quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal


Dia 3 de janeiro voltaremos à nossa programação normal. Boas Férias e sucesso em 2011 !

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A saga de João Tatá Caveira


A saga de João Tatá Caveira - Um mergulho nas trevas
de Marcio Martins

Páginas: 160







Este livro apresenta a saga de João Tatá Caveira, a princípio como simplesmente João, um jovem comerciante bem-sucedido dos anos 1870. Ele vivia com seu irmão mais velho, Jonas, que ficou cuidando dos negócios da família em São Paulo, quando João, sua mãe (Joana) e seu irmão mais novo (Paulo) mudaram para o Rio de Janeiro, onde sua irmã Patrícia morava na companhia de sua tia Lucinda. João não entendia por quê, mas sentia grande repulsa por Marcos, o noivo de Patrícia, embora este sempre fizesse de tudo para ajudá-lo, tanto na vida particular quanto nos negócios. Uma ida a São Paulo para visitar Jonas marca o início da mudança de comportamento de João, que se casa com Ana, a filha do Comendador. Jonas é assassinado, e João jura vingar a morte do irmão. A partir daí, comete crimes e outras atrocidades que o levaram, finalmente, a uma morte solitária e sofrida. Então, tem início a sua senda no mundo espiritual, onde se torna um escravo da falange de Tatá Caveira, o Senhor da Morte e dos Cemitérios. Veja como foi essa trajetória, até que o outrora comerciante se tornasse o Guardião João Tatá Caveira.

O AUTOR

Marcio Martins é graduado em Letras pela Faculdade Interação Americana - SBC e cursa Direito na Universidade São Marcos - SP. É especialista em atendimento por Hidromancia. Na senda espiritual, há 25 anos é umbandista. Atualmente, é sacerdote de Umbanda, do Templo Umbandista Irmãos Unidos na Força e União. Professor na Escola de Corimba Toque de Orixá - toque Nagô, Keto e Angola. Professor da Escola de Doutrina doTemplo Umbandista Irmãos Unidos na Força e União. Foi apresentador do Programa Cura pela Espiritualidade, da TV Espiritualista. Como médium psicógrafo, tem por objetivo psicografar muitos livros, para que as pessoas possam cada vez mais ver a Umbanda e a espiritualidade de forma correta e também para que conheçam as verdadeiras histórias que regem a nossa spiritualidade. Nesta obra, Marcio apresenta a comovente história que mostra a trajetória de vida e morte de João, que na espiritualidade se tornara líder de uma falange espiritual a serviço da Lei e do Criador. Conheça a saga de João Tatá Caveira e entenda como se processa a Justiça Divina em todos os tempos. Nada fica impune, e tanto o bem como o mal pesam na balança do grande tribunal da vida. Esta é uma história comovente de um homem que viera a se tornar um Guardião.

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UM LANÇAMENTO


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A BATALHA DE MOGADISCIO


A BATALHA DE MOGADISCIO
Matt Eversmann | Dan Schilling
328 págs.



Somália, 1993. Uma missão para capturar um senhor da guerra somali transforma-se em um desastroso tiroteio urbano, choca o mundo e abala uma grande nação. Em A Batalha de Mogadíscio — incidente que foi a base do livro Black Hawk Down (e do filme Falcão Negro em Perigo) —, esse confronto é lembrado pelos homens que dele participaram e sobreviveram. Seis dos melhores militares americanos recontam suas experiências brutais e suas corajosas contribuições nestes relatos inéditos em livro.




um lançamento



HISTÓRIA CULTURAL



Ensaios sobre linguagens, identidades e práticas de poder

deWilliam de Souza Martins
Gisele Sanglard
(Organizadores)



236 páginas




Um mosaico de possibilidades de análise abertas pela História Cultural. Questões de cultura popular e cultura de elite – sem se contraporem, discursos, literatura, imprensa, memória, identidade e produção intelectual norteiam os textos apresentados neste livro. Ou, como salienta William Martins na apresentação, os textos presentes no livro ressaltam a “importância da análise das linguagens, das identidades e das práticas de poder em diferentes contextos históricos”.


SOBRE OS ORGANIZADORES:


Gisele Sanglard
Mestra em história social da cultura (PUC-RJ) e doutora em história das ciências e da saúde (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz), é autora da tese “Entre os salões e o laboratório: filantropia, mecenato e práticas científicas – Rio de Janeiro, 1920-1940”, com menção honrosa no Prêmio O Globo de Revitalização do Rio de Janeiro (2005). Atualmente é professora do Mestrado em História da Universidade Severino Sombra (USS) e pesquisadora visitante na Casa de Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/FAPERJ), desenvolvendo pesquisa sobre assistência no Rio de Janeiro durante a Primeira República. É líder do grupo de pesquisa do CNPq Laboratório de Estudos sobre Sociedades e Culturas (LESC) da USS. Foi laureada com o Prêmio ABL História e Ciências Sociais (2009) por seu livro Entre os salões e o laboratório: Guilherme Guinle, a ciência e a saúde no Rio de Janeiro (1920-1940).
William de Souza Martins
Possui graduação e mestrado em história pela UFF e doutorado em história social pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é professor adjunto de História Moderna e Contemporânea do Departamento de História da UFRJ. Tem experiência no ensino superior de história, com ênfase em História do Brasil, nos períodos colonial e imperial e História Moderna. No que tange às atividades de pesquisa, já trabalhou com as seguintes temáticas: Igreja Católica - ordens religiosas; ordens terceiras no Rio de Janeiro - história; costumes populares - Rio de Janeiro século XIX.

LANÇAMENTO DA



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CURANDO A SI MESMO



CURANDO A SI MESMO
de Ryuho Okawa

Páginas: 182


Em Curando a Si Mesmo, o Mestre Ryuho Okawa revela as verdadeiras causas das doenças e os remédios para várias delas, que a medicina moderna ainda não consegue curar. Para ajudá-lo a encontrar o caminho do bem-estar, o Mestre Ryuho Okawa oferece não apenas conselhos espirituais, mas também de natureza prática. Segindo os passos sugeridos neste livro, a sua vida mudará completamente e você descobrirá a verdade sobre a mente e o corpo.











O AUTOR
RYUHO OKAWA, fundador e líder espiritual da Happy Science (Ciência da Felicicade), dedica a vida à exploração do mundo espiritual e dos caminhos da felicidade. Nasceu em Tokushima, Japão, em 1956. Tendo se formado pela Universidade de Tóquio, passou a trabalhar numa grande empresa de comércio exterior com sede na capital japonesa e estudou finanças internacionais no Graduate Center of the City University of New York. Em 1986, abandonou a carreira profissional e fundou a Happy Sciense. Concebeu os seminários espirituais da Happy Sciense para todo tipo de pessoa, do adolescente ao alto executivo. É conhecido pela sabedoria, a compaixão e o compromisso de educar as pessoas para pensarem e agirem de modo espiritual e religioso. Os membros da Happy Sciense seguem o caminho que ele mostra e, divulgando os seus ensinamentos, atendem quem precisa de ajuda. Ele escreveu muitos livros e artigos, entre os quais As Leis da Eternidade, O Ponto de Partida da Felicidade, Pensamento Vencedor e Mensagens Celestiais de Masaharu Taniguchi, publicados pela Editora Cultrix. Também produziu longas-metragens de sucesso (inclusive animações) baseados em suas obras.

UM LANÇAMENTO
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O Mestre do seu Sistema


O Mestre do seu Sistema: o caminho de volta da ansiedade e da síndrome do pânico
de Máera Moretto
224 páginas


Os segredos da milenar medicina chinesa revelados de modo simples, para serem praticados no nosso cotidiano. Este é o tema central de “O Mestre do seu Sistema – O caminho de volta para a ansiedade e a síndrome do pânico”, de Máera Moretto. Pela primeira vez no Brasil, um livro explica, em linguagem coloquial e de modo inovador, os conceitos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e ensina como aplicá-los ao nosso modo de vida. E isso com mais uma novidade: mostra como controlar os vários tipos de ansiedade e seus extremos, como a síndrome do pânico, que atinge cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo.

O mestre é Shen Menn, chinês que veio para o Brasil divulgar os ensinamentos da Medicina Oriental. Trata-se de personagem como os seus “discípulos”, homens e mulheres, criados pela autora a partir de centenas de pacientes tratados pela acupunturista Máera Moretto. Esses personagens conversam abertamente com o mestre, em busca de uma vida mais equilibrada – e, num diálogo claro e saboroso, aprendem a encontrar novos caminhos para restabelecer o equilíbrio e a saúde.

“O Mestre de seu Sistema” relata várias situações emocionais vividas por todos nós, que podem abrir portas para desequilíbrios e doenças. Com a ajuda de Shen Menn, Máera Moretto faz com que o leitor conheça e ponha em prática os preceitos e da MTC. O livro se completa com exercícios de respiração, meditação, dicas sobre alimentação e novos hábitos, praticados e aprovados por pacientes que, vítimas de transtornos de ansiedade e pânico, seguiram os ensinamentos da MTC e hoje vivem de modo harmonioso e saudável.

O livro “O Mestre do seu Sistema” traz a MTC para o mundo Ocidental de modo acessível a todos. Ao revelar cases bem sucedidos no tratamento da ansiedade e do pânico, apresenta um novo olhar sobre como tratar os distúrbios emocionais da vida moderna.

Sobre o livro – “O Mestre do seu sistema – O caminho de volta para a ansiedade e a síndrome do pânico” é dividido em três partes, o livro se completa com um final revelador, que explica porque o mestre está no nosso sistema.

Na primeira parte – Novos caminhos – Máera conta como começou seus estudos na MTC, fala sobre conceitos básicos da Medicina Tradicional Chinesa – os meridianos, o Yin e Yang, o Qi (pronuncia-se Tchi) de forma acessível a qualquer leigo. E ainda introduz a figura do Mestre com uma deliciosa lenda sobre a origem do homem na Terra.

Na segunda parte – Os Caminhos dos Desequilíbrios - os personagens tomam a palavra para descrever seus desequilíbrios, um cotidiano no qual todos nós nos reconhecemos. Falam sobre problemas que sentem na pele, de forma aberta e sem preconceitos, num diálogo direto com o mestre Shen Menn.

Na terceira parte – Os Caminhos da Cura – “O Mestre do seu Sistema” traz vários exercícios ilustrados, praticados e aprovados por pacientes que, vítimas de transtornos de ansiedade e pânico, seguiram os ensinamentos da MTC e dão seus testemunhos sobre como mudaram a qualidade de vida e ganharam mais saúde e equilíbrio.


A autora

Máera Moretto tem 37 anos e há mais de dez anos pratica acupuntura. É formada em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo há 14 anos. Entre os vários cursos de pós-graduação que fez, destaca: Ortopedia na Universidade Cidade de São Paulo; Acupuntura segundo a Medicina Tradicional Chinesa e Fitoterapia Chinesa pela FACIS (Faculdade de Ciências da Saúde).

Há cerca de dez anos, a acupunturista Máera Moretto deu uma guinada em sua carreira. Ao receber em seu consultório um número grande de casos com ansiedade, depressão, fobias e síndrome do pânico, ela percebeu que a acupuntura podia colaborar efetivamente para a melhora desse paciente, com resultados excelentes. Em decorrência da grande quantidade de pacientes que reclamavam de dores psicossomáticas, a autora de “O Mestre do seu Sistema” redirecionou, então, seus estudos de acupuntura para incluir ensinamentos para a saúde mental e emocional. Os resultados, bastante animadores, estão no livro “O Mestre do seu Sistema”.

UM LANÇAMENTO DA

Vale da Morte, o Contestado visto e sentido



Vale da Morte, o Contestado visto e sentido
de Nilson Cesar Fraga



"Prezados e Prezadas,

saiu da gráfica na semana passada meu novo trabalho sobre a Guerra do Contestado. É um livro com relatos em primeira pessoa das viagens de campo que fiz com meus alunos da UFPR e UNICURITIBA nesta primeira década do século XXI. Pretendo fazer um lançamento e chamá-los para estar comigo e conhecer este trabalho. Isto deve acontecer no meu retorno de Cuba, ou seja, na segunda quinzena de maio. Primeiro lançarei em Curitiba, depois em Florianópolis e por fim em Blumenau, cidade da editora. Muitos dos meus alunos de Geografia, Turismo, História e outras áreas que comigo estiveram pelo Contestado se encontrarão nas páginas do Vale da Morte, o Contestado visto e sentido. Seguem os detalhes da contracapa, para que possam ter uma idéia do que encontrarão. Abraços.

Vale da Morte: o Contestado visto e sentido - “entre a cruz de Santa Catarina e a espada do Paraná”

Da igreja que fica num morrinho, descemos de caminhonete até a planície do rio Santa Maria e paramos defronte a uma cerca de arame farpado que delimitava as terras, com a entrada feita por um arco de madeira flexível tirada das matas circunvizinhas.

Estávamos no coração de Santa Maria. A planície não era muito grande, mas caberiam uns mil casebres ou mais, além da praça e das igrejas. Porém o reduto não ocupava apenas esta área, ele seguia o vale e os morros.

Vi alguns pés de roseira e perguntei ao prefeito por que estavam ali e quem as plantou. Ele disse que aquele local era o cemitério do reduto. Jaziam ali, segundo se comenta na cidade, mais de quatro mil corpos, e diziam também que as roseiras foram plantadas em 1916, em homenagem a Virgem Maria Rosa, a Joana D’Arc do Sertão. Confesso que nunca havia imaginado que roseiras poderiam durar quase um século. Fotografei algumas e de perto se via o aspecto de antigas, rugosas e, em alguns casos, meio enferrujadas. Todas as roseiras de flores vermelhas.

O cemitério era um campo de gramíneas demarcado por um dos mourões colocados também em 1916. Para qualquer lugar que andássemos, estávamos pisando em mortos. (...)

Comecei a vasculhar o lugar. Tinha de achar maiores fragmentos do genocídio de Santa Maria. (...) Era o rio Lava Tripa. Tinha este nome desde os tempos das batalhas finais no reduto. O número de mortos era muito grande para ser enterrado durante os bombardeios federais, então os caboclos colocavam os corpos dilacerados pela munição naquelas águas geladas, montanas, para evitar a putrefação. Quando os bombardeios paravam, eles retiravam os corpos e levavam para o enterro no cemitério.

Enquanto os corpos jaziam sobre o leito gelado do rio, suas águas correntes faziam a limpeza das vísceras, o caldo vermelho seguia por quilômetros e todos podiam saber, pelo sangue na água, que muitos estavam morrendo em Santa Maria.

Há quem diga não ser o Contestado uma Guerra!"

O AUTOR



O AUTOR
Nilson Cesar Fraga

Graduação em Geografia (Licenciatura Plena) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1997), Graduação em Geografia (Bacharel) pela Universidade Estadual de Maringá (1999), MESTRADO em Geografia (Análise Ambiental e Desenvolvimento regional) pela Universidade Estadual de Maringá (2000) e DOUTORADO em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná (2006). Atualmente é professor titular - Centro Universitário Curitiba - UNICURITIBA (ex-Faculdades Integradas Curitiba); Professor Assitente Doutor do Centro Universitário Franciscano do Paraná - FAE (Curso de Mestrado); Editor da Revista PerCurso - Sociedade, Natureza e Cultura e Revisor da Revista de Relações Internacionais; membro do Conselho Editorial da Geografar (Revista do PPGGeog/UFPR) e da Revista Virtual de Turismo (UFRJ). Professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da UFPR (Mestrado e Doutorado). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase na relação sociedade e meio ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: Geografia, Geografia Política, Turismo, Relações Internacionais, Direito e Educação. É consultor da Secretaria de Estado da Educação do Paraná - SEED/PR e das Secretarias de Educação de Curitiba e Colombo (PR) e consultor ambiental. É Professor de Pós-graduação na FAE e UFPR, em diversas áreas, tais como: turismo, arquitetura e urbanismo, história e geografia do Paraná, sociedade e meio ambiente, metodologia da geografia, análise ambiental dentre outras atividades.


UM LANÇAMENTO

domingo, 12 de dezembro de 2010

Filosofia com Crianças e Pais


Filosofia com Crianças e Pais
Clube Literário do Porto
Sábado 18 de Dezembro


Sessão 1 - 6 aos 9 anos (10h30 - 12h00)
Sessão 2 - 10 aos 14 (15h00 - 16h30)


Organização: Tomás Magalhães Carneiro / Grupo de Filosofia na Educação do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto
Valor: 10€ (criança + 1 pai/mãe)
Inscrições: revistaumcafe@gmail.com (max. 10 inscrições)
http://filosofiacritica.wordpress.com/

Prorrogadas as inscrições para a 29ª Oficina de Música


Várias oficinas já estão lotadas, mas ainda há vagas para 33 cursos.

Entre os cursos com inscrições abertas estão os de ritmos latinos.

Foram prorrogadas até dia 16 de dezembro as inscrições para a 29ª Oficina de Música de Curitiba. Com o patrocínio da Petrobrás, a Oficina acontece de 9 a 29 de janeiro de 2011. Dos 86 cursos, 33 ainda têm vagas. As inscrições podem ser feitas pelo site www.oficinademusica.org.br.

Um dos cursos que ainda têm vagas é o de música peruana. Nessa minioficina, os alunos vão aprender a tocar o cajón com o professor peruano Rafael Santa Cruz, que participa de vários workshops pela Europa e América Latina. Instrumento simples e barato, o cajón vem se popularizando cada vez mais no Brasil, tanto entre os músicos profissionais quanto entre os amadores. Revelou-se um acompanhamento muito rico para voz e violão. Hoje é tão comum a presença do instrumento nas apresentações flamencas que muitos imaginam ser sua origem espanhola.

O instrumento encanta pela simplicidade, desempenho, por sua grandiosa vibração e versatilidade. Acompanha praticamente todos os ritmos, podendo ser utilizado acusticamente ou microfonado em apresentações ao vivo. Para quem quiser fazer o curso mais longo de cajón pode frequentar a oficina do italiano Marco Fadda, que toca diversos instrumentos de percussão étnica e popular.

Ritmos da Venezuela e Caribe - Joropo, merengue venezuelano, gaita, sangueo. São esses os ritmos que o professor venezuelano Aquiles Baez vai ensinar no curso de ritmos da Venezuela e Caribe. Violonista, arranjador, compositor e produtor musical, Aquilez Baez é a história viva da música de seu país. No curso, o músico vai falar das três culturas que determinaram a música na Venezuela (indígena, espanhola e africana). Para participar é preciso ter domínio de algum instrumento e saber ler partitura.

Música boliviana – “O substrato índigena em diferentes ambientes da música boliviana” é outro curso que ainda tem vaga. O saxofonista e flautista Álvaro Montenegro, da Bolívia, vai dar uma visão geral da influência da música indígena em várias formas da música boliviana: folk tradicional, urbano, jazz, rock e erudito. Nas aulas haverá leituras, audições, vídeos e prática com instrumentos nativos dos Andes.

Serviço:

29ª Oficina de Música de Curitiba

Cursos do Núcleo de Música Latino Americana

Local: UTFPR - Av. Sete de Setembro, 3165

“Música do Peru”
Data e horário: 24 a 28 de janeiro, das 14 às 17h.
“Ritmos da Venezuela e Caribe”

Data e horário: 24 a 27 de janeiro, das 14 às 17h.

“O substrato indígena em diferentes ambientes da música boliviana”

Data e horário: 24 a 28 de janeiro, das 14h às 17h

Inscrições: R$50,00

“Percussão do Mundo – Cajón Power”

Data : 20 a 29 de janeiro, das 14h às 17h

Inscrição: R$100,00

Período de inscrições: até 16 de dezembro, no site

www.oficinademusica.org.br

Informações: (41) 3321-2839 ou (41) 3321-3315 e

oficinademusica@fcc.curitiba.pr.gov.br.

O Sankirtana da Distribuição de Livros de Srila Prabhupada










por Sua Santidade Giriraj Swami



janeiro de 2010, Kiev, Ucrânia



krsna-varnam tvisakrsnam

sangopangastra-parsadam

yajnaih sankirtana-prayair

yajanti hi su-medhasah



“Na era de Kali, as pessoas inteligentes executam o canto congregacional para adorar a encarnação do Supremo que constantemente canta os nomes de Krsna. Embora Sua compleição não seja negra, Ele é o próprio Krsna. Ele está acompanhado por Seus associados, servos, armas e companheiros confidenciais”. – Srimad-Bhagavatam 11.5.32



Este verso se refere ao Senhor Caitanya. Aqueles que são inteligentes (su-medhasah) adorarão esta encarnação, o Senhor Caitanya, pela execução de sankirtana-yajna.



Distribuição de livros é sankirtana. Kirtana significa “glorificação”, e sam significa “completa”. Glorificação a Krsna é algo completo quando muitos devotos participam. Além disso, glorificação completa significa glorificar não apenas o nome de Krsna, mas também Sua forma, Suas qualidades, Seus passatempos, Seu séquito, Sua parafernália – tudo relacionado a Ele. Distribuição dos livros de Srila Prabhupada é glorificação completa de Krsna porque os livros de Srila Prabhupada glorificam Krsna completamente: Seu nome, Sua forma, Suas qualidades, Seus passatempos e assim por diante.



Quem adora o Senhor Caitanya através de sankirtana? Aqueles que são altamente inteligentes. É claro que, algumas vezes, alguém talvez não seja muito inteligente – ele pode ser apenas afortunado. Aqui não estou me referindo a vocês, mas a mim mesmo, pois vou explicar agora como fui ocupado em sankirtana.



Comecei em Boston, em 1969. Como mencionou Sua Santidade Niranjana Swami, devemos ocupar nossos cérebros pensando em diferentes maneiras de distribuir os livros de Prabhupada. Srila Prabhupada costumava fazer isso, e uma área que ele considerava importante eram as livrarias, e, na época, ele queria um devoto em cada templo para deixar seus livros nas livrarias.



O templo de Boston era muito pequeno naquele tempo, e, de alguma maneira, Satsvarupa ou Brahmananda julgaram que eu poderia fazer isso. Assim, levei os livros a várias livrarias, e fui um tanto bem-sucedido – eles estavam comprando os livros. Fui extremamente bem-sucedido em deixar os livros de Prabhupada na Harvard Co-Op. Eles fizeram um pedido enorme, talvez vinte cópias do Bhagavad-gita Como Ele É e outros livros. E, quando Srila Prabhupada soube, ele ficou muito contente. Foi a primeira vez, que eu saiba, que ele ficou sabendo de um serviço específico que eu houvesse feito.



Anos mais tarde, quando eu estava em Madras, embora o nosso programa principal para distribuição de livros na Índia fosse a feitura de membros vitalícios, fui a algumas livrarias. Com efeito, Srila Prabhupada estava tão determinado a ver seus livros sendo distribuídos que ele algumas vezes me escrevia cartas sugerindo livrarias específicas às quais eu deveria ir. Assim, havia uma grande livraria na principal rua de Madras, a livraria Higgenbotham, na rua Mount, e eles fizeram um pedido realmente grande – cerca de sessenta livros grandes. Eu periodicamente visitava a loja para ver se os livros estavam sendo vendidos, e eles estavam, e, então, nós lhes fornecíamos mais livros.



Srila Prabhupada ficou tão contente que me escreveu uma carta: “Estou absolutamente satisfeito especialmente em ouvir que você está distribuindo muitos livros. Prossiga aumentando o número de livros, e prossiga aumentando o meu prazer”. Quanto mais ampliamos a distribuição de livros de Prabhupada, mais ampliamos o prazer de Prabhupada, e essa é a nossa meta. Yasya prasadad bhagavat-prasado: Quando Prabhupada está contente, quando o mestre espiritual está contente, então Krsna fica contente.



Posteriormente, fiz um programa universitário em Bombaim e escrevi um relato sobre o mesmo para Srila Prabhupada, explicando o que eu havia dito aos estudantes. Na época, Prabhupada estava doente em Vrndavana, e Tamal Krishna Goswami, seu secretário, estava respondendo as cartas em nome de Prabhupada. Tamal Krishna Goswami respondeu que Srila Prabhupada estava especialmente contente em ouvir que os estudantes haviam comprado seus livros. Eu estava pensando que Prabhupada ficaria contente com o que eu havia falado aos estudantes, mas, quando li que Prabhupada estava “especialmente” satisfeito em saber que os estudantes haviam comprado muitos de seus livros, compreendi que aquilo era onde realmente estava a substância. Caso obtenham os livros de Prabhupada, eles obtêm a filosofia completa e a prática completa da consciência de Krsna – e a inspiração para adotá-la.



Esses livros são tão importantes e a ordem do mestre espiritual é tão importante que, se distribuímos os livros sob a ordem do mestre espiritual, da maneira que o mestre espiritual instrui, haverá grande potência na atividade. Temos que ocupar nossos cérebros em pensar em como distribuir os livros de Prabhupada. E, se abraçamos essa ordem e de fato trabalhamos para distribuí-los, experienciaremos resultados maravilhosos.



Na minha rota América-África do Sul, parei na Inglaterra logo antes da maratona começar, e, na minha rota África do Sul-Ucrânia, parei lá novamente logo após o término da maratona. A Inglaterra teve uma maratona muito bem-sucedida, e o mote deles era: “Um pouco de muitos”. Se muitos devotos participam, mesmo se cada um faça apenas um pouco, isso somará. É claro que alguns devotos que têm tempo e facilidade podem fazer muito, mas outros, como aqueles na vida familiar, talvez sejam capazes de fazer apenas um pouco. Então, trata-se de um bom mote: “Um pouco de muitos”. E também podemos obter muito de alguns poucos. E isto é uma maravilhosa combinação: um pouco de muitos e muito de alguns poucos.



Pedimos a todos vocês que por favor abracem este serviço de distribuição de livros. Seja você um dos poucos que fazem muito ou um dos muitos que fazem um pouco. Srila Prabhupada ficará contente com todos vocês porque o Guru Maharaja dele queria essa distribuição de livros. Por realizarem esse serviço de sankirtana, vocês certamente serão abençoados por Srila Prabhupada, o parampara, Sri Sri Gaura-Nitai e Sri Sri Radha e Krsna.





Tradução de Bhagavan dasa (DvS) humildemente dedicada aos sankirtaneiros atuantes no Brasil

MITO - MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO DE OEIRAS


DE PORTUGAL PARA O BRASIL

Natural do Rio de Janeiro, António Terra, director artístico da bienal de teatro MITO,

parte direcção ao Brasil para temporada de criação do que será o MITO 2011.

De 09 de Dezembro de 2010, a 07 de Fevereiro de 2011, António Terra além de partir ao encontro do conceito da próxima edição da bienal MITO – Mostra Internacional de Teatro de Oeiras, irá estar bem próximo das mais recentes criações artísticas brasileiras, com o intuito de preparar novo intercâmbio cultural para 2011, em Portugal.

Terminada a edição do entreMITOS 2010, António Terra prossegue caminho ao encontro da aventura artística para 2011.

LANÇAMENTOS: Os dois tigres | Os outros | De Profundis | A rainha dos caraíbas


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Editora 34 lança sarau literário dia 13/12

Leituras Íntimas_#1

Um pouco de Beatriz Bracher e muito sobre o amor

"Não possuímos uma linha, uma superfície, um volume, sem que nosso amor o ocupe." Proust

No dia 13 de dezembro, a Editora 34 e a Casa de Francisca unem forças para realizar um delicioso sarau literário e musical, recheado de conversas sobre literatura e sobre a obra de Beatriz Bracher. A noite dá início ao projeto Leituras Íntimas, um novo espaço para discutir literatura e ouvir boa música na cidade de São Paulo.

Nesta primeira edição, Beatriz Bracher e Noemi Jaffe dialogam sobre seus livros adorados, citando os volumes que povoam suas bibliotecas pessoais. Ao longo da noite, ambas lerão trechos especialmente selecionados para a ocasião - alguns subtraídos dos títulos de Beatriz Bracher, todos escolhidos a partir do tema amor. Fragmentos de ensaios, crônicas, romances, músicas populares, sobre morte, filhos, sexo, homem, mulher, e por aí afora.

Leituras Íntimas nasce para dar voz a autores e abrir espaço para a literatura, integrando escritores de todas as gerações, de diversos gêneros e de várias editoras, em conversas descontraídas e intimistas, entre amigos e parceiros de jornadas literárias.

A Casa de Francisca, um espaço originalmente dedicado à música, abre suas portas para esse encontro, e integra as duas artes em uma mesma noite. Após o bate-papo entre Beatriz e Noemi, os músicos Diogo Maia e Isabel Junqueira comandam o sarau musical, reunindo um repertório de músicas brasileiras arranjadas para flauta, clarinete e clarone. Clara Kok Martins participará tocando flauta.

Em 2011, uma noite por mês - ou a cada tanto -, Leituras Íntimas vai agregar música, sabatina e conversa com grandes nomes da literatura brasileira. Os encontros íntimos terão curadoria da Editora 34 e participação de outras editoras, e serão sempre acolhidos pela Casa de Francisca. Antonio Prata, Fabrício Corsaletti, Reinaldo Moraes e Alberto Martins já confirmaram presença para o próximo ano.

Leituras Íntimas_#1

com Beatriz Bracher e Noemi Jaffe

Dia 13 de dezembro, às 20h00

Local: Casa de Francisca

Entrada franca.

Imprescindível fazer reserva através do e-mail anapaula@editora34.com.br

Sujeito à lotação do espaço.

Beatriz Bracher nasceu em São Paulo, em 1961. Formada em Letras, foi uma das editoras da revista de literatura e filosofia 34 Letras, entre 1988 e 1991, e também uma das fundadoras da Editora 34, onde trabalhou de 1992 a 2000. Em 2002 publicou, pela editora 7Letras, Azul e dura, seu primeiro romance (reeditado pela Editora 34 em 2010), seguido de Não falei (2004), Antonio (2007) e o livro de contos Meu amor (2009), todos pela Editora 34. Tem textos publicados em várias antologias e revistas culturais. Em 1994 escreveu com Sérgio Bianchi o argumento do filme Cronicamente inviável (2000) e, mais recentemente, com o mesmo diretor, o roteiro do longa-metragem Os inquilinos (2009), prêmio de melhor roteiro no Festival do Rio 2009. O romance Antonio obteve, em 2008, o Prêmio Jabuti (3º lugar), o Prêmio Portugal Telecom (2º lugar) e foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Meu amor recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional, como melhor livro de contos de 2009.

Noemi Jaffe é escritora, professora e crítica literária da Folha de S. Paulo. Professora da PUC-SP, escreveu Todas as coisas pequenas (Hedra-2005), Do princípio às criaturas (USP/CAPES-2008) e Folha Explica Macunaíma (Publifolha-2001), entre outros.

Sobre os musicistas:

Diogo Maia nasceu em Brasília e se formou na Escola de Música da cidade. Graduou-se em clarinete pela ECA-USP sob a orientação de Luis Afonso Montanha. Integra o grupo de música contemporânea da USP, o grupo Seis com Casca, o quinteto de clarinetes Sujeito a Guincho e o grupo Fellas, além de desenvolver um trabalho de música e clown. Faz trilhas para teatro, gravações, arranjos e toca como convidado na Camerata Aberta e na OSESP.

Isabel Junqueira é formada em Letras pela USP e trabalha como revisora na Editora 34. Estudou música no Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, sob a orientação de Edmilson Nery. Participou de festivais de música e grupos de música brasileira. Atualmente, estuda com Alexandre Ribeiro.

Repertório:

Radamés y Pelé (Tom Jobim)

Cine Baronesa (Guinga)

Paraquedista (José Leocadio)

A história de Lily Braun (Chico Buarque/Edu Lobo)

UM LANÇAMENTO

Teste de Audiência acontece na CAIXA Cultural



Última sessão da temporada 2010 acontece no dia 14 de dezembro

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta a última sessão da temporada 2010 do Teste de Audiência - TA, no dia 14 de dezembro. O projeto consiste na exibição de um filme não finalizado e é uma atividade cultural diferenciada, pois estimula o aperfeiçoamento do diálogo dos produtores e realizadores brasileiros com o público que frequenta as salas de cinema.

O Teste de Audiência foi idealizado pelos cineastas Márcio Curi e Renato Barbieri e busca desenvolver a cultura cinematográfica no Brasil. Após a exibição do filme, os realizadores fazem um debate com o público, que manifesta suas opiniões sobre diversos aspectos do filme.

Diversos filmes já participaram do projeto, que está na 4ª temporada nacional e 2ª curitibana. Entre os filmes, estão "É Proibido Fumar" (Anna Mulayert), vencedor do Festival de Brasília; "Bróder" (Jeferson De), vencedor do Festival de Gramado; “Elvis e Madona” (Marcelo Laffitte), Prêmio Redentor de melhor roteiro e melhor filme, roteiro, diretor, ator principal e ator coadjuvante no Festival de Natal de 2009.

Entre os diretores que já participaram do teste, estão: André Klotzel, Alain Fresnot, Anna Muylaert, Marco Altberg, Toni Venturi, Paulo Morelli, José Eduardo Belmonte, Lina Chamie, dentre outros.

Serviço

Cinema: Teste de Audiência

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR

Data: 14 de dezembro

Horários: terça 19h30

Ingressos: Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do Teatro, no dia do evento, a partir das 18h30

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 16 anos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/caixacultural

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ADEUS AMIGO !


Hoje (às 00:00 hrs do dia 7 de dezembro de 2010) perdemos umas pessoas mais cativantes e importantes em nossa família do SUPLEMENTO CULTURAL . Era um Cruz um Rac'z. Lutou pela vida como valororoso que era mas... A vida pode escoar pelo ralo quando menos se espera. Foi meu amigo nos porres, nas insonias, e foi acima de tudo generoso! Da Rua Paim em São Paulo para o mundo! E quantas mudanças não foram. Veio dar adeus perto do mar. Talvez tenha alguma coisa transcendental nisso. Deixa um enorme torpor em mim que qualquer hora vai desabar, e não vai ser fácil! Deixa inconsolável aquela que o considerava seu filho (o Fifilho, o Adolfo - como nosso vizinho diria)...e sei lá mais que tudo me confunde nesta hora. Como um SAGRADO DA BIRMÂNIA " O gato do templo é apegado ao dono e muito dócil " que descende dos animais antigos gatos criados nos templos budistas. Famosos pelo seu caráter tranqüilo e, ao mesmo tempo, sociável. Esse amigo gostava de brincar, era inteligente e alegre.
Esses gatos são sociais e muito inteligentes, e tem uma vantagem sobre os siameses: não são ciumentos. Geralmente eles elegem uma pessoa de temperamento calmo como. Fiel, dedica-se totalmente a seu “escolhido” e fica com muitas saudades quando seu dono não está em casa. É conhecido também por seu miado doce.

Mas,ele não era da Birmania, era do vuco-vuco da rua Paim. Paulistano total!
Tenho um verdadeiro buraco, não virtual em minha vida, mas espero que na melhor tradição induista ele esteja voltando, como um garoto bonito e companheiro. Lutou até o fim, talvez sentindo as dores da batalha com Arjuna. Sr Ganeshe o acompanhou, e os demonios ficaram em suas morafas com medo de se aproximar. Logico que não foi... feliz! tinha muita vida pra viver. MAS...

Para ele e por sua redenção mudo este momento por um poema que para mim sempre irradiou a valente força...

Para Sempre Edgard Allan

assinado
...seu pai!


"O CORVO"
por MACHADO DE ASSIS


EM CERTO DIA, à hora, à hora Da meia-noite que apavora, Eu caindo de sono e exausto de fadiga Ão pé de muita lauda antiga, De uma velha doutrina, agora morta, Ia pensando, quando ouvi à porta Do meu quarto um soar devagarinho E disse estas palavras tais: "E alguém que me bate à porta de mansinho; Há de ser isso e nada mais. " Ah! bem me lembro! bem me lembro! Era no glacial dezembro; Cada brasa do lar sobre o chão refletia A sua última agonia. Eu, ansioso pelo sol, buscava Sacar daqueles livros que estudava Repouso (em vão!) à dor esmagadora Destas saudades imortais Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora, E que ninguém chamará jamais. E o rumor triste, vago, brando Das cortinas ia acordando Dentro em meu coração um rumor não sabido Nunca por ele padecido. Enfim, por aplacá-lo aqui no peito Levantei-me de pronto e: "Com efeito (Disse) é visita amiga e retardada Que bate a estas horas tais. E visita que pede à minha porta entrada: Há de ser isso e nada mais. " Minhalma então sentiu-se forte; Não mais vacilo e desta sorte Falo: "Imploro de vós ou senhor ou senhora -Me desculpeis tanta demora.Mas como eu, precisado de descanso, Já cochilava, e tão de manso e manso Batestes, não fui logo prestemente, Certificar-me que aí estais." Disse: a porta escancaro, acho a noite somente, Somente a noite, e nada mais. Com longo olhar escruto a sombra, Que me amedronta, que me assombra, E sonho o que nenhum mortal há já sonhado, Mas o silêncio amplo e calado, Calado fica; a quietação quieta: Só tu, palavra única e dileta, Lenora, tu como um suspiro escasso, Da minha triste boca sais; E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço; Foi isso apenas, nada mais. Entro co'a alma incendiada. Logo depois outra pancada Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela: "Seguramente, há na janela Alguma coisa que sussurra. Abramos. Eia, fora o temor, eia, vejamos A explicação do caso misterioso Dessas duas pancadas tais. Devolvamos a paz ao coração medroso. Obra do vento e nada mais." Abro a janela e, de repente, Vejo tumultuosamente Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias. Não despendeu em cortesias Um minuto, um instante. Tinha o aspecto De um lorde ou de uma lady. E pronto e reto Movendo no ar as suas negras alas. Acima voa dos portais, Trepa, no a!to da porta, em um busto de Palas; Trepado fica, e nada mais. Diante da ave feia e escura, Naquela rígida postura, Com o gesto severo - o triste pensamento Sorriu-me ali por um momento, E eu disse: "O tu que das noturnas plagas Vens, embora a cabeça nua tragas, Sem topete, não és ave medrosa, Dize os teus nomes senhoriais: Como te chamas tu na grande noite umbrosa?" E o corvo disse: "Nunca mais." Vendo que o pássaro entendia A pergunta que lhe eu fazia, Fico atônito, embora a resposta que dera Dificilmente Iha entendera. Na verdade, jamais homem há visto Coisa na terra semelhante a isto: Uma ave negra, friamente posta, Num busto, acima dos portais, Ouvir uma pergunta e dizer em resposta Que este é o seu nome: "Nunca mais." No entanto, o corvo solitário Não teve outro vocabulário, Como se essa palavra que ali disse Toda sua alma resumisse. Nenhuma outra proferiu, nenhuma, Não chegou a mexer uma só pluma, Até que eu murmurei: "Perdi outrora Tantos amigos tão leais! Perderei também este em regressando a aurora." E o corvo disse: "Nunca mais. Estremeço. A resposta ouvida tão exata! é tão cabida! "Certamente, digo eu, essa é toda a ciência Que ele trouxe da convivência De algum mestre infeliz e acabrunhado Que o implacável destino há castigado Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga, Que dos seus cantos usuais Só lhe ficou, da amarga e última cantiga, Esse estribilho: "Nunca mais. Segunda vez, nesse momento, Sorriu-me o triste pensamento; Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo; E mergulhando no veludo Da poltrona que eu mesmo ali trouxera Achar procuro a lúgubre quimera. A alma, o sentido, o pávido segredo Daquelas sílabas fatais, Entender o que quis dizer a ave do medo Grasnando a frase: "Nunca mais. Assim, posto, devaneando, Meditando, conjecturando, Não lhe falava mais; mas se lhe não falava, Sentia o olhar que me abrasava, Conjecturando fui, tranquilo, a gosto, Com a cabeça no macio encosto, Onde os raios da lâmpada caíam, Onde as tranças angelicais De outra cabeça outrora ali se desparziam. E agora não se esparzem mais. Supus então que o ar, mais denso, Todo se enchia de um incenso. Obra de serafins que, pelo chão roçando Do quarto, estavam meneando Um ligeiro turíbulo invisível; E eu exclamei então: "Um Deus sensível Manda repouso à dor que te devora Destas saudades imortais. Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora." E o corvo disse: "Nunca mais. "Profeta, ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno Onde reside o mal eterno, Ou simplesmente náufrago escapado Venhas do temporal que te há lançado Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo Tem os seus lares triunfais, Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?" E o corvo disse: "Nunca mais. "Profeta, ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Profeta sempre, escuta, atende. escuta, atende! Por esse céu que além se estende, Pelo Deus que ambos adoramos, fala, Dize a esta alma se é dado inda escutá-la No Éden celeste a virgem que ela chora Nestes retiros sepulcrais. Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!" E o corvo disse: "Nunca mais. "Ave ou demônio que negrejas! Profeta, ou o que quer que sejas! Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa! Regressa ao temporal, regressa  tua noite, deixa-me comigo. Vai-te, não fique no meu casto abrigo Pluma que lembre essa mentira tua, Tira-me ao peito essas fatais Garras que abrindo vão a minha dor já crua.', E o corvo disse: "Nunca mais. E o corvo aí fica, ei-lo trepado No branco mármore lavrado Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho. Parece, ao ver-lhe o duro cenho, Um demônio sonhando. A luz caída Do lampião sobre a ave aborrecida No chão espraia a triste sombra; e fora Daquelas linhas funerais Que flutuam no chão, a minha alma que chora Não sai mais, nunca mais! E A POE

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A História Secreta da Política Ocidental


A História Secreta da Política Ocidental

de Gary Lachman



O elo entre o oculto e a política é tão antigo quanto a própria política. Na Antiguidade, magos do Egito e da China transformavam em leis as mensagens dos deuses. Nos dias de hoje, esse elo se tornou obscuro, limitado principalmente a estudos sobre o “lado sombrio” do fascismo. Mas o crítico da contracultura Gary Lachman mostra que também existe uma política ocultista “progressista”, democrática.

Em A História Secreta da Política Ocidental (Editora Cultrix), Lachman explica como as ideias ocultistas ajudaram a formar a política do Ocidente, abrangendo desde os Cavaleiros Templários e a Maçonaria até as revoluções francesa e americana; a ligação do espiritismo com o feminismo; a teosofia e sua ligação com a independência da Índia; a busca por Shambhala pelo Partido Nazista e suas raízes esotéricas; a retomada ocultista dos anos 60 pelo movimento da contracultura e o fundamentalismo cristão nos Estados Unidos de hoje.

A crítica feita por Lachman a políticos ocultistas como Annie Besant, Emanuel Swedenborg, Nicholas Roerich, René Guénon, Julius Evola, Rudolf Steiner, Mircea Eliade, C. G. Jung e Aleister Crowley mostra que a política continua sendo tão influenciada pelo esoterismo como sempre foi.

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UM LANÇAMENTO


NOS QUE ADORAMOS UM DOCUMENTARIO






Nós que adoramos um documentário
de ANA RUSCHE


Tudo indica que 'Nós que Adoramos um Documentário' seja a autobiografia da própria autora. Três partes retratam momentos de sua infância em Ubatuba (1983), a vida adulta em São Paulo (2009) e prevê futuros novamente em Ubatuba (2037). Pensado como objeto, o livro traz muitas folhas em branco, a brochura torna-se também um caderno de anotações do próprio leitor e quem sabe até um outro livro de poemas. É o terceiro livro de poemas da Ana Rüsche, delicie-se com essa autobiografia inventada em versos.





Lançamento

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Divulgado o resultado dos Editais 2011 da CAIXA Cultural

R$ 33,8 milhões serão investidos em cultura no Brasil

A Caixa Econômica Federal divulgou hoje (29) o resultado dos editais 2011 da CAIXA Cultural. O resultado contempla os editais de “Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA”, de “Apoio ao Artesanato Brasileiro”, “Festivais de Teatro e Dança” e “Programa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro”. O investimento em cultura soma de R$ 33,8 milhões para 2011. Em Curitiba, o investimento supera os R$3,5 milhões.



O Edital 2011 de Ocupação dos Espaços Culturais da CAIXA, vai destinar R$ 26,2 milhões para 260 projetos nas áreas de artes visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, objeto, vídeoinstalação, intervenção e novas tecnologias ou performances); artes cênicas (teatro, dança e performance de palco); música; cinema e outros. Além das modalidades espetáculos, exposições, exibições, estão contempladas ainda palestras, encontros, cursos, workshops, oficinas e lançamento de livros.

Já o Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro contempla as várias etapas do processo produtivo, visando ao desenvolvimento de comunidades artesãs e à valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira. Os projetos deverão ser realizados dentro do período de janeiro a junho de 2011. A CAIXA planeja investir no programa cerca de R$ 600 mil, em 26 diferentes projetos.

O Programa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro vai contemplar 15 projetos, no total de R$3,3 milhões. Por fim, o Edital de Festivais de Teatro e Dança tem por objeto a seleção de projetos para patrocínio em todo o país. Os eventos deverão ocorrer no período de janeiro a dezembro de 2011. Serão investidos, em 54 projetos, o montante de R$ 3,6 milhões pela CAIXA.

A lista dos aprovados poderá ser acessada no endereço www.caixa.gov.br/caixacultural.

Espetáculo “Anticlássico” em cartaz na CAIXA Cultural Curitiba






Cultura pop, ironia, humor e arte são os elementos do monólogo





O Teatro da CAIXA apresenta, de 10 a 12 de dezembro, a montagem “Anticlássico”, uma peça satírica em formato de falsa palestra com direito a projeções, vídeos ilustrativos, perguntas da audiência e talk show. No elenco estão Alessandra Colasanti e João Velho



A palestra é proferida pela personagem Bailarina de Vermelho, uma bailarina intelectual e engraçada, saída de um quadro do pintor francês Edgar Degas. Durante o espetáculo, a personagem relata suas experiências e lembranças, como o dia que vendeu sua bicicleta para Duchamp num momento de “penúria parisiense”. Ao seu lado no palco, o jovem punk concertista Hamlet, toca sonatas de Chopin num piano de brinquedo e serve à prima dona, num misto de bad- boy e mordomo.



“Anticlássico” conjuga humor irônico, cultura pop, pesquisa de linguagem e pensamento crítico. A Bailarina de Vermelho lança mão da sátira, do nonsense e da retórica acadêmica, para ministrar sua falsa palestra, com direito a vídeo ilustrativo, talk show e perguntas da plateia. O espetáculo propõe uma reflexão sobre cultura, linguagem, arte e pensamento na contemporaneidade.



Alessandra Colasanti



Alessandra Colasanti é autora, diretora, atriz, video maker e performer com pesquisa dedicada à linguagem contemporânea, humor nonsense e hibridismos. Foi indicada ao prêmio Qualidade Brasil 2006 (melhor atriz de comédia, em “Ovo Frito”). Como diretora, realizou ao lado de Michel Melamed os espetáculos “Regurgitofagia”, que se apresentou no Rio de Janeiro, São Paulo, Paris, Nova York e Berlim; “Dinheiro Grátis”, com indicação ao prêmio Qualidade Brasil em 2006 por melhor direção, melhor espetáculo de comédia, melhor ator; e “Anti-Dinheiro Grátis”. Sua direção no espetáculo “Tempo Depois” foi considerada a revelação do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Colaborou como roteirista nas novelas “Amor e Intrigas” e “Bela, a Feia”, da Rede Record. No teatro trabalhou com os diretores Gerald Thomas, Paulo de Moraes e Moacir Chaves.



João Velho



João Velho integrou as novelas “Malhação”, com o personagem Catraca, e “A Lua me Disse”, ambas novelas da Rede Globo. No teatro, João trabalhou em diversas peças, como: “Uma rede para Iemanjá”, de Antonio Callado; “Hamlet”, direção de Marcus Alvisi; “Rei Lear”, direção de Nadege Jardim; “O Ateneu”, direção de Gaspar Filho; “O Favorito de Deus”, direção de Bel Brito, entre outros espetáculos. No cinema, atuou no longa “Harmada” (2003), de Maurice Capovilla, e se prepara para rodar o próximo longa metragem de Fernando Meirelles, uma produção norte-americana com Julienne Moore no elenco. Em 2007, atuou em “MacBeth”, com o diretor Moacir Chaves.



Ficha Técnica



Texto e direção – Alessandra Colasanti

Trila Sonora – Lucas Marcier e Rodrigo Marca

Iluminação - Tomás Ribas

Elenco – Alessandra Colasanti e João Velho



Serviço Teatro: “Anticlássico” Local: Teatro da CAIXA Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR Data: de 10 a 12 de dezembro Horários: sexta e sábado 21h e domingo 19h Ingressos: R$10 e R$5 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA) – Clube do Assinante da Gazeta do Povo tem 20% de desconto Bilheteria: (41)2118-5111 (terça a sexta das 12 às 19h e sábado e domingo das 16 às 19h) Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes) www.caixa.gov.br/caixacultural

Noite de autógrafos com a escritora Alina Perlman

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“O Cravo Brasileiro e suas Raízes Europeias”








A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, no dia 07 de dezembro, a cravista carioca Rosana Lanzelotte, na Série Solo Música. A artista apresenta o recital “O Cravo Brasileiro e suas Raízes Europeias”, expondo a influência da música europeia do século XVIII sobre os ritmos da música brasileira.



O programa do recital passa pelas obras de Sousa Carvalho, Avondano e Scarlatti, em que se percebem as ricas influências do folclore ibérico. Desde o lundo do século XIX – coletado por Spix e Martius – faz-se presente a síncope, característica dos tangos de Nazareth, registrados por Rosana no seu mais recente trabalho, “Nazareth”.



Lanzelotte é professora pesquisadora da Uni Rio, além de idealizadora da série “Música nas Igrejas”, que, desde 1993, leva concertos de música clássica a todos os bairros do Rio de Janeiro. Concebeu também o projeto “O Amor Brasileiro”, que apresentou a música de José Maurício Nunes Garcia e Sigismund Neukomm em concertos por diversas cidades da França durante o ano do Brasil, em 2005.



Fundadora do Quadro de Cervantes, a artista possui um LP e quatros CDs solo: “Bach” (1995), “O Cravo Brasileiro” (1998), “Haydn” (2002) e “Pedro Antonio Avondano – Sonatas” (2005), distinguido com o importante prêmio Diapason de Ouro, da Revista Diapason. Pela gravadora Biscoito Fino, lançou com o flautista Ricardo Kanji o CD Neukomm no Brasil (2008), que ganhou o Prêmio Bravo 2009, na categoria melhor CD de música erudita. Seu último CD é Nazareth (2009), com o percussionista Caíto Marcondes e o violonista Luís Leite, no qual transporta a linguagem musical de Ernesto Nazareth para o cravo.



Lanzelotte se apresentou em importantes salas de concerto, como Wigmore Hall, St Martin-in-the-fields (Londres), Otto Braun Saal (Berlim), Palazzo Barberini (Roma) e Fundação Gulbenkian (Lisboa), além das principais salas da América Latina. Suas realizações na área musical a fizeram merecedora do prêmio Golfinho de Ouro, do Conselho Estadual de Cultura do Rio e da Comenda Chevalier dês Arts et dês Lettres, outorgada pelo Governo da França.



Série Solo Música



Rosana Lanzelotte encerra a segunda temporada da Série Solo Música. O projeto apresenta um recital mensal, nos quais são exibidas apresentações raras, com artistas solo tocando instrumentos que dificilmente são mostrados em outras programações culturais. A série é exclusiva, pois diversifica os instrumentos e gêneros na mesma programação.



A Série promove uma aproximação entre a música instrumental e erudita, sendo que a única ligação entre os recitais apresentados é o fato de estar no palco um único músico, cuja característica principal é ter absoluta segurança na sua qualidade como instrumentista e intérprete.



Nas duas temporadas, já se apresentaram artistas como Marlui Miranda (música indígena), Caíto Marcondes (percussão), Ângelo Esmanhotto (sarod), Toninho Ferragutti (acordeom), Pierre Hamon (flauta), Luhli (voz e violão), Fernando Deghi (viola brasileira), entre outros grandes músicos.



Serviço Série Solo Música – Rosana Lanzelotte – Cravo Local: Teatro da CAIXA Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba/PR Data: 07 de dezembro Horários: terça 20h30 Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntistas CAIXA) e 20% de desconto para o Clube do Assinante Gazeta do Povo Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h e sábado e domingo, das 16 às 19h) Classificação etária: Livre para todos os públicos Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes) www.caixa.gov.br/caixacultural

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Cecília Hirata - vida e família de uma mulher cosmopolita

Exposição sobre arte urbana na Galeria da CAIXA






A mostra “inquietações/contradições” expressa a existência humana em diferentes perspectivas





A Galeria da CAIXA encerra o ano com a exposição “inquietações/contradições”, sob a curadoria da historiadora social da arte, Profa. Elisabeth Prosser. A mostra abre no dia 07 de dezembro, às 19h, e fica em cartaz de 08 de dezembro de 2010 a 02 de janeiro de 2011.



Foram convidados artistas que atuam com meios e universos diferenciados, como a tatuagem, a ilustração, o design, a gravura, a multimídia, a cenografia, o graffiti e a escultura, entre outros. Serão exibidas obras de 18 nomes da arte urbana: Ausent, Baycroc, Bolacha, Café, cinico, Cisma, Dose, Kees, Leonardo de Curitiba, Momys, Noodle, PauloAuma, Porquê, Semsau, Thiago Syen, Tri, Valdecimples e Veio.



O ponto comum entre eles é a intensa experiência com a intervenção urbana, o seu diálogo íntimo e cúmplice com a cidade e a absoluta liberdade de ação e de manifestação que essa arte oferece, e que contribui para que sua expressão seja carregada de força e significado. Sua autenticidade, coragem, espírito crítico e, sobretudo, sua absoluta sinceridade no trato com a sociedade e com o suporte da sua arte podem ser reconhecidos também quando se relacionam com ambientes como a Galeria. Trazem formas de expressão e de criação que, sem dúvida, amalgamam toda a sua experiência de vida e revelam faces do processo expressivo e criativo de cada um.



As inquietações e contradições percebidas na sociedade contemporânea inspiraram a curadora na criação do espaço da exposição. A arte, nesse contexto, é, simultaneamente, agente da liberdade e da provocação, pois não apenas retrata, mas “grita” os problemas, exprime o universo mais pessoal do sujeito pós-moderno e exige respostas e tomadas de posição. Não se encontram mais explicações prontas para solucionar os mais profundos e sérios dramas e dilemas humanos.



Elisabeth Seraphim Prosser



Historiadora social da arte paranaense e professora de História da Arte na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Universidade Estadual do Paraná), é Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento, com ampla pesquisa sobre a arte de rua no meio ambiente urbano; Mestre em Educação, com pesquisa sobre a arte, a educação e a sociedade em Curitiba, da colonização a meados do século XX; e Especialista em História da Arte. Escreveu, organizou e editou várias publicações. Organiza eventos artístico-culturais e de pesquisa em arte, ministra palestras e participa de mesas redondas sobre temas que vão da arte de rua à história cultural da cidade, e da educação à música erudita contemporânea. Foi curadora de exposições envolvendo o graffiti, como De.Forma (Sesc da Esquina) e Híbridos (Fundação Cultural de Curitiba) e organizou/elaborou catálogos de arte como o da pintora Elza Weimar Müller e o da Associação Comercial do Paraná. Seu principal tema de pesquisa hoje é a arte de rua. Em 2009 defendeu sua tese: Arte, representações e conflitos no meio ambiente urbano: o graffiti em Curitiba (2004-2009), UFPR. Das suas publicações, destacam-se os livros: Graffiti Curitiba, 2010; Cem anos de sociedade, arte e educação em Curitiba (1853-1953), 2004; e Um olhar sobre a música de José Penalva, 2000; e os artigos A cidade como suporte da arte de rua: uma perspectiva sociológica e antropológica, 2006; e O meio ambiente natural e urbano no graffiti em Curitiba, 2010. Recebeu vários prêmios pelo conjunto da sua obra.



Serviço



Exposição: “inquietações/contradições”

Local: Galeria da CAIXA Cultural Curitiba

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba

Abertura: 07 de dezembro de 2010 – Terça 19h

Data: de 08 de dezembro de 2010 a 02 de janeiro de 2011

Horários: de terça a sábado das 10 às 21h e domingos das 10 às 19h

Ingressos: Entrada Franca

Informações: (41) 2118-5114

Classificação etária: Livre para todos os públicos