço Espetáculo de dança clássica Bach Barock Brasilien Local: Teatro da CAIXA – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba/PR Data: de 09 a 11 de abril Horário: sexta e sábado, 21h e domingo, 19h Bilheteria: (41) 2118-5111 (de quarta a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h) Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia) Classificação etária: Livre para todos os públicos

Brasil registra 58 casos de violência contra jornalistas em 2009

No ano de 2009 foram registrados 58 casos de violência contra jornalistas no Brasil, segundo estudo realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas. O número é similar aos anos anteriores. O último levantamento, realizado no biênio 2007/2008, registrou 115 casos.

“O relatório 2009 revela que o jornalismo e os jornalistas ainda sofrem em consequência dos desmandos cometidos, da violência e da falta de compreensão do significado de uma imprensa livre, regulamentada em bases democráticas”, diz o estudo.

O perfil dos casos também se manteve semelhante aos anos anteriores. A agressão física ou verbal é o tipo de violência mais comum, muitas vezes cometida por agentes do Estado ou a mando deles.

As ações judiciais ocupam o segundo lugar no ranking de tipificação de casos de violência. O relatório destaca o episódio do Estadão, que foi proibido judicialmente de publicar informações sobre uma operação da Polícia Federal que investiga o empresário Fernando Sarney.

O estudo mostra ainda que as vítimas são, em sua maioria, homens, que trabalham em veículo impresso e cobrem temas ligados à política e administração pública ou realidade urbana, rural e social.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

FELIZ PÁSCOA 2


FELIZ PÁSCOA

Aprecie com moderação

Na segunda voltaremos com nossa
Programação normal!

FELIZ PÁSCOA 1

ALICE

Indicação da FNLIJ

MEDICINA AYURVÉDICA

CURSO DE

MEDICINA AYURVÉDICA

1) Anatomia: na visão Ayurveda;

2) Fisiologia: na visão Ayurveda;

3) Nutrição: na visão Ayurveda;

4) Herbologia: principais ervas brasileiras e suas utilizações na visão Ayurveda;

5) Tratamentos tradicionais da Medicina Indiana: Shirodhara, Pinda Sweda, Massagem com os pés, etc;

6) Estética: Tratamentos estéticos com base em substâncias naturais;

7) Massagem: diferentes sistemas utilizando-se das mãos e dos pés;

8) Aromaterapia: a utilização de óleos essenciais na medicina e na estética;

9) Gemoterapia: uso de pedras preciosas e semipreciosas no tratamento e prevenção de enfermidades;

10) Culinária Ayurvédica: Receitas e dietas em funções dos Tri-Doshas;

11) Práticas realizadas na própria clinica: dando um maior dinamismo ao curso, propiciamos aos alunos a oportunidade de realizar e passar pelas terapias estudadas;

12) Herbário: mais de 150 espécies de plantas medicinais.

Duração: 336 horas (distribuidas em 02 anos), sendo as aulas no último final de semana de cada mês.

Inicio: 24 e 25 de Abril.

Horário: Sábado das 09h às 18h e Domingos das 8h às 15h.

Local: Fazenda Nova Gokula - Pindamonhangaba-SP.

Investimento: R$ 270,00 mensais, não incluindo hospedagem e refeição.

Maiores informações e contato: www.gangaspaayurvedico.com.br!

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Exposição de Bruno Faria tematiza um dos mais importantes gêneros da História da Arte: a paisagem


O Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108) abrirá na próxima terça-feira, 6, às 18 horas, a exposição individual "Point de Vue", de Bruno Faria - artista pernambucano radicado em Paris (França) -, com curadoria de Marisa Mokarzel (mestre em História e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará). Gratuita ao público, a mostra ficará em cartaz até o próximo dia 07 de maio (horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10h às 20h; e aos domingos, de 10h às 18h).

A exposição "Point de Vue" tematiza um dos mais importantes gêneros da história da arte: a paisagem. Os quatro trabalhos apresentados abordam esse histórico tema em diferentes formas e mídias, apresentando questões que envolvem imagem, estética, política e o olhar do homem. Os assuntos envolvem a paisagem natural ou interferências relacionadas à arquitetura e ao próprio espaço urbano.


Point de Vue (texto da curadora Marisa Mokarzel)

Coloca-se a pintura em discussão sem que ela mesma se faça presente, a não ser por meio daquilo que a estrutura, o que está por trás: o desenho. A cor invisível ou coadjuvante - elemento pictórico fundamental permanece velado. Seria, neste caso, apenas o viés de uma aparência, o propósito de "mostrar o que se vê". O que se vê é o que é ou o simulacro inesgotável de sucessão de imagens?

Aonde está a paisagem? Sob que ponto de vista Bruno Faria a devolve como representação ou pura ironia de quem percebe o mundo a partir de uma postura crítica, imerso à arte, à vida? A perspectiva é um ponto de vista, um ângulo do olhar, uma ilusão ordenada entre o que se sabe e o que se vê. "Pela janela pintada da tela ilusionista, vê-se o que é preciso ver: a natureza das coisas mostradas em sua vinculação". Cauquelin assim considera: "o que se vê não são as coisas, isoladas, mas o elo entre elas, ou seja, a paisagem".

Em que lugar localiza-se o olhar do artista? De onde fala? De pontos diversos. São quatro obras, quatro pontos de vista, quatro paisagens. Nenhuma isolada. Em suas diferenças formam elos, articulam-se, promovem uma grande extensão de imagens e idéias, um panorama em linguagens distintas: desenho, vídeo, instalação, performance. Tempo e espaço redimensionam-se no campo da arte, da cultura, da subjetividade.

Bruno cria desenhos que são realizados por um paisagista. A mão que movimenta o traço não é a do artista, mas sim o pensamento, a construção da idéia que associa a paisagem antiga à notícia veiculada no "Diário de Pernambuco". Uma quase-história dá conta de arquivos e registros de décadas e décadas anteriores. Surgem um passado aprisionado em molduras, notícias de antes, desenho recente, solidão imaginada, vivida. Ficção ou realidade? Qual tempo importa? Que ato permanece ou desfaz-se na memória?

Um novo ângulo pode impor-se antes que o esquecimento ou a lembrança perdure. Um Panorama reorganiza-se, constrói-se com rótulos de embalagens, colecionados, recolhidos no dia-a-dia. A composição gráfica, os vestígios permanecem, fornecendo a pista de uma paisagem artificial, associada ao consumo, criada no universo publicitário. Mas um papel milimetrado, adicionado pelo artista, interfere no espaço, promove apagamentos sutis, permite que um ruído redimensione o cenário infinito e estenda-se na linha do horizonte.

De paisagem em paisagem, o espectador encontra a si mesmo para perder-se logo depois. Fixo ou em movimento uma nova paisagem apresenta-se, mais adiante um novo ponto de vista emerge e, inesperadamente, deixa-se consumir pelo fluxo luminoso. A estática imagem urbana ilude os olhos que nela se detém, mas bastam alguns segundos para que o fogo desfaça a cena citadina e os prédios diluam-se revelando a fotografia presa à parede. Intervenção do artista ou daquele que constrói, destrói a urbe?

A relação entre espaço expositivo e cidade é revista pelo artista que propõe um diálogo entre o fora e o dentro, entre paisagens. A rua, como zona de experimentação, retoma a mão que desenha, oferece-se aos olhos, permite-se interpretações. De Paris, o transeunte repensa o que vê, faz presente a paisagem invisível àquele que se encontra na galeria. O desenho feito pelo anônimo observador chega por fax, une cidades distantes. Territórios tornam-se fluidos, paisagens estrangeiras misturam-se na passagem do tempo, ficam suspensas, entre lugares.

A Escola de Barbizon e os impressionistas deixaram impressos na tela as cenas francesas. No Brasil, pintores locais e estrangeiros representaram com cores o cenário brasileiro. O gênero paisagem, no entanto, já não é mais pintado por Théodore Rousseau, Claude Monet ou por Georg Grimm, nem por José Pancetti e muito menos por Guignard. A contemporaneidade se faz em outras bases, diferentes pontos de vista não conseguem abarcar a flexibilidade de territórios, as mutações culturais. Um campo artificial, simulador de realidades se impõe a cada instante, o artista organiza aparências, atento, repensa o mundo das múltiplas paisagens, das móveis e indecifráveis cartografias.