quarta-feira, 3 de julho de 2013

Territórios da universidade Permanências e transformações Carlos Alberto Maciel; Maria Lúcia Malard (organizadores)

Territórios da universidade

Permanências e transformações

de Carlos Alberto Maciel; Maria Lúcia Malard (organizadores)



Peso: 1.345 gramas
Formato: 21 x 28 cm
2013. 316p.



Esta publicação tem um duplo sentido: o de consolidar um registro histórico do planejamento físico da UFMG desde a sua fundação, destacando algumas experiências reconhecidas nacionalmente, e o de apresentar visões críticas e prospectivas que orientem ações futuras de planejamento, incluindo questões contemporâneas de sustentabilidade, desempenho energético das edificações, industrialização da construção e integração da Universidade com a cidade. A diversidade de tempos e de propostas se concretiza no espaço físico como colagens de malhas, grids, pavilhões e pátios que se sobrepõem e terminam por formar uma unidade. Esse princípio, que orienta o próprio desenho gráfico do livro, se revela também na alternância entre textos históricos e artigos especialmente elaborados para esta obra, desvelando a variedade de territórios, tempos e culturas que constituem a Universidade.



LANÇAMENTO DA







 


Encantos da Amazônia de Luciana Garcia, Maria Eugência


Encantos da Amazônia


de Luciana Garcia, Maria Eugência   


Selo: Pruminho
Páginas: 40

Tamanho: 20x26 cm
Ano: 2013








O livro é delicioso mas só por este resgate de lenda já valeria cada centavo, leia um trecho -

" (...) Tá chegando alguém aí - comentou o tucano.
(...) E não é alguém qualquer - comentou o tucano - É o pajé...
- ...Tamaquaré - um indio (...)Era uma figura que transmitia certo medo (...) - Então você está aí, Traidr !
- Não sou traidor - respondeu o tucano.
-Ah não? Além de traidor é mentiroso !
Os primos observavam a discussão sem saber o que fazer, quando o índio agarrou o bico do tucano e começou a puxá-lo, dizendo :
- Isto  é para você aprender a não fazer mais fofocas ! A partir de agora, não poderá mais falar nem voar longe também, para deixar de espalhar notícias que  não são de sua conta! - E o indio tanto puxou, tanto puxou que o bico do tucano foi crescendo e se entortando, como permaneceu até nossos dias

Pano rápido!






O LIVRO
A Amazônia é um lugar encantador, repleto de aves coloridas, macacos engraçadinhos, rios espelhados e muito, muito verde para todo lado. Mas seus verdadeiros encantos se originam do clima mágico, dos mistérios de suas lendas, dos sons inexplicáveis, dos fantásticos relatos indígenas. Viaje nesta história repleta de magia e conheça, ao lado de uma divertida turminha, os Encantos da Amazônia.




UM LANÇAMENTO








Falas breves de personalidades sobre a obra de Graciliano iniciam mesas na Flip




Depoimentos curtos, de 2 a 3 minutos, gravados por 16 artistas e intelectuaisl, serão exibidos antes das sessões de debate na Tenda dos Autores e também na exposição na Casa da Cultura de Paraty. Nas falas, nomes como Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Silviano Santiago, Alcides Villaça, Antonio Carlos Secchin e Maria Rita Kehl, entre outros, revelam suas experiências como leitores da obra de Graciliano Ramos, o autor homenageado da Flip 2013.

A série de vídeos, dirigida por Marcelo Machado, diretor do documentário Tropicália, e pelo diretor de fotografia Fernando Fonini, funcionará como um painel afetivo de diferentes leituras do trabalho do autor, indo além das análises críticas das mesas da Flip que trazem a obra do homenageado como tema de reflexão.

Depoimentos de:
Alcides Villaça, crítico literário
Antonio Carlos Secchin, crítico literário
Antonio Torres, escritor
Benjamin Abdala, crítico literário
Gracinha, professora e paratiense
João Adolfo Hansen, crítico e historiador
Luiz Costa Lima, crítico literário
Luiz Ruffato, escritor
Marçal Aquino, escritor
Marcelino Freire, escritor
Maria Rita Kehl, psicanalista
Nuno Ramos, escritor e artista plástico
Raimundo Carrero, escritor
Silviano Santiago, crítico e escritor
Thiago Mio Salla, crítico literário
Vilma Pádua, professora e paratiense

CAIXA CULTURAL CURITIBA À BEIRA DO MUNDO





Espetáculo tragicômico busca uma reflexão sobre a condição das pessoas à margem da sociedade





A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 12 a 14 de julho, a peça “Estamira – Beira do Mundo” com a atriz Dani Barros e a diretora Beatriz Sayad, que assinam a dramaturgia da peça. Livremente inspirado no premiado filme “Estamira”, do diretor Marcos Prado, o projeto é mais que uma adaptação, é também um depoimento pessoal e artístico sobre os que se encontram à margem da sociedade.



A peça aborda a história de uma catadora de lixo, que possui uma doença mental crônica, mas também uma percepção de mundo surpreendente e devastadora. Uma profetisa do lixão, carregada de tragédia e humor, delirante e sábia, atordoante e provocadora. O pano de fundo é o lixão, porta pela qual adentramos o universo de Estamira. Lá, são encontradas cartas, memórias e histórias que não são possíveis de se jogar fora.



“Estamira – Beira do Mundo” foi ganhadora dos prêmios Questão de Crítica, Shell e APTR na categoria “Melhor Atriz”, e indicada ao Prêmio Questão de Crítica (Espetáculo), Prêmio Qualidade Brasil (Atriz/Drama) e Prêmio APTR (Texto, Espetáculo, Produção).



“Desde pequena, sempre tive uma forte atração pelo lixo. Meu apelido de infância era Maria Caquinho. Sempre que eu ia à praia ficava catando saquinho, plastiquinho, copinho, achava que as coisas iam sentir frio à noite. Me sentia a Mulher Maravilha, salvando todos aqueles caquinhos. E assim eu cresci: catando, juntando. Não jogo nada fora, acho que tudo um dia vai servir para alguma coisa: cacarecos, histórias, fotos, lembranças... Achei, no teatro, um lugar para depositar meus guardados”, conta Dani Barros.



A linguagem transita entre o grotesco e o sublime, o drama e a comédia, fazendo da peça um palco de tensão entre a loucura e a normalidade, o real e a ficção. Segundo a diretora Beatriz Sayad, há histórias tão lindas que merecem ser contadas, e tão fantásticas que se tornam teatrais. Histórias que são duras demais para serem lembradas e caras demais para serem esquecidas. E que encontram no teatro uma morada.



Dani Barros:

Atriz formada na Uni-Rio. Trabalhou no projeto “Doutores da Alegria” por 13 anos. Atuou, recentemente, nas peças “Maria do Caritó” e “Conchambranças de Quaderna”, ganhando o prêmio APTR de Teatro de Melhor Atriz Coadjuvante com estes trabalhos. Atuou no programa “Minha Nada Mole Vida” e no filme “O Veneno da Madrugada”, dirigido por Ruy Guerra. Trabalhou com diretores de teatro como Antônio Abujamra, João Fonseca, Moacir Chaves, Gilberto Gawronski, Inez Viana e Terry O’Reilly (Mabou Mines-NY).



Beatriz Sayad:

Desde 1991, trabalha com a companhia de teatro-clown suíça Teatro Sunil, atual Cia Finzi Pasca, atuando nos espetáculos: “1337 – Déjeuner sur L’herbe”, que percorreu cidades do Brasil e da Europa, e “Donka – une lettre a Tchekhov”, que passou por várias cidades da Rússia, América Latina, Canadá e Europa, e está atualmente em turnê mundial. Cursou a escola Jaques Lecoq, na França, em 1997 e 1998. Trabalhou no projeto “Doutores da Alegria” por 10 anos, atuando como atriz e também como Coordenadora Artística, em 2009/2010.



Ficha Técnica:

Direção e dramaturgia: Beatriz Sayad

Atuação, dramaturgia e idealização: Dani Barros

Luz: Tomás Ribas

Figurino: Juliana Nicolay

Cenário: Aurora dos Campos

Direção musical: Fabiano Krieger e Lucas Marcier

Direção de Produção: Gabriela Rocha

Duração: 70 minutos



Assessoria de imprensa:

Rodrigo Browne: (41) 9145-7027

rbcomunica@gmail.com

Serviço:

Teatro: Estamira – Beira do Mundo

Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)

Data: de 12 a 14 de julho de 2013 (sexta-feira a domingo)

Hora: sexta-feira e sábado às 20h e domingo às 19h

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta-feira das 12h às 20h, sábado das 16h às 20h e domingo das 16h às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos

Lotação: 125 lugares (2 para cadeirantes)

CINEASTA ELIANE CAFFÉ FALA SOBRE CINEMA NA CAIXA CULTURAL CURITIBA





Diretora debate o tema “Cinema e Desejo” e exibe o curta “O Mago dos Viadutos” no projeto Juliette Convida





A CAIXA Cultural Curitiba traz, no dia 10 de julho, a cineasta paulistana Eliane Caffé para a terceira edição do “Juliette Convida”, que aborda o tema “Cinema e Desejo”. Nessa edição será exibido o curta “O Mago dos Viadutos”, que retrata um projeto sociocultural realizado debaixo de dois elevados da capital paulista, e realizado um bate-papo com o público. A entrada é franca e os ingressos serão distribuídos na bilheteria a partir das 19h.



O desejo é um assunto recorrente nos filmes de Eliane Caffé, cujos trabalhos mais conhecidos são os longas-metragens "Kenoma" (1998) e "Narradores de Javé" (2003). Formada em psicologia, a diretora estudou cinema em Cuba e na Espanha, estreando com o curta-metragem “O Nariz” (1987), em que adaptou um conto de Luiz Fernando Veríssimo. Realizou outros dois curtas nos anos seguintes: “Arabesco” (1990, premiado no Festival de Brasília) e “Caligrama” (1995, premiado no Festival de Gramado).



Eliane Caffé:

A cineasta estreou em 1998 com o longa-metragem “Kenoma”, título de destaque do período conhecido como “retomada do cinema brasileiro”, que traz o ator José Dumont como um visionário que tem como objetivo construir um moto-perpétuo, máquina que se autoalimenta infinitamente usando sua própria energia. Em 2003 Eliane lançou “Narradores de Javé”, seu segundo longa, em que retrata os esforços de um povoado em provar que sua cidade é historicamente importante, para que não seja inundada pela construção de uma usina hidrelétrica.



Em 2008 retornou ao formato curta-metragem com o documentário “O Mago dos Viadutos”, um registro do Projeto Viver, idealizado pelo ex-pugilista e catador de entulhos Nilson Garrido, que montou com ajuda da comunidade um ringue, uma academia, uma biblioteca, uma cozinha e um espaço de lazer, todos feitos com materiais reaproveitados, embaixo de dois viadutos. No ano seguinte, a cineasta lançou seu terceiro longa, "O Sol do Meio Dia", sobre uma disputa amorosa durante uma viagem de barco para Belém do Pará.



Por fim, em 2011, coordenou e montou o documentário "Céu Sem Eternidade", realizado por seus alunos em uma oficina de cinema ministrada em Alcântara, no Maranhão. O filme trata de uma comunidade de quilombolas local, que teve seu território ocupado por uma base espacial instalada na região.



O projeto “Juliette Convida”:

Idealizado por Josiane Orvatich e Murilo Wesolowicz, o “Juliette Convida” promove cinco encontros com importantes cineastas brasileiros, que exibem um trabalho audiovisual de curta-metragem seguido de um debate com o público presente, com tema proposto pela produção. As primeiras edições trouxeram a Curitiba os diretores Jorge Furtado (em 13 de março) e Lúcia Murat (08 de maio). O próximo encontro será realizado no dia 11 de setembro.



Entrevistas:

Rodrigo Duarte: 9941-2602



Serviço:

Juliette convida – Eliane Caffé

Local: CAIXA Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)

Data: 10 de julho de 2013 (quarta-feira)

Hora: 20h

Ingressos: Entrada franca. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro a partir das 19h

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta-feira, das 12h às 20h; sábado, das 16h às 20h; domingo, das 16h às 19h)

Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos

Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

“Improviso de dança e música” é atração da Casa Hoffmann para o final de semana



A Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento recebe no próximo domingo (7), das 10h às 13h, o evento Improviso de dança e música. A atividade é gratuita e será aberta para toda a população que pode se juntar à roda, improvisar seu número e trocar experiências relacionadas a estas linguagens. A proposta é fruto da parceria entre o UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da FAP e a SummuS Contato e Improvisação, com a apoio Fundação Cultural de Curitiba (FCC).

Segundo Yuki Dói, um dos fundadores do SummuS e organizadores do Improviso, o evento significa um enriquecimento cultural para a cidade. “O Improviso é uma maneira de romper as barreiras entre os diversos gêneros da dança (clássico, folclórico, contemporâneo entre outros), e fazer desta uma atividade acessível a todos”, diz Yuki. Ele reforça a ideia de que Curitiba precisa de mais espaços que façam circular estas atividades, para que a dança não fique restrita apenas a instituições especializadas e às academias particulares.

A Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento é a unidade da Fundação Cultural de Curitiba responsável pela promoção das estéticas do movimento. É um local de referência para artistas e outros profissionais com atuação nas áreas de dança, teatro, artes plásticas e educação. As atividades contam com a infraestrutura necessária ao desenvolvimento artístico, apoiadas em biblioteca, videoteca e cursos ministrados por artistas e coreógrafos. O imóvel, construído em 1890 e catalogado como unidade de interesse de preservação do município, foi totalmente restaurado e abriga o Centro de Estudos do Movimento desde 23 de março de 2003.

Nícleo de Pesquisa Artística em Dança da Faculdade de Artes do Paraná – Foi criado em 1987, pertencendo ao Curso Superior de Dança da Fundação Teatro Guaíra em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Desvinculado desta instituição em 1994, foi integrado a Faculdade de Artes do Paraná (FAP), desde então, o grupo passou a se chamar Grupo de Dança da Faculdade de Artes do Paraná, que desde 2000, está sob a direção da professora e coreógrafa Rosemeri Rocha.

SummuS Contato Improvisação – Núcleo de pesquisa e difusão que se interessa em proporcionar um ambiente de investigação, criação e vivências corporais dentro da linguagem da dança em Curitiba. Foi fundado em abril de 2010 por Yiuki Doi e Marina Scandolara e possui a sede no Vila Arte Espaço de Dança.



Serviço
Curitiba: Improviso de dança e música
Data e horário: 7 de julho de 2013 (domingo), das 10h às 13h
Local:
Casa Hoffmann – Centro de Estudo do Movimento (Rua Claudino dos Santos, nº 58, Largo da Ordem)
Ingresso: gratuito

FPA Informa 07





Senado aprova ficha limpa para servidores e 75% dos royalties para educação: Dando prosseguimento a “agenda positiva” estabelecida em conjunto pelas duas casas legislativas federais, o Senado aprovou ontem a destinação de 75% dos royalties do pré-sal para a educação (e 25% para a saúde), assim como a extensão da lei ficha limpa para servidores nomeados livremente. No caso dos royalties, para evitar a judicialização do tema, houve alteração do projeto aprovado na Câmara dos deputados (o projeto aprovada na Câmara previa a alteração na regra de distribuição dos royalties de contratos já assinados), devendo assim retornar aquela casa para nova votação. Ainda na Câmara dos deputados, foi arquivado o projeto da “cura gay”, aprovado na CDHM sob a batuta de Marcos Feliciano.
Comentário: A agenda legislativa será dominada, nas próximas semanas, pelo tema do plebiscito da reforma política, deixando a “agenda positiva” prevista pelos presidentes das casas legislativas em segundo plano. Temas como os royalties do pré-sal e a desoneração fiscal para os transportes públicos devem avançar, sendo talvez votados e finalizados em um curto espaço de tempo, mas o foco central do debate político se dará ao redor da aprovação ou não do plebiscito pelo Congresso. Caso aprovado, novo debate se instalará: quais serão os temas e as perguntas exatas do plebiscito? Estas questões podem decidir não apenas os rumos da reforma política que aparentemente ocorrerá como também quem sairá fortalecido junto à opinião pública após este processo.

Varejo recua em junho e indica crescimento menor no segundo trimestre: Levantamento do Serasa Experience indica que o movimento no comércio varejista caiu 1,6% em junho, ante crescimento de 0,1% em maio. Esta queda foi mais acentuada caso se considere a comparação do mês atual com o mesmo mês de 2012: Em abril, o crescimento foi de 7,9%; em maio, 2,6%; em junho, o crescimento medido desta maneira foi de apenas 0,9%. No semestre, no entanto, a alta ainda é de 8,1%. As principais causas apontadas para a desaceleração estão ligadas ao aumento dos juros e aos protestos que tomaram conta do país, que diminuíram o apetite do consumidor nacional. Os segmentos que apresentaram maiores quedas foram o de móveis, eletrônicos e equipamentos de informática (-1,1%) e o de combustíveis e lubrificantes (-1%).
Comentário: A queda no comércio varejista em junho já era esperada, dada a intensidade e duração dos protestos que desviaram o foco da população para as manifestações de rua, além de forçarem o fechamento de diversoco s estabelecimentos comerciais nas principais cidades do país. O dado, de qualquer forma, reforça uma visão pouotimista a respeito do crescimento econômico no segundo trimestre de 2013, diante da redução da produção industrial em maio (que devolveu o crescimento de abril), a possível estagnação da indústria e a queda do comércio varejista em junho. A possibilidade de o país registrar um crescimento econômico maior no segundo trimestre do que no primeiro se reduziu, assim como a média das previsões de crescimento econômico para o ano de 2013, que hoje se encontram na casa de 2,4%, com tendência de revisão para baixo.

Mursi ensaia resistência e situação no Egito se agrava: Diante do ultimato das forças armadas egípcias para que o Presidente Mohamed Mursi e a oposição negociem uma saída para a situação política até o dia de hoje, as forças governistas afirmaram que resistirão à interferência militar e que não se submeterão ao “roteiro político” imposto pelo exército. A possibilidade de confronto e deposição é encarada como real, já que a irmandade muçulmana, força política que sustenta o presidente Mursi, promete resistir fisicamente às possíveis ações militares. O “roteiro político” do exército, revelado pela agência Reuters, passa pela suspensão da constituição e a dissolução do atual parlamento, dominado por muçulmanos partidários de Mursi.

Banda performática usa a arte circense em show no Paiol





A magia do circo permeia o espetáculo que a Bandinha Di Dá Dó apresenta nesta sexta-feira (5), às 20h30, no Teatro do Paiol. O grupo, formado em 2005, em Porto Alegre (RS), reúne artistas que transitam entre o teatro, a música e as artes circenses. A banda executa um repertório de composições próprias, tanto instrumentais como cantadas, inspiradas na música cigana, na world music e no rock’n’roll. Os ingressos custam R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada).

Formado pelos músicos Mauro Bruzza (acordeom e vocal), Thiago Ritter (baixo), Gabriel Grillo (guitarra) e Paulo Zé Barcellos (bateria) – que incorporam os palhaços Cotoco, Teimoso Teimosia, Invisível e Zé Docinho – o grupo performático tem no currículo a produção de trilhas sonoras para teatro e circo, além de apresentações em diversas cidades do Brasil, América Latina e Europa. Com seus figurinos, e tendo na linha de frente o Palhaço Cotoco, os artistas levam ao palco um show irreverente que, acompanhado pelo público, transforma-se em uma verdadeira festa.

Na trajetória da banda estão performances no Fórum Social Mundial em Porto Alegre, Congresso Fora do Eixo em São Paulo, SESC RS, festivais Psicodália (SC), MorroStock e Macondo Circus, além do Palco Giratório SESC, festas institucionais e particulares. A trupe já dividiu o palco com Os Mutantes, Alceu Valença, Hermeto Pascoal, Wander Wildner, Macaco Bong, Pata de Elefante, Nosso Som de Cada Dia, Paulinho Boca de Cantor, entre outros nomes da música brasileira. 

Entre junho e julho de 2012, a Bandinha Di Dá Dó fez a sua primeira turnê pela Europa. Realizou 27 shows em 30 dias, passando por Alemanha, Suíça, Itália e Espanha, tocando em praças, ruas, centros culturais e importantes festivais de arte como Mercancia, em Certaldo (Itália), e Etnosur, em Alcalá la Real (Espanha). O pré-lançamento do disco de estreia do grupo, intitulado It’s a Clown Music! Bandinha Di Dá Dó e Muito Mais, aconteceu na Europa e também em turnê pela Região Nordeste do Brasil. Para marcar o lançamento oficial de seu primeiro álbum, a banda produziu, em setembro de 2012, um show que integrou o projeto Som no Salão, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – FRGS.

Em 2013, a banda tocou na virada do ano no festival Psicodália, junto com Alceu Valença, Os Mutantes e Hermeto Pascoal.  Também realizou uma turnê pelo sertão da Paraíba e Ceará, batizada de Do Sertão ao Mar, com shows em dez cidades. O grupo integrou, ainda, o projeto Vale Doze e Trinta, da UFRGS, e a abertura da Semana de Artes Cênicas do SESC Santa Cruz, Lajeado e Venâncio Aires. O disco It’s a Clown Music! Bandinha Di Dá Dó e Muito Mais foi indicado para o Prêmio Açorianos de Música 2012, a mais importante premiação de Porto Alegre (RS), como Melhor Disco Pop, Melhor Instrumentista Pop (Mauro Bruzza) e Melhor Capa Design Gráfico (de Clô Barcellos e Cláudio Levitan), sendo vencedor nessa última categoria.



Serviço:

Espetáculo do grupo gaúcho Bandinha Di Dá Dó.

Data e horário: dia 5 de julho de 2013 (sexta-feira), às 20h30.

Local: Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho).

Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada).

Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

ALTA FIDELIDADE RECEBE SETS INCENDIÁRIOS DO DATABASE NESTA SEXTA (05.07)

ALTA FIDELIDADE RECEBE SETS INCENDIÁRIOS DO DATABASE NESTA SEXTA

Eles aparecem por aqui pelo menos uma vez por ano e já são conhecidos por “botar fogo” na pista de dança com sets hipnóticos: Lucio Morais e Yuri Chix, responsáveis pelo projeto paulistano Database, retornam a Curitiba nesta sexta-feira (05.07), como convidados especiais da Alta Fidelidade, no James. Os residentes da noite são os DJs Ale Dantas e Claudinha Bukowski.

“O 'base' do Database que é a música eletrônica e, obviamente, muitas novidades no estilo. Claro que não deixamos de passar pelo rock, disco e etc”, diz Lucio Morais, ao comentar mais uma passagem pela capital paranaense.

O Database vem já há mais de uma década construindo uma carreira sólida na música eletrônica com sets de batidas pesadas, mesclando vários ritmos em tom de electro house e maximal, sempre variando com o que há de mais atraente na música eletrônica de cada temporada.

Em 2011, a dupla lançou o EP “New Disco”, pelo prestigiado selo Kitsuné, e foi convidada pelo produtor Mark Ronson para remixar uma faixa de seu álbum, depois de já ter trabalhado ao lado de Metronomy e Fatboy Slim. E, na temporada passada, trabalhou com os também paulistanos do Killer on the Dancefloor e da banda Brooklyn Savoir Adore, em faixas que podem ser ouvidas aqui e aqui, respectivamente.

Umas das grandes habilidades do duo é usar as referências de outros estilos com a música eletrônica de uma forma imprevisível e contagiante. “Vai ter muito coisa eletrônica boa rolando desta vez, mas é que claro que não esqueceremos de estilos que possam funcionar juntamente”, adianta Yuri Chix.

Essa fórmula faz sucesso semanalmente nos clubes mais concorridos de São Paulo e também deve agradar em cheio o público da Alta Fidelidade, que aguarda as novidades da dupla. “Segundo semestre seguimos nossas residências no Lions Club, Yacht e no Bar Secreto em São Paulo e tem muito material novo do Database vindo por aí, aguardem!”

ALTA FIDELIDADE RECEBE DATABASE – Com os DJs convidados Lucio Morais e Yuri Chix (Database – SP). DJs residentes Ale Dantas e Claudinha Bukowski. Nesta sexta-feira (05.07), a partir das 22h, com entradas a R$ 20. Lista Fidelidade valendo desconto de 50% na entrada, a partir das 13h desta sexta-feira (05.07), na fanpage da festa no Facebook.


JAMES
Av. Vicente Machado, 894. Curitiba/PR. (41) 3222-1426. Formas de pagamento: Todos os cartões de débito e crédio Amex, Diners, Master, Visa e Visa Vale Refeição.

América Latina Vende Mais de 1 Milhão de Livros de Prabhupada






A combinação de valorização dos distribuidores de livros, boa gestão, criatividade e a característica piedosa do povo latino amplia as vendas na América Latina para 1 milhão de livros.



Depois de afundar nas últimas duas décadas, a distribuição dos livros de Srila Prabhupada nadou de volta para a superfície em muitas partes do mundo. Na América do Norte, por exemplo, as vendas da Bhaktivedanta Book Trust (BBT) cresceram 23% em 2011, e mais 28,6% em 2012.



Algo pouco falado, no entanto, é o crescente sucesso na América Latina – o sonho de um distribuir de livros devido à sua população extremamente piedosa.



Em 2012, a divisão da BBT que publica livros em espanhol e português vendeu mais de um milhão de livros pela primeira vez em décadas.



É um momento empolgante para se estar no ramo de livros com temática espiritual na América Latina. É claro que o percurso até onde estamos foi em algo similar a uma montanha-russa.



Depois de um começo vigoroso durante a vida de Srila Prabhupada, fundador da ISKCON, a BBT na América Latina se tornou cada vez mais forte, prosperando mesmo em uma época em que outras partes do mundo encontravam dificuldades. No final dos anos 80 e começo dos anos 90, os devotos no Brasil, sozinhos, estavam distribuindo quase um milhão de livros ao ano.



No começo dos anos 90, todavia, as mudanças administrativas que haviam abalado o restante da ISKCON chegaram à América Latina. Importantes líderes da ISKCON partiram, e a distribuição de livros reduziu-se a quase nada. Dívidas e inseguranças atacaram a comunidade do sankirtana.



A situação mudou para melhor em 2004, no entanto, quando o distribuidor de livros Aravinda Dasa e o trustee e diretor da BBT Hanuman Dasa estabeleceram um novo começo nos escritórios da BBT na Cidade do México.



“O crédito pelo aumento na distribuição de livros é de Aravinda Prabhu”, Hanuman diz. “Ele ajudou e capacitou os rapazes e as moças no templo da Cidade do México, entusiasmando todos a criarem uma consciência de distribuição de livros. Ele falava sobre isso nas aulas e oferecia os resultados às Deidades pela manhã. E funcionou”.



A distribuição de livros cresceu rapidamente na Cidade do México, e, de lá, devotos criaram grupos viageiros e cobriram o restante do país. Eles, então, começaram a viajar a outras partes da América Central, incluindo a Guatemala e Honduras. E, finalmente, o fogo do sankirtana se alastrou mais ao Sul, alcançando a Venezuela, Colômbia e indo além, acendendo entusiasmo em países que não viam acontecer distribuição de livros há muitos anos.



Durante o processo, Aravinda e Hanuman garantiram que os erros do passado não fossem cometidos, colocando o treinamento consciente de Krishna e o cuidado com os devotos acima das vendas.



“Demos a eles o tempo e os recursos para estudarem bhakti-shastri, fazerem seminários de comunicação e outros cursos, e aprenderem a tocar harmônio”, Hanuman diz, “tudo o que nós distribuidores de livros mais antigos não tivemos. E o resultado foi muito bom. A distribuição de livros cresceu porque se sentiram reciprocados e cheios de entusiasmo e inspiração”.



Em 2010, a BBT criou seu próprio departamento latino-americano de sankirtana, assumindo completa responsabilidade pela distribuição de livros em vez de se apoiar na administração da ISKCON.



Hoje, há estável empenho na distribuição de livros no México, Peru, Brasil, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai. Alguns devotos vão às ruas por conta própria, ao passo que outros participam de grupos de sankirtana viageiro. Alguns distribuem em casas, escritórios e comércios, enquanto outros visitam escolas e universidades. Porém, aonde quer que vão, são bem recebidos.



“Uma vantagem de distribuir livros na América Latina é que as pessoas são muito piedosas”, Hanuman diz. “Então, é como o paraíso para os distribuidores de livros. As pessoas lhe dão as últimas moedas de seu bolso. Mesmo se forem ativas em outra religião, mostram-se abertas e educadas e levam um livro”.



De acordo com Hanuman, o México, em particular, é “um dos países mais fáceis no mundo, depois da Índia”, e as pessoas lá são “super piedosas”. E, no Brasil, onde há uma congregação muito grande e ativa na ISKCON, com cerca de 5000 membros, as pessoas também são extremamente receptivas e abertas.



Essa resposta do público, combinada à organização refeita e o entusiasmo dos devotos, resultou na ampliação das vendas na divisão de língua espanhola e portuguesa da BBT de 350.000 livros em 2006 para 1.073.000 em 2012. E tudo indica que os números crescerão.



Ao mesmo tempo, a estrutura dos “bastidores” também melhorou. Hoje, a divisão da BBT de língua espanhola e portuguesa tem um escritório na Espanha, e quatro na América Latina: um na Cidade do México; outro em Lima, no Peru; um na Argentina e um no Brasil. Também possui muitos depósitos satélites em países como Panamá, Chile e Colômbia.



Mais de trinta devotos trabalham nos escritórios da América Latina, incluindo muitos devotos da segunda geração. E, enquanto no passado, muitos desses escritórios eram isolados, Hanuman assegura que agora trabalhem juntos como uma equipe coesa.



Assim como aos talentosos distribuidores de livros, também cabe a essa equipe garantir que os livros sejam vendidos na rua, criando capas e títulos atrativos. Na América Latina, o Bhagavad-gita Como Ele É de bolso vende particularmente bem, assim como livros que são compilações dos ensinamentos de Srila Prabhupada feitos especialmente para o mercado latino, como Meditação e Superconsciência e Karma, a Justiça Infalível.



Assim como no caso dos livros distribuídos nas ruas, a comunidade internacional de devotos se maravilhará ouvindo sobre o trabalho da Sankirtana Books, uma companhia irmã da BBT no Brasil.



Ao longo dos últimos dois anos, a Sankirtana tem um contrato de distribuição com mais de cem livrarias no Brasil, incluindo algumas das redes mais importantes, como Livraria Cultura, Fnac, Livraria Saraiva e Livraria Leitura.



Como resultado, todas essas livrarias disponibilizam para seus clientes livros de Srila Prabhupada, incluindo A Ciência da Autorrealização e edições de luxo e de bolso de O Bhagavad-gita Como Ele É, ambos com boas vendas.



“Quando publicamos o Gita de luxo, noventa por cento de nossa tiragem é vendida em livrarias”, Hanuman diz.



A Sankirtana Books também traduz e publica obras de autoria de outros devotos e também as distribui a grandes livrarias. A editora trabalha atualmente na tradução de The Journey Home, de Radhanatha Swami; Here Comes the Sun: The Spiritual and Musical Journey of George Harrison, de Yogesvara Dasa, e nos clássicos Mahabharata e Ramayana, ambos recontados por Krishna Dharma. Tudo isso indica um futuro promissor para a BBT na América Latina.



Agora que a distribuição de livros cresceu vastamente e recebeu forte e estável infraestrutura, o próximo passo para a BBT é terminar alguns projetos que aguardam conclusão há muitos anos por obstáculos financeiros.



“No ano passado, finalmente publicamos o Chaitanya-charitamrita em espanhol pela primeira vez”, Hanuman diz. “Já o tínhamos traduzido desde meados dos anos 90, mas simplesmente não tínhamos dinheiro para publicá-lo. Agora, estamos em uma maratona de produção do Bhagavatam para tentarmos republicá-lo no ano que vem tanto em espanhol quanto em português”.



Outro importante passo para a BBT na América Latina foi a criação no Brasil de um software totalmente integrado, que já foi introduzido no Brasil e será replicado em todos os outros escritórios.



“Antes, para sabermos quantos livros tínhamos em um depósito, eu tinha que entrar em contato com os devotos encarregados de cada escritório”, Hanuman diz. “Era um sistema muito primitivo. Com o novo programa, teremos imediatamente na ponta de nossos dedos as informações de quantos livros temos, quantas cópias de um título em particular nós vendemos e o que está acontecendo em cada país. Também poderemos criar e consolidar relatórios anuais para todos os escritórios, e conhecer quais são as atuais tendências na distribuição de livros”.



Hanuman sorri. “Até agora, foi tudo apenas intuitivo, no escuro. Portanto, esse programa nos será de grande auxílio”.



por Madhava Smullen

PROGRAMAÇÃO CINEMATECA | 05 A 11 DE JULHO DE 2013





De 05 a 11 de julho – sessão às 20h



Exibição do filme MUITAS VIDAS DE VALÊNCIO XAVIER (BR/PR – 90’ –



documentário - DVD). Direção: Beto Carminatti.



Documentário sobre a vida e a obra do escritor, jornalista, cineasta Valêncio



Xavier.



Classificação 14 anos



Ingresso pago: R$ 5 (inteira) – R$ 2,50(meia) – R$1 (aos domingos)



Cinemateca



Rua Carlos Cavalcanti, 1.174 – São Francisco.



Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às



22h30. Sábados e domingos, das 14h30 às 22h30.



Informações: (41) 3321-3252

PROGRAMAÇÃO CINE GUARANI | 05 A 11 DE JULHO DE 2013






De 05 a 11 de julho de 2013 – 16h (de terça a domingo):



ANIMAÇÕES PARA A INFÂNCIA



A animação brasileira vive um momento de grande expansão. E as maiores



beneficiadas são as crianças. Por ter uma linguagem extremamente lúdica,



a animação é usada para divertir e ensinar. Os filmes deste programa



proporcionam às crianças o contato com a cultura de diversas partes do Brasil,



revelando seus sotaques e costumes. Muita cor, ação, humor, música, poesia,



política e amor fazem parte deste programa, que tem personagens inusitados,



como um camaleão faminto, uma águia, um brigadeiro – o docinho! (chamado



de negrinho pelos gaúchos) –, uma bruxinha baiana, um veado e uma onça,



o vento, uma pequena multidão e um bode (que, com muita determinação,



consegue salvar uma árvore de ser cortada). Imperdível!



GILDA E GILBERTO (SP, 2003 – 8’ – animação – cor – DVD).



Direção: Érica Valle



BARTÔ (GO, 2006 – 7’ – animação – cor – DVD).



Direção: Luiz Botosso e Thiago Veiga.



A BRUXINHA LILI (BA, 2008 – 6’ – animação – DVD).



Direção: Leonardo Copello



O VENTO (RJ, 2007 – 4’ – animação – cor – DVD).



Direção: Pedro Pazelli



O POVO ATRÁS DO MURO (MG, 2007 – 7’ – animação  – cor –DVD)



Direção: Marconi Loures



O VEADO E A ONÇA (SP, 2006 – 13’ – animação – cor – DVD)



DOCINHOS (RS, 2002 – 8’ – animação – cor – DVD)



CALANGO! (DF, 2007 – 8’ – animação – cor – DVD)



Classificação livre



Ingresso gratuito



De 05 a 11 de julho de 2013 – sessões às 18h e às 20h (de terça-feira a



domingo):



Exibição do curta-metragem OVOS DE DINOSSAURO NA SALA DE ESTAR



(BR/PR, 2011 – 12’ – documentário – blu-ray). Direção de Rafael Urban.



A alemã Ragnhild Borgomanero, de 77 anos, estudou fotografia digital e fez



cursos de Photoshop e Premiere para manter viva a memória de seu falecido



esposo, Guido, com quem reuniu a maior coleção particular de fósseis da



América Latina.



AS HIPER MULHERES (BR, 2012 – 80’ – documentário – blu-ray)



Direção: Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro.



Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o



Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa



cantar uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios, enquanto



a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente



doente.



Classificação 10 anos



Ingresso pago: R$ 5 (inteira) R$2,50 (meia) – R$ 1 (aos domingos)



Portão Cultural



Cine Guarani



Av. República Argentina, 3.430 – Portão.



Funcionamento: de terça a domingo, sessões normalmente às 16h, 18h e 20h.



O acesso ao Cine Guarani, a partir das 19h, é feito pela portaria do



estacionamento.



Fone: (41) 3345-4051

Banda Uó lança o clipe de "Cowboy"





Conhecida por seu estilo muito original, visual bem elaborado e performances animadas, a Banda Uó lança o terceiro clipe do álbum “Motel” (Deck). O vídeo é da música “Cowboy” http://www.youtube.com/watch?v=S2cBwOf_Uww e foi dirigido pelo vocalista Mateus Carrilho, com direção de fotografia de Fernando Nogari.



Para as gravações, Mateus levou Davi Sabbag e Candy Mel para sua cidade natal, Goianésia, no interior de Goiás. “Cowboy” é uma balada romântica, que alia o pop do trio ao estilo sertanejo. O vídeo traz de volta a essência da banda de fazer clipes com uma trama, com eles atuando, e é a maior produção deles até o momento. As imagens foram inspiradas num casamento de roça antigo e narram uma história de amor e traição, com um final surpreendente.



Mais informações: http://deckdisc.com.br/

O FINO NO SAMBA



Musical sobre o mais brasileiro de todos


os ritmos estreia


no Teatro Itália, no dia 05 de julho.






Guilherme Silva, Heloisa Jorge e Esdras de Lúcia



No espetáculo O FINO NO SAMBA três cantores da noite convidam o público para um passeio pelo melhor do mais brasileiro dos ritmos. Esse é o mote que traz à cena: Rosa do Morro, João do Pandeiro e Zé da Quebrada, vividos pelos atores Heloísa Jorge (novela Gabriela), Guilherme Silva (microserie O Canto da Sereia) e Esdras de Lúcia (musical Ary Barroso), respectivamente.



Crooners de uma casa de shows, em uma noite de estreia o trio recebe a plateia para um novo espetáculo de samba. Só que as canções desse repertório vão ganhando um contorno especial durante o espetáculo, pois desnudam as relações pessoais, e histórias de vida das personagens.



O FINO NO SAMBA foi roteirizado pelo dramaturgo Elísio Lopes Jr. com direção geral assinada pelo baiano Kleber Borges Sobrinho e com arranjos do musicista Bruno Elisabetsky e preparação vocal de Daniel Maia. As músicas serão executadas ao vivo e um corpo de baile dará o contorno às cenas, mostrando toda a elegância do samba.



No roteiro musical contamos com letristas como: Paulinho da Viola, Paulo Cesar Pinheiro, Benito de Paula, Caetano Veloso, Agepê, entre outros, todos pertencentes a elite do samba brasileiro.



Com estreia marcada para 5 de julho, às 22h, no Teatro Itália, em São Paulo, O FINO NO SAMBA conta, ainda, direção de arte de Adriana Hitomi e coreografia de Anderson Rodrigo.




Serviço:

O FINO NO SAMBA

Autor: Elísio Lopes Jr
Diretor: Kleber Borges Sobrinho

Diretor musical: Bruno Elizsabetsky

Diretor vocal: Daniel Maia

Coreografia: Anderson Rodrigo



Atores: Esdras de Lúcia, Heloisa Jorge e Guilherme Silva

Bailarinos: Michelle Tobias,  Adeilton Ribeiro e  Rafael Leal

Banda/ Músicos: Violão: Bruno Elizsabetsky
Cavaquinho: Marcelo Kurchal
Percussão:  Franklin Santos e  André Kurchal


Temporada: de 05 de julho à 25 de agosto de 2013

sextas e sábados,  às 22h,  e domingos, às 20h



Classificação: 14 anos

Duração: 80 minutos

278 lugares



Ingressos populares: R$ 30,00 (inteira) e R$15,00 (meia)

Bilheteria das 15h às 21 horas (de 3ª a 5ª)

e das 15h às 22h (6ª e sábados) e das 15h às 20h (domingos)

Telefone: 11- 3255.1979

Vendas antecipadas via internet: compreingressos.com

11. 2122.2474


Cartões aceitos – Todos
Cheques: Não
Venda e reserva por telefone: Não
Meia entrada para aposentados, professores da rede

estadual e estudantes (mediante documento comprobatório)



Local: Teatro Itália

www.teatroitalia.com.br

Av. Ipiranga, 344 – Centro



Ar condicionado
Acesso e banheiro para deficientes físicos
Estacionamento – serviço de valet conveniado ao Edifício Itália



Ficha técnica
Autor: Elísio Lopes Jr
Diretor: Kleber Borges Sobrinho

Diretor musical: Bruno Elizsabetsky

Diretor vocal: Daniel Maia

Coreografia: Anderson Rodrigo



Atores:

Esdras de Lúcia

Heloisa Jorge

Guilherme Silva



Bailarinos:

Michelle Tobias
  Adeilton Ribeiro
Rafael Leal


Banda/ Músicos:

Violão: Bruno Elizsabetsky
Cavaquinho: Marcelo Kurchal
Percussão:  Franklin Santos
            André Kurchal


Direção de arte e figurinista: Adriana Hitomi

Iluminação: Dahriel Souza
Operação de Luz: Cleiton de Souza
Operação de Som: Sidnei Rodrigues
Arte gráfica: Alessandro Romio

Foto: Thiago Borba

Administração Financeira: Marta Tramonti

Produção Executiva: Marcelo Nascimento e Súlivam Sena

Coordenação de produção: Erlon Bispo e Cleiton de Souza

Realização Sazarte Produções Ltda



Sobre o elenco




Atriz angolana, radicada no Brasil há 16 anos, natural da Lunda Norte,

província do Dundo-Chitato, Heloisa Jorge é filha de pai brasileiro e mãe

angolana. O interesse pelo fazer teatral vem do desejo de futuramente

poder ajudar jovens angolanos por meio da arte, com esse intuito, a atriz

graduou-se em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia,

atuando no cenário teatral baiano desde 2003.

No período de Janeiro a Abril de 2013, fez a direção artística do projeto

de arte educação “Malta da Paz e da Alegria”, nesta ocasião, Heloisa

Jorge é convidada a contribuir para com a profissionalização do fazer

teatral em Angola. Ainda na terra natal, a atriz foi convidada pelo

conceituado dramaturgo angolano, José Mena Abrantes, a apresentar o

monólogo “Amêsa” no ano de 2009, realizando uma turnê de 9

apresentações na capital do país.

No Brasil, Heloisa Jorge, vem realizando trabalhos no cinema, teatro e

televisão, tais como o longa metragem “Capitães da Areia” dirigido por

Cecília Amado e a minissérie “Gabriela” de Walcyr Carrasco, produzida

pela Rede Globo de Televisão. No cenário teatral baiano a atriz foi

indicada ao prêmio Braskem de teatro na categoria de melhor atriz pelo

espetáculo teatral “O Dia 14”, dirigido por Ângelo Flávio, e em 2009 é

indicada ao mesmo prêmio, na categoria melhor atriz coadjuvante pelo

espetáculo “A Farsa da Boa Preguiça”, dirigido por Harildo Déda.



CHOCOLATE QUENTE NOS JARDINS


O Choco Chaud da Chocolat du Jour

pode ser levado para casa ou ser saboreado

nos endereços mais charmosos da cidade




O friozinho combina com chocolate quente;

e juntos eles  podem transformar

o tempo em um momento especial.



A Chocolat du Jour oferece

o único chocolate quente

com lasquinhas de chocolate.

Para preparar basta adicionar

água quente.





O Choco Chaud vem acompanhado

por uma deliciosa colher coberta

com chocolate que derrete ao mexer.



Um programa perfeito para

as tardes de outono-inverno

é degustá-lo nas mesas da

Chocolat du Jour do Shopping Cidade Jardim

e na  nova loja dos Jardins que

conta com mesas ao livre para

a degustação de suas criações e drinks

a base de chocolate, como o Choco Chaud,

o tradicional chocolate quente da marca.





Um programa perfeito para

as tardes de quem circula pela região.



Chocolat du Jour

Loja Virtual – www.chocolatdujour.com.br

Informações (11) 3168-2720

Shopping Iguatemi – Piso Térreo

Shopping Cidade Jardim

Rua Haddock Lobo, 1421 – Jardins

Horário de funcionamento:

De segunda a sábado, das 10h às 20h

e domingo, das 13h às 18h30

FPA Informa 06


Dilma enviará hoje proposta de questões para plebiscito: A presidenta Dilma Roussef prometeu enviar hoje ao congresso suas sugestões de temas que poderão fazer parte do plebiscito sobre a reforma política. A intenção do governo é não tornar a consulta popular muito complexa, limitando-a a poucas perguntas acerca do mecanismo de financiamento eleitoral e da forma de escolha dos candidatos.
Comentário: A ideia da realização do plebiscito está bastante consolidada nos planos do governo, que usará sua força para aprovar a convocação da consulta no Congresso Nacional o quanto antes. A presidência já realizou uma consulta ao TSE, que está definindo quais seriam os prazos mínimos para realização do plebiscito, assim como calculando seus custos (estimados em R$500 milhões) e sua operacionalidade. Há ainda no Congresso alguma resistência à ideia do plebiscito, mas parece pouco provável que os congressistas afrontem a vontade expressa nas ruas de maior participação direta nos rumos da nação, particularmente nos rumos da política, ideal tão bem captado pela presidenta Dilma na ideia do plebiscito. A resistência inicial da oposição ao plebiscito é natural e compreensível dado o papel exercido por estes deputados, no entanto pode se provar um “tiro no pé” daqueles que mantiverem posição contrária à consulta popular, dada a possibilidade de serem identificados como pessoas não comprometidas com a mudança nas instituições democráticas exaustivamente reclamadas pela população nos dias atuais.

Indústria patina e crescimento do segundo trimestre está ameaçado:A indústria apresentou um resultado negativo em maio, devolvendo grande parte do crescimento elevado de 1,9% registrado em abril. Superando negativamente as expectativas dos analistas (que esperavam uma queda de 1%), a indústria apresentou recuo de 2% na comparação com o mês anterior, acumulando crescimento de 1,7% em 2013 e recuo de 0,5% no acumulado de 12 meses. A queda na produção industrial foi puxada pelo setor de bens de capital, que teve uma retração de 3,5% no mês, mas ainda cresceu 12,5% em relação a maio de 2012. Os setores de bens intermediários, bens de consumo duráveis e bens de consumo não duráveis tiveram quedas menores no mês (-1,1%, -1,2% e -1% respectivamente), porém apresentam resultados piores se considerado o mesmo mês de 2012 (-0,6%, 4,1% e 0,8% respectivamente). De 27 setores pesquisados, 20 apresentaram retração da produção, com destaque para a queda de 5% na produção de máquinas e equipamentos, 4% de alimentos e 2,9% na produção de veículos.
Comentário: A queda na produção industrial em maio era esperada, mas surpreendeu pela sua intensidade. Como os protestos e manifestações tiveram início em junho, a queda acentuada da produção industrial não pode ser atribuída a eventuais paralizações na produção, tampouco está vinculada à piora acentuada no clima de negócios do país. A queda da indústria em maio e os sinais de estagnação da produção industrial em junho indicam um segundo semestre menos dinâmico do que o inicialmente esperado no campo industrial, o que somado ao possível baixo do varejo em junho (mês dos protestos que abalaram as vendas e os negócios ao redor do país), prenuncia um crescimento menor no segundo trimestre.

Setor externo e inflação preocupam, mas dão sinais alentadores: Os resultados divulgados ontem sobre o setor externo e a inflação indicam que, apesar de apresentarem dificuldades no curto prazo, estes indicadores econômicos podem melhorar ao longo do ano. A balança comercial de junho foi superavitária no montante de US$ 2,394 bilhões, com as exportações totalizando US$ 21,227 bilhões e as importações US$ 18,833 bilhões. No campo inflacionário, o IPC-S desacelerou na quarta quadrissemana de junho para 0,35% (ante 0,37% da quadrissemana anterior), enquanto IPC-FIPE acelerou de 0,10% para 0,32%, abaixo do esperado pelo mercado (que esperava alta de 0,46% em média).
Comentário: As exportações apresentaram um aumento de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, pontualmente influenciadas pela venda de uma plataforma petrolífera no exterior, o que levou ao crescimento atípico no registro de exportações de bens manufaturados (18%). Apesar disso, junho é o primeiro mês sem a influência negativa da contabilização tardia das importações de petróleo e derivados feita pela Petrobras no ano de 2012. Sendo assim, a expectativa é de que até o final do ano o déficit acumulado no primeiro semestre de 2013 (US$ 3 bilhões), artificialmente inflado por esta contabilização tardia, se reverta e torne-se um superávit, diante do arrefecimento das importações (dado um crescimento menor da economia) e um crescimento na exportação de petróleo e grãos. Já no campo inflacionário, a redução do crescimento, o arrefecimento do varejo e a queda do preço das commodities no mercado internacional pressionam os preços para baixo, enquanto a desvalorização cambial pressiona positivamente os preços. Só será possível realizar um balanço prospectivo da inflação para 2013 quando tivermos mais segurança a respeito do nível em que se estabilizará a taxa de cambio e o preço das commodities no mercado externo.


Itamar Assumpção revisitado no Paiol



Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Suzana Salles apresentam repertório baseado na discografia do músico

A música inventiva e inconfundível de Itamar Assumpção (1949 - 2003) poderá ser ouvida no palco do Teatro do Paiol. Um trio formado por Kiko Dinucci (Passo Torto e Metá Metá), Juçara Marçal (Metá Metá) e Suzana Salles (Isca de Polícia) tocam pela primeira vez em Curitiba o repertório do músico paulista. O show será no dia 13 de agosto, sábado, às 21h.

Suzana Salles acompanhou Itamar Assumpção como integrante da banda Isca de Polícia e também fez parte (ao lado do compositor) da Banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé. Suzana trafegou pela cena musical dos anos oitenta, época que a mídia batizou como "Vanguarda Paulista", que além de Itamar e Arrigo, também contava com grupos como Rumo e Premeditando o Breque.

Em 2010, Juçara e Kiko, junto com Beto Vilares, participaram do evento Caixa Preta, em homenagem à discografia de Itamar Assumpção, relendo o disco "Pretobrás 2".

No ano seguinte, Suzana, Kiko e Juçara resolveram se juntar para reler a obra de Itamar na pequena casa paulistana de shows Casa de Francisca em um formato mais econômico. É essa apresentação, baseada nos 12 discos do músico, que o trio traz agora a Curitiba. Fiel à estética sonora do compositor, com ênfase nos baixos, pausas, diálogos e arranjos inusitados que costumava mostrar em suas apresentações, os três intérpretes mostram um pouco da obra inovadora do Nego Dito no ano em que sua morte completa dez anos.

Itamar Assumpção

Nascido na cidade de Tietê, São Paulo, em 1949, Itamar cresceu em Arapongas, no Paraná. De lá saiu para fazer teatro e música em Londrina e, em 1973, mudou-se para São Paulo para dedicar-se à sua carreira. Parceiro de Alice Ruiz, Arrigo Barnabé, Luiz Tatit, Paulo Leminski, entre outros, lançou discos independentes em uma época em que a indústria fonográfica era dominada pelas grandes gravadoras. Com fama de "maldito" -- contra sua vontade -- foi responsável por uma sonoridade ao mesmo tempo simples e rebuscada,. Projetos recentes como o relançamento de sua discografia e o documentário "Daquele Instante em Diante" (2011) reacenderam o interesse do público pela sua obra.

Serviço:
Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Suzana Salles cantam Itamar Assumpção
13 de julho, sábado, 21h
Ingressos: R$ 25 e R$ 12,50 (meia-entrada)
À venda na bilheteria do Paiol: terça a sexta, das 13h30 às 19h. Sábado e domingo: das 15h até o horário do evento
Somente dinheiro
Informações: 3213-1340

Produção: Santa! Produção e Fineza Comunicação & Cultura
Apoio: Prefeitura Municipal de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, Secretaria de Turismo de Curitiba, Adega Boulevard, T2 Eventos, Cantina do Délio, Estofaria, A Confeiteirinha, Ocupa Filmes, Musicletada, Blog Tudo o que você (ou)vê

Museu da Fotografia exibe ensaio fotográfico sobre o Edifício Teixeira Soares





O fotógrafo curitibano Maurício Savrassof responde pelo ensaio fotográfico Sobre Vestígios, que ocupa a Galeria do Museu da Fotografia Cidade de Curitiba a partir das 9h desta quinta-feira (4). Com oito imagens, a exposição registra aspectos do Edifício Teixeira Soares, antiga sede da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), localizado na Rua João Negrão, no Centro de Curitiba, e repassado à Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2008.

O prédio de 13 mil metros quadrados, desativado desde meados dos anos 90, permaneceu longo tempo sem ocupação e atualmente encontra-se em reforma. “Investigo os rastros de uma memória latente, em um espaço degradado pelo abandono e pela ação do tempo”, explica o artista, que usa a fotografia digital para captar a história do imóvel. A mostra permanece aberta ao público até o dia 11 de agosto de 2013, com entrada franca. 

Nascido em 7 de novembro de 1979, Maurício Savrassof sempre teve afinidade com a imagem, tendo trabalhado em áreas como desenho, ilustração, gravura, design gráfico e cinema. “Em 2007, descobri a minha verdadeira paixão, a fotografia, linguagem que para mim é uma forma de expressão e de questionamento do mundo”, enfatiza o fotógrafo.

Formado em Design Gráfico, pela Universidade Federal do Paraná, e em Tecnologia em Fotografia, pela Universidade Tuiuti do Paraná, mesma instituição na qual obteve especialização em Processos de Produção de Imagens em Fotografia, Savrassof aprimorou conhecimentos em vários cursos ligados à fotografia.

Entre as exposições das quais participou consta a coletiva Semana da Foto de Curitiba (2012), no Museu da Fotografia de Curitiba, além de ter trabalhos selecionados para importantes eventos, entre eles a 10ª Mostra Nacional de Audiovisual Universitário de Mato Grosso (2011), quando foi premiado na categoria Web Movie, como editor e ator do curta-metragem Origin of man. Em 2013, integrou a Mostra Foto-Crítica, organizada pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). 



Serviço:

Exposição Sobre Vestígios, ensaio fotográfico realizado pelo fotógrafo curitibano Maurício Savrassof.

Data: de 4 de julho (abertura às 9h) a 11 de agosto de 2013.

Local: Galeria do Museu da Fotografia Cidade de Curitiba (Solar do Barão – Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro).

Horário de visitas: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h.

Entrada franca.

Fly lança o primeiro clipe




Formada em São Paulo, a banda de vocais Fly nasceu do encontro de Paulo, 22, Caique, 18 e Nathan, 20. Figuras frequentes em revistas teen, reality shows e eventos voltados para o público jovem, descobriram por acaso a vontade mutua de começar a carreira artística fazendo o que mais gostavam, música.



Enquanto se preparam para lançar seu primeiro EP, que terá cinco músicas inéditas, o trio acaba de lançar seu primeiro single e clipe, da música "Quero Você" http://www.youtube.com/watch?v=L8rAgnAO0uU. A composição dos garotos, que conta com forte influência de música pop como One Direction, Justin Bieber, BTR e outras, alcançou 50 mil visualizações em cerca de 48 horas, e as mídias sociais da banda, em pouco mais de um mês, já contam com mais de cem mil seguidores.



O fenômeno de fãs que se forma é facilmente explicado pelo forte carisma dos integrantes e seu diferencial vocal. Paulo já passou por diversas bandas em sua cidade natal, Curitiba, e em São Paulo. Apesar de jovem, acumula quase 7 anos de experiência no rock e pop nacional.


Caique, que durante muito tempo trabalhou como modelo e emprestou sua imagem para diversas marcas voltadas ao público teen, despertou novamente a vontade de cantar e surpreende todos que esperam "só mais um rostinho bonito".


Fechando o trio, Nathan. Conhecido por seus diversos vídeos na internet, sua voz completa e equilibra o trio, soando pop e diferente ao mesmo tempo.



Naturalmente, e sem querer, esse três meninos acharam a fórmula pra chegar ao sucesso, talento, voz, carisma e vontade. As fãs que se espalham e se multiplicam a cada minuto estão ai pra provar isso.



https://www.facebook.com/FlyBr

http://www.youtube.com/OficialFlyBr

http://instagram.com/oficialflybr

https://twitter.com/flybr

Baile dos Werneck estreia no Centro Cultural Rio Verde dia 5 de julho com show de Márcio Werneck & os Chegados







No próximo dia 5 de Julho o músico Márcio Werneck estreia um novo show no Centro Cultural Rio Verde. A apresentação homenageia os mestres do soul brasileiro.



A ideia do baile surgiu durante os shows Marcio Werneck & Chegados, num momento em que eles faziam uma pequena homenagem a Jorge Ben e Tim Maia, e, de repente, as pessoas começaram a dançar de rostinho colado. A partir daí decidiram fazer um “baile”, no qual se resgata a época dos bailinhos, com os passinhos de funk (original) e a famosa sessão de musicas lentas.



O foco do Baile fica na homenagem a Tim Maia e Jorge Ben , duas das maiores influências de Márcio Werneck. Além de canções do  repertório deles, como “Azul da Cor do Mar”. “Umbabaraumba” e “Bebete Vambora”, a banda tocará clássicos como “Easy”, do The Commodores, “Superstition”, do Stevie Wonder, entre outras.



Márcio Werneck (voz e guitarra) será acompanhado pelos Chegados: Carlos Strobing (baixo), Marinho Lemes (bateria), Márcio Forte (percussão), Theo Werneck (guitarra e backing vocal), Edy Trombone (trombone) e Jean Arnoult (saxofone).



Antes e depois do show, o DJ Theo Werneck , que dispensa apresentações, arrepia nas pick-ups com o melhor do black mundial.



Show: Baile dos Werneck

Local: Centro Cultural Rio Verde – Rua Belmiro Braga, 181 – Vila Madalena – São Paulo – SP

Data: Dia 29 de Junho de 2013

Horário de abertura da casa: 22h00

Horário do show: 00h

Entrada: R$ 20 até 23:30hs (as entradas só serão vendidas na hora); R$ 25após a s 23:30



Reestréia do espetáculo Avenida Q será no dia 6 de julho

Atenção:

A reestréia do espetáculo Avenida Q

será no dia 6 de julho,

sábado, às 16h, no Teatro Sérgio Cardoso



Sucesso em todo o Brasil,

visto por mais de  200.000.00 espectadores,

musical volta a São Paulo

em curta temporada popular

AVENIDA Q

Estreia no dia 6 de julho,sábado, às 16h

Recomendação: 14 anos





Sucesso de crítica e público em cidades como em Londres e Nova Iorque, onde lota diariamente o Golden Teather desde 2.003, Avenida Q é um retrato irreverente e politicamente incorreto da sociedade contemporânea.



Apesar de apresentar no palco a interação entre bonecos e atores, ele é indicado, e até recomendado, para maiores de 14 anos, por abordar temas atuais, como: a descoberta do sexo e do amor, a homossexualidade, o desemprego, a navegação na Internet, especialmente em busca de pornografia, entre outros, vão dando vida a uma galeria de tipos que travam uma árdua luta pela sobrevivência, mas sem nunca perder o bom humor.



O personagem principal desta história é Princeton, um jovem recém formado, de olhos vivos e brilhantes, que tem pouco dinheiro e muitos sonhos.



Ele acaba indo morar na Avenida Q, endereço onde consegue pagar o aluguel, e acaba encontrando vizinhos receptivos: o casal de noivos Brian e JapaNeuza (ele desempregado e com sonho de ser comediante e ela uma psicóloga que não têm pacientes), Nick e Rod (companheiros de quarto, sendo que Rod guarda um grande segredo pessoal), Trekkie (um monstro viciado em internet), Katie (uma linda professora-assistente do jardim de infância) e o zelador Gary (Gary Colleman, um menino que fez sucesso na TV).



No desenrolar da história, Princeton se depara com as dificuldades que surgem no dia a dia e fica numa grande dúvida quanto ao rumo que deve tomar em sua vida


A História do espetáculo



Avenida Q começou sua carreira no circuito off - broadway, no Vineyard Theatre, em Março de 2003, onde ganhou opiniões entusiasmadas e foi prorrogada mais de quatro vezes.



Ganhou o Prêmio Lucille Lortel Outstanding New Musical em 2003, bem como uma nomeação para o prêmio Outer Critics Circle Outstanding Off-Broadway Musical. A carreira na Broadway, no Golden Theatre, começou em 11 de Julho de 2003 com as pré-temporadas e com lançamento em 31 de julho de 2003.



Em uma repetição das suas realizações em New York, durante o 2.004 TONY AWARDS em que ganhou, entre outros, o prêmio de Melhor Musical, em Londres Avenue Q bateu toda a concorrência e ficou com o Variety Club Award 2006. Anunciado em uma cerimônia no Hotel Savoy no domingo, 19 de novembro, o Prêmio foi recebido por todo o elenco.



Sucesso de crítica e público em diversas cidades como em Londres e Nova Iorque, onde lota diariamente o Golden Teather desde 2.003.







Serviço

Avenida Q

.Texto: Jeff Whitty

.Versão Brasileira Original: Claudio Botelho

.Direção Original: Charles Möeller

.Direção Geral: Christina Trevisan

.Direção Musical e Preparação Vocal: Adriano DiSidney

Elenco: Marilice Cosenza / Roberto Donadelli / Will Anderson /

Leandro Lacava / Carla Masumoto / Adriano DiSidney

Andreza Medeiros / Rafael Pucca / Marcos Lanza

Talitha Pereira / Andrei Presser

Reestreia: dia 6 de julho de 2013, sábado, às 16h.

Temporada: até 25 de agosto

Horários: quartas e quinta feiras às 21h

e  aos sábados e domingos, às 16h.

. Classificação etária: Indicado para maiores de 14 anos

. Duração: 2h15

Gênero: Comédia Musical

Capacidade: 856 lugares

. Preços: R$ 40,00 inteira e R$20,00 meia entrada

.Bilheteria do teatro: De quarta a domingo a partir das 14 hs até a hora do espetáculo

.Vendas antecipadas: De quarta a sábado das 14 ás 19 hs

Local: Teatro Sergio Cardoso – Sala Sergio Cardoso

Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - SP

(11) 3288 0136

Vendas pela Internet: Ingresso Rápido

www.ingressorapido.com.br

4003.1212

















FICHA TÉCNICA

AVENIDA Q

.Letras e Musicas

Robert Lopez e Jeff Marx

.Texto

Jeff Whitty

.Baseado na idéia Original de

Robert Lopez e Jeff Marx

.Versão Brasileira

Claudio Botelho

.Direção Original

Charles Möeller

.Direção Geral

Christina Trevisan

.Direção Musical e Preparador Vocal

Adriano DiSidney

.Coordenação de Manipulação de Bonecos

João Bresser

.Bonecos Concebidos e Desenhados por

Rick Lyon

.Cenário

Rogério Falcão

.Figurinos

Mareu Nitschke

.Iluminação Original

Paulo César Medeiros

.Designer de Som Original

Marcelo Claret

.Orquestrações

Stephen Oremus

.Vídeos

Renato Jabuka

O elenco do espetáculo musical Avenida Q,

para o Brasil, é composto por:

.Roberto Donadelli

(Princeton e Rod)

.Marilice Cosenza

Kate Monstra e Lucy De Vassa

.Jonathas Joba

(Brian)

.Leandro Lacava

(Nick e Trekkie Monstro)

.Carla Masumoto

(Japa Neusa)

.Adriano DiSidney

(Gary Coleman)

.Andreza Medeiros

(Ursinha do Mal, Trekkie Monstro / “Kate Monstro, Lucy De Vassa” (Swing)

.Rafael Pucca

(Ursinho do Mal / “Princeton, Rod” (Swing)

.Will Anderson

(“Brian” (Swing)

.Marcos Lanza

(“Trekkie Monstro / Nicky e Ursinho do Mal Azul” (Swing)

.Talitha Pereira

(“Japa Neusa / Ursinha do Mal / Dona Coisa Ruim” (Swing)

.Andrei Presser

(Teclado 01)

.Confecção Das Cabeças Gigantes

Fernando Gomes

.Confecção das Caixinhas Cantantes

LFC Bonecos

.Confecção do Inflável

Air Show

.Cenógrafa Assistente

Natália Lana

.Cenotecnico

André Salles e Equipe

.Cenotecnico - SP

Jorge Basto

.Produção de Objetos e Adereços

Natália Lana

.Pintura Cenográfica

Naira Santana

.Pintura Cenográfica - Manutenção - SP

Fabinho Nascimento

.Ilustrações de Plotagens

Barbara Lana

.Assistente de Figurino

Priscila Peliks

.Costureira – SP

Raimundo – Erivelto

.Visagismo

Beto Carramanhos

.Perucaria

Simone Momo

.Iluminador Assistente

Darhiel Souza

.Sonoplastia

Marcelo Claret

.Camareira

Rita Andrade

.Contrarregras

André Ferreira

Rogério Febraio

.Operador de Luz

Leandro Justino

.Operador de Som

Bruno dos Reis

.Microfonista

Felipe Marcondes

.Direção de Técnica

Giselle Said

.Programação Visual e Fotos

Erik Almeida

.Gestão Cultural

Via Cultura

.Assistente de Produção

Elis Braga

.Direção de Produção

Valdir Archanjo

Ubirajara Saide

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Gilberto Freyre , o “anarquista construtivo” enfrenta a “escola sociológica paulista”




     Este seria um belo título para um filme “cult” dos idos anos 70 . Mas na verdade esse embate foi muito mais elitista e futriqueiro que o seu  título popular. Como sabemos , quem se auto-intitulou de “anarquista construtivo” foi Freyre, quando se via questionado por ser o que, os paulistas por exemplo, chamavam de “conservadorismo empedernido”. Mas, se hoje, os nossos cientistas sociais podem ostensivamente e com legitimidade , pesquisar sobre a questão da mulher , minorias sexuais e o universo doméstico é graças a sua obra polêmica  Casa Grande & Senzala .
    As críticas ao seu trabalho muitas vezes se atinham a sua forte preocupação com a sexualidade ou ainda faziam recriminações à sua visão de “uma sociedade  em que predominam mecanismos de acomodação e conciliação. Isso era demais para sociólogos da Universidade de São Paulo (USP) , que ainda  o consideravam um colecionador de objetividades ( ou de obviedades)” .
    Passaram-se os anos e pouco a pouco, a importância de sua obra , inegável, vai sendo resgatada . Volta a ser citado e muitos até fazem até um verdadeiro “ato de contrição”. A jornalista Rose Nogueira (criadora do extinto e revolucionário programa TV Mulher)  ressalta, por exemplo, que na obra de Gilberto Freyre fica muito bem explicitada a função da mulher no trato das tarefas diárias em uma fazenda . Que ela é quem verdadeiramente era “comandante-em-chefe” dos feitores. Que essa visão da mulher no comando dos negócios acaba por ser incorporado nas obras ficcionais e aparece emblemáticamente nas cenas da novela televisiva Terra Nostra . Com certeza, sem Gilberto Freyre e a inspiração de seu trabalho para outros pesquisadores, jamais teríamos essa visão  e sim, a outra oficial, de uma sociedade patriarcal e patronal.
     No prefácio de sua terceira edição de casa Grande & Senzala, Gilberto Freyre diz receber com naturalidade as críticas “sem se achar, entretanto, obrigado a modificar os seus pontos de vista”. Reparos como o do Professor Coornaert, da Sorbonne, sobre o que considera preocupação excessiva com o elemento sexual na interpretação de alguns aspectos característicos da formação social do Brasil. Críticas estas que obtiam ressonância nos “sorbonardes” da dita esquerda sociológica paulista.
     Em entrevista concedida em 1985 a Benjamim e Cilene Areias, Freyre fala dessa sua relação com a intelectualidade esquerdista. “Eu sempre fiz restrições a certos usos do marxismo, mas não se pode apresentar nenhuma atitude antimarxista sectária de minha parte. E fiz um grande convertido: o inteligentíssimo Oswald de Andrade. Num de seus artigos no Correio da Manhã ele tratou de sua conversão ao ‘pós-marxismo de Gilberto Freyre’, dizendo que não rejeitara o que aprendera de marxismo , mas achava que isso não satisfazia mais: Marx foi homem de uma época européia, e nós estávamos noutra  época. Ora , quem é pós-marxista não é antimarxista.”
Em outra entrevista, anterior a essa (1980) a Ricardo Noblat, então chefe de sucursal da Revista Veja e que foi publicada pela revista Playboy, experiente o jornalista tentava fazer Gilberto Freyre falar sobre seus críticos , que teimavam em não reconhecer a sua importância internacional, esquivo acaba por falar nas desvantagens do sucesso- “ A desvantagem é que você fica muito exposto ao chato. Essa é a desvantagem principal, porque o chato existe e não é só brasileiro: o chato é internacional...E você tem de se defender sem magoar aquilo que o chato bem-intencionado representa. Porque o chato por vezes é bem-intencionado . Ele não é chato porque quer ser : ele é chato porque é chato.” E citava como chato o amigo Oscar Niemeyer –“que é um arquiteto genial, é muito ignorante. É difícil você manter uma conversa interessante com ele.(...)há pessoas que são muitíssimo mais interessantes escrevendo do que falando”. Com tiradas como essa Gilberto Freyre atraia sobre sí não simplesmente as críticas acadêmicas , mas também as rusgas primárias e a ira da “inteligência da esquerda”.
    E fustigando a intelectualidade paulista também com artigos contra o modernismo. “...no total, a Semana de Arte Moderna representou uma introdução arbitrária , no Brasil, de modernices européias, sobretudo francesas. Sem dúvida, cultura brasileira em geral e as artes brasileiras em particular, precisavam na época de serem modernizadas, revigoradas – mas levando-se em conta a realidade regional brasileira, suas tradições características às quais se poderia adaptar inovações européias. Isso não se fez em São Paulo, mas sim no Recife, num movimento menos badalado, como se diria hoje, do que a Semana de Arte Moderna de São Paulo. Esse movimento foi regionalista, tradicionalista e, a seu modo , modernista, ao qual estiveram ligados artistas como Vicente do Rego Monteiro, um renovador da pintura e da escultura.”
    Gilberto Freyre começou a ser conhecido em São Paulo por um outro intelectual paulista que, coincidentemente, criticou a Semana de Arte Moderna, Monteiro Lobato que  divulgava os artigos de Freyre  na Revista do Brasil .
     Mas a briga com a  “escola sociológica paulista” estava longe de acabar, seu apoio à ditadura que instalou-se após o Golpe de 64 , levou-o a praticamente ser expurgado dos currículos da Universidade de São Paulo . Mais tarde , Gilberto Freyre reconheceu que não era antimilitarista mas, “devo dizer que nunca me enganei com esse surto militar iniciado em 1964, o que me levou a recusar convites do General Castello Branco para ocupar um Ministério ou Embaixada em Paris. Os militares se deram aos tecnocratas, que comprometeram os valores éticos do Brasil e nada fizeram para diminuir o desprezo pelo nordeste, que já se manifestava então no Centro-Sul. Você não pode definir o Ministro tecnocrata por excelência, o Delfim Netto, senão como um quase patológico antinordestino.” Como vemos sobrou até para a direita paulista.
     Porém, o mais interessante vem ainda a acontecer, como todo roteiro de filme “cult” , vilões e heróis acabam por se confundir. Na correspondência pessoal de Gilberto Freyre encontramos uma carta datada de  7 de Abril de 1961 , em papel timbrado da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo , assinada pelo Professor Florestan Fernandes. Agradecia  a hospitalidade recebida por ocasião de sua passagem por Recife. Afirmava ter levado as melhores impressões do trabalho que estava sendo realizado pelas duas instituições que Freyre dirigia e ia além...”Agora o principal objetivo desta carta: os dois primeiros doutoramentos da cadeira de Sociologia I, a realizar-se em breve, de candidatos que trabalharam sob  minha orientação, devem ocorrer dentro deste semestre. Os  candidatos são seus conhecidos e admiradores : Fernando Henrique Cardoso e Octavio Ianni. Os trabalham versam assunto de sua principal área de estudos – a sociedade senhorial brasileira, só que agora vista do ângulo das relações entre o senhor e o escravo no sul do Brasil (Porto Alegre e Curitiba). Queríamos prestar-lhe uma homenagem, que constitui ao mesmo tempo uma honra para nós, pedindo-lhe para participar da banca examinadora”.
Pois bem,  o então futuro “príncipe dos sociólogos” e “Presidente do Brasil” poderia ser examinado por Gilberto Freyre... Na mesma entrevista  concedida a Ricardo Noblat ,  Gilberto Freyre fala sobre esses três personagens – “Dos sociólogos paulistas, o que eu considero a figura máxima é Fernando Henrique Cardoso, que é até político militante marxista, mas há pouco, num artigo, mostrou-se simpático às minhas atitudes, embora divergindo de mim. Outro marxista, mas este do Rio, o antropólogo Darci Ribeiro, um grande antropólogo, escreveu uma introdução para a edição venezuelana de meu livro Casa Grande & Senzala , que é talvez o que de melhor já se escreveu a respeito do ponto de vista antropológico e sociológico. Agora, ambos são marxistas eminentes. Mas quando o marxista é um Octávio Ianni, que não é intelectualmente honesto, a meu ver, e um outro que já nem me lembro o nome...”Noblat se apressa em lembrar.....”Florestan Fernandes?” E Gilberto Freyre continua- “Florestan. Que não é desonesto mas que é um fanatizado pelo marxismo. Esses desonestos ou esses fanáticos superiores – eu respeito o Florestan Fernandes, uma cultura real, um talento autêntico, mas fanatizado – enfim , eu não os considero como representantes do que há de melhor na sociologia e na antropologia paulista . Mas, são os mais ruidosos e os mais badalados por nossa querida imprensa”.
     Quando Fernando Henrique Cardoso ainda era Senador pelo PMDB-SP , e sabe-se lá se acalentava o sonho de ser Presidente reeleito, publicou um artigo no Jornal O Globo de 26 de julho de 1987 republicado dez anos depois no Diário de Pernambuco. Nele era o sociólogo Fernando Henrique que falava e chamava Gilberto Freyre de “um verdadeiro criador”. Talvez quisesse dizer...um verdadeiro “criador de casos”, mas discorria que “há alguns anos –em 1973- escrevi um artigo sobre ‘Casa Grande & Senzala’. Foi um ato de contrição. Eu lera , obviamente, e muitas vezes, não só ‘Casa Grande & Senzala’, mas alguns outros livros de Gilberto Freyre. Membro da ‘escola sociológica paulista’ que sou e interessado nas questões raciais e na escravidão ( minha tese de mestrado, em co-autoria com Octavio Ianni, e a tese de doutorado foi sobre o ‘Capitalismo e escravidão no Brasil Meridional’) , li Gilberto Freyre quando estudante e na época das teses universitárias com o olhar severo do jovem que buscava o rigor científico e tinha em Florestan Fernandes o mâitre a penser.”
     E continua o sociólogo “Pois bem, na releitura crítica percebi o pecado (venial , por certo) que cometera. Gilberto Freyre não podia ter sido lido como um colecionador de objetividade (ou de obviedades). Nem do ângulo científico nem do ângulo político”. (...) “Rótulos não se sustentam diante do verdadeiro criador, Freyre me capturou. Não por sua ‘ciência’, mas por ter sido capaz de propor um mito-fundador.” Casa Grande & Senzala” e o próprio Gilberto Freyre são parte constitutivas do Brasil : falsos ou verdadeiros, a obra e o criador, pela força macunaímica que têm, expressam o que nós somos”.
    “Ás vezes não gostamos: é a vaidade transbordante, a pequena mentira, a perspectiva ilusória. Mas não apenas em Gilberto Freyre : tudo isso está contido na nossa cultura. As vezes nos deliciamos: são os quitutes, é o sexo obsessivo, é o popularesco, é o povo próximo de nós. Mas também  neste caso, é mito.”
    “Morto Gilberto Freyre, continua vivo o mito que ele produziu”.

     Ainda bem. Pena que outros mitos não sejam tão geniais.    
 
                                  Eduardo Cruz é jornalista  paulistano

"Vozes" de Ana Luíza Amaral

"Vozes"

de Ana Luíza Amaral

No de Paginas:120
   
Yara Frateschi Vieira escreve sobre "Vozes" de Ana Luíza Amaral -

"Dois poemas circunscrevem o território poético em que transitam os textos deste último volume de Ana Luísa Amaral: o que lhe serve de abertura intitula-se “Silêncios” e o que o fecha, “Vozes”. Assim, no plural, silêncios e vozes remetem-nos, em primeira instância, a experiências concretas na relação miúda e cotidiana com os seres e objetos, lugares e momentos, emoções e afetos, que, não obstante, nos atingem de forma pontual e única / o fio mais afiado que punhal.

Mas, por outro lado, defrontamo-nos também com o silêncio e a voz, demarcadores de uma linguagem que se reconhece, antes de mais nada, como o lugar da falha, da falta, da incoincidência, e nele aceita instalar-se, exibindo-o, ao mesmo tempo que procura frestas por onde escapar. A inscrição minuciosa da busca desses caminhos, com os seus desvios, correções de percurso e becos sem saída, é não só um tema preferido, mas um procedimento constitutivo da poesia de Ana Luísa Amaral.

Para ele contribuem a violência operada sobre a sintaxe, por meio de elisões e suspensões, ou as alterações bruscas na dicção; para o mesmo fim, trabalham as revisitações de certos poemas, corrigindo-os, ampliando-os ou explicitando sentidos que antes tinham estado subentendidos ­— talvez.

Preferindo, contudo, deixar visível o que neles rasura, e insistindo igualmente no registro da sua própria hesitação ou luta, a poeta rejeita a forma mais discreta que a escrita (ao contrário da fala, que não pode apagar o impróprio) lhe permitiria. Assume, dessa maneira, para usar uma palavra que lhe é cara, a imperfeição como dado ineludível do existir e do dizer.

Além de retrabalhar os seus próprios poemas, revisita também textos de outros autores, às vezes com um grau alto de fidelidade, como na tradução de Rilke; outras, rasurando parcial ou mesmo quase completamente o texto original: reinventa, assim, a trágica história do mítico par amoroso, Pedro e Inês, ao pôr em cena, em tom burlesco, um casal contemporâneo de velhos com as suas mazelas físicas, perdido totalmente o fulgor que ele bem sabe ser doença / de imaginação. Reelabora ainda, na secção “Outras Vozes”, certos temas míticos da história portuguesa, a partir de perspectivas que lhe dita a consciência da modernidade, atenta às explorações de toda ordem: a das novas terras colonizadas ou a das mulheres enquanto protagonistas anônimas, silenciosas e muitas vezes vítimas da história.

A paisagem vulcânica dos Açores surge-lhe como um texto onde se pode ler o princípio / de tudo / como um quadro / negro. Mas, a visita à torre de Galileu (“Galileu, a sua torre e outras rotações”) induz o verso a buscar o avesso da criação (não por acaso avesso é também uma palavra eleita pela poeta, quem sabe pela afinidade etimológica com verso), projetando-a para daqui a cinco bilhões de anos, quando a Terra murchará como maçã / num sótão às escuras; o que sobrar de nós talvez, num acaso feliz, se reorganize para compor o andamento próximo:/ o quinto / movimento — sobre o qual, contudo, o poema silencia."



UM LANÇAMENTO