quinta-feira, 8 de setembro de 2011

evento - Marcia Camargos discute literatura infantil e anuncia livro sobre o Teatro Municipal de São Paulo

Marcia Camargos discute literatura infantil e anuncia livro
sobre o Teatro Municipal de São Paulo


Evento no próximo dia 9 de setembro discute literatura infantil no Itaú Cultural e festa no dia 12 comemora 100 anos do Teatro Municipal de São Paulo e anuncia o seu livro Theatro Municipal cem anos, palco e plateia da sociedade paulistana



No Próximo dia 9 de setembro, sexta-feira, às 18h00, durante a sexta edição dos “Encontros de Interrogação” do Itaú Cultural, Marcia Camargos participa da mesa “A Literatura Infantil e Seus Passos de Gigante: A Quantas Anda o Gênero no Brasil? Ao lado de Eva Furnari, Leo Cunha, Marisa Lajolo e sob a mediação de Suzana Vargas, a autora vai contar como fica a leitura de Monteiro Lobato depois de três ou quatro gerações de escritores do gênero. Também serão levantadas algumas questões para a mesa como, “Há critérios claros que separam a ficção adulta da ficção infantil?” Como a literatura infantil no Brasil se renova a partir de sua tradição?” “Existe uma tendência internacional seguida por autores nacionais?” Biógrafa de Monteiro Lobato, Marcia Camargos adianta parte da sua fala desse encontro.



“No princípio, éramos todos nós, filhos de Lobato. Leitores e escritores inspiravam-se diretamente no criador da literatura infanto-juvenil brasileira. Agora, já na terceira ou quarta geração de autores do gênero, vamos diversificando. As fontes multiplicaram-se, o mundo transformou-se e nos defrontamos com a necessidade de renovar na tradição, com o desafio de falar com a contemporaneidade sem perder as raízes, conseguir o frescor do atual, do moderno, mantendo uma ligação com os clássicos fundadores. Tornar-se, enfim, universal e cosmopolita, em um planeta todo conectado pelas redes sociais, sem abrir mão da individualidade, das referências locais e nacionais. Algo que já no início do século XX o mesmo Monteiro Lobato fazia com maestria, ao ambientar os personagens das suas histórias no espaço do Sítio de um Brasil agrário e, ao mesmo tempo, fazê-los dialogar com os filósofos da Grécia antiga e os cientistas europeus, mandá-los em viagens espaciais, ao passado e ao futuro, sempre mantendo uma conexão com as origens rurais e saborosas da roça. Como já disse Leon Tolstoi: "Canta a tua aldeia e serás universal". Creio que este é o caminho para a literatura infantil. O diferencia de hoje é a preocupação com a inclusão e a alteridade. Como os livros infantis e juvenis sempre carregam um caráter didático, já que falam com um público em formação, ele assumem esta dupla função, a de divertir e de educar. Portanto, precisam manter alguma preocupação com o politicamente correto sem ser moralista. Ao contrário, têm o papel de abordar questões que afetam a sociedade atual em constante transformação. Famílias ampliadas com vários pais e irmãos, perfis étnicos, necessidades especiais, características regionais, populações de risco e comportamento como o de pais homossexuais, por exemplo, acabam entrando no escopo estes livros para atenderem as crianças do terceiro milênio. E o escritor precisa estar atento a estas questões para falar com o jovem em formação e conseguir atraí-lo para a leitura.”



100 anos do Teatro Municipal de São Paulo



No próximo dia 12 de setembro o Teatro Municipal de São Paulo vai completar 100 anos e Marcia Camargos prepara o lançamento do livro, Theatro Municipal cem anos, palco e platéia da sociedade paulistana, que já está no prelo, e conta a história do teatro centenário. Na noite da festa será apresentado para convidados um programa clássico do repertório lírico: Rigoletto, conhecida e estimada obra de Verdi, em montagem inconvencional e inédita de Felipe Hirsch e Daniela Thomas. Nesta ópera o compositor nos alerta para a nobreza de sentimento, que pode se ocultar numa aparência monstruosa. O corcunda implacável cantará mais uma vez: “tutto al mondo è tal figlia per me”.



A seguir trechos do folheto que será entregue no evento e que adianta um pouco do que será o livro:



"Quando começaram a chegar a São Paulo artistas da cena internacional como as divas Eleonora Duse e Sarah Bernhardt, tornava-se clara a necessidade de um teatro de porte, bancado pela municipalidade. Já por volta de 1890, os aficionados da música ressentiam-se da falta de uma casa à altura das companhias que nem sempre dispunham de palco apropriado, vendo-se obrigadas a seguir do Rio de Janeiro direto para Buenos Aires.



Inúmeras propostas tramitaram na Câmara Legislativa, até que, na gestão de Antônio da Silva Prado, de 1899 a 1911, a ideia deslanchou. Em 10 de maio, o prefeito assinava com a Fazenda do Estado a cessão dos terrenos desapropriados entre as ruas Barão de Itapetininga, Formosa, Conselheiro Crispiniano, além do futuro prolongamento da rua 24 de maio.



O teatro foi pensado de modo a aproveitar as características do terreno, com a frente para a rua Barão de Itapetininga, e a lateral para a esplanada, que já prenunciava os planos de ajardinamento do vale como previstos pelo paisagista francês Joseph Bouvard. Assim o Municipal e o teatro São José, cujos telhados se complementavam, imprimiam um uso urbano refletido, específico e nobre ao morro do Chá, em contraste com a área mais antiga, caótica e desorganizada. As plantas e o orçamento eram de autoria de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, Domiziano Rossi e Cláudio Rossi.



(.....)



Na terça-feira, 11 de setembro de 1911, a cidade acordou em suspense. Não durou muito a expectativa. É que o navio vindo de Buenos Aires com os cenários e figurinos atrasara-se. Por isso, ao atracar no porto de Santos, não tinha mais chance de cumprir o cronograma, obrigando ao adiamento. Retocaram-se as maquiagens e refizeram-se os figurinos.


Na noite seguinte, ao cair da tarde, um desfile infindável de carruagens e tílburis formou um inédito engarrafamento na cidade. Dos trezentos veículos existentes, mais de cem dirigiram-se para a região do teatro. Os carros chegavam ao Municipal por todas as direções. Vinham pelo viaduto do Chá, pela rua Conselheiro Crispiniano, na direção do largo do Paissandu, pela rua 24 de maio. Como não era de bom tom procurar o próprio carro pelas redondezas, os convidados aguardavam na porta do Theatro até os motoristas aparecerem, fazendo com que o congestionamento se repetisse na saída."

Marcia Camargos é escritora e jornalista, com pós-doutorado pela USP. É biógrafa de Monteiro Lobato e autora de Villa Kyrial: crônica da Belle Époque paulistana, A Semana de 22: entre vaias e aplausos, Micróbios na cruz, Pinacoteca do Estado: a história de um Museu e O Irã sob o chador- os dois últimos, em co-autoria.

evento - dança - MARIANA MUNIZ ESTREIA 2MUNDOS

Cia Mariana Muniz de Teatro e Dança apresenta

2MUNDOS

Dia 9 de outubro, no Teatro Adamastor, em Guarulhos

Apresentação Gratuita

A bailarina e atriz Mariana Muniz volta aos palcos com um espetáculo

inédito, inspirado na relação entre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)

e o silêncio e os sentidos simbólicos das linguagens da dança e do teatro.

A supervisão geral é de Eduardo Tolentino de Araújo.

Mariana ministrará uma oficina gratuita, onde os interessados

poderão vivenciar o processo de criação do espetáculo,

o trabalho de base, o aprendizado de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais),

o roteiro e a encenação, das 14 às 17h, no mesmo dia e local.



Caixa de texto: Foto: Cláudio Gimenez


Foto: Cláudio Gimenez

“Mesmo no silêncio e com o silêncio

Dialogamos”

Carlos Drummond de Andrade

2MUNDOS é um projeto de Dança-Teatro inspirado no universo da cultura surda. Ele foi concebido e realizado pela criadora e intérprete Mariana Muniz sob a supervisão geral do diretor Eduardo Tolentino de Araújo. O espetáculo fará apresentação única em Guarulhos, no dia 9 de outubro, às 19h, no Teatro Adamastor.

A dramaturgia do espetáculo é baseada na construção de cenas elaboradas no corpo da bailarina e atriz, que comunicam o universo imaginário, produzido pela pesquisa da relação entre o silêncio e os sentidos simbólicos das linguagens da dança e do teatro, em diálogo com a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

No contexto social dos surdos, o gesto corporal é a mais importante maneira de comunicação e o espetáculo faz convergir a LIBRAS com a dança e o teatro, pelos dois aspectos essenciais na elaboração cênica: comunicação e arte.

2MUNDOS é também um projeto que surge do desejo de dialogar artisticamente, ouvindo gestos e movimentos para criar imagens e apreender sons onde o silêncio nos convida a considerar o ato de ler como um modo de ouvir.

Olho do mesmo modo com que poderia escutar.

Meus olhos são meus ouvidos.

Escrevo do mesmo modo com que me exprimo por sinais.

Minhas mãos são bilíngües.

Ofereço-lhes minha diferença.

Meu coração não é surdo a nada neste duplo mundo. (...)

Emmanuelle Laborit

“Pensar as artes cênicas nessa intersecção Dança - Teatro nos permitiu olhar para a potência expressiva do gesto. Podemos nos comunicar tranquilamente através da palavra falada, mas quando diante de uma situação limite, de grande tensão ou emoção, as palavras não bastam e gesticulamos; e, assim nos comunicarmos com mais sinceridade em relação ao que pretendemos expressar”, fala Mariana Muniz sobre o espetáculo que dá continuidade à pesquisa da Cia. que leva seu nome sobre as intersecções entre dança e teatro, movimento e palavra, poesia e dança, numa exploração radical da comunicação através do corpo/voz.

Para a Cia. Mariana Muniz pesquisar uma língua complexa e estruturada como é a LIBRAS, subvertê-la e explorá-la artisticamente em suas possibilidades lexicais e em sua sintaxe, é fazer poesia no espaço e no tempo, buscando algo que sirva como ponte entre o universo de ouvintes e de não ouvintes.

Oficina

Mariana Muniz irá ministrar uma Oficina gratuita sobre 2Mundos onde bailarinos, atores e leigos poderão vivenciar algumas etapas do processo de criação do espetáculo: trabalho de base, aprendizado de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), roteiro da encenação. A Oficina 2Mundos – Um Processo de Criação acontece no dia 9 de outubro, das 14h às 17h. Inscrições pelo e-mail: teatroadamastor@gmail.com .

Serviço:

2Mundos

Supervisão Geral: Eduardo Tolentino de Araújo

Concepção, interpretação e dramaturgia: Mariana Muniz

Direção: Cláudio Gimenez

Data: Dia 9 de Outubro, às 19h

Duração: 50 minutos

Classificação etária: livre

Entrada Franca

Local: Teatro Adamastor

End.: Av. Monteiro Lobato, 734 – Macedo Guarulhos/SP

Tel.: (11) 2087-4175

Retirada de ingressos 1 hora antes do espetáculo

Lotação: 689 lugares – sendo 20 para cadeirantes

Oficina sobre o processo de criação do espetáculo 2Mundos

Horário: das 14 às 17h – 3 horas

20 Vagas

Grátis

Público alvo: bailarinos, atores e leigos

Inscrições para Oficina: teatroadamastor@gmail.com

Ficha Técnica


Supervisão Geral:

Eduardo Tolentino de Araújo

Concepção, interpretação e dramaturgia:

Mariana Muniz

Direção:

Cláudio Gimenez

Assessoria Técnica em LIBRAS e imagens projetadas:

Carlos Avelino de Arruda Sampaio

Música Original:

Ricardo Severo

Figurino:

Tânia Marcondes

Iluminação:

Ricardo Bueno

Projeto Gráfico:

Paula Viana

Registro Videográfico:

Osmar Zampieri

Fotos:

Cláudio Gimenez

Assessoria de Imprensa:

Flavia Fusco

Produção:

Cria da Casa Gestão Cultural (Cybelle Young e Priscila Wille)

Assistente de Produção:

Michelle Karine

Agradecimentos Especiais:

Maria Lúcia Lee, Alexandre de Freitas Guimarães e Carlos Martins e às Estagiárias: Tatiana Saltini e Luzia Bugno.

Notícia - Aparecimento de Sri Vamana Deva , Ekadasi e Bhaktivinoda Thakura

Dia 8 – Aparecimento de Sri Vamana Deva e Ekadasi

Dia 9 – Aparecimento de Srila Bhaktivinoda Thakura

*no dia 8 segue a dieta de Ekadasi com jejum até o meio-dia

O avatara anão de Deus – Sri Vamana Deva


Leia em
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evento - Antologia da literatura fantástica produzida no Ceará será debatida


Antologia da literatura fantástica produzida no Ceará será debatida no programa Troca de Ideias



Uma antologia da Literatura Fantástica produzida no Ceará, entre os séculos XIX e XXI, será apresentada e debatida no programa Troca de Idéias, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108), próximo dia 15 (quinta-feira), às 18h30.

Intitulada "O cravo roxo do diabo: o conto fantástico no Ceará", a coletânea é composta por 172 contos, 60 poemas e 17 capítulos de romance, em 674 páginas de livro, compondo, assim, um amplo panorama do texto fantástico cearense produzido entre os séculos XIX e XXI. Organizada pelo escritor Pedro Salgueiro, a obra desafia a coragem dos leitores com narrativa de horror, lendas sertanejas e causos e mistério.

A pesquisa para a antologia durou três anos e resultou num rico acervo do gênero, revelando a prodigiosa criação dos escritores cearenses, desde o século XIX, quando vieram a público as primeiras publicações de textos literários no Ceará.

O título foi tomado de empréstimo de um conto de Álvaro Martins, infelizmente não localizado. A capa criada pelo escritor, designer e quadrinista Raymundo Netto confere ao vultoso acervo o aspecto de obra definitiva. Esta edição do programa Troca de Ideias terá como debatedores convidados Pedro Salgueiro e Raymundo Netto, com a mediação de Carlos Vazconcelos.

Programação de cinema - Fundação Cultural de Curitiba 9 a 15/09/11

PROGRAMAÇÃO CINEMATECA | 09 a 15 DE SETEMBRO 2011

9 a 15

SESSÃO VITRINE – 2ª EDIÇÃO

ADORMECIDOS (BR, 2011 – 6min – documentário experimental - DVD). Direção de Clarissa Campolina.

Por toda a parte, quando anoitece, luzes e cartazes publicitários tornam-se os únicos seres com vida entre as ruas inertes. Seres que nunca se encontram, desconhecidos quase exatamente iguais.

OS MONSTROS (BR, 2011 – 81min – ficção - DVD). Direção de Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti.

Nenhum homem é um fracasso quando tem amigos.

Total do programa 87 minutos.

De 9 a 11 – 14h

Dia 12 – 15h45, 18h e 20h

De 13 a 15 – 15h45

Classificação 12 anos

Ingresso pago: R$5,00 (inteira) – R$2,50(meia) – R$1,00 (aos domingos)

9 a 11

MOSTRA ANDRZEJ WAJDA

Programação final

Evento em parceria com o Consulado Geral da República da Polônia.

Filmes com legendas em português.

Dia 09/09, 16h

O MAESTRO | Dyrygent (Polônia,1979 - 102 min, cores - DVD)

19h30

O HOMEM DE MÁRMORE | Człowiek z Marmuru (Polônia,1976 - 153 min, cores - DVD)

Dia 10/09, 16h

TUDO À VENDA | Wszystko na Sprzedaż (Polônia,1968 - 94 min, cores - DVD)

19h30

OS MAGOS INOCENTES | Niewinni Czarodzieje (Polônia, 2002 - 100 min, cores - DVD)

Dia 11/09, 16h

CÁLAMO / Tatarak (Polônia,2009 - 83 min., cores – ficção - DVD)

O MESCLADO / Przekładaniec(Polônia,1968 - 35 min, p&b – ficção - DVD)

19h30

OS MAGOS INOCENTES / Niewinni Czarodzieje (Polônia, 2002 - 100 min, cores - DVD)

Classificação 14 anos para todos os filmes.

Ingresso gratuito

13 e 14, às 19h

CICLE CINE 2011 – Mostra de Cinema e Mobilidade

Mostra de filmes selecionados que integra a programação no mês de setembro, da Arte Bicicleta e Mobilidade, evento que chega na sexta edição em 2011. A idéia é reunir a produção cultural que aborda a temática da Bicicleta.

Classificação livre

Ingresso gratuito

Dia 15, 19h30

MOSTRAVÍDEO ITAÚ CULTURAL

Evento do projeto Mostravídeo Itaú Cultural com produção do Paço da Liberdade Sesc Paraná e apoio da Cinemateca de Curitiba.

Antologias

Exibição dos filmes de um dos mais importantes diretores de fotografia do cinema brasileiro, Aloysio Raulino que também construiu uma carreira marcante na direção de filmes, boa parte deles tematizando as condições de vida de trabalhadores, migrantes e excluídos sociais.

JARDIM NOVA BAHIA (Brasil, 1971, 15 min, 35 mm).

Depoimento prestado por Deutrudes Carlos da Rocha, baiano de 24 anos, lavador de automóveis, que vive em São Paulo.

O TIGRE E A GAZELA (Brasil, 1976, 14 min, 35 mm).

As fisionomias, os gestos e as falas de mendigos, pedintes, loucos e foliões que passam pelas ruas de São Paulo. Os sons e as imagens são ilustrados com extratos de Frantz Fanon.

PORTO DE SANTOS (Brasil, 1978, 19 min, 35 mm).

Descrição poética do Porto de Santos e seus trabalhadores – doqueiros, prostitutas, marinheiros, um capoeirista –, provavelmente envolvidos numa paralisação grevista.

CELESTE (Brasil, 2009, 5 min, DVD).

Contra um céu adverso, Celeste alça seu voo. Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu.

Após a sessão, haverá debate com o realizador Aloysio Raulino e o curador João Dumans.

Classificação 14 anos

Ingresso gratuito

Cinemateca

Rua Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco

Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 22h30. Sábados e domingos, das 14h30 às 22h30.

Informações: (41) 3321-3252

evento - musica - jazz no clube literário do porto

Público Público em geral (não é necessária formação musical)

Datas De Outubro de 2011 a Março de 2012

Horário Todas as sextas-feiras, das 18h00 às 19h30

Local Clube Literário do Porto

O curso livre Jazz: audição comentada com José Duarte no CLP consiste numa formação semanal, em que será abordado o Jazz à semelhança do programa de José Duarte na Antena 1. Destinado ao público em geral (não é necessário possuir qualquer habilitação musical), o curso, com a duração de seis meses, também contará com a participação de músicos de jazz convidados, que actuarão ao vivo em determinadas sessões.

As 24 sessões, de 1h30 cada, incluem a audição de CD e visionamento de DVD, com alguns exemplos deste género musical, de acordo com o plano proposto pelo formador, José Duarte, que fará comentários explicativos, tanto dos subgéneros, como dos intérpretes, ou até dos instrumentos e com referência às suas experiências e histórias pessoais.

Semanalmente, via e-mail ou disponibilizadas no blogue oficial das sessões e na livraria do CLP, os participantes do curso receberão os sumários com nomes de composições, de instrumentistas e outras informações igualmente importantes para as sessões.

No final do curso, será atribuído um certificado de frequência do Jazz: audição comentada, assinado pela direcção do CLP e por José Duarte, que prova que o respectivo assistente frequentou o curso.


Programa
da formação aqui.

Inscrições aqui.

Clube Literário do Porto

Rua Nova da Alfândega, nº 22

4050-430 Porto

Tel. 222 089 228

Fax. 222 089 230

Email: clubeliterario@fla.pt

URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt

http://clubeliterariodoportofla.wordpress.com/

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lançamento - Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências


Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências
Eduardo Fleury Mortimer
Coleção: Aprender
373 p.


Mostra a evolução das concepções na área de ciências e seu uso na e
xplicação dos estados físicos dos materiais. Indicado para estudantes da 8ª série do Ensino Fundamental, baseia-se na análise de testes e em transcrições da gravação do processo de ensino, numa perspectiva construtivista. Oferece um enfoque teórico alternativo à mudança conceitual e sugere formas de análise do processo de ensino em sala de aula.

O AUTOR POR ELE MESMO -
Eu me formei em bacharelado e licenciatura em Química, na UFMG, em 1980. Sou também Técnico em Química, formado pelo Colégio Técnico da UFMG. Antes de ingressar na Faculdade de Educação da UFMG em 1983, como professor de Prática de Ensino de Química, trabalhei por 3 anos como químico em indústrias e lecionei química no ensino médio por 5 anos, em escolas de Belo Horizonte. Já como professor da UFMG fiz meu mestrado em educação na casa, defendendo, em 1988, a dissertação intitulada 'O ensino de teoria atômica e de ligação química no segundo grau: drama, tragédia ou comédia?' Em 1994 eu defendi a tese de doutorado na USP intitulada 'Evolução do atomismo em sala de aula: mudança de perfis conceituais.' Essa tese foi posteriormente ampliada e publicada pela Editora da UFMG, em 2000, sob o título de 'Linguagem e formação de conceitos no Ensino de Ciências'.

Nesse trabalho eu exponho com detalhes a minha teoria de perfis conceituais e analiso a evolução do conceito de átomo entre estudantes da 8a série de uma escola fundamental da UFMG. Em 1992/93 realizei um 'sanduíche' na Universidade de Leeds, Inglaterra, onde tive a honra de trabalhar com Rosalind Driver. Junto com o grupo de Leeds publiquei 'Constructing Scientific Knowledge in the Classroom, na Educational Researcher, que foi mais tarde traduzido e publicado em Química Nova na Escola. Esse artigo tem inúmeras citações na literatura internacional e tornou-se uma referência no sócio-construtivismo. Em 1998/99 eu trabalhei com o Professor James Wertsch, na Washington University in St. Louis, EUA. Em 2003 publiquei, junto com o Professor Philip Scott, da Universidade de Leeds, Inglaterra, o livro Meaning Making in Secondary Science Classroom, que saiu pela Open University Press. Neste livro apresentamos uma ferramenta analítica para caracterizar a produção de significados e a elaboração de conceitos nas salas de aula de ciências, física, química e biologia. Essa ferramenta tem sido usada, no Brasil, Inglaterra, França e em outros países, como instrumento de pesquisa e também para ajudar os professores a refletir sobre suas práticas pedagógicas. Entre meus interesses de pesquisa destaco: a relação entre elaboração de conceitos científicos e o uso da linguagem em salas de aula de química e ciências. Trabalho também na pesquisa sobre formação de professores, pois coordeno um grupo de formação continuada na UFMG -FoCo - com ampla tradição de pesquisa, produção de materiais e desenvolvimento profissional de professores. Tenho interesse também em filosofia e história das ciências. Tenho lecionado regularmente, na pós-graduação, as disciplinas "Linguagem e cognição na sala de aula" e “Educação e Conhecimento” . Oriento estudantes de mestrado e doutorado. Minha atuação junto ao FoCo gerou material didático para o ensino médio, resultado de uma pesquisa de mais de 10 anos sobre elaboração de conceitos. Esse material gerou, em 2002, o livro 'Química para o Ensino Médio’, da série Parâmetros da Editora Scipione, escrito em parceria com Andréa Horta Machado. Eu fui coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação da UFMG, diretor da Divisão de Ensino da Sociedade Brasileira de Química e membro do CA do CNPq na área de Educação. Atualmente sou Presidente da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, Editor de Educação em Revista, Contributing International Editor for Latinamerica and Caribe de Science Education, membro do Editorial Boarding de International Journal of Educational Research, além de atuar como membro de Comitê Editorial e árbitro em várias revistas nacionais e internacionais das áreas de educação em ciências e de ensino e aprendizagem. Fui co-editor da Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências de 2001 à 2005 e editor coordenador de Química Nova na Escola de 2000 a 2007. Sou também pesquisador I-B do CNPq e assessor da Capes e Fapesp. Além disso, em 2004/2005 estive em Lyon, França, como professor e pesquisador convidado pelo CNRS e INRP.

LANÇAMENTO DA






Lançamento - Os antimodernos: de Joseph de Maistre a Roland Barthes



Os antimodernos: de Joseph de Maistre a Roland Barthes de Antoine Compagnon
Laura Taddei Brandini (tradutora)

Coleção: Humanitas
573 p.

Quem são os antimodernos? Não os conservadores, os acadêmicos, os medrosos, os convencionais, os reacionários, mas os modernos a contragosto, sem querer, contra a vontade, aqueles que avançam olhando no retrovisor, como Sartre dizia de Baudelaire. Os antimodernos foram o tempero da modernidade, seu avesso ou sua dobra, sua reserva e seu recurso. Sem o antimoderno, o moderno teria os dias contados, pois os antimodernos deram a liberdade aos modernos, eles foram os modernos mais a liberdade. Este livro explora o filão da resistência que atravessa toda a modernidade e que de alguma maneira a define, distinguindo-a de um modernismo ingênuo, zeloso do progresso. A contrarrevolução, o anti-Iluminismo, o pessimismo, o pecado original, o sublime, a vituperação e algumas grandes figuras antimodernas dos séculos XIX e XX são examinados nesta obra.

de
a



LANÇAMENTO DA



Lançamento -Machado de Assis leitor: uma viagem à roda de livros


Machado de Assis leitor: uma viagem à roda de livros
de Ruth Silviano Brandão
e José Marcos Resende Oliveira


Coleção: Humanitas
Apoio: Programa de Pós-Graduação em
Letras: Estudos Literários - Pós-Lit
242 p.

Xavier de Maistre viajou à roda do quarto, lembra Machado de Assis, andarilho das letras que fez viagens à roda de livros. Sem elas, o mundo ficaria menor e nossos olhos de leitores veriam menos. As bibliotecas abrem as portas dos livros e do universo. A Biblioteca de Machado de Assis é ampla janela para as mais variadas literaturas, recriando nossos olhos brasileiros e os olhos de seu século. Seus livros continuam reinventando os livros, o mundo e seus leitores, com a interminável errata pensante que não permite que a literatura deixe de realizar sua incessante viagem à roda de outros livros, até que chegue ao leitor ruminante, que não os dá aos vermes, ao contrário do que disse Brás Cubas.








LANÇAMENTO DA


Lançamento - A Ideia Que Se Esquecia


A Ideia Que Se Esquecia



de Jorge Miguel Marinho
e Mateus Rios
20x26 cm.
32 páginas









Você sabe o que acontece com uma ideia que é esquecida por todos? Ela pode desaparecer! E como será que uma ideia se sente quando nota que a cada dia some um pedacinho seu?

O AUTOR
Jorge Miguel Marinho nasceu por acaso no Rio de Janeiro e logo foi morar em São Paulo para sempre, cidade que ele acredita ser sua paisagem interior e onde ele sente viver e escrever mais humanamente. Jorge diz que a Literatura é a expressão mais generosa que existe porque ela “sonha nas palavras o sonho de todos” e, mesmo quando ela fala da dor mais aguda de existir, nunca deixa de ser uma promessa de felicidade.

Ele fez Letras e mestrado na Universidade de São Paulo, é professor de Literatura, coordenador de oficinas de criação literária, roteirista, ator e locutor. Roteirizou o vídeo Mário, um homem desinfeliz em comemoração ao centenário de nascimento de Mário de Andrade e protagonizou também o poeta no filme. Escreveu peças e adaptações para teatro.

Tem vários livros publicados, entre eles: A visitação do amor, prêmio FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) de Melhor Livro para Jovens, Na curva das emoções, prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Te dou a lua amanhã, prêmio Jabuti e Lis no peito: um livro que pede perdão, prêmio Jabuti, prêmio Orígenes Lessa da FNLIJ de melhor livro juvenil, White Ravens (Biblioteca de Munique) e altamente recomendável da FNLIJ.

Tem contos publicados nos Estados Unidos e na França. Publicou também O cavaleiro da tristíssima figura, uma paródia sobre os heróis das histórias em quadrinhos e romances policiais, e recebeu o Troféu HQ MIX de 1996. Gosta de ler, cultivar os amigos, fazer bobagens – muitas –, viver e revelar o sentido da vida nas coisas mais banais.

E escrever histórias possíveis e impossíveis.


O ILUSTRADOR Mateus Rios nasceu no Rio de Janeiro e morou em um bocado de cidades pelo país inteiro antes de parar em São Paulo, onde trabalha com ilustração de livros e em projetos de cinema de animação.

Estudou cinema na faculdade e logo depois começou a ilustrar, logo no primeiro veio uma indicação para o Prêmio Jabuti, depois disso não parou mais: vieram vários outros livros, outra indicação, participações em catálogos e exposições.

Para ilustrar a história da ideia que se esquecia, teve que procurar a danada da ideia por vários cantos do ateliê: no meio das folhas de papel, dentro dos tubos de tinta, embaixo da caixa dos pincéis. Quando finalmente encontrou ficou tudo mais fácil porque a ideia era... ela era... qual era mesmo?

*

um lançamento


Lançamentos - “Procura-se alguém que saiba turco.”



Não resistimos em começar essa resenha com o título acima. Talvez porque, traduzido por Marco Syrayama de Pinto, As preces são imutáveis de Tuna Kiremitçi é o primeiro livro de literatura turca moderna que ganha versão direta do turco para o português.Também representa a estreia do selo Gesto literário, da Sá Editora, que pretende divulgar a produção de novos talentos da literatura mundial.

O outro autor é Oya Baydar de Palavra Perdida, nascida 1940 em Istambul, Turquia. O primeiro romance que escreveu, ao terminar o colégio, foi publicado apresentando-a como a “Françoise Sagan” da Turquia. Seu primeiro
livro, Allah Çocuklarý Unuttu (Deus esqueceu das crianças), foi publicado em 1961 e o segundo, Sava , s Çagý Umut Çagý (Era da guerra, era da esperança), em 1964.

Mas vamos aos livros


Palavra Perdida
de O
ya Baydar
464 páginas



Uma noite, no terminal rodoviário de Ancara, Ömer Eren, famoso escritor, vivendo uma crise de bloqueio criativo, tes
temunha um tiroteio envolvendo um casal de jovens curdos. Abalado pela cena, decide pegar um ônibus em direção à Anatólia, onde dezoito anos antes fora um militante de esquerda, com a esperança de que esse retorno traga de volta a “palavra perdida”.

Elif, sua esposa, uma cientista de renome, prepara-se para participar de uma conferência na Dinamarca, confiando que a viagem traga um reencontro com filho único, Deniz, em exílio na Noruega desde a morte da esposa, de origem norueguesa, vítima de um atentado em Istambul.

Tragédia pessoal e tragédia de um povo se mesclam neste romance sensível e humanista, no qual Oya Baydar ausculta com acuidade incomum a relação entre pais/pátria e seus filhos, quer tocando na angústia de famílias desgarradas, quer tomando a palavra do povo curdo, a quem foram negadas a língua e a identidade. Considerada uma das maiores expressões da literatura turca atual, Oya Baydar nasceu em Istambul em 1940. Prem
iada em vários concursos literários, dentre os quais os prestigiosos Sait Faik e Orhan Kemal, publicou coletâneas de contos e romances. Palavra perdida, considerada sua obra-prima, ganhou recentemente publicação na Alemanha, Hungria, França e Estados Unidos.

A Autora

Oya Baydar nasceu em 1940 em Istambul, Turquia. O primeiro romance que escreveu, ao terminar o colégio, foi publicado apresentando-a como a “Françoise Sagan” da Turquia. Seu primeiro livro, Allah Çocuklarý Unuttu (Deus esqueceu das crianças), foi publicado em 1961 e o segundo, Sa
va , s Çagý Umut Çagý (Era da guerra, era da esperança), em 1964. Formou-se em Sociologia pela Universidade de Istambul, onde deu aula. Nos anos 1960, deixou a universidade para se dedicar ao trabalho político, sendo uma das fundadoras do Partido Trabalhista. Foi presa em razão de suas atividades políticas e, depois de libertada, teve que deixar seu país por conta do golpe de Estado em setembro de 1980. Viveu no exílio, notadamente na Alemanha até 1992. Atualmente mora em Istambul.

Seja curioso ouça
- Oya Baydar em turco

e saiba mais sobre a autora aqui (em ingles)





As preces são imutáveis
de Tuna Kiremitçi

184 páginas

“Procura-se alguém que saiba turco.”

Ao atender a este inusitado anúncio publicado no jornal de uma metrópole europeia, a estudante turca Pelin é introduzida na casa de Rosella Galante.

Rosella, uma velha senhora que se refugiara em Istambul durante a Segunda Guerra Mundial procura alguém que possa ajudá-la a não perder a memória: “Se esquecer o turco, temo que tudo o que vivi desapareça silenciosamente”.

A intensa amizade que vai se estabelecendo entre as duas mulheres envolve o leitor; são dramas humanos, amores e paixões que vão desfilando aos nossos olhos, ao mesmo tempo que, apesar da diferença de gerações, elas se percebem falando “a mesma língua”.

O escritor Tuna Kiremitçi nasceu em Eskis,ehir, Turquia, em 1973. Reconhecido em seu país como uma das grandes vozes da nova literatura turca, já publicou quatro romances e dois livros de poesia.

Traduzido por Marco Syrayama de Pinto, este é o primeiro livro de literatura turca moderna que ganha versão direta do turco para o português.Também representa a estreia do selo Gesto literário, da Sá Editora, que pretende divulgar a produção de novos talentos da literatura mundial.

O Autor

Tuna Kiremitçi publicou seus primeiros textos pela revista Varlk, quando ainda cursava o ensino secundário.

Seu livro de poesia Ayabakanlar (Adoradores da lua), ganhador do Prêmio Yazar Nabi Nayir, foi publicado em 1994. Em 1997 dividiu o Prêmio Erguvan Balkan com o escritor bósnio Izzet Saraylic. Um segundo livro de poesias, Akademi (Academia), veio à luz em 1998.

O primeiro romance, Git Kendini Çok Sevdirmeden (Parta antes que eu morra), de 2002, despertou grande entusiasmo e tornou-o uma estrela dos acontecimentos literários no Leste Europeu. Bu sate Bir Yalnizlik Var (Caminho da solidão) e Bazi saiirler Bazi sçarkilar (Alguns poemas, algumas canções) foram publicados em 2003. Publicou ainda Yolda Üç Kisi (Três na estrada) e A.s,.K. Neyin Kisaltmasi? (O que é A.M.O.R.?), em 2005.

Seus livros falam com sensibilidade das tragédias que podem acontecer na vida das pessoas comuns e do impasse das relações amorosas.

Premiado pela produção de curtas, também assina colunas em revistas. Gravou um CD de ethnic rock, com o grupo Kumdan Kaleler (Castelos de areia) e um álbum solo (Denize Dogru / Olhando o mar) como compositor e solista. É casado e pai de um menino.

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Saiba mais em ( ingles)
http://www.tunakiremitci.com/

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